segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 777

Arte de capa por Nic Klein

Capa alternativa por Glenn Fabry

Capa alternativa por Mike Perkins
- Captain America n° 18 (Maio de 2014)

* "The Iron Nail: Part 2" - História escrita por Rick Remender, desenhada por Nic Klein, colorizada por Dean White, editada originalmente por Tom Brevoort

"O Prego de Ferro - Parte 2" - Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 17, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino


Falcão espreita com o Capitão América em uma duna no deserto do Saara, espionando as ações de Maria Hill e alguns agentes da SHIELD em uma de suas bases. (Nota: sim, o Falcão... já recuperado e voando livre, leve e solto depois da concussão que sofreu... pode estranhar a vontade). Maria Hill havia saído com pressa da estação central, mantendo segredo. Mas há algo grande e grave acontecendo e em torno de alguém que declarou guerra à própria SHIELD. A dupla de heróis só não sabe quem é e porque está fazendo isso agora. O Falcão sintoniza um chamado da Hill... e é tão urgente que ela está chamando qualquer agente da SHIELD. É hora dos heróis agirem... mas... Outros agentes motorizados e um enorme tanque atacam em nome da Hidra. Claramente, são agentes da SHIELD mentalmente controlados. O Capitão América derruba um dos agentes e toma sua moto para seguirem mais rápido. Quatro agentes motorizados saem do tanque e os perseguem. Por incrível que aparente, este é o menor dos problemas. O Capitão América sabe que a SHIELD já passou dos limites algumas vezes e teme o que vá encontrar naquela base. Quase duas centenas de agentes morreram na base central sem nem mesmo saberem o que era guardado ali. Que segredos haverão de esconder nessa base do deserto?

Após derrubarem os agentes motorizados, Capitão América e Falcão seguem para a base. Capitão faz contado com Azeviche que está procurando informações a respeito de um vilão conhecido apenas como Doutor Bolha Mental. Azeviche, diz que localizou o antigo ciborgue que rodava o programa do qual o vilão surgiu e que não fez nada drástico para conseguir a informação (sim, fez, torturando-o pela tal informação). Ela conta que o Doutor Bolha mental já foi um cientista da SHIELD que procurava uma técnica de guerra mais... humana. Uma resposta contra armas vivas como o próprio Capitão América. Em uma tentativa de alcançar seus objetivos, fundiu o soro do supersoldado com a estrutura da droga LSD. E utilizou ele mesmo como cobaia. Acabou enlouquecendo e matando todos no projeto. Também tentou desmantelar a SHIELD antes de ser aprisionado. Suas energias mentais são expelidas em forma de bolhas que alteram a realidade através de uma válvula em sua testa. Essas bolhas são mapas de sonhos, com o poder de envolver a vítima em um mundo de fantasia baseado nos seus desejos mais íntimos. Quando ele acaba com a vítima, a fantasia fica sombria e acaba usando os desejos do hospedeiro para matá-lo, tanto dentro da bolha... quanto na realidade. Azeviche ainda alerta Steve que só há uma maneira de escapar do ataque do vilão... Cometer suicídio antes que a fantasia o mate.

Enquanto Azeviche explica, os dois heróis escapam de mais um ataque dos agentes dominados. Por fim, Falcão invade um dos tanques do ataque e descobre que ele está sendo teleguiado. Ele escapa da explosão quando o tanque detecta sua invasão mas, antes, um dos disparos atinge a moto que o Capitão pegou. O herói salta no momento da explosão e encontra, logo abaixo, um aeroporta-aviões do tamanho de uma cidade. Bem diferente, e possivelmente mais letal, dos que os que conhece da SHIELD. Porém, quando o Capitão América o alcança, vislumbra outros aeroporta-aviões chegando para impedir o roubo desses. E se ele não sabe o motivo sombrio que os levou a criar o gigantesco que estava sendo roubado... muito menos pode saber do que a agência seria capaz para deter esse roubo... mesmo ele estando na linha de fogo.

Continua...
Arte de Nic Klein





  

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sábado, 11 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 776

Arte de capa por Nic Klein

Arte de capa por Rags Morales
 - Captain America n° 17 (Abril de 2014)

* "The Iron Nail: Part 1" - História escrita por Rick Remender, desenhada por Nic Klein, colorizada por Dean White, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 16, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino


Neva nas ruas do Brooklyn, onde Steve Rogers e Jet passeiam na multidão. Ele pergunta se ela viu alguma coisa interessante enquanto ele esteve fora, na missão para deter o Bazuca. Omitindo seu encontro com o Caveira Vermelha, ela diz que não e muda rapidamente de assunto, perguntando mais sobre o Bazuca. Ela viu muitas propagandas políticas dizendo que o Capitão América teve sua reputação manchada, algo com o qual ele se importa muito, já que é um representante do povo e tem a responsabilidade de personificar altos padrões morais. Apesar de, para Jet, parecer que Bazuca é uma espécie de traidor de um clã (a nação americana), Steve diz que, na verdade, ele é doente. Não faz as coisas intencionalmente. Ao contrário da Dimensão Z, a nação que Steve defende não realiza execuções sem um julgamento, linha de ação que os define contra o inimigo. Steve, no entanto, se preocupa de quase ter cruzado essa linha. Quando Jet tenta justificar que ele deveria ter matado Bazuca, pois a nobreza do herói o está levando longe demais... é como se ele ouvisse o próprio Arnim Zola, pai dela, falando. De repente, um executivo esbravejando ao celular corta o caminho dos dois, quase os atropelando. É em momentos assim que o pragmatismo de Zola, de certa forma, faria certo sentido. Pesar a mão em um sujeito mal educado como aquele não seria tão ruim.

Steve desconfia de um trio logo atrás do executivo na entrada do prédio e os segue. De fato, eram homens que atacaram seus seguranças, fizeram o bom e velho discurso justificando sua violência, apontaram o dedo para sua vítima e a ameaçaram dentro do banco. Características de quem é o bandido da história. Steve o ataca... mas um cajado nas mãos de um dos homens dispara uma forte descarga de energia, lançando-o longe. Enquanto o líder dos criminosos volta a discursar sobre a "escória capitalista daquela nação", Jet o lembra de que aquele que ele atingiu talvez ainda não tenha acabado. De fato, o traje por baixo da roupa de Steve o protegeu da rajada e ele revida derrubando o homem com o cajado. Jet consegue dar conta dos outros dois. Caídos, os homens desaparecem em fachos de luz depois de o líder apertar um comando. Steve se dirige ao executivo (outrora mal educado) que foi atacado pelo trio e lhe pergunta se os conhecia. Ele diz que não, ajoelhando-se, e quer agradecer o Capitão com um cheque ou o que ele possa fazer por ele. Steve apenas o olha com nojo. Uma chamada de Maria Hill convoca Steve para a base da SHIELD no Grand Canyon com urgência. Algo terrível aconteceu.

Steve encontra a base a SHIELD totalmente destruída por conta de uma explosão. Em um dos andares, a "bomba": apenas o que sobrou do corpo do Bazuca após os explosivos colocados em nele terem feito o serviço, levando sua vida... e a de cento e sessenta e seis agentes. Steve se sente culpado por ter levado Bazuca até a base. Conclui que ele falhou. Deveria saber. Jet alerta que a acusar-se não vai levar a nada. As equipes de busca ainda procuram por sobreviventes. Falcão e Nick Fury Jr não foram encontrados. Por enquanto, foram considerados como mortos. Como se já não bastasse de más notícias, uma arma secreta que estava naquela base desapareceu. Uma "arma" que foi criada como resposta a outros experimentos como o Capitão América, Wolverine, Bazuca e todos que foram alterados ao longo dos anos. Azeviche, que se concentrava enquanto Steve e Maria conversavam, diz que localizou o Falcão. Ele está caído na água com uma concussão severa. Ainda há tempo (mas urgência) para salvá-lo.

(adaptado do roteiro de Rick Remender)
Arte de Nic Klein

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 775

Arte de capa por Nic Klein

Capa alternativa por Chris Eliopoulos

Capa alternativa por Lee Bermejo
- Captain America n° 16 (Abril de 2014)

* História escrita por Rick Remender, desenhada por Pascal Alixe, colorizada por Edgar Delgado, Antonio Fabela e Israel Silva, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 15, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino

Esta edição, apesar de ser um número da revista do Capitão América, é um interlúdio onde o herói não aparece. A história e protagonizada por Azeviche (Jet), filha de Zola que saiu da Dimensão Z juntamente com o Capitão.

Em um dia frio, com prédios cobertos pela neve, Azeviche faz uma espécie de ronda para conhecer melhor esse novo mundo. E a decadência que ela vê nada lhe agrada. Afinal, é exatamente como o pai dela, Zola, havia lhe falado. Um mundo onde os fracos sofrem e os poderosos prosperam. Um mundo, a seu ver, selvagem e movido por instintos predatórios. Ela chega até mesmo a questionar se Steve Rogers tinha tanta razão quando lhe ensinou a agir do lado do que ele considera o bem. A cidade a revolta a ponto de incomodar seus sentidos aguçados. É bem diferente do mundo controlado e perfeito que seu pai construiu. Agora acredita que seria melhor para esse habitat se ele fosse governado por um Zola.

No entanto, apesar de criada para entender que a bondade é uma fraqueza, ela a entende nos poucos que se manifesta. Não que isso a faça entender como essa virtude possa sobreviver diante de tanta depravação a sua volta.

A selvageria lhe chama a atenção quando ela presencia dois homens espancando um terceiro em um beco. Azeviche aparece no beco e os dois covardes fogem. O homem que estava sendo espancado, muito ferido, acha que ela é uma super-heroína e pergunta por que não o ajudou ao invés de estar apenas observando. Ela, com seu modo de entender peculiar, ainda lhe passa um sermão sobre a responsabilidade de se defender sem depender de outros. "Se você não for forte o bastante pra derrotar a vida... a vida te derrota." Ela parte convencida de que seu pai estava certo no que diz respeito a fortalecer esse mundo.

No telhado, um estranho chama sua atenção. Ele parece ter conhecido seu pai e a convida para jantar. Seu discurso sobre sobreviver aos males indignos daquele mundo desperta sua curiosidade. Ele lhe dá roupas mais civis, afinal seu traje da Dimensão Z não é nada discreto.

No jantar, ela não come nem bebe pois se recusa a experimentar o que considera gordura animal, cozida em mais gordura animal, temperada em creme animal, o que explicaria a obesidade grotesca dos habitantes daquela dimensão. Até mesmo o vinho não lhe parece atraente, já que é apenas uma substância alteradora de consciência. Ela o indaga sobre saber tanto dela e de seu pai. Ele explica que Zola tinha amigos e os preparou para sua chegada. O estranho é cortês demais. Demais para levantar a desconfiança de Azeviche, insistindo ser um amigo. E no seu discurso de que ela deve confiar para sobreviver ao lado dos mais fortes.

O estranho conta que seu pai, diferente do "forte" Zola, era um missionário que decidiu morar com a família na nação de Genosha, habitada por uma das mais oprimidas de todas as raças.. os mutantes. Assim que teve a oportunidade, o jovem deixou sua família para estudar fora de Genosha... longe dos fracos e oprimidos mutantes que ele aprendeu a odiar. Isso o livrou da morte quando Genosha foi dizimada por Sentinelas. A compaixão de seu pai foi o lado fraco que assassinou sua família. Mas ele encontrou outros, um "professor" forte... velho amigo de Arnim Zola... que ele gostaria de apresentar a Azeviche.

Ela fica impaciente com o demorado galanteio e exige que lhe apresente o tal homem forte.

Eles vão parar em um cortiço, onde ela começa a desconfiar. Afinal, que homem "forte" viveria no meio daquela decadência? No entanto, dentro do apartamento onde é levada... o ambiente é de ostentação... mesmo diante da presença do... Caveira Vermelha!

Azeviche fica alerta diante do vilão, que promete não lhe fazer nenhum mal em respeito da amizade com Zola, e se posiciona de forma a estar pronta a matar qualquer um naquela sala. O Caveira explica que Zola lhe pediu para treinar sua filha caso ela viesse aquele mundo. Antes que se entenda que ali está havendo uma espécie de recrutamento, a garota diz não. O Caveira mostra um de seus lacaios, vestido de Capitão América para dizer que ela irá lutar ao lado dele, pelos fracos, em uma guerra que nem mesmo ele sabe se pode vencer. Como última cartada, o vilão mostra... o próprio Zola (uma ilusão?) dizendo que sua filha deve ficar do lado dos fortes ou sucumbir. Ela decide sair daquele local.

Quando se volta para a porta de onde acabou de sair... ela está novamente no beco... com o homem que foi agredido e não ajudou. Confusa, ela apenas o ouve dizer que teve uma escolha e que quase escolheu a opção errada.
Arte de Pascal Alixe
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 774

Arte de capa por Jim Cheung e Laura Martin


Capa alternativa por Francesco Mattina
- Captain America n° 15 (Março de 2014)

* História escrita por Rick Remender, desenhada por Carlos Pacheco, artefinalizada por Mariano Taibo, colorizada por Rachelle Rosenberg, Rain Beredo e Val Staples, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 14, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino


Dentro do avião da SHIELD, o Capitão América acompanha os agentes que levam o Bazuca. Algemado o vilão diz que nunca gostou desse nome. Que não lhe serve. Ele se considera um soldado de frente de batalha, não uma bomba que é lançada a milhares de quilômetros de distância. Ele luta com aqueles que ele chama de "nossos meninos". Apenas segue ordens. O Capitão o lembra que, em matéria de ordens, lhe deram umas muito ruins. Bazuca diz que não soldados não escolhem as ordens que seguem. A lealdade de um soldado é prestada ao seu oficial no comando... e aos "meninos" de sua companhia. Ele frisa que coloca a própria vida em risco se o comandante ordenar. Tudo o que disserem. Foi nas selvas quentes que ele serviu, não em um escritório, olhando para um botão. Foi no campo de batalha que ele ouviu os "meninos" gritarem e sangragrem. Olhou dentro dos olhos do inimigo. O chamam de Bazuca bem antes do que ele se lembra. Mas ele acredita que o nome não lhe serve.

Dentro do avião também está Nick Fury Jr, que complemente dizendo que o chamam de Bazuca porque é o que esperam que o agente Simpson (seu sobrenome civil) seja. Nick leu a ficha de Simpson e descobriu que queriam que ele lutasse em terra e vencesse a guerra, independente do número de mortos. Mas quando saiu em sua primeira missão, não fez o que era esperado, interessando-se mais em proteger os soldados americanos do que em matar o inimigo. Com isso, ele foi "reconstruído" para a próxima geração de supersoldados. Mas foram longe demais com isso, reprogramando o cérebro do agente Simpson e garantindo que ele seria incapaz de ignorar suas ordens. No final, Bazuca é uma vítima de homens malignos que perverteram sua honra. Fury aponta para uma das agentes no avião, Lamia, cujo pai foi um dos homens que Simpson salvou antes de morrer. A agente não foi recrutada para estar no avião por acaso. Ela, indiretamente, é uma lembrança a Simpson do que ele já foi. A agente Lamia diz que, por ter salvo o seu pai (o que, se não tivesse acontecido, não permitiria que ela estivesse ali agora), Simpson foi o "Capitão América" dele.

Todos concordam que Simpson, afinal, foi sim um bom soldado. Corrompido contra sua vontade. Mas o que querem que ele concorde... é que mentiram sobre suas ordens. Ainda assim, Bazuca continua acreditando que seu "general" apenas o envia nas missões em que a prosperidade e segurança da nação estão em risco. Soma-se a isso o fato de que o tal "general" lhe disser para não confiar em ninguém até a vitória final.

Steve pontua que não há nada pra vencer. A guerra acabou e é hora de voltar pra casa. Mas Steve também sabe como isso é difícil. Significa retornar a um mundo que já não é familiar como antes. Sorrir e fingir que tudo é normal. No entanto, para se crescer... é necessário deixar o passado. E, por enquanto, essas devem ser as ordens que Bazuca deve aceitar.

Todos sabem que a culpa não é exatamente de Bazuca. Mas ele precisa dizer de quem estão vindo suas ordens. Mesmo porque, isso é vital para evitar uma guerra iminente devido as suas ações. Bazuca está disposto a tentar contar tudo de que se lembra.

Quando chegam a uma das estações da SHIELD, no Grand Canyon, Fury cumprimenta Steve por conseguir falar com Bazuca. Steve sabe que é mais fácil ensinar para outros aquilo que nós mesmos precisamos aprender. Afinal, em qualquer tipo de guerra, chega o momento em que temos que retornar. Mesmos nossas guerras pessoais.

Falcão dá uma carona para Steve ao Brooklyn. Agora a preocupação não é descobrir o que fizeram com o Bazuca, mas que fez. O plano por trás disso parece simples: difamar um super-herói dos Estados Unidos para difamar os próprios Estados Unidos. Steve sente que o Falcão acha que há algo mais. De fato, Sam acha que quando alguém orquestra algo tão perfeitamente... passar por toda a dificuldade de sequestrar e enganar alguém tão perigoso como o Bazuca... o buraco pode ser bem mais embaixo. Steve concorda. Mas o plano primário é a difamação. Caluniar é a maneira mais efetiva e fácil de destruir alguém. "Ninguém lê os artigos... só as manchetes".

Mas agora Steve está exausto, sem condições para tratar desse assunto. Dessa forma, o Falcão deixa seu amigo descansar enquanto ele mesmo irá ajudar a SHIELD com o Bazuca.
Arte de Carlos Pacheco
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 773

- Captain America n° 14 (Fevereiro de 2014)

* História escrita por Rick Remender, desenhada por Carlos Pacheco, colorizada por Mariano Taibo, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 13, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino


Bazuca matou dezenas de inocentes. Colocou a bandeira americana nos cadáveres.  E depois de horas, o Capitão América se levanta e continua tentando pará-lo. Apesar disso, nada diminui seu ritmo e o herói sente que está perdendo o controle, que há algo preso dentro dele que começa a se soltar. Algo furioso. Uma ira nova. Vinda do luto. Mas o fato da mente do Capitão América estar em outro lugar, mais precisamente com sua família morta, acaba deixando-o descuidado. E só depois de ser derrubado pelo Bazuca, ele percebe que a fúria não é a solução ali. Mas o intelecto pode ser.

No chão, sob a mira da arma do vilão, ele tenta argumentar, lembrando que Bazuca é um patriota, um bom soldado, afinal. E de que suas ordens são falsas. Afinal, por que ele, o Capitão América, estaria tentando impedi-lo? Lembra-o que patriotismo levado ao extremo é fanatismo, não importa quem você é ou de ONDE veio. Bazuca considera estrangeiros inimigos. Mas o Capitão prova que estrangeiros não são inimigos. Seus próprios pais eram imigrantes. Quando Steve era criança, os irlandeses, como seu pai, estavam sendo perseguidos. Foram chamados de estrangeiros sujos. Foram discriminados. Todas as religiões, todas as nacionalidades querem o mesmo: ver seus filhos crescerem fortes, oferecer segurança para suas famílias... viver em paz. E foi por essa paz que eles, Capitão América e Bazuca, se tornaram soldados. Pra lutar por um mundo pacífico.

As verdades ditas pelo Capitão América chocam Bazuca, que abaixa a guarda e ajuda o herói a se levantar. O Capitão reforça que as ordens que o Bazuca seguia eram falsas. É hora de irem para casa e encontrar quem está por trás daquilo e derrubá-los. O Capitão diz que irão ajudar Bazuca, lhe dar um julgamento justo. Meio sem graça, Bazuca concorda, apertando a mão do Capitão.

No entanto, o barulho de uma janela se quebrando acaba com o momento. Uma repórter, escondida, tirando fotos dos acontecimentos. Bazuca se arma novamente. Capitão América tenta fazer com que ele volte a se acalmar, dizendo que a repórter está com ele e que o general sabe. Mas Bazuca considera a imprensa manipuladora e mentirosa, que foram culpados por fazerem os soldados americanos parecerem maus. Novamente o vilão está descontrolado, derruba o Capitão e parte atrás da repórter.

Ambos correm pela neve, através da floresta. No caminho, Falcão tenta deter Bazuca, mas o vilão consegue derrubá-lo e nocauteá-lo. Bazuca sequer perdeu a repórter de vista, mas o intervenção de Sam foi suficiente para que o Capitão também não os perdesse. Chegam até um precipício, onde a repórter se vê encurralada. ela acaba escorregando e o Falcão, que conseguiu se recuperar a tempo, consegue pegá-la. Logo em seguida, o Capitão América ataca Bazuca com seu escudo. Dessa vez, ele compreende que não deve se conter ou ter misericórdia.

Bazuca dessa vez não pode ser ludibriado. Ele lembra o Capitão que é uma espécie diferente de soldado. De uma geração diferente. Enquanto os soldados da geração do Capitão, vinda da Segunda Guerra, voltaram para casa como heróis, a dele foi desprezada. Sequer sabem o nome dos lugares de onde seus "meninos" morreram. Afinal, eles perderam. Perderam tudo.

O discurso do Bazuca, na verdade, enfurece ainda mais o Capitão América, que revida violentamente. Lembra que pra geração dele não foi nada fácil. Não há guerra tranquila ou que se leva vantagem. Guerra é inferno! O que o Bazuca fez foi disseminar ainda mais o ódio contra os americanos, espelhar mais a guerra. Enfurecido com esse fato, ele espanca o vilão e está prestes a decapitá-lo com o escudo... quando é detido pela mão do Falcão. Muito ferido, Bazuca murmura que só estava fazendo o que foi ordenado, que só queria servir o país, deixá-los orgulhosos. Foi tudo por seus "meninos" esquecidos.

Um helicóptero da SHIELD chega, surpreendendo o Capitão América. Ele não esperava ver Nick Fury Jr tão cedo. Achava que iam esperar que derrotasse o Bazuca, para mostrar ao mundo. Inicialmente, esse era o plano. Mas a notícia vazou. A repórter enviou a foto do Capitão América apertando a mão do Bazuca, dando a impressão errada para o mundo. O Capitão esperava que o Falcão tivesse tomado sua câmera quando a salvou. Mas ele, diante do discurso da repórter sobre a liberdade de imprensa... não o fez.
 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 772

Arte de capa por Carlos Pacheco
- Captain America n° 13 (Janeiro de 2014)

* História escrita por Rick Remender, desenhada por Nic Klein, colorizada por Dean V. White, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 12, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino


A SHIELD precisa do Capitão América para resolver uma situação urgente. Maria Hill liga para o apartamento de Steve e Sam Wilson atende dizendo que o amigo, esgotado física e emocionalmente, não deve ir a campo. Maria informa que o Bazuca, um ciborgue com uma demência gravíssima, fruto de uma versão do soro do supersoldado com hiperanfetaminas está travando uma guerra no Nrovequistão, dizimando cidades e hasteando bandeiras estadunidenses nos postes. A mídia só não sabe nada ainda, o que causaria mais danos internacionalmente, pois a SHIELD está interceptando todas as transmissões e as está segurando... por enquanto. E, quando as imagens finalmente forem ao ar, é preciso mostrar o Capitão América derrubando o vilão.

Algum tempo depois, Capitão América, Falcão e Asa Vermelha pousam no Nrovequistão. O Capitão, aliás, faz questão de "pousar" no próprio Bazuca, que estava massacrando soldados. Bazuca representa tudo de mais sombrio que um país pode produzir em seu momento de declínio. O vilão também é poderoso o bastante para conseguir se proteger até mesmo do escudo do Capitão e de seus golpes. Na verdade, ele sequer se irrita com isso.

O Falcão tenta uma abordagem silenciosa. Suas asas sibilam no ar. E, ainda assim, o Bazuca consegue revidar. Ele os está dominando. É quase como se fosse um reflexo maldoso do próprio Capitão.

O ar está pesado com o cheiro de carne queimada. Bazuca corre para outro prédio e começa a disparar contra soldados que estão ali escondidos. Para detê-lo, o Capitão América se vê obrigado a ignorar os gritos e o cheiro. Erguer-se. No subida para o teto do prédio, o herói encontra o corpo carbonizado de um soldado... morto por um homem com a bandeira americana no rosto... morto por um supersoldado americano. A cada cadáver... uma família verá os Estados Unidos como um inimigo. A cada cadáver, um monumento que simbolizam que perderam o controle. Isso porque já dizem que os americanos só oferecem guerra ao mundo, que se corromperam pela ambição militar. Bazuca vai provar que estão certos. É melhor nem pensar em quantos ele já matou. Apenas fazer o que puder para salvar os que restaram.

No teto do edifício, Bazuca encurralou três soldados e lança granadas contra eles. Falcão tenta impedir, mas o vilão atira contra ele, que se defende com suas asas. Seu mascote, o falcão Asa Vermelha, agarra uma das granadas no ar, enquanto o Capitão minimiza o impacto de outra com seu escudo... caindo em choque pelo impacto, diante de um vilão que está prestes a matá-lo. Asa Vermelha consegue ganhar tempo jogando a granada, que explode em Bazuca. O Capitão aproveita o momento e ordena que os soldados encontrem um abrigo. Mas, para surpresa de todos, Bazuca, mesmo após a explosão, está inteiro e pronto para matar novamente.

Continua...
Arte interna por Nic Klein
A+:
 

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 771

 
Arte de capa por Carlos Pacheco

Arte de capa por Leonel Castellani
- Captain America n° 12 (Dezembro de 2013)

* História escrita por Rick Remender, desenhada por Carlos Pacheco, arte finalizada por Klaus Janson, colorizada por Dean V. White e Rachelle Rosenberg, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 11, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino


Em sua prancheta, Steve volta a desenhar para relaxar. Mas até em seu traço há pensamentos sombrios. Ele faz um autorretrato... onde também aparece seu "filho" de outra dimensão, Ian. Tudo agora parece tão diferente. Seus amigos são como estranhos. Não pode contar com eles dessa vez, contar pelo que passou ou como se sente fraco.

Aquela cidade não é mais seu lar, seu lar é outro plano de existência. Um lugar com dois sóis e grandes desertos púrpuras. O lugar onde deixou sua família. Onde Sharon deu sua vida. Deveria ser dele o sacrifício que impediria Zola. Ele ainda deveria estar lá. Com seu filho. O filho que Zola tomou. Porque ele sabia... Sabia que mesmo se sobrevivesse... morreria com Ian.

Seus pensamentos sombrios são interrompidos pelo chamado por ajuda... de uma voz que ele reconhece bem. Sam Wilson, o Falcão... sendo ameaçado pela violenta Jet, que pensou que ele era um invasor. Steve a acalma, explicando que o Falcão é um amigo. Falcão está aliviado, mas confuso. A "amiga pelada" de Steve disse ter parentesco com Zola. Steve explica que sua ausência nos últimos dias da Torre dos Vingadores se deve a uma folga que se deu. O Falcão já soube, por Maria Hill, sobre o que aconteceu com Sharon. Sabe que o amigo está precisando conversar e pede para ele vestir o uniforme para irem tomar um ar.

Durante a ronda, o Capitão América explica que a garota, Jet (Azeviche), é uma refugiada que está sob sua tutela enquanto se adapta. Ela foi "programada" desde o nascimento para ser uma senhora da guerra na Terra e está confusa. Apesar disso, o herói sabe que ela tem um bom coração, tendo ajudado a derrotar seu pai. De certa forma, Steve sente que se encontra na mesma situação que ela, sem lugar, desorientado, sofrendo com a perda da família. No momento, um precisa do outro.

Steve ainda explica que vieram do que chama de Dimensão Z, onde passou mais de uma época preso, graças a Zola. Mais de uma década (apesar de não parecer, já que o tempo lá corria de forma diferente). Foi também onde perderam Sharon, que salvou o mundo de Arnim Zola. O Capitão América se lembra da última conversa que tiveram, quando Sharon lhe disse que ele está congelado no passado. Algo que faz mais sentido agora, já que se sente a parte do mundo que o cerca. Ele se pergunta como poderia ser forte, se erguer e servir... se não consegue deixar o que passou.

Sam concorda que não dá pra esquecer... mas com o tempo, ele acabará deixando ir. O Falcão compreende que é difícil... quase impossível. E sabe o quanto Steve a amava.

Vertendo lágrimas, Steve conta algo que até então havia escondido de todos. Sua dor não se trata apenas de Sharon. Havia também o filho de Zola. Ele o havia salvado quando ainda era uma criança e o criou como seu próprio filho. Sharon o matou, achando que se tratava de um capanga de Zola. E agora, além de se sentir perdido, o Capitão América tenta encontrar um significado... em um mundo que já não representa mais nada pra ele.

A+:

* Foram poucas às vezes em que vimos lágrimas do Capitão América. Verter do jeito que é mostrado aqui, pra ser sincero, não me lembro de ter precedente. A impressão que se tem não é a de serem apenas sentimentos represados devido ao seu "exílio" de doze anos na Dimensão Z. Parece mais stress por todos esses anos de luta. Uma pausa onde finalmente pode exteriorizar o que seu lado mais humano sente. Apesar disso, essa segunda parte desse arco mais parece um prólogo dentro do prólogo. Da parte do herói dono do título temos essa cena mais dramática. Já o desenvolvimento da trama principal mostra a destruição que vem sendo causada por Bazuca e o surgimento de outro novo vilão, que vem controlando a situação.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 770

 
Arte de capa por Carlos Pacheco
 - Captain America n° 11 (Setembro de 2013)

* "A Fire in the Rain", história escrita por Rick Remender, desenhada por Carlos Pacheco, arte finalizada por Klaus Janson, colorizada por Dean V. White, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 10 ("Chamas na Chuva"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino


1935, Manhattan.

O médico tem que dar a triste notícia para um jovem Steve Rogers de que ele não pode fazer mais nada por sua mãe, que está muito doente. Ela, por sua vez, preocupa-se apenas com o fato de que seu jovem Steve não teria que lidar com aquele tipo de situação... apesar de ser isto um dos fatores que irão lhe definir. Apesar de Steve estar com medo (afinal, sua mãe irá deixá-lo em breve) ela sabe que ele será capaz de seguir, só, seu caminho. O jovem absorveu bem o espírito dos Estados Unidos que, apesar das dificuldades, trás o irrefreável otimismo dos livres, que mantém a segurança e a confiança no amanhã. Ela sabe que ele irá superar o luto e abandonar o passado... pois dentro dele há um grande e forte coração, de um bom homem, que o irá levar mais longe que qualquer força física. Ele se questiona como poderá avançar sem ela. E ela o lembra de que, não importa aonde ele vá, seu amor estará sempre nele... em seu coração. Onde sempre ele encontrará coragem para prosseguir.

Presente. Base terrestre da SHIELD.

Bruce Banner e Hank Pym estão em uma delicada cirurgia para eliminar os danos que Zola infringiu ao corpo de Steve Rogers. Apesar de tudo estar ocorrendo como previsto, ainda há um enorme buraco no peito do herói e muitos biocircuitos do vilão incrustados nele, com fios que se interligam ao seu sistema nervoso. Quando a operação termina (com resultados positivos) Banner se pergunta como Steve, mesmo sendo quem é, poderia sobreviver ao inferno pelo qual passou. Afinal de onde viria tamanha coragem?

Quando  acorda, Steve está com os amigos que salvaram sua vida, Bruce e Hank, juntamente com Maria Hill, da SHIELD. Ela se espanta quando ele conta que esteve na Dimensão Z por doze anos, já que o tempo lá passava de forma diferente. Banner diz que, apesar de parecer uma mera estimativa de Steve, a datação do carbono do uniforme confirma a informação. Ainda assim, Maria Hill está surpresa que Steve parece não ter envelhecido um ano sequer. Provavelmente um efeito do soro do supersoldado em suas veias. Ao menos fisicamente, Steve apresenta perfeitas condições. Apesar do protocolo, Maria se ressente em perguntar a Steve se tem certeza que Sharon não sobreviveu. Seu silêncio confirma. Imaginando o que Steve tenha passado nos últimos doze anos, Maria prefere que ele fique por perto, em observação... até mesmo para desabafar. Ele, no entanto, deixa claro que se sentirá melhor voltando à ativa. Ela lhe garante que sim e que as demais informações serão sigilosas o bastante para não sair daquela sala (recado que Hank e Bruce entendem perfeitamente). Steve pergunta sobre o paradeiro de Jet, que voltou da Dimensão Z com ele. Seus amigos informam que ela está sendo interrogada por Nick Fury Jr.

Assim que se recupera e veste seu uniforme, o Capitão América interrompe o interrogatório e leva Jet, garantido que ela estará segura. Nick autoriza, mas deixa claro que em matéria de segurança, não é exatamente com a dela que se preocupa.

Ao seguirem a sós em um aerocarro, Jet garante para Steve que contou muito sobre ela, mas nada sobre Ian... como haviam combinado.

Jet está, de certa forma, sozinha, deslocada e em um mundo (dimensão) que não é a dela. Steve sabe muito bem como é a sensação... algo parecido do que sentiu após anos congelado. Ela vê que ele está angustiado pela perda de Ian, que considerava como seu filho... mas entende que prefere o silêncio.

No Brooklyn, o aerocarro chega até uma parede que, na verdade (e como os sentidos aguçados de Jet também notam), é um holograma que encobre o apartamento de Steve. O local é repleto de lembranças de vitórias (e perdas) do passado do Capitão América.

Jet lhe diz que, quando se lembra de seu pai (Zola) e Ian (seu irmão) sente algo estranho, longo e doloroso. Steve lhe explica que isso é luto, tristeza pela perda de alguém com quem se importava. Ele a ajudará a construir uma nova vida por ali e lembra que sua mãe dizia que para superar o luto era preciso abandonar o passado. Ela, no entanto, estranha esse ensinamento de alguém que cultua o próprio passado. Steve olha em volta, para todos os troféus que recolheu no passado... e entende que acaba de ser vítima de suas próprias palavras (parafraseadas de sua mãe).

Chove torrencialmente lá fora. Ainda assim Steve e Jet estão no teto do prédio para algo que se mostra necessário. Steve olha para o isqueiro com emblema da SHIELD (outra peça de memorabília de seu passado)... acende o fogo... e joga na pilha dos troféus que agora formam uma fogueira... levando para as cinzas todos os resquícios do passado.
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A+:

* No início da história, há uma referência curiosa na cena em flashback, onde Steve comparece ao enterro de sua mãe. No cemitério, há duas lápides com os nomes de Rex Tyler e Jay Garrick, respectivamente os heróis da Era de Ouro Homem Hora e Joel Ciclone, ambos publicados pela principal concorrente da Marvel, a DC Comics.

* Apesar do início da fase escrita por Rick Remender abusar de elementos de ficção científica em seu primeiro arco (onde o herói ficou exilado na Dimensão Z), relembrando até uma fase passada em que Jack Kirby voltou para a Marvel para desenhar e escrever Capitão em histórias para lá de viajandonas, a intenção do escritor nesse seu segundo arco é mostrar um pouquinho de intriga e espionagem. Não tanto quanto a fase apresentada pelo escritor anterior, Ed Brubaker, já que alguns elementos mais fantasiosos ainda permanecem. Segundo o próprio Remender a intenção é mostrar algo como o filme "A Identidade Bourne" (protagonizada por Matt Damon em 2002), onde, na verdade, a posição de um "Jason Bourne" seria ocupada pelo vilão do arco, Bazuca (conhecido pela saga A Queda de Murdock, de Frank Miller e David Mazzucchelli e que também foi visto em uma versão para a série Jessica Jones, da Netflix).

* O apartamento de Steve Rogers está cheio de badulaques que são uma chuva de referências a aventuras passadas do personagem. Para citar uma das mais curiosas, é possível ver um exemplar da revista "Captain America Comics 1", de 1941, revista onde o Capitão América surgiu.

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