sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 775

Arte de capa por Nic Klein

Capa alternativa por Chris Eliopoulos

Capa alternativa por Lee Bermejo
- Captain America n° 16 (Abril de 2014)

* História escrita por Rick Remender, desenhada por Pascal Alixe, colorizada por Edgar Delgado, Antonio Fabela e Israel Silva, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 15, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino

Esta edição, apesar de ser um número da revista do Capitão América, é um interlúdio onde o herói não aparece. A história e protagonizada por Azeviche (Jet), filha de Zola que saiu da Dimensão Z juntamente com o Capitão.

Em um dia frio, com prédios cobertos pela neve, Azeviche faz uma espécie de ronda para conhecer melhor esse novo mundo. E a decadência que ela vê nada lhe agrada. Afinal, é exatamente como o pai dela, Zola, havia lhe falado. Um mundo onde os fracos sofrem e os poderosos prosperam. Um mundo, a seu ver, selvagem e movido por instintos predatórios. Ela chega até mesmo a questionar se Steve Rogers tinha tanta razão quando lhe ensinou a agir do lado do que ele considera o bem. A cidade a revolta a ponto de incomodar seus sentidos aguçados. É bem diferente do mundo controlado e perfeito que seu pai construiu. Agora acredita que seria melhor para esse habitat se ele fosse governado por um Zola.

No entanto, apesar de criada para entender que a bondade é uma fraqueza, ela a entende nos poucos que se manifesta. Não que isso a faça entender como essa virtude possa sobreviver diante de tanta depravação a sua volta.

A selvageria lhe chama a atenção quando ela presencia dois homens espancando um terceiro em um beco. Azeviche aparece no beco e os dois covardes fogem. O homem que estava sendo espancado, muito ferido, acha que ela é uma super-heroína e pergunta por que não o ajudou ao invés de estar apenas observando. Ela, com seu modo de entender peculiar, ainda lhe passa um sermão sobre a responsabilidade de se defender sem depender de outros. "Se você não for forte o bastante pra derrotar a vida... a vida te derrota." Ela parte convencida de que seu pai estava certo no que diz respeito a fortalecer esse mundo.

No telhado, um estranho chama sua atenção. Ele parece ter conhecido seu pai e a convida para jantar. Seu discurso sobre sobreviver aos males indignos daquele mundo desperta sua curiosidade. Ele lhe dá roupas mais civis, afinal seu traje da Dimensão Z não é nada discreto.

No jantar, ela não come nem bebe pois se recusa a experimentar o que considera gordura animal, cozida em mais gordura animal, temperada em creme animal, o que explicaria a obesidade grotesca dos habitantes daquela dimensão. Até mesmo o vinho não lhe parece atraente, já que é apenas uma substância alteradora de consciência. Ela o indaga sobre saber tanto dela e de seu pai. Ele explica que Zola tinha amigos e os preparou para sua chegada. O estranho é cortês demais. Demais para levantar a desconfiança de Azeviche, insistindo ser um amigo. E no seu discurso de que ela deve confiar para sobreviver ao lado dos mais fortes.

O estranho conta que seu pai, diferente do "forte" Zola, era um missionário que decidiu morar com a família na nação de Genosha, habitada por uma das mais oprimidas de todas as raças.. os mutantes. Assim que teve a oportunidade, o jovem deixou sua família para estudar fora de Genosha... longe dos fracos e oprimidos mutantes que ele aprendeu a odiar. Isso o livrou da morte quando Genosha foi dizimada por Sentinelas. A compaixão de seu pai foi o lado fraco que assassinou sua família. Mas ele encontrou outros, um "professor" forte... velho amigo de Arnim Zola... que ele gostaria de apresentar a Azeviche.

Ela fica impaciente com o demorado galanteio e exige que lhe apresente o tal homem forte.

Eles vão parar em um cortiço, onde ela começa a desconfiar. Afinal, que homem "forte" viveria no meio daquela decadência? No entanto, dentro do apartamento onde é levada... o ambiente é de ostentação... mesmo diante da presença do... Caveira Vermelha!

Azeviche fica alerta diante do vilão, que promete não lhe fazer nenhum mal em respeito da amizade com Zola, e se posiciona de forma a estar pronta a matar qualquer um naquela sala. O Caveira explica que Zola lhe pediu para treinar sua filha caso ela viesse aquele mundo. Antes que se entenda que ali está havendo uma espécie de recrutamento, a garota diz não. O Caveira mostra um de seus lacaios, vestido de Capitão América para dizer que ela irá lutar ao lado dele, pelos fracos, em uma guerra que nem mesmo ele sabe se pode vencer. Como última cartada, o vilão mostra... o próprio Zola (uma ilusão?) dizendo que sua filha deve ficar do lado dos fortes ou sucumbir. Ela decide sair daquele local.

Quando se volta para a porta de onde acabou de sair... ela está novamente no beco... com o homem que foi agredido e não ajudou. Confusa, ela apenas o ouve dizer que teve uma escolha e que quase escolheu a opção errada.
Arte de Pascal Alixe
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