quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 774

Arte de capa por Jim Cheung e Laura Martin


Capa alternativa por Francesco Mattina
- Captain America n° 15 (Março de 2014)

* História escrita por Rick Remender, desenhada por Carlos Pacheco, artefinalizada por Mariano Taibo, colorizada por Rachelle Rosenberg, Rain Beredo e Val Staples, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 14, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino


Dentro do avião da SHIELD, o Capitão América acompanha os agentes que levam o Bazuca. Algemado o vilão diz que nunca gostou desse nome. Que não lhe serve. Ele se considera um soldado de frente de batalha, não uma bomba que é lançada a milhares de quilômetros de distância. Ele luta com aqueles que ele chama de "nossos meninos". Apenas segue ordens. O Capitão o lembra que, em matéria de ordens, lhe deram umas muito ruins. Bazuca diz que não soldados não escolhem as ordens que seguem. A lealdade de um soldado é prestada ao seu oficial no comando... e aos "meninos" de sua companhia. Ele frisa que coloca a própria vida em risco se o comandante ordenar. Tudo o que disserem. Foi nas selvas quentes que ele serviu, não em um escritório, olhando para um botão. Foi no campo de batalha que ele ouviu os "meninos" gritarem e sangragrem. Olhou dentro dos olhos do inimigo. O chamam de Bazuca bem antes do que ele se lembra. Mas ele acredita que o nome não lhe serve.

Dentro do avião também está Nick Fury Jr, que complemente dizendo que o chamam de Bazuca porque é o que esperam que o agente Simpson (seu sobrenome civil) seja. Nick leu a ficha de Simpson e descobriu que queriam que ele lutasse em terra e vencesse a guerra, independente do número de mortos. Mas quando saiu em sua primeira missão, não fez o que era esperado, interessando-se mais em proteger os soldados americanos do que em matar o inimigo. Com isso, ele foi "reconstruído" para a próxima geração de supersoldados. Mas foram longe demais com isso, reprogramando o cérebro do agente Simpson e garantindo que ele seria incapaz de ignorar suas ordens. No final, Bazuca é uma vítima de homens malignos que perverteram sua honra. Fury aponta para uma das agentes no avião, Lamia, cujo pai foi um dos homens que Simpson salvou antes de morrer. A agente não foi recrutada para estar no avião por acaso. Ela, indiretamente, é uma lembrança a Simpson do que ele já foi. A agente Lamia diz que, por ter salvo o seu pai (o que, se não tivesse acontecido, não permitiria que ela estivesse ali agora), Simpson foi o "Capitão América" dele.

Todos concordam que Simpson, afinal, foi sim um bom soldado. Corrompido contra sua vontade. Mas o que querem que ele concorde... é que mentiram sobre suas ordens. Ainda assim, Bazuca continua acreditando que seu "general" apenas o envia nas missões em que a prosperidade e segurança da nação estão em risco. Soma-se a isso o fato de que o tal "general" lhe disser para não confiar em ninguém até a vitória final.

Steve pontua que não há nada pra vencer. A guerra acabou e é hora de voltar pra casa. Mas Steve também sabe como isso é difícil. Significa retornar a um mundo que já não é familiar como antes. Sorrir e fingir que tudo é normal. No entanto, para se crescer... é necessário deixar o passado. E, por enquanto, essas devem ser as ordens que Bazuca deve aceitar.

Todos sabem que a culpa não é exatamente de Bazuca. Mas ele precisa dizer de quem estão vindo suas ordens. Mesmo porque, isso é vital para evitar uma guerra iminente devido as suas ações. Bazuca está disposto a tentar contar tudo de que se lembra.

Quando chegam a uma das estações da SHIELD, no Grand Canyon, Fury cumprimenta Steve por conseguir falar com Bazuca. Steve sabe que é mais fácil ensinar para outros aquilo que nós mesmos precisamos aprender. Afinal, em qualquer tipo de guerra, chega o momento em que temos que retornar. Mesmos nossas guerras pessoais.

Falcão dá uma carona para Steve ao Brooklyn. Agora a preocupação não é descobrir o que fizeram com o Bazuca, mas que fez. O plano por trás disso parece simples: difamar um super-herói dos Estados Unidos para difamar os próprios Estados Unidos. Steve sente que o Falcão acha que há algo mais. De fato, Sam acha que quando alguém orquestra algo tão perfeitamente... passar por toda a dificuldade de sequestrar e enganar alguém tão perigoso como o Bazuca... o buraco pode ser bem mais embaixo. Steve concorda. Mas o plano primário é a difamação. Caluniar é a maneira mais efetiva e fácil de destruir alguém. "Ninguém lê os artigos... só as manchetes".

Mas agora Steve está exausto, sem condições para tratar desse assunto. Dessa forma, o Falcão deixa seu amigo descansar enquanto ele mesmo irá ajudar a SHIELD com o Bazuca.
Arte de Carlos Pacheco
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