quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 773

- Captain America n° 14 (Fevereiro de 2014)

* História escrita por Rick Remender, desenhada por Carlos Pacheco, colorizada por Mariano Taibo, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 13, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino


Bazuca matou dezenas de inocentes. Colocou a bandeira americana nos cadáveres.  E depois de horas, o Capitão América se levanta e continua tentando pará-lo. Apesar disso, nada diminui seu ritmo e o herói sente que está perdendo o controle, que há algo preso dentro dele que começa a se soltar. Algo furioso. Uma ira nova. Vinda do luto. Mas o fato da mente do Capitão América estar em outro lugar, mais precisamente com sua família morta, acaba deixando-o descuidado. E só depois de ser derrubado pelo Bazuca, ele percebe que a fúria não é a solução ali. Mas o intelecto pode ser.

No chão, sob a mira da arma do vilão, ele tenta argumentar, lembrando que Bazuca é um patriota, um bom soldado, afinal. E de que suas ordens são falsas. Afinal, por que ele, o Capitão América, estaria tentando impedi-lo? Lembra-o que patriotismo levado ao extremo é fanatismo, não importa quem você é ou de ONDE veio. Bazuca considera estrangeiros inimigos. Mas o Capitão prova que estrangeiros não são inimigos. Seus próprios pais eram imigrantes. Quando Steve era criança, os irlandeses, como seu pai, estavam sendo perseguidos. Foram chamados de estrangeiros sujos. Foram discriminados. Todas as religiões, todas as nacionalidades querem o mesmo: ver seus filhos crescerem fortes, oferecer segurança para suas famílias... viver em paz. E foi por essa paz que eles, Capitão América e Bazuca, se tornaram soldados. Pra lutar por um mundo pacífico.

As verdades ditas pelo Capitão América chocam Bazuca, que abaixa a guarda e ajuda o herói a se levantar. O Capitão reforça que as ordens que o Bazuca seguia eram falsas. É hora de irem para casa e encontrar quem está por trás daquilo e derrubá-los. O Capitão diz que irão ajudar Bazuca, lhe dar um julgamento justo. Meio sem graça, Bazuca concorda, apertando a mão do Capitão.

No entanto, o barulho de uma janela se quebrando acaba com o momento. Uma repórter, escondida, tirando fotos dos acontecimentos. Bazuca se arma novamente. Capitão América tenta fazer com que ele volte a se acalmar, dizendo que a repórter está com ele e que o general sabe. Mas Bazuca considera a imprensa manipuladora e mentirosa, que foram culpados por fazerem os soldados americanos parecerem maus. Novamente o vilão está descontrolado, derruba o Capitão e parte atrás da repórter.

Ambos correm pela neve, através da floresta. No caminho, Falcão tenta deter Bazuca, mas o vilão consegue derrubá-lo e nocauteá-lo. Bazuca sequer perdeu a repórter de vista, mas o intervenção de Sam foi suficiente para que o Capitão também não os perdesse. Chegam até um precipício, onde a repórter se vê encurralada. ela acaba escorregando e o Falcão, que conseguiu se recuperar a tempo, consegue pegá-la. Logo em seguida, o Capitão América ataca Bazuca com seu escudo. Dessa vez, ele compreende que não deve se conter ou ter misericórdia.

Bazuca dessa vez não pode ser ludibriado. Ele lembra o Capitão que é uma espécie diferente de soldado. De uma geração diferente. Enquanto os soldados da geração do Capitão, vinda da Segunda Guerra, voltaram para casa como heróis, a dele foi desprezada. Sequer sabem o nome dos lugares de onde seus "meninos" morreram. Afinal, eles perderam. Perderam tudo.

O discurso do Bazuca, na verdade, enfurece ainda mais o Capitão América, que revida violentamente. Lembra que pra geração dele não foi nada fácil. Não há guerra tranquila ou que se leva vantagem. Guerra é inferno! O que o Bazuca fez foi disseminar ainda mais o ódio contra os americanos, espelhar mais a guerra. Enfurecido com esse fato, ele espanca o vilão e está prestes a decapitá-lo com o escudo... quando é detido pela mão do Falcão. Muito ferido, Bazuca murmura que só estava fazendo o que foi ordenado, que só queria servir o país, deixá-los orgulhosos. Foi tudo por seus "meninos" esquecidos.

Um helicóptero da SHIELD chega, surpreendendo o Capitão América. Ele não esperava ver Nick Fury Jr tão cedo. Achava que iam esperar que derrotasse o Bazuca, para mostrar ao mundo. Inicialmente, esse era o plano. Mas a notícia vazou. A repórter enviou a foto do Capitão América apertando a mão do Bazuca, dando a impressão errada para o mundo. O Capitão esperava que o Falcão tivesse tomado sua câmera quando a salvou. Mas ele, diante do discurso da repórter sobre a liberdade de imprensa... não o fez.
 

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