segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 771

 
Arte de capa por Carlos Pacheco

Arte de capa por Leonel Castellani
- Captain America n° 12 (Dezembro de 2013)

* História escrita por Rick Remender, desenhada por Carlos Pacheco, arte finalizada por Klaus Janson, colorizada por Dean V. White e Rachelle Rosenberg, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 11, letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino


Em sua prancheta, Steve volta a desenhar para relaxar. Mas até em seu traço há pensamentos sombrios. Ele faz um autorretrato... onde também aparece seu "filho" de outra dimensão, Ian. Tudo agora parece tão diferente. Seus amigos são como estranhos. Não pode contar com eles dessa vez, contar pelo que passou ou como se sente fraco.

Aquela cidade não é mais seu lar, seu lar é outro plano de existência. Um lugar com dois sóis e grandes desertos púrpuras. O lugar onde deixou sua família. Onde Sharon deu sua vida. Deveria ser dele o sacrifício que impediria Zola. Ele ainda deveria estar lá. Com seu filho. O filho que Zola tomou. Porque ele sabia... Sabia que mesmo se sobrevivesse... morreria com Ian.

Seus pensamentos sombrios são interrompidos pelo chamado por ajuda... de uma voz que ele reconhece bem. Sam Wilson, o Falcão... sendo ameaçado pela violenta Jet, que pensou que ele era um invasor. Steve a acalma, explicando que o Falcão é um amigo. Falcão está aliviado, mas confuso. A "amiga pelada" de Steve disse ter parentesco com Zola. Steve explica que sua ausência nos últimos dias da Torre dos Vingadores se deve a uma folga que se deu. O Falcão já soube, por Maria Hill, sobre o que aconteceu com Sharon. Sabe que o amigo está precisando conversar e pede para ele vestir o uniforme para irem tomar um ar.

Durante a ronda, o Capitão América explica que a garota, Jet (Azeviche), é uma refugiada que está sob sua tutela enquanto se adapta. Ela foi "programada" desde o nascimento para ser uma senhora da guerra na Terra e está confusa. Apesar disso, o herói sabe que ela tem um bom coração, tendo ajudado a derrotar seu pai. De certa forma, Steve sente que se encontra na mesma situação que ela, sem lugar, desorientado, sofrendo com a perda da família. No momento, um precisa do outro.

Steve ainda explica que vieram do que chama de Dimensão Z, onde passou mais de uma época preso, graças a Zola. Mais de uma década (apesar de não parecer, já que o tempo lá corria de forma diferente). Foi também onde perderam Sharon, que salvou o mundo de Arnim Zola. O Capitão América se lembra da última conversa que tiveram, quando Sharon lhe disse que ele está congelado no passado. Algo que faz mais sentido agora, já que se sente a parte do mundo que o cerca. Ele se pergunta como poderia ser forte, se erguer e servir... se não consegue deixar o que passou.

Sam concorda que não dá pra esquecer... mas com o tempo, ele acabará deixando ir. O Falcão compreende que é difícil... quase impossível. E sabe o quanto Steve a amava.

Vertendo lágrimas, Steve conta algo que até então havia escondido de todos. Sua dor não se trata apenas de Sharon. Havia também o filho de Zola. Ele o havia salvado quando ainda era uma criança e o criou como seu próprio filho. Sharon o matou, achando que se tratava de um capanga de Zola. E agora, além de se sentir perdido, o Capitão América tenta encontrar um significado... em um mundo que já não representa mais nada pra ele.

A+:

* Foram poucas às vezes em que vimos lágrimas do Capitão América. Verter do jeito que é mostrado aqui, pra ser sincero, não me lembro de ter precedente. A impressão que se tem não é a de serem apenas sentimentos represados devido ao seu "exílio" de doze anos na Dimensão Z. Parece mais stress por todos esses anos de luta. Uma pausa onde finalmente pode exteriorizar o que seu lado mais humano sente. Apesar disso, essa segunda parte desse arco mais parece um prólogo dentro do prólogo. Da parte do herói dono do título temos essa cena mais dramática. Já o desenvolvimento da trama principal mostra a destruição que vem sendo causada por Bazuca e o surgimento de outro novo vilão, que vem controlando a situação.

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