domingo, 5 de fevereiro de 2017

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 770

 
Arte de capa por Carlos Pacheco
 - Captain America n° 11 (Setembro de 2013)

* "A Fire in the Rain", história escrita por Rick Remender, desenhada por Carlos Pacheco, arte finalizada por Klaus Janson, colorizada por Dean V. White, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América & Gavião Arqueiro n° 10 ("Chamas na Chuva"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Fernando Lopes e Jotapê Martins e editado por Rodrigo Guerrino


1935, Manhattan.

O médico tem que dar a triste notícia para um jovem Steve Rogers de que ele não pode fazer mais nada por sua mãe, que está muito doente. Ela, por sua vez, preocupa-se apenas com o fato de que seu jovem Steve não teria que lidar com aquele tipo de situação... apesar de ser isto um dos fatores que irão lhe definir. Apesar de Steve estar com medo (afinal, sua mãe irá deixá-lo em breve) ela sabe que ele será capaz de seguir, só, seu caminho. O jovem absorveu bem o espírito dos Estados Unidos que, apesar das dificuldades, trás o irrefreável otimismo dos livres, que mantém a segurança e a confiança no amanhã. Ela sabe que ele irá superar o luto e abandonar o passado... pois dentro dele há um grande e forte coração, de um bom homem, que o irá levar mais longe que qualquer força física. Ele se questiona como poderá avançar sem ela. E ela o lembra de que, não importa aonde ele vá, seu amor estará sempre nele... em seu coração. Onde sempre ele encontrará coragem para prosseguir.

Presente. Base terrestre da SHIELD.

Bruce Banner e Hank Pym estão em uma delicada cirurgia para eliminar os danos que Zola infringiu ao corpo de Steve Rogers. Apesar de tudo estar ocorrendo como previsto, ainda há um enorme buraco no peito do herói e muitos biocircuitos do vilão incrustados nele, com fios que se interligam ao seu sistema nervoso. Quando a operação termina (com resultados positivos) Banner se pergunta como Steve, mesmo sendo quem é, poderia sobreviver ao inferno pelo qual passou. Afinal de onde viria tamanha coragem?

Quando  acorda, Steve está com os amigos que salvaram sua vida, Bruce e Hank, juntamente com Maria Hill, da SHIELD. Ela se espanta quando ele conta que esteve na Dimensão Z por doze anos, já que o tempo lá passava de forma diferente. Banner diz que, apesar de parecer uma mera estimativa de Steve, a datação do carbono do uniforme confirma a informação. Ainda assim, Maria Hill está surpresa que Steve parece não ter envelhecido um ano sequer. Provavelmente um efeito do soro do supersoldado em suas veias. Ao menos fisicamente, Steve apresenta perfeitas condições. Apesar do protocolo, Maria se ressente em perguntar a Steve se tem certeza que Sharon não sobreviveu. Seu silêncio confirma. Imaginando o que Steve tenha passado nos últimos doze anos, Maria prefere que ele fique por perto, em observação... até mesmo para desabafar. Ele, no entanto, deixa claro que se sentirá melhor voltando à ativa. Ela lhe garante que sim e que as demais informações serão sigilosas o bastante para não sair daquela sala (recado que Hank e Bruce entendem perfeitamente). Steve pergunta sobre o paradeiro de Jet, que voltou da Dimensão Z com ele. Seus amigos informam que ela está sendo interrogada por Nick Fury Jr.

Assim que se recupera e veste seu uniforme, o Capitão América interrompe o interrogatório e leva Jet, garantido que ela estará segura. Nick autoriza, mas deixa claro que em matéria de segurança, não é exatamente com a dela que se preocupa.

Ao seguirem a sós em um aerocarro, Jet garante para Steve que contou muito sobre ela, mas nada sobre Ian... como haviam combinado.

Jet está, de certa forma, sozinha, deslocada e em um mundo (dimensão) que não é a dela. Steve sabe muito bem como é a sensação... algo parecido do que sentiu após anos congelado. Ela vê que ele está angustiado pela perda de Ian, que considerava como seu filho... mas entende que prefere o silêncio.

No Brooklyn, o aerocarro chega até uma parede que, na verdade (e como os sentidos aguçados de Jet também notam), é um holograma que encobre o apartamento de Steve. O local é repleto de lembranças de vitórias (e perdas) do passado do Capitão América.

Jet lhe diz que, quando se lembra de seu pai (Zola) e Ian (seu irmão) sente algo estranho, longo e doloroso. Steve lhe explica que isso é luto, tristeza pela perda de alguém com quem se importava. Ele a ajudará a construir uma nova vida por ali e lembra que sua mãe dizia que para superar o luto era preciso abandonar o passado. Ela, no entanto, estranha esse ensinamento de alguém que cultua o próprio passado. Steve olha em volta, para todos os troféus que recolheu no passado... e entende que acaba de ser vítima de suas próprias palavras (parafraseadas de sua mãe).

Chove torrencialmente lá fora. Ainda assim Steve e Jet estão no teto do prédio para algo que se mostra necessário. Steve olha para o isqueiro com emblema da SHIELD (outra peça de memorabília de seu passado)... acende o fogo... e joga na pilha dos troféus que agora formam uma fogueira... levando para as cinzas todos os resquícios do passado.
(clique na imagem para ver detalhes em maior tamanho)
A+:

* No início da história, há uma referência curiosa na cena em flashback, onde Steve comparece ao enterro de sua mãe. No cemitério, há duas lápides com os nomes de Rex Tyler e Jay Garrick, respectivamente os heróis da Era de Ouro Homem Hora e Joel Ciclone, ambos publicados pela principal concorrente da Marvel, a DC Comics.

* Apesar do início da fase escrita por Rick Remender abusar de elementos de ficção científica em seu primeiro arco (onde o herói ficou exilado na Dimensão Z), relembrando até uma fase passada em que Jack Kirby voltou para a Marvel para desenhar e escrever Capitão em histórias para lá de viajandonas, a intenção do escritor nesse seu segundo arco é mostrar um pouquinho de intriga e espionagem. Não tanto quanto a fase apresentada pelo escritor anterior, Ed Brubaker, já que alguns elementos mais fantasiosos ainda permanecem. Segundo o próprio Remender a intenção é mostrar algo como o filme "A Identidade Bourne" (protagonizada por Matt Damon em 2002), onde, na verdade, a posição de um "Jason Bourne" seria ocupada pelo vilão do arco, Bazuca (conhecido pela saga A Queda de Murdock, de Frank Miller e David Mazzucchelli e que também foi visto em uma versão para a série Jessica Jones, da Netflix).

* O apartamento de Steve Rogers está cheio de badulaques que são uma chuva de referências a aventuras passadas do personagem. Para citar uma das mais curiosas, é possível ver um exemplar da revista "Captain America Comics 1", de 1941, revista onde o Capitão América surgiu.

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