quarta-feira, 30 de julho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 727


Arte de Capa por Bryan Hitch









- Captain America : Man Out of Time n° 5 (Maio de 2011)

* "Man Out Of Time - Part 5", história escrita por Mark Waid, desenhada por Jorge Molina, artefinalizada por Karl Kesel, colorizada por Frank D'Armata, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Avante, Vingadores n° 53 ("Um Homem Fora do Seu Tempo - Parte 5"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Rodrigo Barros, editada por Paulo França

Steve Rogers está de volta a 1945. Ele sentia saudades de comer um dos tradicionais hot-dogs. Saudades da mesma forma que os inúmeros soldados que voltaram para casa após a guerra. Acontece que Steve não retornou da Guerra... ele retornou de seu futuro.

Após retirar uma grande quantia de dinheiro de sua conta (cem dólares), Steve liga para o General Simons. Mas ele não está. Peggy também está incomunicável. Em um estádio, durante uma partida de beisebol, ele encontra um homem assistindo o jogo com seu filho em uma área isolada. Era o tratamento dado aos negros na época. Steve se aproxima e o homem diz que já vai sair. Mas Steve insiste para que fiquem. A conversa de Steve com o garoto, incentivando-o quanto ao esporte, incomoda o pai. Ele sabe que aquele é um esporte de brancos. Steve tenta convencer o homem de que, no futuro, essa situação será diferente. Mas se dá conta que esta seria uma conversa absurda.

Passando por um circo, ironicamente ele vê algo familiar nos cartazes que apresenta um trapezista que parece usar uma couraça de ferro, chamado de Nervos de Aço, assim como O Gigante e a Pigmea. Todos lembram seus colegas, os Vingadores. O General Simons finalmente atende a ligação... mas as palavras de Steve não saem.

No século 21, Kang continua seus planos de dominação. Rick Jones estranha que um sinal de seu identicartão esteja vindo da Mansão dos vingadores. Afinal, todos os integrantes do grupo foram capturados pelo vilão. Quem, então, estaria transmitindo da Mansão?

Em uma lanchonete, Steve é encontrado por Noonan, um dos soldados que estava com ele e Bucky em Leipzig. Steve informa que Bucky não sobreviveu. A vida parece ser boa para Noonan no pós-Guerra. Steve desabafa que se sente incomodado por ter deixado amigos dele em uma situação delicada. Falhou com seus amigos. Talvez... da mesma forma que deixou Bucky. Ele diz pra Noonan que, infelizmente, estão muito longe para serem ajudados. Noonan, no entanto, cita um dos jargões do Capitão América: "Sempre existe uma maneira."

Em seu quarto, Steve olha para o identicartão dos Vingadores e se lembra do que Noonan citou. Ele escreve uma mensagem para Rick e utiliza o cartão (que é completamente programável e tem uma bateria permanente) para que dispare esse alarme em determinada data do futuro: o dia em que Kang invadiu aquela época. Ele então esconde o identicartão atrás da foto que recebeu do General Simons.

Rick chega até a Mansão dos Vingadores, procurando pela fonte de emissão dos sinais de alerta. Ele a encontra vindo de uma foto autografada do Capitão América. Era uma mensagem de Steve, pedindo para ele procurar ajuda da única pessoa que poderia alcançá-lo naquele momento.

Pouco tempo depois, um cintilante portal temporal se abre no quarto do Capitão, revelando o Doutor Reed Richards e sua máquina do tempo. Richards leva Rogers para o século 21 e diz para o herói encontrar os Vingadores rapidamente, pois Kang está vencendo.

O Capitão América aproveita que é uma espécie de anacronismo e invade a nave de Kang, encontrando Rick Jones, que tenta tirar seus amigos das celas. Com o escudo, o herói destrói os painéis que controlam a prisão. Dessa vez, o Capitão lidera os Vingadores, fazendo-os agir como uma unidade de ataque, algo que não fizeram anteriormente e os fez perder a batalha. Kang é derrotado e foge para o futuro. Todos concordam que o Capitão deveria ser o comandante da equipe. O herói só pede para que o Homem de Ferro nunca mais o chame por "listras e estrelas".

Após a vitória, Steve visita o Grand Canyon, como Bucky queria.

"Talvez eles só estivessem tentando ser gentis. Ou estavam empolgados com a emoção da vitória. Como as semanas subsequentes provaram, não importa. Depois que comecei a agir como um capitão, finalmente me tornei parte da equipe. Às vezes, tudo que você pode fazer é assumir um papel e ter paciência, enquanto ele se molda ao seu redor. Adaptar-se às circunstâncias é uma habilidade em si. Como o General Patton me disse uma vez, para um bom soldado, não existe algo como território desconhecido. Ou você planeja onde está indo ou torna o terreno seu no segundo em que suas botas tocam o chão. Patton, claro, teve o luxo de marchar rumo ao futuro, um dia de cada vez, mas ele não estava errado. 

É tentador querer viver no passado. É familiar. É reconfortante. Mas é de onde vêm os fósseis. Meu trabalho é tornar o amanhã melhor. Sempre foi. Uma vez, há muito tempo, perguntei ao Bucky qual seria o objetivo do Capitão América fora do combate. Foi uma pergunta boba. Sempre vai existir uma coisa pelo que lutar. E eu sempre serei um soldado."

A+:

* Bela homenagem, escrita por Mark Waid, nos moldes das minisséries Avengers: Earth’s Mightiest Heroes, que contavam os bastidores dos primeiros dias dos Vingadores.  Os bastidores, aqui, são os primeiros dias do Capitão América após ele ter sido descongelado, justamente pelos Vingadores, e sua adaptação aos “novos dias”.

Originalmente, os primeiros dias do Capitão no Universo Marvel “moderno”, em histórias escritas por Stan Lee e desenhadas por Jack Kirby, em 1964, tinham o tom de criticar a modernidade em o que os Estados Unidos estavam, política e culturamente, depois da Segunda Guerra. Era o ponto de vista de alguém vindo de décadas antes sobre o que se tornou o presente. Com exceção de uma ou outra história onde o herói agia como se estivesse feliz por ser um supersoldado, essas histórias mostravam um personagem pessimista e até mesmo saudosista nessa comparação de épocas.  Foi um recurso que funcionou durante um tempo, mas, visto hoje, dá a impressão que o personagem era “reclamão” de mais. Beirando a chatice e até mesmo tornando-o excessivamente ranzinza... durante muito tempo. Nessa minissérie de Mark Waid, esse tom de tristeza e saudade também está presente, porém, de forma amortecida. Mesmo porque, a história durou as cinco edições apenas. 

Há algumas diferenças em comparação a mitologia original do personagem. A mais notável delas está na primeira edição, quando o avião explode e, aparentemente, mata Bucky. Na mitologia original (ainda que um retcon) o vilão Barão Zemo estava envolvido com o lançamento dessa aeronave. Aqui, sequer o vilão é mencionado. Uma ausência estranha que acaba dando a impressão que o avião decolou... sozinho. Porém, Waid se precaveu o suficiente para não citar NINGUÉM como responsável pela tragédia. Exceto, claro, generalizar como os nazistas. Isso dava brecha o suficiente para termos como desculpa que alguém estivesse envolvido na liderança daquela operação. Alguém como o Barão Zemo, por exemplo.

Outra notável diferença é a atualização quanto à história da volta do Capitão América. No original, ele foi resgatado pelos Vingadores nas primeiras aventuras do grupo. Dessa forma, o mundo ao qual o Capitão tinha que se adaptar era da mesma época em que aquela história foi publicada, ou seja, o início da década de 60. Mas não haveria muito sentido em recontar essa história ambientando naquela época. Uma vez que essa minissérie foi publicada originalmente em 2011, seria o mesmo que dizer que o herói voltou há quase cinco décadas! Com isso, cairia por terra dizer que o congelamento o “conservou”, já que o veríamos, finalmente, envelhecido por cerca de cinquenta anos. A solução foi ambientar a mesma história no final dos anos de 90, algo que é visto pelos cenários, roupas e costumes mostrados aqui.

Waid faz uma bela homenagem às raízes da criação do Capitão América ao introduzir o personagem coadjuvante General Jacob Simon, clara homenagem a Jack Kirby (cujo primeiro nome, na verdade, era Jacob) e Joe Simon, criadores originais do personagem na década de 40. Na ocasião, apenas Simon estava vivo, vindo a falecer no final de 2011, aos 98 anos. Inclusive, as feições do personagem em muito lembram o Simon da vida real.

Apesar das mudanças na abordagem do personagem mostrar sua evolução devido à troca de equipes criativas que o trabalharam nos anos seguintes, a minissérie deixa ainda mais verossímil a explicação do porque dessa mudança. De personagem reclamão a verdadeiro soldado que sabe, afinal, que o mais importante é seguir em frente, sem olhar para trás... em qualquer época em que você se encontre.

* A capa da terceira edição faz menção aos doze presidentes americanos desde 1945 até os dias de hoje.

ÂMAGO CLASSIC
( O Diário de Steve Rogers - Parte 24 ) - O dia em que o Capitão América foi reintegrado ao Universo Marvel.

GALERIA:

Heder Silva de Lima, conhecido como Troiano, sempre teve interesse em assuntos relacionados à Segunda Guerra. Então, esse Capitão América em seu traço caiu como uma luva! Prestes a se formar em artes plásticas pela UFRJ, Troiano gosta de desenhar personagens tanto dos comics quanto dos mangás. Já foi colorista de algumas HQs nacionais e ilustrações para revistas (a exemplo da Mundo dos Super-Heróis). Já participou de exposições de quadrinhos na faculdade de comunicação da própria UFRJ. Para conhecer mais sobre sua arte, acesse seu DeviantArt: Troiano Comics

ÂmagoNews:
Sétima parte da série de artigos sobre os Guardiões da Galáxia: A Turma de Peter Quill II: Quem Viver (e não será fácil) Verá

terça-feira, 29 de julho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 726

 - Captain America : Man Out of Time n° 4 (Abril de 2011)

* "Man Out Of Time - Part 4", história escrita por Mark Waid, desenhada por Jorge Molina, artefinalizada por Karl Kesel, colorizada por Frank D'Armata, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Avante, Vingadores n° 53 ("Um Homem Fora do Seu Tempo - Parte 4"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Rodrigo Barros, editada por Paulo França

Em uma noite chuvosa, Thor encontra o Capitão América vagando pelo Cemitério Nacional de Arlington. O herói está indignado que não há nenhum túmulo em homenagem a Bucky. Ele ainda deseja salvar seu amigo no passado. Diante do deus do trovão, ele espera encontrar alguém que compreenda suas intenções. Thor, no entanto, está decepcionado. Afinal, como asgardiano, o que ele entende é que Bucky lutou como um bravo guerreiro até o fim, perdendo a vida em um ato de sacrifício pelo que acreditava. Tal ato o fez digno de estar festejando no Valhalla, o paraíso no qual os deuses nórdicos acreditam que os guerreiros dignos merecem no pós-vida. Thor simplesmente não aceita que o Capitão queira trocar tal honra por uma curta vida mortal. Afinal, não é assim que se tratam os amigos.

Steve continua sua busca por Bucky... mas sequer encontra registros sobre ele. O mesmo acontece em relação à Peggy Carter, Nick Fury ou mesmo Namor (esse último, inclusive, não se parece mais com o amigável aliado de outrora). Amigos, família... não se encontra mais ninguém de seu passado. Durante esse período, o Capitão América age ao lado dos Vingadores contra os Homens de Lava e os Mestres do Terror. Enfim, Steve tem notícias de terem encontrado alguém. Seu comandante durante a Segunda Guerra, General Jacob Simon.

O general já está idoso (como Steve deveria estar) e vive confinado em uma cama. Ainda assim, quando se encontram, conversam como bons amigos. Com o tempo, no entanto, o general compartilha sua amargura por tudo de ruim que surgiu desde a Guerra. A disseminação das drogas, atentados em solo americano, tráfico humano, militares americanos financiando rebeldes, um presidente que renunciou para evitar um processo criminal, a Guerra do Vietnã. E ele também fica sabendo o que aconteceu com Martin Luther King... Era mais fácil lutar no passado, pois no passado eles estavam ganhando.

Chega o fatídico dia em que o general vem a falecer. Steve recebe uma foto autografada que ele lhe deu no passado e se despede da garota que ajudava a cuidar dele. Steve tem certeza de que alguém tão competente será empregada por aquela instituição. A garota informa que ela é enfermeira particular. Foi contratada pelo general e agora foi dispensada. Não há vagas para ela ali. Ela espera encontrar outro emprego logo ou terá que voltar para seu país. Não se trata nem mesmo de uma questão financeira, mas da lei de imigração. Diante das perspectivas pouco animadoras dela, Steve pergunta se o país de onde veio é tão ruim assim. A família dela não tem muito dinheiro, mas ela confirma que seu país, na verdade, é lindo. E é lá que ela é amada de verdade. Chega até mesmo a sentir saudade. Ainda assim ele não entende porque ela prefere ficar e esfregar vasos sanitários. A resposta dela é chocante: é por que ali... são os Estados Unidos.

Na Mansão dos Vingadores, Stark distribui os novos identicartões que ele mesmo projetou. Todos os vingadores (e até Rick Jones) ganham um. O cartão ao mesmo tempo é a chave da Mansão, um comunicador e um alarme de alerta vermelho. Completamente programável em todos os aspectos, com um teclado finíssimo e uma bateria permanente. 

O Homem de Ferro convoca os vingadores para uma nova missão. Chama, inclusive, as "listras e estrelas" de Steve para a sala de reuniões. A ameaça se chama Kang. O Capitão olha as imagens e percebe que o vilão se porta como um comandante, não um simples guerreiro. Kang age como se não estivesse acostumado a ser desafiado. De fato, os Vingadores, um a um, são ludibriados pelos extensos recursos de Kang, que se diz um viajante do tempo, vindo de dois mil anos no futuro. O vilão decide prender os vingadores em celas individuais para escravizá-los em seu novo reino. O Capitão América resiste e o enfrenta pessoalmente. Kang consegue sentir que o herói veio do passado, chega até mesmo a identificar a perda de Bucky. O Capitão, que já estava enfurecido, o ataca com mais raiva. Kang se enfurece e prefere se livrar-se do Capitão. Usando seu controle sobre o tempo, Kang envia o herói... de volta para a década de 40.

Continua...

segunda-feira, 28 de julho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 725

Arte de capa por Bryan Hitch
 - Captain America : Man Out of Time n° 3 (Março de 2011)

* "Man Out Of Time - Part 3", história escrita por Mark Waid, desenhada por Jorge Molina, artefinalizada por Karl Kesel e Scott Hanna, colorizada por Frank D'Armata, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Avante, Vingadores n° 53 ("Um Homem Fora do Seu Tempo - Parte 3"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Rodrigo Barros, editada por Paulo França

Homem de Ferro já se arrepende de ter citado a máquina do tempo do Senhor Fantástico. Desde então, o Capitão América fixou a ideia de usá-la para voltar a sua época. Homem de Ferro e o Gigante (Hank Pym) confirmam, através de exames de sangue, que aquele realmente é o verdadeiro Capitão América. A ideia do herói é não só voltar a sua época, mas salvar Bucky. O braço do Capitão ainda está dolorido (afinal, ele enfrentou o Hulk recentemente), mas ainda é capaz de lançar seu escudo. O Capitão manda o Homem de Ferro agradecer Tony Stark por tudo até agora e o considera um bom homem. Homem de Ferro diz que Stark pediu para encontrá-lo em breve (Nota: nessa época, nenhum dos Vingadores sabia a identidade do Homem de Ferro).

Dentro de um avião especial (chamado carinhosamente de Porta-Festas) Stark apresenta Steve para a música da época, guitarras elétricas... e sushi. Steve sabe que Stark trabalha com munições e quer saber está o estado de paz mundial atualmente. Principalmente se ainda são aliados da União Soviética. Stark informa que ocasionalmente se ajudam... desde a queda do Muro de Berlim. Se bem que, Rogers mal sabe o que é o Muro de Berlim. O Capitão perdeu muita coisa. China e Índia são considerados potências devido à tecnologia. A pólio foi curada. O câncer é tratável. Transplantes de órgãos e marca-passos pra corações deficientes, imunização de doenças. Tudo isso é comum. Ultrassom é usado para tirar fotos de bebês na barriga, reduzindo assim o risco de aborto.

Para completar a "atualização" do Capitão, Stark o leva até o Museu Nacional Aeroespacial Smithsonian. Steve fica encantado em saber que o homem... um norte-americano, aliás... finalmente pisou na Lua em 1969. A corrida espacial avançou, até um fatídico dia em 1986, quando um acidente fez com que a Challenger explodisse e matasse seus tripulantes ao vivo. Mas o que realmente vem surpreendendo Steve Rogers é o avanço que a sociedade americana alcançou. Pessoas tratadas como iguais, independente da raça ou sexo. É então que Stark lhe mostra o vídeo do discurso de Martin Luther King em 1963. Steve gostaria de estar lá.

No final do passeio, Stark lhe mostra uma parte do Museu dedicada ao Capitão América. Steve olha com tristeza para a estátua de Bucky. E fica surpreso com uma área onde há réplicas de seus escudos. Mas algo lhe chama ainda mais a atenção. Uma figura do... Capitão América II. Stark explica que houve outros. O governo queria manter o moral do país pós-Guerra e acobertou o desaparecimento do primeiro Capitão América. Mas tudo aquilo teve muito a ver com as vitórias de Steve no passado. Porém, sem que Stark imaginasse... isso só convence ainda mais o Capitão de que ele deve partir. Afinal, outros podem assumir o seu escudo naquela época e ele pode partir com a consciência limpa. O Capitão não sabe quem é seu imediato naquela época. Portanto, decide se dirigir ao presidente pessoalmente. Stark dá os seus telefonemas para que o herói seja recepcionado na Casa Branca.

O Capitão América encontra o atual presidente dos Estados Unidos. O chefe de Estado quer que ele desista de voltar ao passado. Inclusive, lhe dá um cartão de acesso como membro dos Vingadores. O principal argumento é que herói viu demais da época atual. Se revelar no passado, mesmo que acidentalmente, qualquer fato que viu, pode mudar catastroficamente o futuro. Inclusive, isso foi debatido com o próprio Reed Richards e sua máquina do tempo experimental. Ainda poderão haver outras oportunidades, mais seguras, de se voltar ao passado. Mas o presidente precisa do Capitão América no "hoje". E isso ele deixa claro que é uma ordem. Resta ao Capitão América, mesmo decepcionado... obedecer a seu superior.

Quando o Capitão América sai da Sala Oval, Stark liga para o presidente para saber como foi a conversa. O presidente diz que pediu para seus seguranças se afastarem do herói... deixá-lo em paz... mas espera que seu humor não piore. Stark cuidará dele. Porém, no momento o Capitão América está triste demais para falar com alguém. No momento... Steve Rogers sente apenas que está fora de seu tempo... e sozinho.

Continua...

domingo, 27 de julho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 724

 - Captain America : Man Out of Time n° 2 (Fevereiro de 2011)

* "Man Out Of Time - Part 2", história escrita por Mark Waid, desenhada por Jorge Molina, artefinalizada por Karl Kesel, colorizada por Frank D'Armata, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Avante, Vingadores n° 53 ("Um Homem Fora do Seu Tempo - Parte 2"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Rodrigo Barros, editada por Paulo França

Capitão América não se lembra de ter ido para um hospital. O médico que o atende, doutor Dysart, explica que ele veio da rua, delirando com um ferimento de tiro no abdômen, perguntando se haviam vencido a Guerra. O médico não sabe de que Guerra o herói está falando e ele explica que era a Guerra contra o Eixo. O que salvou o herói do disparo ser mais fatal foi a malha sob seu uniforme. Isso e talvez o soro do supersoldado em seu sangue. O Capitão se mostra feliz por ver a médica que os acompanha. Ela não entende o porquê, mas o motivo é que ele se surpreendeu de ver uma médica afro-americana. Doutor Dysart manda contatarem a ala psiquiátrica. O Capitão, no entanto, vai embora, deixando o médico boquiaberto, pois citou conhecer seu pai, um ex-sargento do 116, 29ª Divisão, que queria logo voltar para casa e encontrar sua garota, chamada Minnie (mãe do médico). O herói ainda deixa um cartão para que o médico possa entrar em contato. O cartão diz ser o telefone... do presidente Roosevelt.

Na rua, o Capitão América estranha o fato de haver tantos estrangeiros falando suas respectivas línguas. Há alguns termos, inclusive, que nem mesmo consegue identificar. Laptop. Viajou na maionese. SMS. Ele tenta ligar para o Comando Militar, mas o número (antigo) não atende. Ele é abordado por um jovem que, inicialmente, acredita ser Bucky. Este, por sua vez, não acredita estar diante do verdadeiro Capitão América. O nome do jovem é Rick Jones e ele procura por seus amigos... os Vingadores.

Rick e o Capitão vão até uma lanchonete (onde o herói se surpreende com os preços). O Capitão está mais relaxado. Na verdade... acha que tudo aquilo é um sonho. Rick se irrita, imaginando que está perdendo tempo com o maluco vestindo de Capitão América. É então que o herói atira seu escudo e se move de forma a convencer... que se trata do verdadeiro Capitão América. O herói acredita que o monumento aos Vingadores que se encontra no cais... são os verdadeiros vingadores petrificados. Rick também acredita nessa teoria e precisa de ajuda. Antes, o Capitão pergunta se Rick está armado, pois encontrou dois garotos armados anteriormente. Sem contar a garota que atirou nele.

No apartamento de Rick, o Capitão fica espantado com algo que o jovem chama de... computador. E de como o acesso (através de algo chamado buscador) é capaz de trazer tantas imagens e informação. Rick consegue informações de várias câmeras de segurança e encontra um homem suspeito no local onde os Vingadores estavam. Antes que Capitão possa assimilar, envia a imagem para vários fóruns e aguarda um retorno. Enquanto isso, o herói descobre, estarrecido, mais informações sobre a sua época no computador. Rick logo recebe pistas, mas antes que possa avisar o Capitão... ele, transtornado, já segue para o local onde o suspeito se encontra.

Quando entra pelo apartamento do estranho, este dispara raios através de uma estranha arma. Ao conseguir alcançá-lo... retira sua máscara e descobre que ele é um alienígena. Assustado, o alien promete reverter o estado dos Vingadores. Rick chega em seguida e encontra o Capitão gargalhando... em choque. O herói se acalma e parece que está convencido de que não se trata de um sonho. Na verdade, o que o convenceu foi a informação que encontrou no computador de Rick: o presidente Franklin Roosevelt, que ele considerava um líder, morreu antes mesmo de ver o fim da Guerra. Agora que sabe que aquela época é real... o Capitão América quer apenas voltar para a sua.

Continua...

sábado, 26 de julho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 723

Arte de capa por Bryan Hitch

Arte de capa alternativa por Arthur Adams
 - Captain America : Man Out of Time n° 1 (Janeiro de 2011)

* "Man Out Of Time - Part 1", história escrita por Mark Waid, desenhada por Jorge Molina, artefinalizada por Karl Kesel, colorizada por Frank D'Armata, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Avante, Vingadores n° 53 ("Um Homem Fora de Seu Tempo"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Rodrigo Barros, editada por Paulo França

Leipzig, Alemanha. Abril de 1945.

Os demais soldados ainda não sabem como o cabo Barnes conseguiu aquele cinejornal propagandista, mostrando os feitos do Capitão América... e, claro, seu parceiro Bucky (como ele faz questão de mostrar). Nem mesmo seu amigo, conhecido como Steve Rogers, explica as coisas que Barnes consegue naquele local onde é difícil conseguir até mesmo papel higiênico. Rogers, aliás, parece ser o único que não liga para o filme, preferindo praticar sua aptidão com desenho. Chega até mesmo a criticar essa "tietagem" para com o Capitão América, dizendo que ele é apenas mais um soldado. O comentário não é bem recebido pelos outros soldados e Barnes tem que acalmar os ânimos, distraindo-os com a pergunta do que farão após a guerra (que parece estar terminando). Rogers, ainda distraído, é o único que não sabe direito o que será dele após a guerra. Para o estranhamento dos demais, Rogers e Barnes são chamados por um sargento. Eles irão para Londres. E nem mesmo o sargento sabe porque aquela dupla é chamada por gente da mais alta patente. Quando estão distantes, os soldados concluem que eles só podem ser dois conhecidos heróis... por mais inacreditável que possa parecer.

Sobre a missão, a dupla sabe apenas que está indo para uma base aérea britânica proteger um tipo de avião experimental de espiões nazistas. No voo que os leva até o local, a dupla conversa, em particular, sobre o que vão fazer após a guerra. Bucky imagina ser um guarda florestal. Visitar o Grand Canyon, talvez. Já Steve, ainda não sabe de seu futuro. Talvez o exército peça seu uniforme e o escudo de volta. Bucky não acredita que irão desperdiçá-lo dessa maneira. Independente da guerra, outras missões virão. Provavelmente, Steve seja o primeiro homem a quebrar a barreira do som. Talvez o primeiro homem a escalar o Everest. Pode até se tornar o primeiro homem na Lua. Steve, no entanto, só sabe que irá fazer o que precisarem que ele faça. No momento, só quer dormir.

Após pousarem, Steve conta que o avião que devem interceptar é um bombardeiro de controle remoto com alcance suficiente para ir de Londres ao Japão. Ou, se os nazistas o roubarem, direto até Washington da Alemanha.

Infelizmente, quando conseguem alcançar o avião, ele já está levantando voo. O rastreamento do mesmo foi desativado e eles tentam alcançá-lo em sua moto. De repente, Bucky pula e se agarra no avião. Steve também consegue fazer o mesmo na asa, mas não conseguirá se segurar por muito tempo. Bucky descobre que é uma armadilha quando vê uma bomba dentro do avião. Steve diz para ele saltar... mas já é tarde demais. O herói é lançado para longe quando o avião explode diante de seu parceiro.

O próximo momento que Steve vê, depois da explosão, é estar diante de estranhas pessoas que parecem usar fantasias. Eles não sabem sobre o paradeiro de Bucky. Um robô (com atitudes tão naturais, parecendo ser uma espécie de homem de ferro) duvida que Steve seja o Capitão América. Então, estudando seu escudo, descobre que realmente se trata do verdadeiro. Há também uma mulher, do tamanho das míticas fadas, que o tenta tranquilizar. Mas o homem forte de circo, carregando um martelo está visivelmente mais inquieto com sua presença. No momento, tudo que Steve sabe com certeza é que estão em um submarino. Há também um gigante que se mostra impaciente.

A pequena mulher diz que já passou muito tempo desde que ele foi visto. O grupo de fantasiados sai primeiro para preparar o público, mas também avisa Steve de que as coisas mudaram. De fato, quando sai do submarino, se depara com uma Nova York muito diferente da que conhecia. O mais bizarro é que seus recentes amigos sumiram, só restando uma espécie de monumento em homenagem a eles do lado de fora. Mas certas coisas ainda são familiares, como um pedido de socorro. Ao atendê-lo, o Capitão América impede que uma garota seja assaltada em um beco. Apesar de estarem armados (e de parecerem apenas garotos), o herói consegue se defender com seu escudo e enfrentá-los. A garota, no entanto, mesmo tendo sido salva, não o reconhece e está assustada. Para sua surpresa, ela também está armada e dispara contra o herói. Enquanto ela foge do beco, o Capitão América fica para trás... sangrando...

Continua...

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 722

Arte de capa por Marko Djurdjevic

Arte de capa alternativa por Gerald Parel
 - Captain America n° 619 (Agosto de 2011)

* "Gulag - Part 4 - Super-Soldier", história escrita por Ed Brubaker, desenhada por Chris Samnee, colorizada por Bettie Breitweiser, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América e os Vingadores Secrets n° 15 ("Gulag - Parte 4 - Super-Soldado"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Jotapê Martins, editada por Paulo França

Steve Rogers não está muito contente com os últimos relatórios. Ele presta esclarecimentos para o presidente e seus conselheiros sobre sua missão, juntamente com Nick Fury, para desmantelar um grupo de agentes russos, até então adormecidos, para construir armaduras bélicas. No entanto, mesmo o sucesso dessa missão não pode esconder o fato da fuga de Bucky. O presidente sabe que Bucky não poderá mais ser o Capitão América... no entanto, os Estados Unidos precisam, neste momento, do Capitão América.

Na Torre dos Vingadores, Nick Fury visita Steve para confirmar que o presidente está certo. E que Steve nunca foi de virar as costas para um pedido desses. Steve não queria que as coisas terminassem dessa forma mas, ainda assim, não tem ideia do que ainda terá que enfrentar.

A+:

* Nas primeiras histórias do Capitão América, durante a década de 40, os nazistas eram os vilões da vez. Nem sempre eram os inimigos diretos, mas estavam envolvidos ou mancomunados com outras ameaças, de uma forma ou de outra. 

De certa forma, na década de 60, durante as primeiras histórias do Universo Marvel, um fenômeno parecido aconteceu dentro do teor das histórias só que, desta vez, os inimigos eram os comunistas. Eram quase onipresentes, estando sempre, sempre, sempre envolvidos em qualquer tipo de ameaça, tanto no ramo da espionagem indo até mesmo se envolver com alienígenas. Supervilões que ficariam famosos foram financiados ou eram experiências de comunistas. Outros, até mesmo americanos, eram supervilões que se simpatizavam com os comunistas (afinal, gostar de comunistas era o mesmo que "ser do mal"). Dessa safra, alguns vilões se tornaram notórios e foram revistos décadas depois ( a "ameaça vermelha" e a Guerra Fria não duraram para sempre). Já outros, de tão estereotipados, ficaram fadados ao passado. Por vezes, isolados pela chamada Cortina de Ferro.

Um dos pontos interessantes desse último arco da revista mensal do Capitão América, foi que o escritor Ed Brubaker (já tão acostumado em "cavar" detalhes do passado do Universo Marvel), desenterrou muitos desses refugos da Guerra Fria. Eram personagens tão obscuros e "sumidos", que a história se autoexplicava ao mostrar que eles não evaporaram... apenas estavam isolados em alguma prisão ou gulag de sua amada Rússia. Ursa Maior, o primeiro Unicórnio, o primeiro Homem de Titânio, o primeiro Dínamo Escarlate... todos eles foram substituídos por novos agentes, mas ficaram no passado como seguidores de um regime que parece não fazer mais sentido. 

Esse arco também marca a comemoração dos 70 anos da criação do Capitão América... cancelando o título da forma que conhecemos. A partir da edição 620, a revista passaria a se chamar Captain America e Bucky. Posteriormente, essa "dobradinha" com o Capitão mudaria a cada arco (uma espécie de Marvel Team Up, título que mostrava histórias do Homem-Aranha com outro personagem Marvel, só que com o Capitão). Essa fase não foi publicada no Brasil. De qualquer forma, era apenas para se ganhar tempo até que a nova revista do Capitão América recomeçasse do n° 1, com a volta do personagem original. Isso também era reflexo da estreia de seu primeiro filme. Afinal, o grande público, não leitor de quadrinho, poderia ficar confuso em ver, no cinema, o herói sob a identidade de Steve Rogers e nos quadrinhos em outra.

Âmago Classic:
( O Diário de Steve Rogers - Parte 66 ) - O Capitão América reencontra seu antigo amigo de batalha da Segunda Guerra (no Universo Marvel, os heróis haviam se encontrado na décima terceira edição da revista do Comando Selvagem, porém, mostrando uma aventura do passado). Tão surpreendente quanto um Steve Rogers que não envelheceu (graças ao fato de que foi acidentalmente congelado) é que Nick Fury também mantém basicamente a mesma aparência, graças ao uso da Fórmula do Infinito. Desde então, os dois sempre fizeram parcerias para enfrentar ameaças. Foi graças ao contato com Nick Fury e a SHIELD que Steve Rogers conheceu Sharon Carter.

ÂmagoNews:
Uma das mais notórias fases de histórias do Capitão América foi escrita por Roger Stern e desenhada por aquele que redefiniu o estilo visual das histórias do personagem: o desenhista John Byrne. Participei do Argcast especialíssimo sobre a carreira desse grande artista. Ouça e saiba porque a desenhista dado não se olham os dentes! : ArgCast # 145

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 721

- Captain America n° 619 (Agosto de 2011)

* "Gulag - Part 4", história escrita por Ed Brubaker, desenhada por Butch Guice, artefinalizada por Stefano Gaudiano, colorizada por Bettie Breitweiser, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América e os Vingadores Secrets n° 15 ("Gulag - Parte 4"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Jotapê Martins, editada por Paulo França

Apesar de não poder responder, devido à ação das drogas, Bucky sabe o que Rostov procura em sua mente. O Projeto Zephyr: três agentes soviéticos de destruição em massa deixados escondidos na América desde os anos 80. Porém, o coronel não deseja apenas ativá-los. Essa, de certa forma, é sua aposentadoria. Por isso ele decidiu vender a informação para outros que odeiem a América. E, para ele, o melhor é saber que Bucky irá morrer ciente que, de certa forma, é culpado.

Quando Bucky acorda, ele está de volta em sua solitária. Ele se lembra do Projeto Zephyr. Agentes adormecidos melhorados. Ele ajudou a treiná-los... armamento avançado, corpo-a-corpo, explosivos improvisados. E ele os ensinou a se misturar... a agir como americanos. Trinta anos se passaram e ninguém nunca os acordou.

Mais tarde, o diretor vem buscá-lo. Apesar do blefe, ele percebe que o homem não acredita que alguém como os vingadores estão a caminho. O diretor anuncia que Bucky irá para a arena pela última vez. Afinal, seu oponente desta vez é invencível. Há muito dinheiro envolvido, pois Bucky acabou criando fãs. Sua derrota interessa o diretor, que apostou nela. Quando o diretor chega perto o bastante, Bucky dá uma cabeçada em seu nariz. Os guardas espancam o herói. Mas esse episódio serviu para mostrar-lhe algo importante: que agora ele não se importa de se tornar um fugitivo e muito menos de causar um incidente internacional. Custe o que custar, ele irá fugir dali.

Enquanto é levado para a arena, Bucky estuda os pontos fracos da prisão. Ele não pretende ficar ali por outra noite. Ele vê seu oponente, que trás um bizarro terceiro olho na testa, mas não o reconhece. É só quando esse terceiro olho começa a ser energizado e ele dispara que Bucky o reconhece. Trata-se do primeiro unicórnio. Bucky faz com que seu poderoso oponente redirecione as rajadas para outros locais. A janela do diretor, por exemplo. E também contra os pontos fracos da prisão, que andou estudando.

O gulag é autossustentável. Os esgotos fornecem gás metano por tubulações, tanto para aquecer os quartos dos oficiais quanto alimentar os geradores. Ao fazer com que seu inimigo dispare uma rajada na direção dessas tubulações... acaba causando uma reação em cadeia que explode grande parte do local. Bucky passa pelo perímetro de segurança e enfrenta os guardas. Ainda assim, ele não imagina como irá sair da Sibéria. É então que ele a vê... Natasha, pedindo para que ele a siga.

O casal foge para dentro da floresta que cerca o gulag. Para a sorte de Bucky, ela trouxe um helicóptero. Ele pensou que passaria seus últimos dias ali, aceitando sua redenção. Mas agora sabe que existem detalhes lá fora. Perigos com suas impressões. Coisas que ele precisa impedir. E, para tanto, ele pouco importa se entrará para as listas de mais procurados do mundo.

terça-feira, 22 de julho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 720

- Captain America n° 619 (Agosto de 2011)

* "Gulag - Part 4 - Black Widow", história escrita por Ed Brubaker, desenhada por Chris Samnee, colorizada por Bettie Breitweiser, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América e os Vingadores Secrets n° 15 ("Gulag - Parte 4 - Viúva Negra"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Jotapê Martins, editada por Paulo França

A Viúva Negra monta a fuga de Bucky em apenas um dia. Devido à urgência, ela toma decisões impetuosas. Seus contatos com ex-agentes da KGB a levam até vendedores de armas do mercado negro. Com isso, ela acaba por apagar parte dos rivais de um contrabandista. Mas isso a leva a fazer contato com mercenários que tem o que ela precisa para salvar James. Inclusive um pequeno helicóptero que ela mesma pilota. 

Durante o voo, ela revisa seu plano. Basicamente se resume em um gulag russo de alta segurança contra uma super-espiã. Isso e um pouco de c4 para destruir paredes é tudo o que ela tem no momento. Ela passa pelos guardas do perímetro e dirige-se para a grande parede... esperando encontrar James vivo. É um plano maluco, mas é um plano de apenas um dia. Desespero é parte de seu desenvolvimento.

No entanto, Natasha é surpreendida com a visão do gulag e chamas. Alguém já decidiu explodir o lugar antes dela. Por enquanto, ela não sabe se aquele é algum tipo de milagre ou se o pesadelo acaba de ficar pior.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 719

- Captain America n° 618 (Julho de 2011)

* "Gulag - Part 3 - Supersoldado", história escrita por Ed Brubaker, desenhada por Chris Samnee, colorizada por Bettie Breitweiser, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América e os Vingadores Secrets n° 14 ("Gulag - Parte 3 - Supersoldado"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Jotapê Martins, editada por Paulo França

Steve Rogers ainda não se conforma com as decisões de Gyrich. Mesmo assim, o agente nega ter feito algo errado. Rogers o lembra de que acaba de ser salvo de um russo de armadura que queria matá-lo. Se não contar o que está, de fato, acontecendo, ele não estará lá para livrá-lo da próxima vez. Gyrich então conta que um diplomata russo o procurou e lhe entregou documentos que provavam que o Soldado Invernal já havia agido nos anos 70 e 80 em solo americano. Rogers se enfurece e repete que Bucky estava sob controle mental. Gyrich desdenha e dúvida que estivesse.

No final, Rogers se sente culpado. Tudo isso começou, afinal, porque ele falhou na Segunda Guerra... e perdeu Bucky. Agora seu amigo está prestes a ser morto em um gulag russo.

Em seguida ele se encontra com Nick Fury, que acaba de encontrar o mesmo diplomata que procurou Gyrich... e acaba de ser assassinado. Na mesma sala, há um senhor que, ao que tudo indica, foi o autor do tiro que matou o diplomata, após receber uma ligação... e depois se matou, misturando cianeto em sua vodka. O mais bizarro é que esse senhor foi identificado como um antigo espião russo que estava escondido nos Estados Unidos.

O emaranhado de conspiração apenas aumenta.

Continua...

domingo, 20 de julho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 718

Arte de capa por Marko Djurdjevic

Capa alternativa (da série X-Men Evolutions) por Chris Stevens
 - Captain America n° 618 (Julho de 2011)

* "Gulag - Part 3, história escrita por Ed Brubaker, desenhada por Butch Guice, colorizada por Bettie Breitweiser, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América e os Vingadores Secrets n° 14 ("Gulag - Parte 3), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Jotapê Martins, editada por Paulo França

No gulag, Bucky tenta desviar dos golpes do poderoso Boris Bullski, o primeiro Homem de Titânio. No meio da torcida de detentos, ele percebe a presença de Niko Constantin, líder da gangue dos Aranhas-Lobo. No escritório acima, o diretor Warden observa a luta e sabe que a ideia não é matar Bucky agora. O que eles querem, é fazer com que sua parte selvagem ressurja, como no passado. Bucky percebe que os guardas estão jogando armas na arena. Ele sabe que, nesse "jogo", não há regras. É por isso que ele pega uma das armas... e acerta Bullski, incapacitando-o. Depois disso, ele não percebe mais nada a sua volta. Não percebe a torcida vibrando com sua vitória. Não percebe os guardas levando-o de volta para a cela. Não percebe o sangue em suas mãos. É como se ele não tivesse saído da cela.

Naquela noite, os pesadelos de Bucky pioram. Ele vislumbra sua transformação em Soldado Invernal. Lembra-se das torturas, dos massacres e do treinamento que deu a outros para fazer o mesmo que ele. Suas lembranças são tão terríveis que ele acorda vomitando.

Quando amanhece, Petrovich, o ex-Dínamo Escarlate quer acertar suas contas com Bucky. Afinal, ele o fez perder uma aposta. E seu principal lutador, Boris Bullski, não poderá se levantar tão cedo. Cercado pelos capangas de Petrovich, Bucky se surpreende quando Niko o salva do pior e o leva para outro local. Alexi, o amigo que Bucky fez dias antes, tenta avisá-lo de algo. Mas Niko o deixa a par sobre as verdadeiras intenções desse "amigo", já que ele trabalha para o diretor. Quanto a Niko, ele só está ajudando pois não quer que seus inimigos consigam seu intento.

Niko leva Bucky por uma galeria de esgoto. Aparentemente, aquela é a rota de fuga do local. Mas Bucky não quer prosseguir. Sua fuga envolve muito mais que sua própria liberdade. Ele poderia estar prejudicando seus amigos americanos, por exemplo. Niko vê que o ex-Soldado Invernal mudou muito. É por isso que ele o golpeia, traindo-o, e o entregando para homens armados que estavam esperando nos esgotos. O gás faz com que ele perca os sentidos.

Quando acorda, Bucky está preso em uma espécie de mesa de laboratório. Ele percebe um rosto conhecido: Rostov. Ele trouxe Bucky para ativar os códigos de seguranças que foram escondidos na mente do Soldado Invernal anos atrás.

Continua...

sábado, 19 de julho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 717

- Captain America n° 618 (Julho de 2011)

* "Gulag - Part 3 - Agent 13", história escrita por Ed Brubaker, desenhada por Chris Samnee, colorizada por Bettie Breitweiser, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América e os Vingadores Secrets n° 14 ("Gulag - Parte 3 - Agente 13"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Jotapê Martins, editada por Paulo França

Sharon Carter ainda se impressiona com a velocidade com a qual a Viúva Negra ataca os guardas, mesmo prevendo isso através de seu olhar. Aquele olhar que diz que as coisas irão ficar ainda piores. Mas ainda há um mistério. Como aqueles guardas as encontraram, se elas tomaram todos os cuidados para não disparar os alarmes? Um dos guardas capturados confessa que foi uma infeliz coincidência. Eles, na verdade, estavam ali para destruir os arquivos.

Agora, depois de deixar os guardas amarrados, elas têm pouco tempo antes que o governo descubra a presença da Viúva Negra no país. Mas outra coisa intriga a heroína. Se o governo russo estava atrás de Bucky, por que eles só decidiram cobrir as pistas agora... ao invés de ter feito isso antes dele ser levado sob custódia? Provavelmente, a resposta está com o coronel Rostov, o conhecido Bárbaro Vermelho. Ele foi agente da KGB por décadas e ouviu-se sobre ele ter agido no submundo. Provavelmente, ele manipulou a situação até então. Mas ainda assim, não se sabe o porquê dele ter feito isso. É algo mais do que vingança.

Sharon e Natasha precisariam descobrir onde a história de Bucky e Rostov se cruza. Mas ele corre risco de vida e a Viúva quer libertá-lo. Isso pode ser arriscado, não só por ultrapassarem as ordens, mas também por custar o trabalho de Steve. Ainda assim, ela quer agir. Ao virar as costas... Sharon já não está mais em companhia de sua colega. Ela avisa Steve, mesmo porque não teria condições de encontrá-la em sua própria cidade. Steve, assim como Sharon, agora está ciente de que só resta esperar.

Continua...

sexta-feira, 18 de julho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 716

- Captain America n° 617 (Junho de 2011)

* "Gulag - Part 2 - Super-Soldier", história escrita por Ed Brubaker, desenhada por Chris Samnee, colorizada por Bettie Breitweiser, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América e os Vingadores Secrets n° 13 ("Gulag - Parte 2 - Super-Soldado"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Jotapê Martins, editada por Paulo França

O mordomo Jarvis avisa Steve Rogers que ele tem uma reunião no Departamento de Justiça dentro de uma hora. Antes, Jarvis observa que Steve é o único que acredita que ele não vai mais levantar o famoso escudo.

Steve agora entende porque os Estados Unidos desejavam extraditar Bucky tão rapidamente. Afinal, o procurador geral recomendou um nome bem conhecido dos vingadores: Gyrich, funcionário do governo, notório por implicar com super-heróis. Gyrich justifica a ação como mera diplomacia. Afinal, os russos tinham um requerimento contra Bucky... que havia acabado de confessar em corte federal. O telefone toca e Steve pede licença para atender. É Sharon Carter, reportando sobre sua missão com a Viúva Negra. Ele deixa transparecer que estão tramando algo... apenas para irritar Gyrich ainda mais.

De repente, há uma grande explosão fora do escritório e Steve só tem tempo de saltar sobre Gyrich para salvá-lo. Pelo rombo na parede, aparece um homem de armadura. Ele fala em russo e está tentando matar Gyrich. Ele é rápido e Steve tem apenas uma pequena chance de se defender com o escudo energético. Logo em seguida, dispara contra seu inimigo, que cai pelo rombo que abriu na parede. Quando o vê acionando os jatos da armadura, já se prepara para enfrentá-lo novamente. Mas o misterioso inimigo está fugindo. Steve volta-se para um assustado Gyrich e agora quer saber o que inferno foi que ele fez.

Continua...

quinta-feira, 17 de julho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 715

- Captain America n° 617 (Junho de 2011)

* "Gulag - Part 2 - Black Widow", história escrita por Ed Brubaker, desenhada por Mike Deodato, colorizada por Bettie Breitweiser, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América e os Vingadores Secrets n° 13 ("Gulag - Parte 2 - Viúva Negra"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Jotapê Martins, editada por Paulo França

A Viúva Negra consegue ludibriar um funcionário do governo para que ela e Sharon Carter consigam investigar os documentos que levaram Bucky a ser condenado. As transcrições originais parecem idênticas às cópias que os russos mandaram. Ali estão todos os detalhes do crime.

17 de Novembro de 1982. Duas vítimas. Uma, Victor Lodenko, 56 anos, tiro na cabeça. A outra, Rina Szynski, 44 anos... foi morta no fogo cruzado... que explodiu o carro dela. A KGB insistia em dizer que o Soldado Invernal não estava mais sob seu controle, tendo se rebelado e agido por conta própria. Os relatórios, que, ao contrário do que a Viúva Negra imaginava, não parecem ter sido forjados. Ainda assim é estranho, uma vez que o Soldado Invernal, famoso por não errar seus alvos, jamais havia ferido inocentes antes.

Sorrateiramente, as duas investigam o local onde estão os arquivos mortos do antigo Departamento X. De fato, elas descobrem que os nomes das vítimas eram identidades falsas. Elas trabalhavam para um programa secreto e que eles respondiam ao codinome Bárbaro Vermelho. Infelizmente, antes que consigam mais respostas, Natasha e Sharon são cercadas por soldados.

Continua...

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 714

Arte de capa por Marko Djurdjevic

Arte de capa alternativa por Khoi Pham (as capas alternativas das revistas Marvel daquele mês tinham como tema Thor Goes To Hollywood, onde os asgardianos simulavam grandes sucessos do cinema. Nesse caso, em particular, a capa alternativa para Capitão América mostrava uma menção ao filme O Silêncio dos Inocentes. A idéia era divulgar o filme do Thor, que estreava no cinema)
 - Captain America n° 617 (Junho de 2011)

* "Gulag - Part 2", história escrita por Ed Brubaker, desenhada por Butch Guice, colorizada por Bettie Breitweiser, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América e os Vingadores Secrets n° 13 ("Gulag - Parte 2"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Jotapê Martins, editada por Paulo França

O coronel está impressionado com a desenvoltura do chamado Soldado Invernal. Ninguém, antes, sobreviveu sequer a dois minutos contra o ex-agente conhecido como Ursa Maior (levado até a prisão por meio de chantagem de outras parte do governo). Qualquer outra pessoa teria sido despedaçada pela enorme criatura. Bucky Barnes, no entanto, conseguiu derrubá-la. Ainda assim, o coronel e o diretor parecem ter outro trunfo em suas mãos.

Apesar de se sentir como se tivesse sido atingido pelo Hulk, Bucky percebe que as coisas mudaram dentro da prisão após sua vitória. Olhares que antes o evitavam, agora o fitam como que em aprovação. Mas aquele ambiente é particularmente ainda pior para ele do que para os outros detentos. Ouvir todos falando em russo acaba por trazer-lhe as lembranças de um passado que não gostaria de lembrar. Seu passado como Soldado Invernal.

Bucky é abordado por um trio de detentos que diz estar ali para protegê-lo. Os três se identificam com integrantes dos Aranha Lobo. Bucky se recusa a negociar com eles... e eles o atacam para demonstrar que o aviso de que será protegido... não tem nada a ver com negociação. Durante a luta, no entanto, Bucky percebe que eles não podem ser dos Aranha Lobo, um experimento que tencionava criar uma espécie de versão masculina das operativas Viúva Negra. O último real integrante desse grupo se mostrou psicótico demais e foi parar em um hospício. Aparentemente, ele agora está na mesma prisão e enviou três de seus seguidores para dar o recado a Bucky.

Um velho detento vê a luta e, após ela terminar, se aproxima de Bucky. Ele se apresenta como Alexi, um ex-agente que foi treinado pelo Soldado Invernal. Alexi deixa Bucky ciente de que o diretor sabe sobre as brigas arranjadas. Na verdade, apesar do novo regime, o diretor ainda responde para superiores do tempo da Guerra Fria. Quando a história do Soldado Invernal veio a público, esses superiores se lembraram do agente que os traiu.

Bucky e Alexi observam um detento em particular, que parece ter uma espécie de braço mecânico. Ele é enorme e está massacrando outros que tentam derrubá-lo. Trata-se de Boris Bulski, que também já foi conhecido como Homem de Titânio. O governo o alterou, tornando-o um homem descomunal e selvagem. A intenção, que não prosseguiu, era uni-lo a sua armadura de titânio. Ao que tudo indica, esse será o próximo oponente de Bucky.

Boris olha para Bucky como se ele fosse um velho inimigo. Acontece que Bucky acha isso estranho, uma vez que nunca o encontrou. Mas o motivo dele o encarar daquela forma... é que lhe prometeram a liberdade... caso mate Bucky naquela noite.

Continua...

terça-feira, 15 de julho de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 713

- Captain America n° 616 (Maio de 2011)

* "Must There Be A Captain America?", história escrita por Ed Brubaker, desenhada por Ed McGuinness, artefinalizada por Dexter Vines, colorizada por Val Staples, editada originalmente por Tom Brevoort

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Capitão América e os Vingadores Secrets n° 12 ("Deve Haver Um Capitão América?"), letreirizada por Gisele Tavares, traduzida por Jotapê Martins, editada por Paulo França

Sharon encontra Steve assistindo a um velho filme-propaganda de si mesmo durante a Segunda Guerra. Quando isso acontece, ela já sabe... ele está deprimido. Na verdade, ele detestava aquele tipo de filme, onde posava como grande herói americano. Achava perda de tempo. Preferia estar no campo de batalha. A reunião com o presidente parece não ter sido boa. Ele ouviu que a situação de Bucky com os russos não era das melhores. O governo americano estava com as mãos atadas. O presidente chegou a cogitar que Steve assumisse novamente o escudo. Ele nada disse. Tudo que gostaria agora era tirar Bucky daquele gulag. Steve se sente desamparado. O novo papel que assumiu lhe dá ainda mais responsabilidades. Agir causaria um incidente internacional de proporções inimagináveis.

Estranhamente, Steve chega a sentir falta da guerra. Lá, ele poderia lutar contra vilões como o Caveira Vermelha e, ainda assim, era melhor do que enfrentar a burocracia política. Na guerra, havia um inimigo a quem poder acertar. Steve gostaria, sim, como naqueles tempos, de voltar a carregar o escudo. O que ninguém sabe é que ele nunca quis ser o Capitão América. Tudo que queria ser era um soldado. Mas os acontecimentos de sua origem o levaram a se tornar um símbolo.

Desde que voltou, Steve tentou se manter longe do uniforme. Afinal, Bucky estava se tornando um homem melhor com ele. Ainda assim, ele nunca quis ser o Capitão América. Queria apenas servir. Steve pede conselhos a um amigo dos tempos da guerra. Pergunta se realmente existe a necessidade de um Capitão América, afinal. Seu amigo diz que o mundo passa por tempos difíceis. Um mundo que precise de alguém como ele para se suportar. Esse amigo foi um dos sobreviventes de um pelotão que foi dizimado. Na verdade, foi um dos sobreviventes... de um total de dois. Um amigo que acredita no milagre de terem sido resgatados por Capitão América e Bucky. Steve, no entanto pensa que poderiam ter feito mais... salvo mais vidas... se tivessem chegado antes. 

Steve sabe que é necessário... mas não tem certeza se pode usar o uniforme novamente.