quarta-feira, 30 de abril de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 655


 - Captain America: The Chosen 4 (Dezembro de 2007)

* "Fear in a Handful of Dust", história escrita por David Morrell, desenhada por Mitch Breitweiser, colorizada por Brian Reber, editada originalmente por Andy Schmidt e Alejandro Arbona

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, em Capitão América - A Escolha ("Na Companhia do Medo"), letreirizada por Júlio Nogueira, traduzido por Fernando Bertacchini e editada por Fernando Lopes; e pela Editora Salvat na Coleção Graphic Novel Marvel, editada por Luciana Barrella

O coração do Capitão América não suporta mais nenhum esforço. Ainda assim, ele insiste em se desgastar contatando o cabo Newman. A imagem que projeta agora se mostra mais cadavérica, condizente com seu estado físico. Ele pergunta ao cabo, preso na caverna junto a seus colegas, se está com medo. Newman confessa que sim.

"Também sente medo a cada patrulha? Sem saber se não há nenhum atirador de elite à espreita ou uma cilada ao longo da estrada? Algum homem-bomba, treinado pra despedaçar você e todo mundo durante uma refeição no rancho? Desde que pisou nesse país, houve sequer um dia em que não tenha sentido medo? Pois tente multiplicar isso por décadas. Eu me tornei o Capitão América em 1941. Uma vida inteira atrás. Desde então, em tantos milhares de dias, não existiu uma mísera missão na qual o medo não tenha me acompanhado.” 

"A Alemanha nazista havia invadido a maior parte da Europa. Os americanos foram obrigados a se preparar para a maior batalha de suas vidas, enfrentando ataques de sabotadores e quinta-colunistas. Mas sou só um humano. Steve Rogers, um insignificante João-Ninguém. Meu pai morreu quando eu ainda era criança. Foi vítima da Grande Depressão. Estava sempre ausente, procurando emprego... Tentando nos sustentar. Trabalhando como lavadeira e costureira, minha mãe conseguiu ao menos nos alimentar. Pouco depois que completei 18 anos, ela morreu. De pneumonia, segundo o médico. Pra mim, na verdade, minha mãe se matou de tanto trabalhar."

"As notícias de atrocidades crescentes na Europa me fizeram perceber uma realidade ainda mais cruel: meus problemas não eram nada em comparação ao inferno que assolava o velho mundo. Eu esperava fazer alguma diferença. Disseram que eu era fraco demais. No meu coração, eu tinha toda a força de que qualquer um poderia precisar. Foi então que encontrei um novo pai. Ou melhor, três pais: Doutor Erskine, General Phillips e Coronel Fletcher. Ou eles é que me encontraram."

"Estavam em busca de uma cobaia humana para um programa militar chamado Projeto Renascimento. A meta era criar um exército de supersoldados capazes de rechaçar o implacável domínio nazista na Europa. O programa consistia em no encher de hormônios e drogas experimentais... e desenvolver nossa condição física até o limite do máximo. O doutor tinha inventado uma máquina para bombardear nossos organismos alterados com algo denominado raios vita. Assim que a preparação bioquímica e física estivesse concluída, ele promoveria a metamorfose final."

"É claro que ninguém acreditava que eu fosse concluir a etapa de preparação. Minha presença seria só para demonstrar os efeitos dos procedimentos num biótipo diferente. Mesmo assim, o doutor Erskine e o general Philips sempre me incentivaram. Em contrapartida, o coronel Fletcher só sabia gritar comigo, sempre me insultando e exigindo que eu me empenhasse cada vez mais. Porém, nunca me enfureci, pois compreendia que ele tinha de fazer isso."

"Infelizmente, um dano colateral das drogas e dos hormônios artificiais era exacerbar traços negativos da personalidade, principalmente nos candidatos mais robustos. Eles já haviam crescido com o hábito de usar sua força e tamanho pra conseguir tudo que queriam na vida... e acabaram perdendo de vez o controle emocional. Desnorteados por sua nova supremacia física, cada um queria dominar os outros. Uma mentalidade de valentão se desenvolvia. Eles ficavam como os valentões que supostamente deviam combater. Com o tempo, o único voluntário restante no Projeto Renascimento era eu."

"Pra recompensar a fé que meus pais adotivos depositavam em mim, passei a me empenhar cada vez mais. Eu fazia tudo que me pediam. Foram meses de agonia e determinação. Eu tinha noção de que o tempo me pressionava. De que um aterrador prazo estava se encerrando. Logo, chegou o momento de me submeter ao estágio final. O primeiro dia do meu interminável medo, embora a princípio eu estivesse um tanto otimista."

"Com credenciais forjadas, um espião conseguiu testemunhar o experimento. Até hoje, ainda me culpo por ter perdido o controle e destruído acidentalmente o gerador de raios vita. Afinal, uma vez que somente o Dr. Erskine conhecia os segredos daquela tecnologia, o Projeto Renascimento nunca mais poderia ser repetido. Jamais haveria outro Capitão América. Eu mesmo me condenei a ser único. E hoje, o Projeto Renascimento está sendo extinto."

Os companheiros de Newman ainda imploram por sua ajuda. O espectro do Capitão América aponta para uma única brecha, onde o cabo pode conseguir salvá-los. Uma pequena fresta na caverna. O cabo não suporta locais confinados. Se sente sufocado. Mas aquela é a única chance. O Capitão América sabe muito bem como ele se sente. E sabe que isso nunca irá passar. O medo nunca irá passar.

Continua...

terça-feira, 29 de abril de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 654


 - Captain America: The Chosen 3 (Dezembro de 2007)

* "Out of Body... Out of Mind", história escrita por David Morrell, desenhada por Mitch Breitweiser, colorizada por Brian Reber, editada originalmente por Andy Schmidt e Alejandro Arbona

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, em Capitão América - A Escolha ("Longe do Corpo, Longe da Mente"), letreirizada por Júlio Nogueira, traduzido por Fernando Bertacchini e editada por Fernando Lopes; e pela Editora Salvat na Coleção Graphic Novel Marvel, editada por Luciana Barrella

Os sinais vitais do Capitão América estão definhando. Se continuar extrapolando os próprios limites, a morte dele não tardará. Porém, ele irá morrer de qualquer jeito. Mas aquela é a única chance de manter vivo o seu ideal. Os cientistas responsáveis por manter seu corpo vivo ouvem o Capitão América balbuciando, como se estivesse conversando com alguém.

Soterrado em uma caverna no Afeganistão, o cabo James Newman não acredita que o Capitão América está morrendo. Afinal, o herói em frente a ele aparenta estar muito saudável. Os colegas feridos de Newman se desesperam com o fato dele estar falando sozinho. Enlouquecendo talvez. O Capitão América está apenas na mente do cabo. Até então, ele só o fez imaginar que foi ajudado. A intenção era fazer com que sentisse toda a força e coragem necessárias para salvar os soldados. No ataque ao vilarejo, isso deu certo e o cabo Newman os resgatou sozinho. Ainda assim, Newman acredita que as inúmeras batalhas finalmente o estejam enlouquecendo.

"Eu sei tudo a seu respeito. Sei o quanto sente falta de sua esposa e filho. Sei que você se alistou porque deseja tornar a vida mais segura para a sua família... e pra todo mundo. Em toda parte."

O Capitão América, ao contrário do que o cabo Newman gostaria, não pode ajudá-lo fisicamente. Mas pode ajudar a perscrutar seu cerne... a encontrar forças que nunca imaginou. Mas isso apenas invadindo sua mente. O corpo do Capitão está em uma instalação médica de segurança máxima, nas imediações de Washington.

"Quando fiquei doente... e meu corpo começou a fraquejar... quando se tornou óbvio que, em breve, eu só poderia contar com minha mente... fui voluntário em um experimento. Era perigoso, mas pouco me importava. Embora meu corpo me impedisse, eu me recusei a deixar de ajudar as pessoas. O processo que me concedeu a supremacia física do Capitão América também aprimorou o poder da minha mente. E esse poder permanece inalterado."

"Em minha juventude, antes de me tornar o que sou, eu trabalhei como desenhista comercial. É um talento ideal para... a visão remota. Durante décadas, nossos cientistas promoveram experiências desse tipo, como os projetos Sun Streak e Grill Flame. O meu caso, porém, foi um grande avanço. Eu visualizava campos de treinamento de terroristas... e os reproduzia em desenhos. A partir dessas artes, especialistas militares identificavam as regiões dos acampamentos... e satélites espiões estabeleciam as coordenadas."

"Com o tempo, o processo tomou um rumo inesperado. Descobri que eu era capaz não apenas de avistar áreas distantes... mas também de invadir a mente de indivíduos presentes em cada local. Eu podia fazê-los acreditar que me viram. No começo, tão logo descobri que eu tinha esse dom, o usava como um truque. Um modo de ludibriar o inimigo. Uma forma de levá-los a crer que eu estava em toda parte."

"Infelizmente, minha doença piorou. Fiquei cada vez mais fraco... até meu corpo se tornar inútil. A mente passou a ser minha única arma. No entanto, a cada vez que usava meu novo dom... o único que me resta..."

A partir desse momento, a imagem do Capitão América em frente ao cabo Newman começa a ficar... transparente.

Nas instalações médicas em Washington, os aparelhos ligados ao corpo do Capitão América indicam que o ritmo cardíaco e a pressão arterial despencaram. Até seu novo dom psíquico parece ter se somado à moléstia. A cada projeção psíquica, ele esgota ainda mais suas forças. Seu espírito de luta é tão ferrenho, que ele está se matando. O Capitão América, agora, não tem forças nem mesmo para se projetar sozinho. Ainda assim ele balbucia palavras para o cabo Newman. 

"Não pode se render. Jamais desista."

Continua...

segunda-feira, 28 de abril de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 653


 - Captain America: The Chosen 2 (Novembro de 2007)

* "The Shape of Nightmares", história escrita por David Morrell, desenhada por Mitch Breitweiser, colorizada por Brian Reber, editada originalmente por Andy Schmidt e Alejandro Arbona

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, em Capitão América - A Escolha ("A Forma dos Pesadelos"), letreirizada por Júlio Nogueira, traduzido por Fernando Bertacchini e editada por Fernando Lopes; e pela Editora Salvat na Coleção Graphic Novel Marvel, editada por Luciana Barrella

Poucas pessoas seriam capazes de dizer que o homem naquela maca, enfraquecido, era o Capitão América. Por ironia, aquele é o mesmo lugar onde o herói foi criado, décadas atrás. E ele está piorando. Não está respondendo ao tratamento que estão lhe dando. Nesse ritmo, ele não irá durar muito. Se o caso se agravar, os agentes tem ordem de avisar o próprio presidente, que tem interesse no estado do herói. De certa forma, quem está próximo ao Capitão América, também está próximo ao presidente. A determinação dele é incrível.

No Afeganistão, o cabo James Newman parece estar tendo outra alucinação com o Capitão América. Ele está em uma situação delicada. Seu regimento foi destacado para destruir armas de inimigos dentro de uma caverna que já havia sido bombardeada. Ele odeia cavernas, odeia se sentir confinado. O problema é que ainda havia guerrilheiros escondidos e, sabendo que o local já estava abalado, eles utilizaram explosivos para matar a todos. Praticamente todo o regimento foi soterrado. O cabo Newman consegue escapar dos escombros, mas está cercado por seu colegas, todos gravemente feridos. Alguns, agonizantes, imploram por sua ajuda.

Esse Capitão América parece não estar dizendo coisa com coisa. Ele confirma que Newman o viu ontem. Mas nega que ajudou a resgatar alguém. Na verdade, o herói afirma que Newman os salvou sozinho. Quanto à presença do Capitão naquela ocasião, que parece tão real como agora... aconteceu (e acontece) apenas na mente do cabo, que teme estar ficando louco. 

O Capitão América lembra o cabo Newman da ocasião em que ele ficou preso em um porta-malas, em sua infância (mesmo estranhando o fato do Capitão saber dessa particularidade de sua vida). Era um abrasador dia de verão. O porta-malas mais parecia um forno. Newman quase morreu. Porém, mesmo prestes a perder os sentidos, ele não se rendeu. Continuou tentando. Mesmo exausto, recusou-se a desistir. Mal podia respirar, mas nunca deixou de lutar. Jamais perdeu as esperanças. Nunca se rendeu. O Capitão lembra que o cabo Newman é mais forte e bem mais valente do que jamais sonhou. 

Os amigos soterrados de Newman estão ficando com medo. Afinal, o único capaz de salvá-los está falando sozinho. O Capitão América ainda insiste que Newman é capaz, sim, de salvar a todos. Newman exige saber o que está acontecendo afinal, já que o próprio Capitão concorda que não está lá. É então que o herói explica.

"Estou morrendo."

Continua...

domingo, 27 de abril de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 652


 - Captain America: The Chosen 1 (Novembro de 2007)

* "Now You See Me, Now You Don't", história escrita por David Morrell, desenhada por Mitch Breitweiser, colorizada por Brian Reber, editada originalmente por Andy Schmidt e Alejandro Arbona

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, em Capitão América - A Escolha ("Agora Você Me Vê, Agora Já Não Vê"), letreirizada por Júlio Nogueira, traduzido por Fernando Bertacchini e editada por Fernando Lopes; e pela Editora Salvat na Coleção Graphic Novel Marvel, editada por Luciana Barrella

Em missão no Afeganistão, o cabo James Newman já nem sabe em quem confiar mais. Quando se depara com a população supostamente oprimida, a qual ele foi designado a defender, se pergunta se não há um fuzil sobre seus mantos. Uma granada, talvez. Quem são eles? Parte das pessoas que deve ajudar ou das que deve combater?

Ele está cansado... exausto até os ossos. Nem sabe até quando vai conseguir fazer aquilo... até quando terá forças... a coragem... a determinação...

"... pra enfrentar inimigos da liberdade? Pra combater o ódio? Quer saber até quando nós conseguimos fazer isso? Enquanto formos capazes de erguer um dedo. Enquanto nos restar até o menor alento."

O cabo Newman mal pode acreditar na silhueta que lhe diz essas palavras. Diante dele, entregando seu capacete... está o Capitão América! Juntos, eles saem para o povoado destruído, enfrentam os inimigos, salvam companheiros feridos... Porém, quando o cabo pergunta ao Capitão se está vendo mais alguém que precise de ajuda... ele se foi. Tão repentinamente quanto surgiu. Em seu lugar, quem lhe responde é outro capitão. O capitão Harrigan, de seu regimento. Newman jura que o Capitão América estava a seu lado. Mas Harrigan e os companheiros de Newman viram apenas que ele salvou dois soldados praticamente sozinhos. Da forma que lutava, sequer precisaria de um "Capitão América" do seu lado. Os demais soldados ainda estão surpresos com tamanha coragem. Newman, com certeza, será condecorado.

Às vezes, o frenesi de um combate cerrado deturpa a imaginação. De fato, Newman se pergunta se o campo de batalha não o estaria fazendo perder o juízo. As dúvidas do cabo Newman são vistas... em uma tela... próxima a uma cama, onde um Capitão América, visivelmente abatido, entubado e ligado a máquinas se esforça em um fraco sorriso.

"Coragem. Honra. Lealdade. Sacrifício. Você é mais valente do que imagina."

Continua...
A+:

* Quando a Marvel decidiu publicar a série de especiais e minissérie chamadas de O Fim, onde eram mostrados os últimos dias de seus conhecidos heróis, escolheu as equipes criativas que mais tiveram importância na história dos respectivos personagens. Para o Capitão América, porém, foi escolhido alguém que era de fora da indústria dos quadrinhos: o escritor David Morrell. Parecia uma ideia um tanto absurda no começo (apesar da competência do escritor), uma vez que a única ligação, digamos, patriótica era seu personagem mais conhecido: Rambo! Vale ressaltar que a criação original de Morrell se diferencia do "herói" do cinema, sendo que a adaptação mais próxima de sua versão pertence ao primeiro filme, onde Rambo é mostrado como um ex-combatente amargurado e tentando se encaixar em um mundo que não é o mesmo em que ele foi moldado.

Morrell, bom profissional que é, não se deixou levar pelo imediatismo e decidiu aprender um pouco sobre roteiros de quadrinhos, que era um formato diferente do literário. Com esse aprimoramento, conseguiu entregar não apenas uma edição mostrando o fim do Capitão América, mas uma minissérie caprichada, um verdadeiro poema de guerra. Mas essa obra levou tempo para ser feita. Para se ter uma ideia, o convite para escrevê-la foi feita pelo editor Andy Schmidt em 2004, sendo só publicada em 2007. Tempo o suficiente para que, quando Morrell entregasse todo o roteiro com a imaginativa morte do Capitão América... descobrisse que a Marvel havia matado o personagem. Dessa forma, o que era pra se chamar "Capitão América: O Fim" acabou se tornando "Capitão América: A Escolha". Ainda assim, o nome causou certa confusão em alguns leitores, dando a entender que ali estava sendo escolhido um novo Capitão América, o que não era verdade, já que era uma história de universo alternativo.

Ainda assim, a minissérie A Escolha se tornou um sucesso a parte, com uma história alternativa para os últimos dias do sentinela da liberdade. Para abrilhantar ainda mais a obra, trazendo o clima sufocante de um campo de batalha, Morrell contou com a arte de Mitch Breitweiser, desenhista que tem um carinho especial com o personagem. Com isso, o escritor se adaptou a mais um importante detalhe na elaboração de uma história em quadrinhos: o trabalho em equipe, uma vez que Breitweiser muito colaborou para acertar alguns detalhes. Também é notável o trabalho de colorização feito por Brian Reber, que em muito acrescentou para o clima da trama.

* A série foi publicada pelo selo Marvel Knights, com uma temática e ritmo mais adultos, tanto que ganhou uma classificação de aconselhável para maiores de 13 anos.

* Por pertencer a uma realidade alternativa, essa história se passa no Universo Marvel 7116.

sábado, 26 de abril de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 651

 - Punisher War Journal n° 11 (Novembro de 2007)

* "Heoes and Villains", história escrita por Matt Fraction, desenhada por Leandro Fernandez, editada originalmente por Aubrey Sitterson

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Marvel Action n° 21 ("Heróis e Vilões"), letreirizada por Gisele Emann Tavares, traduzido por Caio Lopes e editada por Paulo França

Apesar de ter dezessete pontos de coleta de caixas postais e caixas de depósito seguras e escondidas por todo o país, ainda assim Frank Castle foi encontrado por aquele que chamam de Soldado Invernal e, anteriormente, Bucky. Em, no mínimo, catorze desses pontos de contato, ele recebeu bilhetes do Soldado. O encontro foi marcado para acontecer em Washington. Castle sabe que o Soldado Invernal está atrás dele devido ao uniforme customizado do Capitão América que usou recentemente. E sabe que sua vida está em risco por mexer com algo que significa tanto para ele. Bucky, de fato, não sabe como o Capitão América pode ter significado tanto, também, para alguém como Castle.

Bucky pede para Castle se levantar. Não quer executá-lo na frente de um monumento nacional. Porém, Castle desdenha e continua sentado nas escadarias. A única razão de ter comparecido ao encontro está no pacote que trouxe para Bucky. Contrariado, Bucky confessa que está impressionado por Frank ter comparecido. Essa "trégua" dura o tempo apenas do Soldado Invernal se sentar ao lado de Castle... e levar uma cotovelada no nariz. A luta entre os dois acontece escada abaixo. O Soldado Invernal acaba por cima de Frank, com seu braço biônico em sua garganta. Enquanto isso, Frank, mesmo sem saber se consegue matar o Soldado Invernal, aponta uma arma para seu queixo.

Diante da ousadia de Castle, Bucky desiste de matá-lo. Castle, por sua vez, entrega o pacote... contendo o uniforme customizado. Ele está cansado daquilo... ou que quer que tenha significado para ele um dia. Ele o entrega para o Soldado Invernal sem se importar com o que será feito. O que importa é que ele não quer aquele uniforme tanto assim. É um símbolo muito pesado para se carregar. Frank ainda lhe dá uma chave de um de seus pontos de coleta. Nesse ponto está a máscara do Capitão América, que ele pegou depois que o herói foi preso. Ele também não a quer. Por isso, a está entregando para quem realmente merece ficar com ela.
A+:

* A ideia de mostrar como o Soldado Invernal (Bucky) é quase uma lenda urbana da espionagem chega ao ponto de ganhar o respeito até mesmo do anti-herói Justiceiro. Taticamente, Frank ainda é mais versátil. No entanto, aqui se passa a ideia de que Bucky pode ser ainda mais frio e violento.

GALERIA
Quem tem contato com a arte do amigo Marcio Hum não só se surpreende com a qualidade de seu trabalho, como também se deleita com as curiosas referências de momentos marcantes nos quadrinhos de super-heróis. Marcio reimagina cenas e imagens emblemáticas desse gênero em versões, digamos, mais "babies". Aproveitando a boa onda de filmes de super-heróis no cinema, pegou carona com o Capitão América e pretende fazer 14 releituras de momentos marcantes do personagem. 

Conheça mais e se perca nessa fantástica galeria de referências de Marcio Hum em sua página: www.facebook.com/xbabies

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 650

- Punisher War Journal n° 10 (Outubro de 2007)

* "Sunset", história escrita por Matt Fraction, desenhada por Ariel Olivetti, editada originalmente por Axel Alonso

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Marvel Action n° 18 ("Pôr do Sol"), letreirizada por Gisele Emann Tavares, traduzido por Caio Lopes e editada por Paulo França

O ex-agente Bridges está em desvantagem. Apesar de armado, está cercado pela Força Nacional do Monge do Ódio. Ainda assim ele tem um trunfo: Stuart Clarke, o "parceiro" do Justiceiro, está destruindo a base dos extremistas e eles preferem salvá-la primeiro. Isso dá tempo para que Bridge consiga soltar o Justiceiro.

Dentro da base, Stuart encontra sua namorada, a fotógrafa Tatiana, com marcas de violência. Ela está morta. Ele descarrega seu ódio atirando nos agentes da Força que chegam até ele. O que Stuart não imagina é que o autor da violência foi o próprio Justiceiro, influenciado pelos raios H do Monge do Ódio.

Na sala de geradores de Raio H, o vilão ordena a seus asseclas que os desmontem para a mudança. O Justiceiro chega a tempo de impedi-lo e enfrenta o Monge do Ódio. O vilão lembra Frank que ele matou Tatiana com as próprias mãos. Frank ignora a provocação e consegue sobrepujá-lo e tirar sua máscara. Sem ela, o Monge do Ódio não passa de um homem assustado. Quando Stuart chega até eles, Frank já havia matado o vilão.

Stuart Clarke está amargurado pela morte de sua Tatiana. Frank tenta confessar sobre a morte dela, mas Stuart pensa que ele irá, de certa forma, justificar as ações da Força Nacional e reforça que, apesar da máquina de raios H, que incitava ódio em seus alvos, a verdade é que ela apenas trazia o que já estava dentro das pessoas. Stuart, no momento, só deseja caçar cada um dos criminosos, até encontrar aquele que matou sua amada. Frank acredita que não é o momento de dizer... que ele é o homem que Stuart procura.

Frank leva Stuart até a delegacia onde Tatiana conseguia informações. O próprio xerife respondia aos homens da Força Nacional, dando-lhe informações e fazendo vista grossa. Stuart invade o local... e mata o xerife. Frank o aguarda fazer o "serviço" e lhe garante sua fuga. No caminho para fora, Frank olha fixamente para sua máscara, que imitava a do Capitão América. Ele está imerso em pensamentos. Talvez pensando em como as coisas fossem mais simples diante do Capitão América. Talvez pensando sobre o que Stuart não sabe... ou não precisa saber.

ÂmagoNews:

* Último artigo da série sobre os X-Men de Chris Claremont e John Byrne: Um Fim solitário... frio.. e com um demônio dentro de casa

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 649

 - Punisher War Journal n° 9 (Setembro de 2007)

* "Duel", história escrita por Matt Fraction, desenhada por Ariel Olivetti, editada originalmente por Axel Alonso

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Marvel Action n° 18 ("Pôr do Sol"), letreirizada por Gisele Emann Tavares, traduzido por Caio Lopes e editada por Paulo França

Antes.

Apesar de se encontrarem no deserto, o grupo do Monge do Ódio prefere levar o novo recruta, Frank, com um capuz que lhe tira a visão do local para onde está sendo levado. Lá chegando, ele vê uma pequena mansão onde o grupo se esconde. Externamente, a instalação não impressiona Castle. Porém, ao entrar nela, vê uma gigantesca operação com muitas armas, homens e logística suficiente para executarem uma limpeza étnica a nível militar.

Frank é recebido pelo próprio Monge do Ódio, que reconhece dele o ódio crescente que, na verdade, acredita ser o verdadeiro patriotismo. O vilão diz que "roubou" a ideia do uniforme do Capitão América como uma forma de realmente tomar a verdadeira América, a América dos brancos, para suas tropas. A ideia é espalhar o mesmo ódio pelo país através de geradores de raios H.

Como iniciação, o vilão leva Frank até uma mini arena onde um prisioneiro espera para ser executado. Frank sente o ódio pulsar dentro dele. Esse sentimento só sofre uma pequena interferência quando tiram o capuz do prisioneiro que revela ser... Tatiana! A fotógrafa foi capturada no deserto. Stuart, seu namorado, conseguiu fugir. Frank é incitado a descontar seu ódio nela. Ele resiste ao máximo... mas cede a raiva e golpeia a garota.

Ao anoitecer, Frank segue com a Força Nacional para mais um assentamento que está sendo massacrado. No caminho, o motorista do veículo que o leva tem curiosidade de saber o que ele carrega na mochila. Afinal, pra que armas se o exército do Monge já as fornece? No entanto, o criminoso descobre mais do que queria... um uniforme negro com uma caveira estampada. O Justiceiro! Frank segura a cabeça do motorista para fora da janela do veículo... até que ela se choque contra um cacto na beira da estrada. 

Tomando o veículo para si e vestindo o uniforme que criou, o Justiceiro chega ao assentamento quando este já está sendo dizimado. Ele atira nos homens da Força Nacional, mas eles estão em maior número e logo o dominam. O Monge do Ódio está muito decepcionado. Tinha grandes planos para Frank. Mas, agora, o Justiceiro está preso pela Força Nacional.

Agora.

Os integrantes da Força Nacional, prestes a executarem Frank Castle, são surpreendidos não apenas por um, mas DOIS atiradores escondidos na escuridão, que começam a acertá-lo. Enfurecido, o Monge do Ódio ameaça matar Castle caso os seus supostos comparsas não se mostrem imediatamente.

O atirador revela ser o G.W. Bridge, ex-agente da SHIELD responsável por prender Frank Castle. Tarefa que o levou até a Força Nacional... e ele fará o necessário para que essa prisão se cumpra.

Continua...

ÂmagoNews:

* Falando sobre o futuro sobre aquela que é mais que um grupo... Na verdade, é uma Legião: O Futuro ao Superboy pertence

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 648

 - Punisher War Journal n° 8 (Agosto de 2007)

* "Blood and Sand", história escrita por Matt Fraction, desenhada por Ariel Olivetti, editada originalmente por Axel Alonso

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Marvel Action n° 18 ("Pôr do Sol"), letreirizada por Gisele Emann Tavares e editada por Paulo França

Antes.

Frank Castle se surpreende ao encontrar Stuart com a fotógrafa que foi investigar. Surpreso porque não só eles se conheciam antes... como ela é a namorada de Stuart. Castle descobriu que o responsável pelo massacre no assentamento é alguém que está usando o nome de Monge do Ódio. O grupo que comanda é chamado de Força Nacional. O Justiceiro pretende combater fogo com fogo. Simbolismo com simbolismo. E, para isso, adapta sua conhecida vestimenta para se parecer com um uniforme do Capitão América. Para tanto, acopla ao uniforme uma placa blindada à prova de fogo, placa de cerâmica contra interferência psiônica básica, sensores de embaralhamento de emergência conectados nas costas, visão térmica e noturna, armas e explosivos em todos os bolsos que pode encontrar. Além disso, traz o símbolo, o do Capitão América (a estrela) e o dele (a caveira). Steve Rogers podia odiar Frank, mas odiaria muito mais pessoas como o Monge do Ódio. É o mínimo que Frank pode fazer para honrá-lo. A guerra contra esse vilão é uma guerra de ideais, algo que tornaria alguém como o Capitão América uma arma imprescindível.

Stuart e Tatiana deixam Frank no meio do deserto, durante a noite, para seu encontro com a Força Nacional. Pouco depois, o Monge do Ódio vem recebê-lo, acompanhado de seus asseclas.

Agora.

Para irritação do Monge do Ódio, Frank Castle afirma que é o Capitão América e que é preciso muito mais do que a Força Nacional para acabar com ele. O vilão ordena que ele seja solto. Diante da audácia de Frank, ele prefere espancá-lo com as próprias mãos. Quando o vilão está prestes a dar o tiro de misericórdia no Justiceiro, Tank, um de seus asseclas, chama a atenção para um ponto luminoso em seu peito. Eles não estão sozinhos no deserto.

Continua...

GALERIA

Ney França já tem 18 anos em experiência com graffiti. E essa experiência é notada em suas postagens na página Arte Nossa Mix.

Mas seu talento também o leva para muito além, onde se aventura no mundo da ilustração e diagramação, além de seus experimentos mais cômicos com suas tiras e tudo que surgir em sua fértil imaginação. Para esse lado mais autoral, Ney também criou a página Contos de Sampa.

E Ney ainda arrumou um tempinho para mostrar-nos sua versão do Capitão América, que agora faz parte de nossa galeria... ou, usando a imaginação, como um belo painel em uma das paredes dela.

terça-feira, 22 de abril de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 647

 - Punisher War Journal n° 7 (Julho de 2007)

* "Blood and Sand", história escrita por Matt Fraction, desenhada por Ariel Olivetti, editada originalmente por Axel Alonso

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Marvel Action n° 18 ("Sangue e Areia"), letreirizada por Gisele Emann Tavares e editada por Paulo França

Tatiana Arocha, a fotógrafa que registrou o ataque do Monge do Ódio, investiga sobre como toda a polícia foi desviada graças a uma ligação que os levou pra outro local e que dizia que a Al-Qaeda estava prestes a cruzar a fronteira. Graças a essa informação, todos os operativos se dirigiram para um local distante o bastante a ponto de não ser possível ajudar o assentamento mexicano que foi devastado. Agora, Tatiana quer mais detalhes com quem recebeu a denúncia.

Frank planeja que Stuart deve encontrar fotógrafa do jornal que tirou a foto do vilão que decidiu "homenagear" o Capitão América. Já ele ficará responsável por encontrar as milícias controladas pelo mesmo vilão. Para isso, Frank se apresenta em um suspeito bar como alguém interessado em encontrar "trabalho" por aquelas bandas. Logo, consegue fazer amizade com um dos contatos da milícia conhecido como Tank.

Para entrar para a Força Nacional, Frank tem seus olhos vendados e passa por uma espécie de iniciação. Ele não se preocupa em ser ferido pelos integrantes do grupo. Afinal, pelo que pôde ver, daria conta perfeitamente. O problema é que não enfrentaria nenhum deles... mas um touro enfurecido. Para surpresa dos presentes, Frank consegue arrancar um pedaço do cercado da arena e arrebentar na cabeça do animal, desacordando-o. Enquanto os integrantes da Força Nacional ficam boquiabertos, seu líder, o Monge do Ódio, está satisfeitíssimo por encontrar Frank.

Enquanto isso, Stuart se encontra com Tatiana, que está desesperada por descobrir que a atendente da polícia que recebeu a chamada falsa... está morta.

O novo Monge do Ódio, o líder terrorista que tem dizimado pequenas comunidades mexicanas, capturou Frank Castle. Pretende matá-lo e dar seu corpo para alimentar seus cães. Mas, antes, o vilão gostaria que Frank estivesse vestindo o novo uniforme que lembra o Capitão América. O Monge acusa Frank, e os que se dizem patriotas, como sendo um traidor da raça branca, cristã e de direita. Frank retruca que o grupo de neonazistas com lavagem cerebral do vilão é pouco para dar cabo dele. Para dar cabo do novo Capitão América.

Continua...

GALERIA
Cabessandro é resultado das vivências reais de Alessandro Souza, com o devido toque de ficção e humor. A ideia surgiu quando esse jovem guerreiro empunhava sua fiel raquete elétrica à caça de pernilongos e, coincidência do destino, com o photoshop aberto, resolveu criar o personagem título, para transmitir situações do cotidiano.

O nome surgiu de um apelido particular, surgido na escola fundamental, sendo a junção de seu nome com a alcunha "cabeça".

O mascote do personagem título é ninguém menos que uma muriçoca (ou pernilongo), provavelmente uma homenagem ou mesmo um dissidente dos invasores enfrentados pelo nosso herói.

Alessandro nos presenteou, vestindo o conhecido uniforme do Sentinela da Liberdade em sua criação... devidamente acompanhada por seu parceiro de batalha.

Para conhecer mais sobre seu simpático personagem, visite sua página: Cabessandro

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 646

 - Punisher War Journal n° 6 (Junho de 2007)

* "Goin' Out West", história escrita por Matt Fraction, desenhada por Ariel Olivetti, editada originalmente por Axel Alonso

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Marvel Action n° 17 ("Rumo ao Oeste"), letreirizada por Gisele Emann Tavares e editada por Paulo França

Na fronteira com o México, um grupo terrorista dizima uma cidade. O líder do grupo é alguém que usa um uniforme parecido com o do Capitão América, com a diferença de este ser branco e trazer uma suástica estampada na estrela em seu peito.

Após a Guerra Civil, Frank Castle, também conhecido pela alcunha de Justiceiro, foge dos agentes da SHIELD, seguido de uma atrapalhada companhia que atende pelo nome de Stuart Clark. Em uma lanchonete de beira de estrada, Stuart lhe mostra um jornal mexicano onde é mostrada a foto do terrorista que usa o uniforme parecido com o do Capitão América. Frank Castle não admite que o uniforme e o nome do Capitão sejam desrespeitados. Eles irão seguir para o México.

Agora...

Frank Castle foi capturado e está prestes a ser morto pelo vilão, que traz em suas mãos outra versão do uniforme do Capitão América. Uma versão que traz estampada a caveira do Justiceiro. Uma versão pela qual Frank está prestes a morrer.

Continua...

A+:

* Consequências do final da Guerra Civil, com a fuga de um personagem que apoiou mais do que a causa do Capitão América, mas se tratava de apoiar o próprio Capitão América. Da mesma forma que alguns vilões estão comemorando a morte do Capitão América, também persiste a idolatria de Frank Castle ao herói de guerra que ele tanto respeita. Motivo suficiente para que ele saia à caça de tais vilões... como se o Justiceiro precisasse de mais motivos...

* Até então, as histórias do Justiceiro, mais calcadas em aventuras policiais, faziam com que o personagem se distanciasse um pouco do Universo Marvel, principalmente pelo sucesso de seu título pelo selo adulto Marvel MAX. Essa nova revista, o segundo volume de War Journal, trazia uma proposta diferente, mostrando a interação de Frank Castle com outros super-heróis (e supervilões) da Marvel. Na época da publicação dessa história, chegou-se a acreditar que o personagem seria uma espécie de novo Capitão América, com uma atitude, obviamente, mais violenta.

ÂmagoNews:
* Escrevendo sobre a história que inspirou o filme Dias de Um Futuro Esquecido, na penúltima parte da série de artigo sobre os X-Men de Chris Claremont e John Byrne: Não Deixe Para Amanhã O Que Você Pode Fazer Ontem

domingo, 20 de abril de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 645

 - Wolverine Origins n° 20 (Fevereiro de 2008)

* "Our War: Part 5", história escrita por Daniel Way, desenhada por Steve Dillon, colorizada por Matt Milla, editada originalmente por Axel Alonso

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Wolverine n° 51 ("Nossa Guerra - Parte 5"), letreirizada por Marcos Valério e editada por Rogério Saladino

Logan precisava fazer algo em relação às suas ordens de matar o Capitão América. Além disso, teria que garantir salvo conduto para o Barão Von Strucker. É então que ele arma um plano. Volta até o local onde deixou o desacordado Bucky, que ainda está no chão. Porém, Logan sabe que ele está fingindo e manda-o se levantar... e lhe explica o que está para acontecer.

O Capitão América está começando a evacuação do local quando Logan e Bucky trazem Strucker, que parece ter sido espancado antes. O piloto dos americanos está morto. Logan se oferece como copiloto, enquanto o Capitão, que já havia treinado, assume como piloto. O herói tem pressa em sair dali. No caminho, o Capitão agradece a Logan, mas este que diz que sua ajuda foi pouca. Afinal, ali estava o Capitão América, alguém que lutava como se tivesse nascido pra isso. Ao contrário do que Logan imaginava, o herói não é exatamente alguém talhado para a guerra.

"Sempre sinto que não estou pronto pra comandar esses homens... e muito menos ser o Capitão América. Quando me alistei, me classificaram como ICD. Incapaz de Cumprir o Dever. Mas... sofri um tratamento. Tinha outros provavelmente mais qualificados para o projeto, mas... eu queria tanto participar. Lutar pelo sonho. Lutar pela liberdade. Proteger os indefesos, fracos e oprimidos."

O relato só faz Logan se sentir ainda pior perto do que estava prestes a fazer. Ali ele percebeu que Steve Rogers não havia nascido para a guerra, afinal. O que ele fez foi uma escolha. Algo que Logan nunca pôde fazer.

Quando estão sobrevoando o leste da Argélia, Logan alerta que eles têm pouco combustível. O máximo que dá para chegar é no sul da França. Bucky tem algo para falar. Logan desconfia que o garoto tenha escutado mais do que imaginava. Antes que Bucky fale... aviões inimigos os interceptam. O Capitão faz o possível para manter o avião no ar. Mas eles são fustigados pelos disparos inimigos, que perfuram a fuselagem e matam vários soldados. Bucky é ferido no ombro por um desses disparos. Enquanto o Capitão América vê, horrorizado, seu pelotão ser morto, Logan, que ficou no comando, diz que o manche não responde. O avião faz um pouso desastroso e forçado.

No chão, o Capitão percebe que Logan desapareceu. Bucky diz que Strucker também fugiu. Lá fora, uma desagradável surpresa. Logan acompanha o Barão Zemo, vilão nazista que diz ser fã do herói, uma vez que acompanha suas aventuras nas revistas em quadrinhos. Zemo ordena que Logan leve o prisioneiro sob custódia. Logan planejou levar o Capitão até Zemo, pois seria muito mais fácil de escapar do que enfrentar os outros agentes que esperavam por Strucker. É claro que o herói não aceitou essa traição.

Quando o Capitão América começa a esmurrar Logan, Zemo pede que seus homens não interfiram. Ele quer confirmar se o herói americano é realmente tudo que os quadrinhos contam. Foi uma das maiores surras que Logan já levou, principalmente quando o herói utilizava o escudo. Logan ainda tinha a desvantagem de não se sentir tão determinado quanto ao herói. Quando o canadense está prestes a revelar o que contou sobre ele para o inimigo... ele é alvejado. 

Bucky. Logan não havia lhes contado sobre a presença de Bucky.Os vilões conseguem fugir. Além de ferido, Bucky precisou recarregar. Logan até sente-se melhor por apagar no meio do deserto. 

Hoje, após a morte do Capitão América, ele sabe que teria recebido o conselho do herói... do amigo... para esquecer o passado. Mas Logan sabe que isso não é possível. Porém, em respeito pelo Capitão, hoje ele o irá fazer.

ÂmagoNews:

* Escrevendo sobre os alienígenas mais tradicionais da Marvel: Caras de Sapo

sábado, 19 de abril de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 644

 - Wolverine Origins n° 19 (Janeiro de 2008)

* "Our War: Part 4", história escrita por Daniel Way, desenhada por Steve Dillon, colorizada por Matt Milla, editada originalmente por Axel Alonso

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Wolverine n° 50 ("Nossa Guerra - Parte 4"), letreirizada por Marcos Valério e editada por Rogério Saladino

Logan seguiu o Capitão América até a base de Strucker, apenas porque ele seguiu Bucky. O Capitão America encontrou Logan assim que ouviu tiros. Na verdade, imaginava encontrar seu parceiro, que poderia tanto estar fugindo dos disparos quanto apertando o gatilho. Mas era Logan quem estava massacrando os asseclas de Strucker. O Capitão aparece rapidamente e Logan conclui que, se ele veio tão urgentemente, era porque ainda não havia encontrado Bucky.

Para a surpresa de Logan, o Capitão América não parecia incomodado com sua presença inesperada. Na verdade, precisaria de ajuda. Afinal, em um salão, estavam o Barão Von Strucker, falando com dezenas de homens uniformizados. A Hidra. O começo da organização, com Strucker no comando, que aproveitou tudo que tinha dado certo para Hitler: o uso de imagens simbólicas, a erradicação do individual, a elevação dos líderes à status divino... tudo formatado para ele mesmo e com resultados satisfatórios.

Em dado momento, Strucker diz que encontraram espiões infiltrados em suas fileiras. Logan até acha que eles foram descobertos. Mas o Capitão América, mesmo antes do vilão ordenar a presença do prisioneiro, sabe que o espião citado é... Bucky, que estava prestes a ser morto diante de todos. No entanto, Logan já havia percebido que Bucky não seria sacrificado... pois sua situação naquele momento foi planejada. O que ele queria era justamente estar próximo a seu verdadeiro alvo. Um dos truques mais velhos do mundo. Uma espécie de cavalo de Tróia de um homem só. Assim que Strucker chega próximo de Bucky, o jovem herói se levanta repentinamente, dando-lhe uma cabeçada tão violenta que acaba decepando a língua do vilão. Em seguida, ele afunda seu pé no nariz de Strucker, matando-o.

Ao contrário do que se imaginava, os homens do Barão não ficaram confusos com a reviravolta. Foram treinados para reagir rapidamente e em bloco. Logan não se importava se Bucky estava prestes a ser estraçalhado por um bando de nazistas que sofreram lavagem cerebral. Mas o Capitão América, sim. E Logan não ia perder uma briga dessas por nada. Os homens da Hidra não tinham armas... ou tiveram ordens para não levar na assembleia. Toda a briga foi no embate físico. No entanto, os heróis sabiam que, cedo ou tarde, alguém iria aparecer com armas. Só não esperavam que esses fossem Nick Fury e seu pelotão. A ordem de Fury era atirar em todos os criminosos. Da primeira à última rajada de fogo passaram-se trinta segundos. O suficiente para Logan perceber porque Bucky conseguiu chegar a seu objetivo tão facilmente. 

Terminado o massacre, com Bucky ainda mantendo detalhes da sua missão como confidencial... Fury revela que aquele não é o verdadeiro Strucker. Ele havia estudado todos os registros sobre o vilão... com direito a fotos, inclusive. Apesar das fotos serem em preto-e-branco, havia descrição física. Cerca de 1,90m... 102 quilos... e olhos azuis. Diferente daquele corpo. Aquele era um sósia. Provavelmente, o Barão continuava vivo naquela base. E era vivo que o Capitão América pretendia capturá-lo e levá-lo. 

A ordem era que Fury fosse até um local onde encontraria simpatizantes dos americanos que pudessem providenciar transporte de volta. Enquanto isso, eles ficariam na base e procurariam o vilão. Logo de cara, Bucky sugere seguir com Logan. A intenção do garoto era manter o canadense bem longe do Capitão. Este, por sua vez, seguiria com Fury.

Quando se separam do grupo, Bucky revela que o Capitão América foi criado graças ao soro do supersoldado. Mas esse soro perdeu-se com o assassinato do médico que o inventou. Tudo isso era informação confidencial... e Bucky ao revelá-la... teria que matar Logan. Apesar de ainda ser muito novo, Bucky era bom no que fazia... mas Logan era mais experiente e consegue sufocar o garoto, sem o matar, antes que ele disparasse.

Os instintos de Logan o levam até o verdadeiro Strucker... que o está esperando calmamente em uma sala... aguardando que ele atenda uma misteriosa ligação. Logan se surpreende ao ouvir a voz de Seraph. E ainda mais quando ela diz ter fechado um acordo... para que ele mate o Capitão América e seu parceiro... e, depois, volte para Madripoor imediatamente. Além disso, e pior ainda, teria que proteger o Barão Von Strucker a todo custo.

Continua...

ÂmagoNews:

* No blog Âmago você lê sobre a cronologia do Capitão América. Já no ArgCast você vai OUVIR sobre isso em um divertido bate-papo : http://www.dinamo.art.br/podcast/13ArgCast #138 - CAPITÃO AMÉRICA

sexta-feira, 18 de abril de 2014

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 643

 - Wolverine Origins n° 18 (Dezembro de 2007)

* "Our War: Part 3", história escrita por Daniel Way, desenhada por Steve Dillon, colorizada por Matt Milla, editada originalmente por Axel Alonso

Publicada no Brasil, pela Editora Panini, na revista Wolverine n° 49 ("Nossa Guerra - Parte 3"), letreirizada por Marcos Valério e editada por Rogério Saladino

Bucky não aceita bem a presença de Logan e o esmurra. O Capitão América o repreende por isso e alerta os demais soldados de que não aceitará aquele tipo de discórdia em suas fileiras. Naquela época, o Capitão América não parecia tão imponente diante dos demais soldados. A verdade é que, preparados para matar ou morrer, eles só viam sentido em ordens de quem as mostrasse em forma de ação. Apenas palavras, por mais imponentes que fossem, não eram suficientes para convencê-los.

O próximo passo do pelotão do Capitão América era seguir para Djerba. O contato responsável por Logan chegar até eles fica curioso quanto a esse destino. O contato é um jovem sargento chamado Nick Fury. Para o Capitão, porém, os detalhes da missão em Djerba são secretos. O que o herói não sabia é que o próprio Fury tinha informações sobre o Barão Von Strucker estar envolvido. Logan também ficou surpreso, pois havia visto o vilão, pela última vez, em Madripoor. E mais surpreso ainda com os americanos não terem informado nada justamente para o Capitão América. 

Havia alguém mais que sabia sobre Strucker: Bucky! Tudo indicava que a missão era seguir para a Tunísia capturar um major alemão e levá-lo para Londres. Bucky, apesar de saber da presença de Strucker, diz que ele não é o alvo principal. No entanto, o Capitão sabia que havia algo mais. O herói mal conseguia fazer com que seus homens se levantassem para seguir caminho pelo deserto. Já Bucky usava de truculência contra os soldados... e era obedecido.

Bucky e Logan se estranharam desde o começo. O canadense sabia que usavam o Capitão América apenas para chamar a atenção, enquanto Bucky executava a parte suja da missão. Nesse caso, provavelmente estava designado para assassinar Von Strucker. Enquanto isso, o Capitão e Fury se davam melhor. Fury ficava intrigado como o herói, com um uniforme tão chamativo, não carregava nenhuma arma. Na verdade, o escudo era sua arma tanto defensiva quanto ofensiva. Da mesma forma como Fury não percebia esse detalhe, o inimigo também não. Por isso, o escudo era tão eficiente.

No meio do deserto, muitos soldados começavam a cair. Para os mais fracos, o Capitão dava assistência e ordenava que os demais ajudassem a carregar as mochilas de seus companheiros. Nesse ponto, notando que estavam, de fato, seguindo um verdadeiro líder, as palavras do herói já não pareciam não passíveis de serem desobedecidas. Mas foi chegando a Djerba que os soldados realmente viram quem era o Capitão América de verdade. Se eles precisavam de ação para valorizar as ordens de seu superior, o herói mostrou isso de forma impressionante, praticamente atropelando os soldados alemães como se fosse um trem desgovernado. Se o objetivo era fazer com que os soldados respeitassem o Capitão América... a missão estava cumprida.

A tropa capturou o major inimigo, mas o Capitão ainda não havia completado sua missão. Sua missão particular. Afinal, no meio da confusão... Bucky havia partido. O herói já tinha ideia para onde ele seguiu. Logan, que tinha como missão seguir e descobrir o máximo sobre o Capitão América, toma o mesmo caminho que o herói que decidiu interceptar seu parceiro.

Continua...

ÂmagoNews:


* Falando sobre a trégua de X-Men e Tropa Alfa, por Chris Claremont e John Byrne: http://www.dinamo.art.br/resenha/x-men-por-claremont-byrne-parte-13-vou-pro-canada-ver-um-carcaju-uniforme-novo-e-uma-beleza/