quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 512

 - Captain America 5 (Março de 1997)
* "Victory", escrita por Rob Liefeld e Jeph Loeb, desenhada por Rob Liefeld, artefinalizada por Jon Sibal e Lary Stucker

Publicada no Brasil, pela Editora Abril, na revista Capitão América n° 5 ("Vitória")

O Capitão América enfrenta, praticamente sozinho, não só o Grande Mestre como também seu exército de asseclas. Para salvar o tenente Samuel Wilson, que foi alvejado anteriormente, o herói se vale do próprio soro do supersoldado em seu sangue. Utilizando a borda de seu escudo, corta sua própria mão e derrama algumas gotas do sangue na boca do tenente. De fato, depois de um tempo, o militar não só se recupera como também se sente mais forte. Enquanto isso, aproveitando-se da confusão, o Caveira Vermelha foge 

Em seguida, o Capitão consegue impedir que mísseis nucleares sejam lançados e é auxiliado por uma garota, chamada Rikki Barnes, que era refém do grupo. O tenente Wilson aparece, agora com força ampliada, e ajuda o herói a derrotar de vez o Grande Mestre.

Nick Fury chega ao final da luta e, com os agentes da SHIELD, cercam o local prendendo todo o grupo.
A+:

* Nessa reformulação de Rob Liefeld, o detalhe visual mais notado foi a inserção de um símbolo estilizado de águia na testa do Capitão América, substituindo a tão tradicional letra "A".

* Na segunda parte desse primeiro arco, os autores dedicam-na para Gru. Este, na verdade, era uma forma carinhosa pelo qual era chamado Mark Gruenwald, escritor responsável pelas histórias do Capitão América durante uma década e que faleceu naquele mês.

* Um dos militares responsáveis pela plano que obliterou as memórias do Capitão América era o general Ross, militar que dedicou sua carreira a perseguir o Hulk.

* Figura mais que polêmica dentro da indústria dos quadrinhos, Rob Liefeld já foi pivô de várias reviravoltas nesse meio. Foi um dos líderes do "motim" que levou artistas da Marvel (ele mesmo desenhava a revista X-Force) para uma nova empreitada, a chamada editora Image, onde os profissionais tinham maior controle nos direitos dos personagens que criavam. Nessa nova linha foi justamente uma revista criada por Liefeld que deu o pontapé inicial: Youngblood. Pouco depois a empreitada demonstrou sinais de cansaço e seus artistas começaram a divergir em opiniões. Liefeld foi apontado como um dos mais problemáticos dentro desse período. No entanto, é fato que o estilo Image ditou o padrão dos quadrinhos dos anos 90. A volta do artista para a Marvel, que havia deixado em 1992, em parte tem o apoio de Bob Harras, então editor chefe.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 511

 - Captain America 4 (Fevereiro de 1997)
* "Fire", escrita por Rob Liefeld e Jeph Loeb, desenhada por Rob Liefeld, artefinalizada por Jon Sibal e Larry Stucker

Publicada no Brasil, pela Editora Abril, na revista Capitão América n° 4 ("Fogo")

Presos em um calabouço, Capitão América e o tenente Samuel Wilson descobrem que seu captor é o vilão da Segunda Guerra Mundial conhecido como Caveira Vermelha. Furioso por ver seu velho inimigo empunhando seu escudo, o herói usa sua força ampliada para escapar dos grilhões que o prendem e soltar o tenente. Facilmente, o Capitão América consegue derrotar não só o Caveira Vermelha como também seu mais novo capanga, Ossos Cruzados. Mas sair do local não será tarefa fácil, pois em seu caminho surge outro inimigo, que outrora foi o preferido de Hitler, o homem conhecido como Alexandre, o Grande Mestre. O vilão está prestes a ordenar que todos sejam fuzilados, inclusive o Caveira Vermelha. Quando o tenente Wilson tenta revidar... ele é o primeiro a ser atingido pelas balas.

Continua...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 510

 - Captain America 3 (Janeiro de 1997)
* "Patriotism", escrita por Rob Liefeld e Jeph Loeb, desenhada por Rob Liefeld, artefinalizada por Jon Sibal e Larry Stucker

Publicada no Brasil, pela Editora Abril, na revista Capitão América n° 3 ("Patriotismo")

Nick Fury explica que, em 1945, o Capitão América discordou da decisão do presidente Truman em lançar as duas bombas atômicas no Japão, ato que deu fim a Segunda Guerra Mundial. Porém, um símbolo americano como o herói não poderia ser contra a decisão do governo de forma que o público soubesse. Contrário a ordem de apoiar publicamente o presidente, o Capitão América teve sua mente obliterada e o soro do supersoldado o conservou durante todos esses anos. Toda essa operação foi conduzida pelo próprio Nick Fury. 

Apesar de revoltado com a vida de mentiras que lhe foi imposta, Steve recebe uma nova chance de trabalhar com o governo, através da SHIELD e Nick Fury, mesmo porque, do contrário, poderá voltar a ter sua vida ilusória novamente. Ele aceita a proposta, conquanto que agora as coisas sigam conforme seus termos.

Chegando ao porta-aviões aéreo da SHIELD, Steve é apresentado para sua nova equipe, formada pela agente Sharon Carter e pelo braço direito de Fury, Timothy Aloysius Dugan, também conhecido como Dum Dum. De certa forma, a própria SHIELD foi nomeada assim em homenagem ao Capitão América (uma vez que a sigla forma a palavra "shield", escudo em inglês). Depois de lhe dar seu uniforme de Capitão América, Fury pretende apresentar Steve ao grupo conhecido como Vingadores.

No cemitério nacional de Arlington, na Virgínia, onde velhos soldados vão ao morrer, o Capitão América visita um pesaroso Tenente Samuel Wilson. Apesar do herói não ter conhecido tão bem o pai do tenente Wilson, diz que o pouco que sabe mostrou que ele era um homem decente. No entanto, o tenente Wilson não está nem um pouco contente com a consideração, já que seu pai praticamente dedicou a vida a encontrar o Capitão e devolver seu escudo. Diante do clima pesado que se forma, o Capitão América é atacado por um homem uniformizado em uma roupa preta e com uma espécie de máscara de caveira cobrindo seu rosto. O inimigo pouco fala, mas a insígnia em seu peito na verdade já diz que se trata... de Ossos Cruzados.

Continua...

domingo, 6 de outubro de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 509

 - Captain America 2 (Dezembro de 1996)
* "Secrets", escrita por Rob Liefeld e Jeph Loeb, desenhada por Rob Liefeld, artefinalizada por Jon Sibal

Publicada no Brasil, pela Editora Abril, na revista Capitão América n° 2 ("Segredos")

Alertado por Abraham Wilson, quando enfrentava os agentes do Partido Mundial, Steve Rogers corre para casa e encontra sua esposa e filho em algo que parece ser um estado catatônico. Lá dentro, encontra também um homem que se identifica como Nick Fury, da agência SHIELD. Atacando o estranho em sua casa, provavelmente responsável pelo estado de sua família, Rogers pede explicações. Fury mostra que tanto a mulher quanto a criança... são modelos de vida artificial, criados com alta tecnologia para parecerem pessoas de verdade. Ao questionar onde está sua verdadeira família (acreditando que foram substituídos), Fury explica que não há família. Tudo foi feito para manter a ilusão de que Steve tinha uma vida normal. E esse plano foi a única alternativa encontrada tanto pelo agente da SHIELD... quanto pelo próprio presidente dos Estados Unidos.

Em outro local, Samuel Wilson, excelente piloto de caças conhecido pelo apelido de "Falcão", recebe uma triste notícia da SHIELD: seu pai, Abraham Wilson, está morto.

Continua...

sábado, 5 de outubro de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 508

 - Captain America 1 (Novembro de 1996)
* "Courage", escrita por Rob Liefeld, Jeph Loeb e Chuck Dixon, desenhada por Rob Liefeld, artefinalizada por Jon Sibal

Publicada no Brasil, pela Editora Abril, na revista Capitão América n° 1 ("Coragem")

Steve Rogers anda tendo estranhos sonhos. Neles, ele veste um uniforme que mais parece a bandeira americana e luta contra soldados em uma espécie de guerra. Mesmo com esses sonhos sendo recorrentes, ele prefere não contar para usa esposa, Peg, e também não se mostrar preocupado para seu pequeno filho, Steve Jr.

No caminho de seu trabalho, pegando uma carona com seu amigo Nathan, Steve fica intrigado com um grupo, possivelmente neo-nazista, chamado Partido Mundial, que está em uma forte campanha na cidade onde mora, Filadélfia. No trabalho, acaba contando sobre seus sonhos para seus colegas, mas eles apenas dão risadas.

Na noite seguinte, Steve caminha para tentar raciocinar um pouco sobre o significado de seus sonhos. No caminho, encontra um idoso que se identifica como Abraham Wilson, que diz conhecê-lo de muito tempo atrás. Abraham o leva até um armazém e revela algo que diz estar guardando para Steve, desde que ele sumiu na Segunda Guerra: o escudo do Capitão América! 

Agentes do Partido Mundial seguem Abraham e Steve e explodem o armazém. Quando Steve usa o escudo e reage contra os agentes, ele se lembra: ele é o lendário Capitão América. Apesar de derrotar os criminosos, Steve encontra Abraham sobre os escombros, que o alerta para cuidar de sua esposa e filho, pois os inimigos já sabem da existência deles. Abraham morre, mas Steve jura vingá-lo.

Continua...

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 507





- Batman / Captain America (Outubro de 1996)
* "Batman & Captain America", escrita e desenhada por John Byrne

Publicada no Brasil, pela Editora Abril, na revista Batman & Capitão América ("Batman & Capitão América")

Na Europa, Capitão América luta ao lado do Sargento Rock e da Companhia Moleza. Assim que derrotam um gigantesco maquinário, espécie de tanque alemão, o herói e seu parceiro, Bucky, são convocados para voltar para a América. Lá, eles terão uma nova missão.

Ao chegar a Gotham City, o Capitão América é obrigado a saltar de seu avião para outro, que está sendo seqüestrado. Apesar de sua destreza, o herói tem que lidar com um vôo em queda livre em alta velocidade e ainda se desviar da balas de seus inimigos. Em um momento limite, onde o herói cai para a morte, ele é salvo por... Batman. A dupla consegue alcançar o avião seqüestrado e libertá-lo. Dentro, encontram Robert Oppenheimer, responsável pelo Projeto Gotham, um dos maiores segredos do país. Ao tentar interrogar os seqüestradores, cada um deles morre com um sorriso no rosto... efeito colateral do veneno aplicado em suas peles... marca registrada do vilão... Coringa.

Pela terceira vez, o tal Coringa tentou roubar itens ligados ao Projeto Gotham. Os militares acreditam que ele seja apenas um peão nessa história, manipulado por alguém superior. Na verdade, eles tem um suspeito... um playboy milionário que tem concedido somas vultosas ao Projeto Gotham. Seu nome é Bruce Wayne. A desconfiança está na crença de que ninguém enriquece tanto sem alguns negócios sujos. E Wayne parece limpo demais. O Capitão América acha absurda a observação. Afinal, ele também tem uma ficha limpa. Isso o tornaria um suspeito também? Além disso, estranha que requisitem sua ajuda em um caso como esse, uma vez que Gotham City já conta com o melhor do mundo. Mas Batman não está sob o comando militar, já Steve Rogers, sim. Por isso, designaram Rogers como segurança pessoal de Bruce Wayne. O Capitão América tem setenta e duas horas para investigar o milionário.

No dia seguinte, Steve Rogers descobre que acompanhar Bruce Wayne... traduz-se em horas de tédio... praticamente insuportáveis para uma arma viva como o Capitão América. No entanto, ao espionar na calada da noite, descobre Wayne falando com seu pupilo, Dick Grayson, sobre não poder revelar certos segredos e a necessidade de despistar Rogers e manter seu compromisso com o Coringa. 

Rondando sorrateiramente o dormitório de Bruce Wayne, Rogers o vê saindo furtivamente de sua mansão. O fato de Wayne dirigir muito bem para alguém que depende de um motorista demonstra que o milionário deve ter mesmo algum segredo. Ele segue para os escritórios de Wayne e Rogers é obrigado a desacordar o vigia para continuar seguindo-o. Dentro do edifício, descobre que o elevador social só o leva até o 75° andar e o particular foi travado pelo milionário. Escalando cinco andares, o herói invade o escritório e Wayne demonstra uma agilidade que só um atleta olímpico poderia ter. Ambos lutam e se surpreendem com as habilidades de combate um do outro. Notando que aquela luta começa a se tornar insensata, percebem com quem realmente estão lutando. Wayne nota que apenas um homem no mundo poderia superá-lo em combate: Rogers é o Capitão América. E Rogers percebe que a fortuna de Wayne apenas esconde o único homem com aquela perícia em artes marciais: Bruce Wayne é o Batman.

Reunidos na batcaverna, Batman e Capitão América chegam a conclusão que o Coringa não pode estar agindo sozinho. O carro do vilão tinha partículas de plutônio e ele não seria idiota em desfilar com material radiativo pela cidade. No entanto, o Capitão já imagina quem possa estar por trás desses ataques. Afinal, os nazistas tinham sua versão do Projeto Gotham... e não era exatamente operacional. Saber que algo relacionado e funcional estaria na mãos de inimigos, faria com que eles tentassem qualquer coisa para roubá-lo... inclusive contratar o Coringa.

O Comissário Gordon ativa o batsinal, mas Batman não pode sair antes que seu computador analise as pistas. É então que Gordon recebe a ajuda de... Capitão América e Robin. Um lancha da guarda - costeira foi encontrada à deriva no lago. Morreram cinco patrulheiros... todos com deformações faciais e dentes à mostra. A marca registrada do Coringa. Traçando uma rota dos últimos ataques, o Capitão América chega a conclusão que estão rumando para Washington. 

Ao chegarem ao local onde os oficiais foram mortos, Capitão América e Robin percebem uma peculiaridade nos cadáveres. Ao invés de estarem apenas deformados por um tétrico sorriso, o rosto deles mudou de cor... para vermelho. Robin não entende porque o Coringa está usando uma variação do veneno hilariante. Mas o Capitão América já sabe que se trata de outra ameaça... que foi mantida em segredo até mesmo da imprensa. O herói e o menino prodígio seguem apressadamente para base secreta americana, provável ponto do novo ataque do Coringa. No caminho, o Capitão sente um estranho arrepio.

Algum tempo depois, a dupla se encontra com Batman e Bucky e sobrevoam a cidade, perseguindo o avião do Caveira Vermelha. O vilão havia capturado Batman e Bucky, mas a sua arrogância era tamanha que (ao contrário do que faria o Coringa) ele não verificou se o homem morcego estava realmente amarrado. Batman, antes de ser capturado e sabendo que o Caveira é o tipo de vilão que gostaria de se exibir para o Coringa ao matar seu pior inimigo em grande estilo, contraiu seus músculos ao ser amarrado. Ao relaxar, as cordas ficaram frouxas... e isso permitiu que escapasse, salvasse Bucky e ficasse longe da explosão. Batman ainda conseguiu alcançar a base militar, fazendo com que os soldado simulassem suas mortes pelo gás do Coringa. Apesar de sua astúcia, muita gente já havia morrido no plano dos dois vilões.

Batman acopla sua nave ao avião do Caveira Vermelha, que leva uma perigosa carga para Washington. Batman e Capitão América conseguem invadir o avião do Caveira. Ao ligar as turbinas de sua nave, o vilão faz com que o batplano dos heróis caia com Robin e Bucky, que permaneceram nele. Enquanto seus tutores enfrentam os asseclas do Caveira, Robin consegue fazer com que subam novamente. A intenção do Caveira Vermelha é jogar uma bomba atômica em Washington. Como o próprio governo americano escondeu o segredo dessa bomba, o Caveira acredita que os méritos serão dos nazistas. Enquanto o Batman enfrenta o vilão, Capitão América consegue desviar a nave para o alto-mar. Mesmo assim, a radiação contaminará tudo em um raio de sessenta quilômetros. É então que os heróis recebem uma ajuda inesperada: o Coringa, que havia sido capturado pelo Caveira Vermelha para servir de exemplo da "monstruosidade americana" a ser mostrada aos nazistas, danifica o mecanismo que libera a bomba. E o mais surpreendente é que o que move o Coringa é ele admitir que, apesar de louco, ainda é um louco americano. A briga entre os dois vilões faz com que caiam no meio do Atlântico, juntamente com a bomba.

Capitão América e Batman tentam dominar a nave, que só consegue seguir em linha reta. Juntando esforços, a dupla faz com que a nave incline e suba ainda mais... fazendo-os escapar da explosão nuclear. A nave agüenta a turbulência do impacto e os heróis, posteriormente, tomam ciência de que Bucky e Robin conseguiram pousar. A dupla de heróis explica que o forte brilho que viram no horizonte é o prenúncio de uma nova e terrível era. Mesmo assim ambos não acreditam que é a última vez que viram o Caveira Vermelha e o Coringa.

Vinte anos depois, no Atlântico Norte, Batman (nova identidade de Dick Grayson) e o novo Robin (que, ironicamente, se chama Bruce) voltam de uma missão onde enfrentavam o Coringa Júnior. No caminho, o batsumarino esbarra em uma espécie de bloco de gelo que apresenta estranha leituras. De fato, ao trazê-lo para dentro e desmanchá-lo... descobrem que que em seu interior... está o Capitão América.

Levado para a Mansão Wayne, Dick Grayson explica que assumiu a identidade de Batman, enquanto o novo Robin é filho de Bruce Wayne, que se aposentou da carreira de herói. Os heróis dão boas vindas ao Capitão América, que todos acreditavam ter desaparecido no final da guerra, mas ficou preso no gelo, hibernando... retornando quando o mundo novamente precisava de sua presença.
A+:

* O escritor e desenhista John Byrne, aproveitando o clima mais ameno entre as duas maiores editoras de quadrinhos de super-heróis, Marvel e DC, criou esse encontro entre personagens de ambas, em um cenário onde não há explicações de universos separados. Tanto Batman quanto Capitão América tem ciência da existência um do outro (apesar de esse ser considerado o primeiro encontro entre eles). Diferente dos demais encontros intereditoriais, Byrne preferiu homenagear os personagens colocando-os em um período onde suas histórias brilhavam pela primeira vez. Afinal, Batman foi criado em 1939 e o Capitão América em 1941. Dessa forma, uma das diferenças mais notáveis é um Batman mais sorridente e leve, muito comum a um período de suas histórias.

* Além de a história em si ser uma grande homenagem, Byrne também presta reverência a outros artista, principalmente ligados a mitologia do Batman, citando-os como nomes em ruas e armazéns de Gotham City. São citado os nomes Moldoff (de Sheldon Moldoff, co-criador dos supervilões Hera Venenosa, Senhor Frio, o primeiro Cara de Barro, além do Batmirim, Batwoman e Ace, o batcão); Sprang (de Dick Sprang, que reformulou o batmóvel nos anos 50 e criou o visual do Charada); Robinson (de Jerry Robinson, co-criador do Coringa) e Finger (de Bill Finger, co-criador do próprio Batman).

* O segurança do edifício pertencente a Bruce Wayne chama-se O'Hara. É uma homenagem ao personagem Chefe O'Hara, que foi criado exclusivamente para a série televisiva do Batman nos anos 60 e interpretada pelo ator Stafford Repp. Esse personagem foi incorporado posteriormente aos quadrinhos, mas nunca teve o mesmo destaque que seu homônimo na TV, limitando-se a participações ou citações especiais.

* A idéia do epílogo, onde o Capitão América é encontrado congelado (uma versão da volta do personagem nos anos 60, encontrado pelos Vingadores) partiu do escritor Roger Stern, que trabalhou com John Byrne quando formavam a equipe criativa da revista mensal do Capitão América.

* O nome Projeto Gotham, no qual os Estados Unidos criaram secretamente a primeira bomba atômica, é uma alusão ao Projeto Manhattan que, no mundo real, teve o mesmo objetivo, produzindo as primeiras bombas desse tipo, na Segunda Guerra Mundial. O personagem de poderes atômicos Doutor Manhattan, da série Watchmen, também é uma alusão a esse mesmo projeto.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 506

- Onslaught: Marvel Universe (Outubro de 1996)
* "With Great Power", escrita por Mark Waid e Scott Lobdell, desenhada por Adam Kubert, artefinalizada por Dan Green

Publicada no Brasil, pela Editora Abril, na revista Massacre Marvel ("Grandes Poderes")

A gigantesca criatura conhecida como Massacre surgiu quando o Professor Xavier, líder dos X-Men, usou seus poderes mentais para limpar a mente de Magneto, o mutante maligno. Massacre é a síntese de tudo o que existe de ruim na alma desses dois homens. Ele esteve dentro de Xavier por meses, aguardando. Finalmente, chegou a hora de o monstro ficar independente... livre. Sim. Ele se desprendeu para libertar seu ódio... e destruir o mundo.

Quando a força de Massacre parece estar prestes a colocar até mesmo a vida na Terra em risco, é necessário o auxílio de outros heróis para detê-lo. Vingadores, Quarteto Fantástico, Hulk... todos se unem aos X-Men contra a ameaça em comum. A couraça de Massacre é destruída, mas isso só revela que sua verdadeira forma, totalmente evoluída, agora se mostra como uma massa de energia psiônica ciente de seu enorme poder. Para deter um inimigo praticamente intangível, é necessário que o faça entrar em colapso, adquirindo massa. Um a um, os herói entram nessa massa de energia... para conter a criatura. Todos os heróis, exceto os mutantes, uma vez que a natureza do vilão também é mutante e isso poderia deixá-lo mais forte.

Capitão América lidera os vingadores restantes para dentro da criatura. A ordem de Reed Richards, o líder do Quarteto Fantástico, é que os X-Men ataquem com tudo, assim que ele e sua esposa, Sue Richards, entrem na massa de energia. E assim é feito. O ataque sobrecarrega a forma de energia de Massacre, agora com a massa dos corpos dos heróis que são sacrificados quando o vilão é destruído.

Este mundo, que foi agraciado com a presença de seus mais valorosos heróis, hoje lamenta que eles se foram... Este mundo. Agora é um mundo sem seus heróis.
A+:

* Apesar do evento conhecido como Massacre ter origem nas revistas dos heróis mutantes da Marvel, seu encerramento se deu como ponto final para outros heróis da editora. Capitão América, Vingadores, Quarteto Fantástico, Homem de Ferro... todos tiveram suas revistas descontinuadas e o desdobramento disso é mostrado com o sacrifício final desses heróis (e do vilão Doutor Destino) contra a criatura conhecida como Massacre, que ameaçou o universo Marvel por meses. Curiosamente, as revistas dos mutantes não tiveram alterações tão drásticas.

* O título da história, traduzido literalmente como "Com Grandes Poderes..." é parte da frase mais notória utilizada pelo Homem-Aranha (com grandes poderes, vem grandes responsabilidades). No entanto, o Homem-Aranha não participa dessa última empreitada contra Massacre.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 505

 - Captain America 454 (Agosto de 1996)
* "Sanctuary", escrita por Mark Waid, desenhada por Ron Garney, artefinalizada por Scott Koblish

Publicada no Brasil, pela Editora Abril, na revista Marvel 98 9 ("Santuário")

No pequeno país oriental de Tapkwai, Sharon Carter negocia a moeda contendo os segredos da mente do Capitão América junto a o senhor do crime local, conhecido como X12. Quando o próprio Capitão América a alcança, não está contente com a traição. Diante da confusão armada, os dois fogem.

Durante a fuga, Sharon mostra ao Capitão as peculiaridades de Tapkwai, local onde as tropas do exército engordam enquanto presos políticos morrem de fome nos campos de arroz, onde cumprem prisão perpétua. Quando a SHIELD abandonou a agente, foi ali que ela passou oito meses em reclusão, conhecendo os presos e o sistema ditatorial e criminoso. Negociar a moeda com os segredos do Capitão era uma forma de tirar X12 das sombras e, consequentemente, derrubar o governo local.

O Capitão América tem outra estratégia para libertar os presos. Lidera um a um para fora dos campos de arroz, mesmo com o exército de Tapkwai em seu encalço. Surpreendentemente ganhando tempo ao enfrentar as tropas, o herói recebe a ajuda do porta aviões aéreo da SHIELD que, próximo a causar um incidente internacional, consegue resgatar os presos e os levar dali. 

Sharon prefere ficar para trás. Afinal, ela não quer se envolver com a agência que a abandonou no passado e, verdade seja dita, a agência não está exatamente contente com sua volta. É por isso que ela fica... mas o Capitão sabe que ela irá se cuidar. Sharon mudou. Muito.

Os dois se despedem solenemente. Talvez pela última vez...
A+:

* Com essa edição, a Marvel descontinuava a revista do Capitão América que durou por mais de quatrocentas edições, sendo originalmente chamada de Tales of Suspense (revista onde também surgiu o Homem de Ferro) e passou a se chamar Captain America a partir da centésima edição. A decisão visava relançar um novo título do herói, dentro do projeto Heróis Renascem, após a saga conhecida como Massacre Marvel, trazendo uma nova roupagem ao personagem. Para os fãs, o ponto negativo foi a saída da equipe formada por Mark Waid, Ron Garney e Scott Koblish, que vinha fazendo um elogiadíssimo trabalho dentro das aventuras do Capitão.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 504

 - Sergio Aragonés Massacres Marvel (Julho de 1996)
* "Sergio Aragonés Massacres Marvel", escrita por Mark Evanier, desenhada por Sergio Aragonés, artefinalizada por Sergio Aragonés, Terry Austin, Steve Leialoha, Al Milgrom, George Pérez, John Romita Sr, Josef Rubinstein, Marie Severin e Joe Sinnott

Publicada no Brasil, pela Editora Abril, na Sergio Aragonés Massacra a Marvel ("Sergio Aragonés Massacra a Marvel")

Nesta sátira sobre o Universo Marvel, o Capitão América é descongelado novamente de um estranho cubo (em referência ao cubo onde ficou preso quando curado pelo Caveira Vermelha), mas não está nada satisfeito. Afinal, voltou a um mundo onde, segundo ele, está “cheio de policiais corruptos, falsos evangélicos que invadem a TV, ricos que enriquecem e pobres que empobrecem”. No final, ele reclama tanto, que os outros vingadores são convencidos a se congelar também. Nem mesmo esperam a chegada do estranho vilão Senar, o Gago Sério, que interliga as várias histórias dessa sátira.
A+:

* Depois de brincar com o universo de super-heróis da DC Comics, o cartunista Sergio Aragonés (famoso por seus cartuns nas bordas da revista humorística MAD) tem a chance também de brincar com os heróis Marvel. Em parte, a proximidade desses dois projetos com personagens de editoras diferentes se deve à "lua de mel forçada" que a Marvel e DC tinham na década de 90, trégua que serviu como estratégia para manter espaço nas vendas contra o fenômeno da editora Image. Além dos dois especiais, Aragonés também teve a chance de trabalhar com elementos dos quadrinhos baseado na franquia de Guerra nas Estrelas, publicados pela editora Dark Horse. A Dark Horse, considerada a terceira editora em vendas, ao contrário da Marvel e DC, se viu mais ameaçada ainda pela Image, por perder sua posição nesse ranking. Além disso, o próprio surgimento da Image desencadeou uma verdadeira explosão de editoras e selos menores no mesmo segmento, o que ameaçava ainda mais a Dark Horse, bem como incomodava a Marvel e DC (e acabou superlotando toda a indústria de quadrinhos como um todo).