domingo, 31 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 332


 - Captain America 329 (Maio de 1987)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 148 ("Transportadores e Monstros")

História: 

* "Movers and Monsters" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Paul Neary e artefinalizada por Vince Colletta

Ainda dentro do complexo do Mercador do Poder, como não conseguiram encontrar o vilão, Capitão América e Demolição levam o Dr Malus como refém. Explorando o local, encontram uma porta reforçada que acreditam ser o verdadeiro laboratório do Mercador. Porém, do outro lado, há apenas a sala da caldeira.

Demolição decide fazer um lanche enquanto o Capitão interroga Dr Malus. Assim que seu "parceiro" sai, o herói ouve passos poderosos chegando até onde estão. São os transportadores do Mercador, também com força ampliada pelo vilão. O Capitão consegue se desvencilhar dos dois primeiros, porém novos transportadores chegam ao local. Quando estão cercando o herói, ouvem um barulho no andar de cima. É Demolição, que voltou ao complexo.

Capitão América luta como pode contra seus inimigos superfortes. Até que... eles parecem desistir de persegui-lo. Mesmo assim, ao saírem da sala da caldeira, fecham a saída com um pesado equipamento. Malus, que até então estava desacordado, começa a gritar por socorro. Mas os transportadores não ouvem. Para piorar a situação, a luta acabou por rachar uma tubulação de gás e a dupla corre o risco de morrer asfixiada.

Investigando a sala, Capitão América descobre uma saída subterrânea. Os esgotos do complexo. Malus não acha uma boa ideia entrarem por ali, já que os experimentos do Mercador que não deram certo são jogados nos esgotos. Ele alerta que são pessoas deformadas e instáveis mentalmente. Mesmo assim, o herói insiste, pois é a única saída que eles tem. De fato, quando estão nos esgotos, criaturas deformadas atacam a dupla. Malus consegue fugir por um coletor, enquanto o Capitão América fica para trás, sob a agressão das criaturas.

Continua...

sábado, 30 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 331


 - Captain America 328 (Abril de 1987)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 148 ("O Jeito Mais Difícil")

História: 

* "The Hard Way" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Paul Neary e artefinalizada por Vince Colletta

Capitão América visita a Federação de Luta Livre Peso Ilimitado (da qual faz parte o ex-vilão Armadilio) para investigar quem está ampliando a força física dos lutadores. A intenção é descobrir se há uma ligação entre o responsável e a força ampliada do Superpatriota. Ele é recebido com certo ceticismo pelos outros lutadores, que não acreditam que alguém tão "pequeno" possa ser o verdadeiro Capitão América. O herói consegue se desvencilhar o quanto pode do ataque dos lutadores, mas a força deles claramente é superior. Quando está dominado, é salvo por um lutador conhecido como Demo (ou Dunphy Demolição), que constata que ele é o verdadeiro Capitão América quando o herói revela seu primeiro encontro com Ben Grimm, que também já esteve na Federação e é conhecido como o super-herói Coisa, do Quarteto Fantástico.

Demo explica que os três quartos dos lutadores conseguiram sua força através de um cientista conhecido como Mercador do Poder. O próprio Demo era um jogador de futebol americano que teve sua força ampliada. Mas o Mercador fugiu após o Coisa ter descoberto suas ações ilegais. Capitão decide investigar sobre o traficante e Demo se oferece para ajudar.

Chegando ao local marcado, Demo leva um uniforme colorido, animado a agir como se fosse um super-herói. No entanto, Capitão América o alerta sobre os cuidados que deve ter e que ele ficará na retaguarda, só agindo se ele não sair do local que provavelmente é o covil do Mercador (após uma extensa investigação em academias). Steve ainda detalha que essa investigação está além de só descobrir a ligação com o Superpatriota. De fato, enfrentar alguém com força física maior abalou até mesmo sua autoconfiança, fazendo-o se sentir ultrapassado.

Apesar de entrar no covil (que usa uma sorveteria como fachada) como Steve Rogers, logo suas intenções ficam claras para o Mercador e o herói decide atacar. Quem está a sua frente, no entanto, é apenas um boneco. Em seguida, dois homens com força ampliada atacam Steve. Fugindo pelos corredores, entra em um laboratório onde encontra um velho conhecido e o responsável pela ampliação de força: o Dr. Karl Malus, que criou o Armadilio. Um dos seguranças consegue disparar tranquilizantes e o Capitão cai.

Demo, vendo que o Capitão está muito tempo no local, decide agir. Usando sua força ampliada e destreza para luta, consegue chegar até o laboratório, onde Malus coloca o Capitão na máquina que amplia força, tentando fazer seus músculos explodirem. Demo destrói a máquina e o processo é interrompido. Malus é capturado e explica que não sabe qual o efeito da ampliação pela metade. Capitão América até fica tentado em ampliar corretamente a própria força (afinal, lembra-se de quando teve superforça por um tempo), mas decide não fazer isso... mesmo sabendo que seus inimigos estão cada vez mais fortes.
A+:

* Quando Steve Rogers entra no covil do Mercador do Poder, sensores captam várias informações sobre seu corpo. Entre essas informações ficamos sabendo que ele tem 2,06m de altura e pesa 120 kg

* O "uniforme" de Demo é, na verdade, tudo que ele tinha a mão para cobrir sua verdadeira identidade. Utilizou uma cópia do primeiro uniforme do Demolidor (do qual era fã) e, como máscara, uma variante da utilizada por Wolverine.

sexta-feira, 29 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 330


 - Marvel Fanfare 32 (Maio de 1987)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 115 ("Os Dias Finais")

História: 

* "Is This the Way the World Ends?" - Escrita por J.M. DeMatteis e Kerry Gammill, desenhada por Kerry Gammill e artefinalizada por Dennis Janke

Capitão América está dopado e preso em uma cela  no covil do vilão Garra Amarela. Uma das alucinações mostra um velho oriental se aproximando, muito parecido com o disfarce que o vilão usou para enganar o mundo, ao se disfarçar como o sábio Sri Ananda. No entanto, essa aproximação não só se torna mais nítida, como os efeitos da droga também parecem diminuir. De fato, há outro prisioneiro junto com o herói, que o ajuda a se recuperar e, inclusive, devolve seu escudo. Com a mente mais clara, o Capitão América consegue escapar da cela. Porém, ao olhar pra trás... percebe que não havia ninguém com ele. Conclui que a visão que teve era mais uma alucinação. Talvez sua mente lutando para vencer os efeitos da droga.

De manhã, uma multidão se reúne em Nova Iorque para ouvir as palavras de Sri Ananda. A ideia do Garra Amarela, que usa este disfarce, é captar a força de vontade de cada uma das pessoas presentes (uma vez que estão ali se concentrando para receber as boas influências do guru). Depois, irá usar essa força concentrada através de um dispositivo que usa em sua cabeça, direcionando para movimentar a Terra de forma a causar um grande terremoto e um maremoto, devastando a cidade e, assim, fazendo o mundo acreditar nos poderes premonitórios do guru.

Inesperadamente, o Capitão América aparece e retira a máscara de Sri Ananda, revelando sua verdadeira face. Mas a multidão já está hipnotizada pelo poder do dispositivo mental. Com a força mental concentrada, o Garra Amarela cria uma mão de energia, que começa a esmagar o Capitão América.

Mas uma surpreendente intromissão faz o vilão se distrair: o Homem-Sapo, seguido por sapos gigantes. O desajeitado "herói" havia sido preso em um local com os experimentos genéticos do Garra Amarela. Entre esses experimentos, haviam sapos em tamanho gigante... que acabaram por se afeiçoar com alguém parecido com eles. No entanto, o que realmente assustou o vilão foi algo que nem mesmo o Homem Sapo viu: os Novos Defensores, Homem Aranha e Tocha Humana, que seguiram ao local para derrotar o Garra.

Distraído, o Garra Amarela não percebe que o Capitão Amarela se recuperou, o que dá tempo ao herói para atirar seu escudo e destruir o dispositivo de controle mental. Cercado pelos heróis, (por sapos gigantes) e pela multidão enfurecida que saiu do transe, o Garra Amarela usa retrofoguetes para fugir. O pai do garoto que se veste como Homem Sapo chega ao local, não para dar-lhe um sermão, mas para dizer que está orgulhoso da ajuda (bizarra) que o filho deu. Azar dos presentes, que ouvem o "novo" Homem Sapo se vangloriar por ser o mais novo super herói de Nova Iorque.

De noite, na Mansão dos Vingadores, Steve Roger lê em um jornal que o verdadeiro Sri Ananda não é visto desde 1939. Mas se espanta quando vê uma foto do verdadeiro ancião: o mesmo que julgava ser uma alucinação e que o ajudou a sair da cela onde estava preso. Um ancião com um sorriso amigo, cujos olhos carismáticos parecem dizer... "Talvez ainda haja milagres no mundo... apesar de tudo".
A+:

* Na época da publicação desta história, a Editora Abril retocou a arte mudando o visual de dois personagens. O Homem-Aranha, que no original já usava o uniforme negro, mas na cronologia brasileira ainda não havia sido apresentado dessa forma, foi mostrado com seu uniforme tradicional. Já o Fera, que participava do grupo X-Factor e tinha um visual menos "animalesco", foi retocado de forma a parecer o fera "peludo" conhecido pelos leitores brasileiros da época.

* Na edição brasileira, as duas histórias que compõem essa saga tem o mesmo título. No original americano, as histórias têm nomes diferentes para cada uma das duas partes.

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Capitão América 115

quinta-feira, 28 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 329


 - Marvel Fanfare 31 (Março de 1987)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 114 ("Os Dias Finais")

História: 

* "A Plague of Frogs" - Escrita por J.M. DeMatteis, desenhada por Kerry Gammill e artefinalizada por Dennis Janke

Em Nova Iorque, Capitão América impede que um atirador alveje sua vítima de cima de um edifício. Quando desce, o herói é recebido por repórteres que perguntam se ele está ali para proteger Bhagwan Sri Ananda, um dos guias espirituais mais venerados na Índia, e que era o alvo do atirador. Capitão América afirma que nem mesmo o conhece. É quando o próprio Ananda vem agradecê-lo. O herói lhe dá as boas vindas ao país, mas tem um estranho pressentimento diante do guru.

Em seu caminho pela cidade, Capitão América impede que bandidos matem... o Homem-Sapo. Na verdade trata-se do atrapalhado filho do vilão original de mesmo nome, inimigo do Demolidor, que resolveu utilizar o uniforme e as molas especiais do seu pai para combater o crime. O Homem-Aranha já havia falado com o Capitão sobre o garoto e de sua inexperiência. O herói, após salvá-lo, dá-lhe um sermão e pede que deixe suas ações perigosas para os heróis. O garoto respeita e vai embora... aos pulos.

Na delegacia, Capitão América investiga sobre o atirador e tenta lembrar-se de onde já o viu antes. É surpreendido com um recado de alguém que ligou para os detetives e avisou que tinha uma pista quente. A pessoa se identificou como "parceiro" do Capitão. Ele já desconfia de quem se trata.

Seguindo para um coquetel de recepção de Ananda, para o qual foi convidado, Capitão América tem a oportunidade de falar com o guru com mais privacidade. Mas o herói percebe tarde demais que o incenso no local tem uma substância capaz de dopá-lo. Quando está totalmente indefeso, consegue se lembrar de porque o guru o deixa tão inquieto... trata-se de um disfarce do vilão conhecido como... Garra Amarela! Antes de desmaiar, Capitão América é questionado sobre sua ligação com o ridículo Homem-Sapo, revelando que o garoto desobedeceu a seu sermão e resolveu investigar... obviamente sendo capturado.

Continua...
A+:

- DeMatteis de volta ao Capitão América. Mas é só para essa história publicada em Marvel Fanfare. De qualquer forma é para matar a saudade dos fãs que curtiam a época em que o escritor era responsável pela revista mensal do Capitão América.

SALA DE PERIGO

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Capitão América 114

quarta-feira, 27 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 328


 - Captain America 327 (Março de 1987)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 147 ("Conflito de Símbolos")

História: 

* "Clashing Symbols" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Paul Neary e artefinalizada por John Beatty

Em suas viagens pelos Estados Unidos, Steve Rogers finalmente visita... Bernie, sua namorada que se afastou para estudar Direito em Wisconsin. Em um dos campus onde Bernie estuda, reservado a estrangeiros, alguém anda incendiando o gramado com mensagens extremistas. Um dos colegas de Bernie fala sobre esse incêndio e Rogers pede que ela o siga, pois está ali justamente para investigar este incidente.

Steve veste o uniforme de Capitão América, mas é recebido com hostilidade pelos residentes, que o acusam como autor dos incêndios. Escoltado pela polícia, o herói descobre que alguns homens vestindo máscaras parecidas com a sua é que atacaram o local. Ele reconhece a descrição como sendo os Buckys, os capangas do Superpatriota. Para piorar a situação, alguns residentes concordam com a intimidação contra estrangeiros e até mesmo apoiam o Capitão, também acreditando que ele é autor dos incêndios.

A discussão sobre o suposto fascismo do Capitão América é tema de acaloradas conversas na residência de Bernie. Steve explica sobre o Superpatriota para ela, que lhe mostra um anúncio, na revista Rolling Stone, onde o Superpatriota será convidado em um concerto de rock em Milwaukee. Steve reserva ingressos para esse concerto.

No concerto, Bernie e Steve ficam impressionados com o carisma e popularidade do Superpatriota entre os jovens. Seu discurso em prol da sociedade americana atrai multidões. Steve decide encontrar-se com o Superpatriota nos bastidores como Capitão América. Dirigindo-se a um estacionamento para ter privacidade na conversa, o Capitão alerta o Superpatriota pelos incêndios que vem acontecendo. Superpatriota, no entanto, o lembra de que não há nenhuma prova quanto a sua ligação com o incidente. O Capitão sabe que ele tem razão e apenas o avisa que está investigando. Antes de o Capitão ir embora, o Superpatriota decide atacá-lo. A batalha mostra que o Superpatriota tem uma força e resistência sobre-humanas. No entanto, sempre brincando com seu inimigo e o chamando e ultrapassado, o Superpatriota se interessa mais em exibir-se. No final na batalha, lança algumas estrelas de metal contra o herói. Uma delas se crava em seu peito, na cota de malha de seu uniforme. O Capitão se pergunta sobre estar esgotado para deixar se atingir dessa forma, enquanto o Superpatriota se despede e volta para o concerto.

Steve volta para Bernie. Ele está visivelmente abatido e até admite que o Superpatriota quase o derrotou por ter mais vigor que ele. Bernie poucas vezes o viu tão deprimido. Ele, inclusive, prefere nem mesmo conversar sobre o assunto.

O DIÁRIO DE MARCOS DARK:

> O primeiro Podcast a gente nunca esquece! E o podcast do site Marvel 616, sobre os 50 anos do Homem de Ferro tem um motivo a mais para que esse que vos escreve não esquecer. Afinal, tive a honra de participar desse incrível bate papo sobre o "latinha", em um clima descontraído e muito bacana. Visite e, principalmente, ouça o Inominata 616 (o podcast do Marvel 616). Muita informação sobre o Homem de Ferro de uma forma divertida de apresentação, com a participação de feras como Coveiro, Cammy, Mirrage e Carol. Para ouvir o programa acesse: Os 50 Anos do Homem de Ferro

terça-feira, 26 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 327


 - Captain America 326 (Fevereiro de 1987)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 134 ("Terror na Mansão Caveira")

História: 

* "The Hauting of Skull-House" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Paul Neary e artefinalizada por John Beatty e Kent Williams

Capitão América recebe uma temida chamada de sua linha direta. Afinal, trata-se dos seus colaboradores que vigiavam um dos locais mais temidos pelo herói: a Mansão do Caveira, onde lutou pela última vez com o Caveira Vermelha e onde o vilão faleceu em seus braços. O herói investiga novamente o local, uma vez que luzes foram vistas em alguns aposentos.

Apreensivo, o Capitão chega ao local e se dirige ao bunker subterrâneo onde batalhou com o vilão. Uma cegante luz aparece no local e, para seu temor, o próprio Caveira Vermelha surge para assombrá-lo. Ainda cético do que está vendo (e mesmo com o vilão tirando sua máscara), o herói segue a espectral aparição, que parece ter o corpo feito de névoa.

Na sala de jantar, o Caveira Vermelha revela que ele agora responde a uma autoridade superior e que sabe o remorso que o herói sofre após ter assassinato o terrorista do Ultimato. A única forma de redenção para curar esse mal... é o suicídio. Obviamente o Capitão reluta em aceitar essa alternativa. O Caveira revela, então, mais quatro fantasmagóricas figuras que tiveram suas mortes nos braços do herói: Modok, Porco Espinho, o Carrasco e o próprio terrorista. Imediatamente, o grupo começa a atacar o herói.

Capitão desconfia que tudo não passa de um truque. Talvez sejam robôs manipulados por outros vilões. Ao espancar seus agressores, nota que eles são bem sólidos. Mais que isso. Sua teoria sobre robôs cai por terra, quando percebe que eles são feitos de carne e osso. Talvez sejam bandidos vestidos como seus inimigos. Mas, se assim for, como se explica a forma de Modok. Isso se torna ainda mais inexplicável quando o herói consegue quebrar a joia na testa de Modok, por onde ele dispara raios mentais, e, logo em seguida, a mesma joia volta ao local, como se nada tivesse acontecido.

Seja qual for o truque, Capitão América consegue causar um desabamento e soterrá-los. No último instante, pensa se aqueles realmente não eram homens fantasiados. Se fossem, são mais quatro mortes em sua consciência.

Logo em seguida, novos espectros. Dessa vez são seu ex-parceiro da Segunda Guerra, Bucky, juntamente com seus pais e... Sharon Carter. Mesmo assim, seus amigos o aconselham a cometer suicídio. Ele se sente confuso, mas, no último instante, consegue espantar as visões.

De repente, todas as armadilhas da casa param de funcionar. Nas escadas acima, o Capitão encontra quem estava por trás das "aparições". O vilão Doutor Faustus. A especialidade de Faustus é justamente trabalhar e atormentar a mente de suas vítimas, muitas vezes utilizando aparelhos holográficos... o que deve ter causados as aparições. Mas o vilão está desmaiado, em choque. O Capitão América não sabe ao certo o que aconteceu. Só tem certeza que Faustus manipulou a situação devido a constatar a sala de controles com os equipamentos holográficos. A única coisa estranha, além de o vilão estar inconsciente, é uma estranha marca de unhas em seu pescoço. Afinal, será que uma das aparições era real? É uma questão tão incômoda quanto à impressão de uma risada que fica para trás, ao saírem da Mansão. A risada do Caveira Vermelha.

segunda-feira, 25 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 326


 - Captain America 325 (Janeiro de 1987)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 133 ("Máquina Mortífera")

História: 

* "Slugfest" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Paul Neary e artefinalizada por John Beatty

Atendendo a uma denúncia dos amigos que ajudaram a construir sua moto, Capitão América tenta desbaratar uma operação de tráfico de cocaína. Mesmo conseguindo deter a todos, descobre que, na verdade, dois dos homens que prendeu eram agentes infiltrados do Departamento de Narcóticos e que ele acaba de interferir em uma investigação.

Após entregar alguns de seus desenhos para seu editor na Marvel (que reconhece a qualidade da arte, apesar da falta de um endereço fixo do autor), Steve Rogers recebe um chamado, através de sua linha direta, que diz haver grande perigo com seu ex-parceiro, o Nômade.

Seguindo para Miami, Steve consegue a pista de um poderoso gângster local, conhecido como Sanguessuga, que atua em seu iate particular, longe de um local onde a legislação americana o condenasse. Em alto mar, Steve surpreendentemente encontra... Jack, o Nômade, boiando nas águas frias. Recolhendo-o para seu barco, assim que acorda, Nômade explica que estava investigando o Sanguessuga e tentava convencer o irmão de uma amiga a deixar de trabalhar para o criminoso. Mas ele foi traído, drogado e jogado ao mar, só sobrevivendo devido a criar uma boia com suas próprias calças e, possivelmente, ao soro do supersoldado em seu corpo, que lhe possibilitou sobreviver por oito horas.

Seguindo para a embarcação do vilão, Nômade e Capitão América tentam conter suas opiniões pessoais quanto ao que fazer. Nômade acredita em fazer justiça com as próprias mãos. Já o Capitão pretende levar o criminoso a justiça.

Chegando a embarcação, a dupla se separa. Nômade vai até a cozinha e começa um incêndio que começa a se alastrar pelo iate. Capitão América, percebendo o incêndio, agora tem a preocupação de conter o pânico entre os passageiros.

Nômade chega até o Sanguessuga, um homem extremamente obeso, a ponto de necessitar de um aparato motorizado para poder se locomover. Quando o Capitão chega até o criminoso, Nômade o está espancando. A ideia do Capitão é salvar Sanguessuga do incêndio. Ideia que Nômade o deixa resolver sozinho, enquanto, segundo ele, irá verificar os outros capangas.

Nômade, na verdade, não salva os capangas que ficaram para trás. O iate explode e o herói é lançado ao mar. Nas águas, encontra o Capitão América que explica que o vilão tinha um bote especial para sua fuga, mas a explosão repentina o jogou nas águas. Sua cadeira de rodas motorizada o deve ter afundado. Os heróis nadam de volta a costa. Quando o Capitão pergunta se Nômade sabe o que causou o incêndio, seu parceiro diz desconhecer. Atrás deles, sem que percebam, Sanguessuga reaparece boiando.
A+:

* O escritor Mark Gruenwald deixa bem clara sua intenção em acabar com a vida civil do Capitão América, quando faz Steve afirmar que irá se dedicar mais a sua identidade secreta do que a vida que deixou pra trás. Apesar disso, uma "brincadeira" ainda se sustentava. A de que Steve ainda era um desenhista da Marvel. A única reclamação de seu editor era que ele não tinha um endereço fixo...

* Interessante choque de gerações, não só de heróis, mas também de leitores. Era o comecinho da época que popularizou ou anti-heróis e personagens "certinhos" como o Capitão América estavam sentindo os novos tempos a sua volta.

* O nome civil do vilão é Ulysses X. Logan, o que leva a um trocadilho com "slug", que é "lesma" em inglês. Este, inclusive é o codinome original do personagem que, por usar sanguessugas para torturar seus desafetos, acabou aqui por ganhar esse nome (além de confundir todo mundo que acha que sanguessugas e lesmas são a mesma coisa).

domingo, 24 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 325




- Captain America Annual 8 (1986)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 113 ("Um Monstro Chamado Tess")

História: 

* "Tess-One" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Mike Zeck e artefinalizada por John Beatty

Após ser informado por seus computadores, Capitão América segue para uma lanchonete na beira da Estrada 94, a vinte minutos do coração dos Estados Unidos, para investigar um estranho desmoronamento que revelou uma galeria sob o terreno. A emergência se deve a dois homens que decidiram investigar... e não voltaram.

Devido aos escombros, o herói conclui que o lugar deve ter sido aberto com explosões. Uma escada o leva até mais adiante, terminando em uma porta feita de 15 centímetros de aço. Uma ótima porta para cofre... ou um abrigo antiaéreo. Por trás dela encontra os dois homens desaparecidos. Não há nenhuma pista do que aconteceu, mas ele sente cheiro de gás fosgênio, altamente venenoso e corrosivo. O herói prende a porta com seu escudo para que não se feche, já que não há maçaneta do lado de dentro.

As duas vítimas provavelmente respiraram muito do gás. Alguns passos adiante, o Capitão América pisa no que parece ser um mecanismo que aciona a porta (que só não se fechou automaticamente devido a seu escudo) e também libera o gás por tubos escondidos na parede. O herói leva os homens para fora, que são atendidos pela emergência e parecem reagir ao oxigênio, mas ainda quer investigar a misteriosa galeria. Se o local era um mero abrigo antiaéreo... porque está protegido por armadilhas?

Entrando novamente, prende a porta com um pedaço de concreto. Utilizando uma máscara, herói atravessa a sala que é inundada por gás. Do outro lado... outra porta de aço. Atrás dela parece não haver mais tubos de gás e ele retira a máscara. Precavido, Capitão América lança uma pedra na segunda sala. Pelo barulho que a pedra fez, conclui que o chão deva estar oco. Logo adiante, ele pode ver uma terceira porta. Porém, quando está no meio do caminho, um alçapão se abre e ele cai em um fosso cheio de lanças. Se não fosse por seu escudo, ele estaria morto. Com seu corpo sob o escudo, ele apoia os pés na parede e se dá um impulso, deslizando para um dos lados do fosso e chegando até a terceira porta.

Atrás da terceira porta, encontra um corredor e uma sala onde as paredes estão cheias de furos. Parecem buracos de balas. Ele não tem mais nada para segurar a porta a não ser sua lanterna. O herói corre e tenta atravessar a sala antes que as armas se mostrem... mas não dá muita sorte. Jogando-se ao chão e protegendo-se com seu escudo, recebe uma saraivada de balas de armas embutidas nas paredes. Permanece nessa posição até que a munição acabe. E segue para a quarta porta.

Na quarta sala, apesar da dificuldade em enxergar na escuridão, encontra uma espécie de caldeira. E, pelas marcas na poeira, alguém esteve ali recentemente. Percebe outro detalhe bizarro: uma mesa enorme, onde algo parecia estar deitado, levantou-se e deixou pegadas enormes no chão. Tudo indica que deva ter sido um robô.

Voltando para a superfície, Capitão América informa que alguém transformou um porão em uma espécie de fortaleza... para guardar alguma coisa que não está mais lá. Ele pergunta se alguém sabe o que havia no local antes de ser um estacionamento. Um morador se apresenta e diz que era a casa de um tal de Shumann e que foi demolida uns dez anos atrás. Explica ainda que, antes de se aposentar, Schumann trabalhava para o governo. Capitão América alerta as autoridades para fecharem o buraco o quanto antes e que irá investigar.

Seguindo para seu furgão, Capitão América não consegue tirar da cabeça que as armas na galeria eram da Segunda Guerra Mundial. Imagina se Schumann trabalhou no exército ou no Ministério da Guerra. Tenta seus contatos no FBI para conseguir alguma informação.

No meio da noite, Steve Rogers é acordado pela sua central de computadores que o notifica sobre o paradeiro do robô que provavelmente estava na galeria. Eles informam que um enorme robô foi visto na fábrica da Adametco, que fica a cem quilômetros de onde está.

Uma hora depois, apesar do segurança da Adametco garantir que a segurança do local é excelente, Capitão América insiste em dar uma olhada. Sua suspeita acaba sendo justificada por uma luz acesa na cabine de segurança, que começa a piscar, indicando que alguém arrombou a cerca. Com sua moto, o herói consegue circundar as instalações e acaba encontrando... Wolverine. Apesar da consideração que tem pelo mutante (e pelos X-Men), Capitão América é recebido agressivamente por Wolverine. As garras de adamantium atingem o escudo do mesmo metal, provocando uma cascata de faíscas e desequilibrando o Capitão América. Porém, no momento seguinte, ele se recupera e escapa do próximo golpe do mutante. O Capitão não deseja brigar, apenas quer uma explicação sobre o que ele está fazendo ali. Mas a selvageria de Wolverine está acima de qualquer explicação racional.

De repente, algo interrompe a luta dos dois heróis. O robô irrompe por uma das paredes. Wolverine demonstra que também estava atrás do mesmo alvo. O robô parece estar fumegante. Sua carcaça está recoberta de adamantium. Ele também dispara rajadas, que ricocheteiam no escudo do Capitão, que tenta salvar a ele mesmo e a Wolverine. A segurança da indústria chega ao local, mas o Capitão pede que não se aproximem. Capitão América pede a Wolverine que cuide de um homem que surfa uma espécie de plataforma voadora e parece estar controlando o robô. Mas antes que Wolverine pudesse atingi-lo, ele e o robô fogem.

Após a batalha, o Capitão América admite que errou em ter tratado Wolverine como um invasor, mas explica que estão do mesmo lado. Propõe que esqueçam suas diferenças e troquem informações. Apesar de relutante (e orgulhoso), Wolverine aceita. Depois das explicações, os herói combinam de se encontrar a noite.

O contato de Steve Rogers no FBI lhe forneceu o nome de Schumann, o dono do lugar de onde saiu o robô, que era um cientista do governo durante a Segunda Guerra. Na Biblioteca do Congresso, em Washington, Rogers descobre que o Presidente Roosevelt teve um encontro secreto com as altas patentes do Ministério da Defesa pouco depois de iniciarem o projeto que o transformou no Capitão América. O Professor Schumann argumentou que, depois de criados os supersoldados e a guerra vencida, nada impediria que eles abusassem do poder e se tornassem a raça superior que Hitler glorificava. A solução seriam dispositivos de segurança capazes de neutralizar as criaturas... os robôs Tess. Roosevelt concordou com o desenvolvimento do projeto de Schumann... só que o único homem que sabia como criar supersoldados foi assassinado. Com o fracasso dos supersoldados, o Projeto Tess não era mais necessário. Schumann teve suas verbas cortadas e, em seguida, foi avisado pra interromper suas pesquisas. Mas ele não obedeceu. Levou o robô pra sua própria casa e usou seu dinheiro para terminar a construção.

Graças a mais um de seus contatos em sua Linha Direta, Capitão América é avisado e segue para uma base militar no Nebraska, onde o robô e seu controlador voltam a atacar. Capitão pede que os soldados parem de atirar, pois ele e Wolverine irão tentar parar o monstro. A liga de seu escudo é um pouco mais forte do que o adamantium, mas o robô é muito mais pesado. O herói mantém o robô Tess ocupado até os soldados estarem a salvo. Junto com Wolverine o atrai para longe das tropas. Perto de um dos portões, pede a Wolverine que tente fazer o monstro virar as costas para ele um instante. Capitão América fica impressionado com a agilidade do mutante.

Usando a chancela do portão, Capitão América consegue derrubar Tess e pede que Wolverine ataque suas articulações, pois, se elas fossem de adamantium, não se moveriam. Wolverine, na verdade, ataca a "garganta" de Tess, apesar de suas garras não terem penetrado o suficiente para formar uma alavanca. O mutante pede que o Capitão use seu escudo para empurrar as garras mais pra dentro, mas, para isso, o vingador terá que bater com ele nas mãos de seu parceiro. Não há alternativa. Capitão América começa a golpear as mãos de Wolverine, sabendo que ele está sentindo cada impacto, mas confiando em seu famoso poder de cura. Algumas pancadas e Tess é "decapitado". As mãos de Wolverine sangram e começam a se curar. Porém, há outro problema. O homem que controlava Tess ainda está dentro de um dos prédios.

Dentro de um dos prédios, o homem diz estar tentando tornar a Terceira Guerra Mundial impossível. Assim que tiver o controle mental sobre os equipamentos (pois ele é um mutante com essa capacidade), vai acionar todo o arsenal nuclear do país e apontar todas as armas pro mar, onde elas não serão detonadas. E ameaça ativar os mecanismos que acionam os mísseis se alguém tentar impedi-lo. Ele ainda revela que foi um agente da SHIELD e sabe que a espécie humana está sentada num barril de pólvora nuclear. Seu filho é vítima da psicose nuclear e vive com medo de que o mundo possa acabar a qualquer momento. O Capitão nota que os russos podem interpretar mal suas intenções e contra atacar.

Em um momento de distração do vilão, Capitão América lança seu escudo e o derruba da plataforma que está em uma altura elevada. O herói pede que Wolverine o pegue. Wolverine sabe que o vilão é um psicótico como seu filho. Enquanto ele viver, o mundo estará em perigo. A humanidade ficaria melhor sem ele. Por outro lado, há uma maneira melhor de resolver a situação... e o mutante, que tinha a intenção de matá-lo com suas garras... deixa-o simplesmente cair. Os técnico se apressam em retomar o controle das defesas americanas. Em questão de minutos, os armamentos voltam ao seu estado normal. Capitão observa que deve haver um limite de alcance para seu poder mental, ou ele não teria se arriscado a ir até a base. Por isso, ordena que ele seja afastado do centro nuclear o quanto antes.

Antes, porém, ouve um sermão do Capitão América, pedindo que o mutante reze pra que os X-Men nunca se cansem de seu jeito, pois duvida que algum outro grupo o aceite em seus quadros. Wolverine, simplesmente desdenha, dá as costas e parte. 
A+:

* O nome do robô, Tess, na verdade é uma sigla em inglês que significa Total Elimination of Super-Soldiers (Eliminação Total de Super Soldados).

* História que retrata bem a paranoia nuclear da época (meados dos anos 80), onde a Guerra Fria estava no seu auge.

* O gás fosgênio, encontrado pelo Capitão América no laboratório subterrâneo de Schumann, de fato foi usado na Segunda Guerra Mundial como arma.

* História icônica que esclarece uma curiosidade dos leitores: Se o escudo do Capitão resiste a quase tudo e a garra do Wolverine rasga quase tudo, mesmo porque são feitos do mesmo material, quem sairia perdendo em um embate? A história demonstra que nenhum deles teria vantagem, apesar do verdadeiro contato entre as armas ter acontecido muito rapidamente. Vale detalhar que o escudo do Capitão, diferente das garras de Wolverine, é uma liga de adamantium e vibranium. Em republicações dessa história, existem versões editadas com um pequeno detalhe: o escudo ficou riscado após a batalha.

SALA DE PERIGO

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Capitão América 113

quinta-feira, 21 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 324


 - Captain America 324 (Dezembro de 1986)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 131 ("Surge o Superpatriota")

História: 

* "Speed Trap" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Paul Neary e artefinalizada por John Beatty

Capitão América invade um armazém onde, supostamente, traficantes de armas estão fazendo negócios. No entanto, o que encontra são jovens com armas de brinquedo em um jogo de manobras de combate. Mesmo assim o herói chama a atenção por estarem fingindo que matam uns aos outros. O que choca o herói é que ele mesmo se tornou uma espécie de exemplo para os jovens, agora que a execução do terrorista, feita por ele, se tornou pública. Mais chocante ainda é que, quando entra no armazém, os jovens temem que ele possa agir de forma violenta e letal.

Logo depois, o herói relembra os últimos acontecimentos. Sua vida não está nada bem. Ele considera aceitar o convite da SHIELD para se tornar um agente, mas, para isso, teria que abandonar sua linha direta, algo em que investiu muito financeira e emocionalmente. E por falar nessa Linha Direta, nem mesmo ela anda funcionando como previa. Cogita, então, contratar um agente publicitário, assim como o Superpatriota fez, para divulgar seu serviço.

Steve Rogers está voltando para Nova York, quando recebe uma mensagem em sua linha direta de um velho conhecido: Nômade. Seu antigo parceiro pede ajuda, pois está investigando o supervilão conhecido como Tufão. Steve decide desviar do caminho e atender o chamado.
No meio do caminho, em uma parada de caminhões, Steve Rogers se depara com um estranho fenômeno no estacionamento. Pequenos redemoinhos estão surgindo no local. Provavelmente, trata-se de Tufão, apesar do herói não ter localizado Nômade.

De fato trata-se de Tufão, vilão capaz de girar em alta velocidade em torno de si mesmo, atingindo suas vítimas com golpes. Só que, dessa vez, Tufão está com um arsenal novo: lâminas em seus punhos, que são ainda mais mortais enquanto está girando. O vilão foge ao tentar resistir contra o Capitão América. O herói o persegue pela estrada... mas sua moto acaba derrapando em uma substância ultra escorregadia, levando-o até outra substância pegajosa. Logo, o herói identifica que Tufão tem um cúmplice. Trata-se do Ardiloso, vilão com um arsenal de cola especial, que agora também utiliza uma espécie de graxa super derrapante.

A intenção de Tufão, que fingiu ser Nômade pedindo ajuda, é matar o Capitão América para deixar de ser visto como um vilão de terceira categoria. Preso na cola do Ardiloso, Capitão América fica a mercê das lâminas do Tufão. Porém, quando o vilão se aproxima rodopiando, o herói tira seu cinto e consegue fazer com que Tufão perca o equilíbrio, caindo na cola de seu cúmplice. O herói tira suas botas (que ficaram presas no chão) e parte pra cima de Ardiloso, desacordando-o e jogando-o em sua própria cola. Capitão América prende a dupla e, utilizando a graxa do Ardiloso, consegue soltar suas botas e seu escudo, que estavam presos.

quarta-feira, 20 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 323


 - Captain America 323 (Novembro de 1986)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 131 ("Surge o Superpatriota")

História: 

* "Super-Patriot is Here" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Paul Neary e artefinalizada por John Beatty

Voltando para a Mansão dos Vingadores, Capitão América é abordado por agentes da SHIELD que o levam até um dos diretores, Jasper Sitwell. Jasper explica que um dos reféns salvos do Ultimato decidiu falar com a imprensa, revelando que o Capitão América foi obrigado a matar um terrorista para salvá-los. O problema é que, diferente dos agentes da SHIELD, que tem imunidade para agir dessa forma em outros países, o Capitão está sendo considerado um contraventor de leis internacionais. Por ter assassinado um homem em terras europeias, criou uma espécie de incidente internacional e pode até mesmo vir a ser julgado na Suíça. Uma das saídas para esse problema é se filiar a SHIELD, oficializando-se como agente da organização. O problema é que, dessa forma, estaria limitando sua área de atuação, tendo até mesmo que deixar os Vingadores e sua Linha Direta para responder a organização. O herói promete pensar a respeito.

Mais tarde, Steve se depara com um novo fenômeno da mídia: o Superpatriota, que também veste um uniforme baseado nas cores da bandeira americana, se diz um defensor do país... e prega que o Capitão América já está ultrapassado.

Steve comparece a um dos comícios do Superpatriota e testemunha seu discurso inflamado. De repente, alguns homens vestindo a máscara do Capitão América, e chamando a si mesmo de Buckys, invadem o palco e ameaçam o Superpatriota por difamar o Capitão. Os Buckys, diante de uma plateia assustada, atacam o uniformizado, que os derrota e entrega para polícia. Durante a confusão Steve tentou agir como Capitão América, mas a confusão terminou antes mesmo que ele vestisse o uniforme. Para sua surpresa, descobre que os oficiais de polícia são falsos... assim como os próprios Buckys.

O que o Superpatriota quer, inicialmente, é se promover a qualquer custo. Por isso simulou um ataque para impressionar a plateia. Até mesmo seu caráter é duvidoso. Prometendo proteger os inocentes, se nega a defender uma senhora que é assaltada, pois esse tipo de problema não chama a atenção da imprensa.

Steve se encontra com o John Walker, o Superpatriota, e seu agente em um restaurante. O herói o alerta sobre sua autopromoção irresponsável e que irá agir caso novamente coloque inocentes em perigo. Walker, orgulhoso e dono da razão, desafia então o Capitão para uma luta onde, se vencer, fará com que o herói se aposente. Mesmo seguro de que possa derrotá-lo, o herói não aceita o desafio. Ao sair do restaurante, Rogers é atacado pelos mesmos Buckys que participaram da simulação, obviamente a mando de Walker, mas os derrota facilmente. Mas isso o ajudou a tomar uma importante decisão.

O Capitão América aparece na TV, em uma entrevista coletiva, confirmando que realmente assassinou um terrorista e que não se orgulha disso. Aceita, inclusive, a cumprir qualquer tipo de penalidade que for necessária e justa acerca desse caso. John Walker assiste o ato heroico do Capitão e se remoe de inveja. Promete que irá provar que é melhor que o atual símbolo do país.

terça-feira, 19 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 322


- Captain America 322 (Outubro de 1986)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 129 ("Questão de Honra")

História: 

* "The Chasm" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Paul Neary e artefinalizada por John Beatty

Com a ajuda dos agentes da SHIELD, Capitão América invade outra base da organização Ultimato e enfrenta os terroristas. Avançando cada vez mais, encontra um helicóptero levantando voo e salta para abordá-lo. Suas suspeitas se concretizam, pois quem pilota é o próprio Apátrida, líder da organização. 

Capitão América e Apátrida lutam em pleno ar e o helicóptero se choca contra uma montanha. Os dois caem em meio a uma nevasca. Apátrida, mesmo pouco enxergando, ainda avança contra o herói. Sem que a nevasca o deixe perceber, o vilão acaba caindo em um penhasco. Capitão América espera a tempestade passar e desce para ver como está seu inimigo. Encontra-o desacordado e com uma perna quebrada.

Tentando sobreviver, o Capitão América faz uma tala para a perna do Apátrida e cava uma espécie de gruta na neve, tampando-a em seguida. Apesar do frio extremo, é a única chance que têm de escapar da noite gelada.

Ao amanhecer, o Capitão carrega o vilão, que acorda e reclama por estar sendo ajudado. Puro orgulho, pois ele permite que o Capitão use o próprio escudo como uma espécie de trenó para puxá-lo, já que está ferido. 

Logo à frente, a dupla encontra um helicóptero. Trata-se de homens do Ultimato. Apátrida, apesar de agradecido, prefere ficar calado e deixar que seus homens cuidem do herói. Mesmo exausto, Capitão consegue derrotar os três terroristas. E ainda utiliza o helicóptero para levar o grupo e seu líder para a base da SHIELD.

Tentando argumentar com seus ideais contra o Capitão América, Apátrida é preso e jura vingança. Mesmo assim, o Capitão está satisfeito em tê-lo salvo, apesar de sua visão distorcida. É uma forma de redimir-se por ter matado um homem recentemente.

segunda-feira, 18 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 321


- Captain America 321 (Setembro de 1986)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 128 ("Ultimato")

História: 

* "Ultimatum" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Paul Neary e artefinalizada por John Beatty

Sobre o Atlântico Norte, a 25 quilômetros da costa britânica, um avião é sequestrado por terroristas que o abordam montados em uma espécie de esqui voador. O grupo chama a si mesmo de Ultimato e são liderados pelo vilão Apátrida, que foi deportado por atos de terrorismo. Levando 110 reféns para uma base abandonada da Hidra, Apátrida exige a presença do Capitão América.

Enquanto isso, o Capitão América janta na casa de Hiram, o jovem hacker que o vem ajudando em sua linha direta. Na verdade, o herói foi levar as novas jaquetas personalizadas com seu símbolo, para o grupo liderado pelo jovem. No meio do jantar, Capitão América surpreende Hiram e sua mãe ao tirar sua máscara. Ele diz já ter confiança o suficiente neles para fazer isso. A mãe de Hiram demonstra certo interesse em Steve e pede para que seu filho os deixe a sós um momento. Mas o garoto logo volta com uma mensagem urgente: Terroristas exigem a presença do Capitão América.

Em algum lugar da Europa, o Capitão América enfrenta uma nevasca para chegar à base do Ultimato. Vestindo o uniforme de um dos terroristas, o herói consegue se infiltrar cada vez mais, até chegar ao local onde os reféns estão mantidos. Porém, quando um dos terroristas percebe de quem se trata, começa a atirar nos reféns. Em um ato desesperado, munido de uma submetralhadora que roubou, e com seu escudo distante, pois já o havia atirado, o Capitão América atira e mata o terrorista. Essa atitude, a de ter matado um homem, mesmo em uma situação de emergência, o deixa chocado... algo que ele já vinha se sentindo incomodado ao infiltrar na base, lutando cada vez mais desonestamente contra os vilões.

Os reféns são resgatados, mas o Capitão promete vingar o homem que matou... e sua honra.
A+:

* Apesar de o Capitão América ser basicamente um soldado que participou da Segunda Guerra, a ingenuidade dos quadrinhos até então mostra que o herói fica chocado ao tirar uma vida, por mais que a situação peça isso. Essa forte ética do personagem seria trabalhada nos anos seguintes e culminaria em mostrar que, afinal, o personagem é um militar.

domingo, 17 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 320


 - Captain America 320 (Agosto de 1986)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 127 ("Justiça Para Quem Precisa de Justiça")

História: 

* "The Little Bang Theory" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Paul Neary e artefinalizada por Dennis Janke

No Lago Erie, o Capitão América é atacado pelo vilão conhecido como Mago da Água, que é capaz de criar construtos feitos de água. Mas o ataque tem um motivo peculiar: testar o Capitão para ver se é ele mesmo. O motivo é que o Mago da Água está assustado e pediu ajuda ao herói através de sua linha direta.

Desconfiado, o Capitão América chega até o local que é apresentado como Bar Sem Nome, onde supervilões se reúnem para fechar seus negócios. Dentro do local, uma cena aterradora. Os corpos de vários vilões mortos, crivados de balas. Assustado e abalado, o Mago da Água explica que só escapou, pois o pneu de seu automóvel furou no caminho para a reunião. Pede proteção do próprio Capitão América, que promete escondê-lo em um hotel enquanto investiga a chacina. Mais tarde, com a polícia no local, o Capitão explica que soube do ocorrido através de uma denúncia anônima em sua linha direta. No necrotério, o herói tem uma ideia para capturar o assassino.

Cerca de 150 km dali, em outro furgão, o homem que foi apelidado de Carrasco recebe um chamado. Seu assistente, um homem que se identifica apenas como Dominó, passa a localização de mais alguns vilões. Carrasco decide atacar aquela que está mais próxima, Cascavel, que se recupera em um hospital.

No hospital, Cascavel recebe a visita de outro integrante da Irmandade da Serpente, que a leva dali e parte em sua nave. O Carrasco chega ao local, mas só consegue atingir a fuselagem da nave.

Carrasco houve o noticiário onde se fala sobre o massacre no Bar Sem Nome. Para sua surpresa (e decepção), é informado que um dos vilões escapou. Miragem, provavelmente utilizando seu equipamento que gera holografia, acabou por enganá-lo. Carrasco, ainda assim, acha estranho, pois tem certeza de que verificou o corpo. Mas não descarta a possibilidade de ter falhado e envia seu ajudante, Dominó, para investigar.

Dominó constata que Miragem está vivo e o vê sendo levado pela polícia para uma cabana na floresta, onde, como testemunha, poderá ficar protegido. O que Dominó não sabe é que o Miragem... é o Capitão América disfarçado. O herói continua com o uniforme de Miragem dentro da cabana e aguarda a vinda do Carrasco na madrugada.

De fato, o Carrasco aparece furtivamente... e descarrega sua submetralhadora no "Miragem". Para sua surpresa, seu alvo é apenas um boneco e o Capitão América o ataca. O herói se defende com o escudo até que a munição do Carrasco termine. Alcançando-o na floresta, consegue desarmá-lo e tirando sua máscara. Não é ninguém que o Capitão América conhece. Capturado, o Carrasco conta sua história.

O pai do homem que ficou conhecido como Carrasco foi um famoso diretor de cinema. Sua especialidade eram os bangue bangues. Quando jovem, o Carrasco gostava de ver as filmagens realizadas por seu pai. Para ele, não se tratava de mera distração... havia uma grande lição de moralidade e justiça em cada história. Já seu irmão mais velho nunca viu as coisas do mesmo modo e acabou por se tornar um vilão uniformizado. 

Ao descobrir que o filho era um vilão, o diretor de cinema ficou extremamente magoado. Seu outro filho passou a odiar seu irmão por isso... e decidiu fazer algo a respeito. Com o que aprendeu no departamento de maquilagem, criou um disfarce... encontrou seu irmão... e o matou. A sensação de justiça o fez se sentir tão bem que decidiu devotar sua vida a esta causa. Usou a fortuna da família para financiar suas operações. Seus alvos, desde então, foram criminosos mascarados, como seu irmão.

Capitão considera que o Carrasco é um homem doente e o prende para levá-lo a um local que possa ajudá-lo. Porém, quando está levando seu prisioneiro... um tiro, vindo do meio da floresta, acerta em cheio o peito do Carrasco. Tentando salvá-lo, o Capitão ouve apenas alguém no meio das árvores dizer: A Justiça foi feita. O assassino foge, e o Carrasco morre diante do Capitão América.

sábado, 16 de março de 2013

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 319


 - Captain America 319 (Julho de 1986)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América n° 126 ("Matança")

História: 

* "Overkill" - Escrita por Mark Gruenwald, desenhada por Paul Neary e artefinalizada por Dennis Janke

Capitão América continua sua cruzada pelos Estados Unidos e, em Cleveland, prende o Chicote Negro, inimigo do Homem de Ferro. O vilão anda cometendo pequenos assaltos para reunir dinheiro, com pretensão de deixar para sua mãe, uma vez que sabe que está condenado pelo psicopata que está matando os vilões. O Capitão pede ajuda a seus jovens hackers para localizar quem está executando criminosos. No início, acha até que se trata do Justiceiro, mas utilizar uma máscara de borracha não é o estilo dele.

No esconderijo da Irmandade da Serpente, Coral traz o corpo de Víbora Assassina. O grupo agora tem como meta caçar o assassino de vilões. Os Serpentes percorrem vários redutos 

No bar sem nome, reduto onde supervilões se reúnem, Inferno organiza uma reunião para que possam resolver o problema. O barman, aparentemente dono do local, acha boa a atitude de Inferno... mesmo porque se trata da segurança de seus clientes.

Em Indiana, Capitão visita um manicômio onde está internado o vilão Matador, que agia de forma semelhante ao psicopata. Mas, pela condição mental deplorável do vilão, sabe que não se trata dele. No local, o herói percebe que está sendo seguido... e pede para seu perseguidor aparecer. É então que Cascavel, da Irmandade da Serpente, revela que também está atrás do matador de vilões e sugere uma trégua com o herói.

Cascavel tenta provar que ela não é má pessoa. Aliás, faz o possível para seduzir o Capitão América, por quem está encantada desde que viu pela primeira vez. A vilã conta que foi a única mulher numa família de meninos. Era pequena quando seu pai faleceu. Sua mãe começou a trabalhar e ela ficou na companhia de seu irmão Ricky, que já era ladrão. Depois de alguns anos, Ricky foi morto roubando uma quitanda... e ela perdeu todo o respeito pela lei. Seu outro irmão, Danny, apresentou-a para um homem chamado Pete, que fez seus primeiros diamantes (armas características, em forma de diamante e cortantes, que a vilã atira em suas vítimas).

Após contar sua história, Cascavel tenta flertar desesperadamente com o Capitão. Desliga a nave onde estão e joga a chave dentro de seu uniforme, desafiando-o a tirar dela. Mas o herói percebe que ela está blefando e, como a nave é uma versão das naves da IMA, a qual conhece, retira um paraquedas de um dos compartimentos e ameaça saltar. 

Cascavel pede desculpas e pousa a nave em um milharal. Capitão América, no entanto, prefere seguir sozinho. Cascavel tenta alcançá-lo... mas um tiro repentino a atinge. Ouvindo o tiro, e concluindo se tratar do matador, Capitão adentra o milharal e encontra o homem armado. Porém, percebe que seu rosto não é uma máscara de borracha. Trata-se apenas de um fazendeiro que tentava defender suas terras de invasores. Por sorte (mas fazendo um pouco de charme), o tiro pegou de raspão no ombro de Cascavel e ela é levada ao hospital pelo Capitão.

No Bar Sem Nome, nem todos os vilões convocados compareceram. Mesmo assim há vinte deles no local. Enquanto Inferno os apresenta e fala sobre o problema que todos estão enfrentando, o barman saca uma arma e fuzila todos. Constatando que os vilões estão mortos, o homem retira sua máscara de borracha e conclama... Justiça seja feita.
A+:

* Essa verdadeira chacina também serviu para que a Marvel "queimasse" muito de seus vilões de segunda categoria que infestavam suas revistas.

* O Matador visitado no manicômio trata-se do vilão conhecido como Matador de Idiotas, que já teve uma violenta versão publicada pelo selo Marvel Max.

* O homem que cria dos diamantes de Cascavel, aqui chamado apenas de Pete, é o vilão Ardiloso (que também já foi chamado de "Paste-Pot-Pete". No Brasil, o personagem sofreu ainda mais com seu nome, sendo chamado de Caminhante (quando as histórias da Marvel eram publicadas pela Ebal) e de  foi chamado entre nós de "Pete Goma Arábica" (na época da Bloch)