segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 248

 - Captain America 264 (Dezembro de 1981)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América nº 46, pela Editora Abril ("Os Arquitetos Mentais")

História:

* "The American Dreamers" - Escrita por J. M. DeMatteis, desenhada por Mike Zeck, artefinalizada por Quickdraw Studios

Voltando de uma missão na Argentina, Capitão América é recepcionado com grande ovação pelos povo americano. Não esteve na América do Sul como super-herói. Na verdade, foi nomeado diplomata pelo próprio presidente Kennedy (que cumpria seu sexto mandato) para negociar a unificação das Américas.

Seguindo para a Mansão dos Vingadores, o herói encontra Bucky, seu ex-companheiro de luta, que agora é líder do grupo. Eles relembram batalhas passadas, como a derrota do robô Ultron e sua mais perigosa criação, o sintozóide Visão. No entanto, o Capitão América se sente estranho ao lembrar de algo, que não sabe detalhar o que é. Achando que está cansado da viagem, vai para seu quarto e liga a TV. Parece ter uma alucinação, ao ver uma mulher alertando que as coisas não são o que parecem.

Em seguida, encontra-se com seu amigo, o deputado Sam Wilson. Porém, em um lampejo, enquanto estão conversando, Steve Rogers se vê tendo seus sapatos engraxados pelo humilde... Sam Wilson. Surpreendentemente, um homem agride Sam apenas por ele ser negro. Mesmo com Steve reagindo, o homem vai embora calmamente, prometendo processá-lo. Sam se conforma com essa condição... pois ele é negro e nada pode ser feito para mudar isso.

Novamente as coisas mudam. Steve e Sam agora são crianças e estão indo se brincar em um parque de diversões. No carrossel, o jovem Steve Rogers sente uma mulher alertando para que ele descubra a verdade. Assustado, Steve corre para longe do parque, seguido por Sam, e se deparam com uma espécie de parada em comemoração ao nazismo, lembrando quando a America foi conquistada. Seguindo as tropas, que são recebidas com alegria pela população, estão os prisioneiros derrotados nessa conquista: os negros, os judeus e os mutantes.

Agora com seus uniforme de Capitão América e Falcão, os heróis reagem contra os nazistas, libertando os mutantes conhecidos como X-Men, que os auxiliam na batalha.

Loge dali, o cientista Morgan Hardy percebe que seu maquinário não está funcionando bem. Ele lembra de tempos melhores do passado, até que o incêndio de São Francisco, em 1906 acabou com tudo. Desde então, dedicou sua vida a trazer a glória do passado de volta. Para tanto, recrutou pessoas que apresentavam poderes mentais e as ligou em seu difusor mental, que era capaz de alterar a realidade. Mas a personalidade dos quatro escolhidos, na verdade, estava bagunçando a realidade perfeita que imaginara. A primeira cobaia colocava suas divações racistas; a segunda, um garoto, seus sonhos infantis; a terceira, lembrava os dias de glória do nazismo; e a quarta, percebendo o perigo, conseguiu contatar o Capitão América.

O herói consegue derrotar os nazistas e, com uma nave dos Vingadores, parte para o local da emanação de energia onde está o difusor mental. Chegando ao local, vê Hardy no comando da máquina. O cientista também se conecta ao seu maquinário e faz com que o Capitão América comece a sumir da realidade. Mas, em seu desespero, ele perde o controle e começa a destruir a própria realidade. Tal esforço faz com que haja uma sobrecarga em sua máquina, matando Hardy e as duas primeiras cobaias. Apenas o garoto e a mulher que contatou o Capitão sobrevivem.

Os três ainda vão se lembrar da bizarra aventura, como destaca o Capitão: "Nós vamos ter que guardar tudo na memória e rezar pra que ninguém mais tente destruir o nosso bem maior... a liberdade que cada um tem de viver, agir e pensar.

domingo, 30 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 247

 - Captain America Annual 5 (1981)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América nº 117, pela Editora Abril ("Observador Mortal")


História:

* "Deathwatcher" - Escrita por David Michelinie, desenhada por Gene Colan, artefinalizada por Dave Simons

O vilão Constritor está de volta e ameaça disparar contra a população através de um canhão armado em um navio no porto de Nova Iorque. Capitão América invade o navio para impedi-lo mas ouve um estrondo do lado de fora. Aliviado, e para a surpresa do próprio vilão, esse estrondo não foi o disparo do canhão, mas uma bomba armada para sabotar o navio. Quem a armou? Ninguém sabe.

Nos dias que se seguem, o herói se vê envolvido em uma guerra de gangues na cidade. A causa disso são sabotagens e até assassinatos dos líderes dessas gangues, levando-os a total desconfiança de seus rivais. Mas a verdade começa a se revelar quando um dos criminosos pede ajuda para a própria polícia e até mesmo serve de isca para pegar o assassino. Apenas devido a intervenção do Capitão América, o líder criminoso não cai em um fosso de elevador, cheio de lâminas afiadas no fundo.

Até mesmo os assaltos a banco parecem estar sendo orquestrados pelo misterioso justiceiro. O herói confirma isso seguindo um dos assaltantes, que foge em uma moto e entra em um caminhão, onde um homem em cadeira de rodas, identificado como Samson Scythe, revela ser o arquiteto das armadilhas mortais pela cidade. Samson explica que era um jovem rico que viajou o mundo todo e ficou totalmente entediado. Entediado com tudo! Com a vida social, entediado de andar (a ponto de deixar suas pernas atrofiarem e precisar da cadeira de rodas) e até mesmo entediado de comer (alimenta-se através de uma solução intravenosa). Sua única emoção foi ver a morte de perto, quando esteve na Guerra do Vietnã. Mas a guerra acabou e Samson voltou a sentir tédio. As coisas só mudaram quando recebeu ajuda de um ex-colega dos campos de batalha, que se tornou seu mordomo e confidente, auxiliando-o na única diversão em sua vida: ver a morte. Para tanto, seu mordomo organizava emboscadas aos criminosos, filmando a execução dos mesmos e transmitindo para um painel.

Capitão América consegue escapar dos capangas de Samson, mas o segue até sua mansão, onde diversas armadilhas o aguardam até chegar na sala de painéis. Como última resistência, o mordomo de Samson dispara um lança chamas contra o herói, mas este se defende. A consequência disso é que a sala é incendiada e Samson, que não pode andar, é pego pelo fogo. Morre feliz (de uma forma bizarra) já que, ao tentar se salvar, fica hipnotizado com uma imagem em um dos painéis: sua própria morte em meio ao fogo.

Após o trágico fim de Samson, Capitão América entrega o mordomo aos cuidados da polícia.


SALA DE PERIGO

Quer ter esta história em sua coleção? Visite a Sala de Perigo, a loja oficial do blog Âmago, e adquira agora o exemplar nacional onde ela foi publicada. Para ir ao anúncio desta revista, acesse o link abaixo:

Capitão América 117

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 246

 - Captain America 260 (Agosto de 1981)
> Publicada no Brasil no Almanaque do Capitão América nº 62, pela Editora Abril ("Nas Celas do Ódio")

História:

* "Prison Reform" - Escrita por Al Milgrom, desenhada por Alan Kupperberg, artefinalizada por Quickdraw Studios

Tempos atrás, uma prisão especial foi criada de forma que a porta que libertava os detentos só podia ser aberta dizendo uma senha que, por acaso, era "Capitão América". Essa prisão foi vista por aqui, na parte 39 do Diário de Steve Rogers: http://quadrinhosdarkmarcos.blogspot.com.br/2012/05/o-diario-de-steve-rogers-parte-39.html. Mas o que parecia ser uma homenagem digna não era exatamente uma boa idéia. Pois bastava um mero diálogo entre detentos, do tipo:
- E você foi preso por quem?
- Ah, eu fui preso pelo CAPITÃO AMÉRICA!
Pronto! As portas se abriam só de se mencionar o nome do herói.

Um novo sistema foi criado para que os detentos não fugissem. E para testar esse novo sistema, o diretor valeu-se de um teste um tanto radical: prendeu o próprio Capitão América! A idéia é que ele fosse colocado junto com os presos, nas mesmas condições (ou seja, sem o escudo, apesar de manter o uniforme) e tentasse fugir. Se não conseguisse, a segurança era perfeita.

Obviamente, assim que é colocado em uma cela, o herói é hostilizado por um criminoso. Mas nada o impede de dar uma surra no agressor e o intimidá-lo, algo que vai enfrentar em vários momentos.

Mesmo assim, no meio dos criminosos, o herói descobre alguém que pode ser recuperado. O jovem Tony Zack está preso por não ter oportunidades no mundo lá fora. Com isso, envolvesse com uma gangue, mas é pego em um assalto. O Capitão América dá um sermão em Tony, lembrando que muitas pessoas passam pelas mesmas dificuldades que ele, nem por isso se virando para o mundo do crime. O fato é que Tony é um jovem que precisa de orientação, algo que definitivamente não tem entre perigosos e experientes detentos. Diante desse drama, o Capitão América analisa o próprio sistema prisional, onde sob condições inumanas, ao invés de recuperar criminosos, apenas faz com que se tornem mais perigosos.

O Capitão América utiliza a oficina da prisão para criar uma versão miniatura de seu escudo, que acaba ajudando em sua fuga. Quando isso acontece, outros presos também tentam segui-lo, mas são presos novamente pelos carcereiros. O herói, no entanto, consegue escapar do local.

O diretor da prisão fica arrasado, afinal, mesmo com toda a segurança, o Capitão América provou que é possível fugir. No entanto, uma repórter que fazia a cobertura da "experiência" lembra que não tentavam deter um homem comum, mas a encarnação da própria liberdade. O herói aproveita para lembrá-los que, se houver uma reforma na prisão, ela também deve ser no sentido de melhorar as condições para recuperação dos detentos e a sua reintegração na sociedade. E não se esquece de que o nome Tony Zack deve receber uma atenção especial e ser exemplo dessa reforma.
A+:

* Na coletiva de imprensa, onde é revelado o verdadeiro motivo do Capitão ter sido "preso", dois ilustres "penetras" estão entre os repórteres: Clark Kent e Jimmy Olsen. Obviamente, por se tratar de personagens da editora concorrente da Marvel, o nome dos personagens não é citado. Foi apenas uma brincadeira do desenhista Alan Kupperberg, que colocou dois repórteres visualmente parecidos com os personagens da DC Comics.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 245

 - Captain America 259 (Julho de 1981)
> Publicada no Brasil no Almanaque do Capitão América nº 61, pela Editora Abril ("O Filho Pródigo")


História:

* "Rite of Passage" - Escrita por Jim Shooter e David Michelinie, desenhada por Mike Zeck, artefinalizada por Quickdraw Studios

Steve Rogers acorda assustado e decide desanuviar a mente vestindo seu uniforme de Capitão América e passeando pelos tetos dos edifícios da vizinhança. Mesmo assim, uma estranha desconfiança de que está sendo seguido não lhe sai da cabeça.

O herói chega até a Mansão dos Vingadores, onde o mordomo Jarvis lhe entrega uma carta de um tal senhor Coulson. O Capitão América lembra-se de Ray Coulson dos tempos da Segunda Guerra Mundial, quando ele era um simples mensageiro que informava os batalhões com sua moto. Em determinada situação, Coulson entregou uma mensagem ao próprio Capitão de que a ajuda a um regimento não viria. Utilizando da moto de Coulson, o herói conseguiu invadir o campo inimigo e salvar o regimento.

Visitando Coulson no presente, que agora tem uma oficina mecânica especializada em motos, descobre que o ex-mensageiro decidiu recorrer ao herói para uma ajuda pessoal. O filho de Coulson, Jonathan, se envolveu com uma gangue de motoqueiros e até mesmo levou o dinheiro da oficina para fugir de casa. Coulson não deseja exatamente que o Capitão o traga de volta. A decisão de seguir esse caminho, afinal, pertence apenas ao jovem. O que o ex-mensageiro quer é que o herói apenas veja se ele está bem.

Seguindo várias pistas, Capitão América chega até um galpão onde a gangue dos Hunos se reúne. Fica espantado com a decoração do local, onde eles tem até mesmo uma bandeira com a suástica nazista. Arrogantes, os Hunos propõem que, para falar com Jonathan, o Capitão tenha que passar por uma prova de força. Seus braços são amarrados em duas motos que aceleram tentando rasgá-lo. O herói tem que resistir ao máximo para provar seu valor.

Repentinamente, o vilão que perseguia o Capitão América aparece no galpão. Trata-se do Doutor Octopus, costumeiro inimigo do Homem-Aranha, que o seguia para roubar seu escudo com o intento de estudar a liga metálica que o forma e revestir seus tentáculos com ela. Ao ver seu escudo ser levado, o Capitão se enfurece e, com os próprios braços, derruba as duas motos, laçando Octopus antes que esse fuja. Após uma breve luta, Capitão América consegue prender o vilão. Este, pede ajuda aos Hunos, que negam interferir... pois o Capitão já provou seu valor. Furioso, Octopus foge do galpão.

Capitão América dá o recado do pai de Jonathan, destacando que ele é livre para tomar suas decisões.

Em seguida, um adormecido Ray Coulson é despertado por... Jonathan, que decidiu voltar para casa e ajudar seu pai a recuperar o dinheiro da oficina.

Três dias depois, na Mansão dos Vingadores, Jonathan Coulson visita o Capitão América e, para agradecer a aproximação entre pai e filho, lhe dá um presente: uma moto personalizada para o herói. O Capitão recusa, pois não aceita recompensa por seus atos. Mas Jonathan o convence, dizendo que apenas está saldando uma dívida. 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 244

 - Marvel Team Up 106 (Junho de 1981)
> Publicada no Brasil no Almanaque do Capitão América nº 71, pela Editora Abril ("O Veneno Mortal da Vingança")


História:

* "A Savage Sting Has - The Scorpion" - Escrita por Tom DeFalco, desenhada por Herb Trimpe, artefinalizada por Mike Esposito

Em uma clínica psiquiátrica, Max Gargan está em choque devido a retirada de seu uniforme especial, quando o usava para se tornar o vilão Escorpião. Numa tentativa de trazê-lo a normalidade, dois médicos lhe devolvem o uniforme, esperando que ele restabeleça sua sanidade. Mas Gargan estava fingindo-se de louco, esperando o momento em que fizessem isso. Com seu característico uniforme munido de uma poderosa cauda, o vilão escapa da clínica. Seu intento é vingar-se de J.Jonah Jameson e o jornal que edita, o Clarim Diário. Jameson foi responsável em transformá-lo na criatura que interage com o próprio uniforme através de comandos nervosos.

O Escorpião reune outros criminosos e, antes de partir para a vingança final, vandaliza bancas de jornais e livrarias onde o Clarim é vendido, numa clara ameaça a Jameson.

Peter Parker, o Homem-Aranha, fica sabendo da fuga do Escorpião (seu inimigo) e procura por pistas a seu respeito. Acaba encontrando os vândalos que o auxiliam, tendo a oportunidade de detê-los. Ao levar as fotos dessa captura para o Clarim Diário, esbarra em um novo ilustrador que tenta trabalhar com o jornal: Steve Rogers (identidade secreta do Capitão América).

Coincidentemente, o Escorpião ataca a redação do Clarim quando Peter e Steve estão no local. Homem-Aranha e Capitão América entram em ação para deter o vilão. Mas o Aranha não percebe uma pequena diferença em seu inimigo: sua cauda agora dispara rajadas de energia. Esse descuido faz com que ele acabe desacordado e jogado para fora do edifício. Capitão América salta logo atrás e, utilizando suas habilidade acrobáticas, salva o desmaiado herói de uma queda fatal. Isso dá o tempo necessário ao Escorpião para que ele fuja com Jameson.

Os heróis perseguem o vilão até seu esconderijo, onde Jameson está cativo. O Aranha consegue se esquivar de suas rajadas, agora que já sabe da nova arma. E o Capitão América consegue decepar a cauda do Escorpião utilizando seu escudo. A cauda é feita de circuitos eletrônicos, que entram em curto e explodem, deixando o Escorpião um tanto grogue. Com isso, a dupla de heróis finalmente nocauteia o vilão e salvam Jameson.
A+:

* Herb Trimpe passaria a ser o desenhista regular da série Marvel Team-Up (onde o Homem-Aranha se encontra com outro herói da Marvel) a partir dessa edição e ficaria no título durante um ano.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 243

- Captain America 258 (Junho de 1981)
> Publicada no Brasil no Almanaque do Capitão América nº 60, pela Editora Abril ("Seu Nome É Labareda")


História:

* "Blockbuster" - Escrita por Chris Claremont e David Michelinie, desenhada por Mike Zeck


Depois de voltarem de um romântico passeio, Bernie e Steve testemunham um prédio na vizinhança explodir e começar a se incendiar. Steve pede para Bernie chamar os bombeiros, enquanto ele sobe até o teto e veste seu uniforme de Capitão América. Seguindo por cabos, o herói chega até o prédio vizinho e consegue evacuar os moradores. Porém, é alertado sobre um casal de idosos que talvez não consiga escapar. Desafiando o fogo, chega até o casal, que já está desacordado. A fumaça é demais até mesmo para o herói, que ainda tem que lidar com as vigas desabando sobre seu escudo. Só não se torna mais uma vítima devido a ajuda dos bombeiros, que ajudam a retirar o casal e o próprio Capitão. No último instante, porém, o teto desaba e atinge o bombeiro que os auxiliava, matando-o.

O bombeiro morto era amigo de Mike, um dos vizinhos de Steve. Triste com a morte do amigo, porém revoltado, ele revela que incêndios criminosos estão acontecendo em prédios velhos da cidade, com o intento de intimidar os moradores a vender o local para que grandes contrutoras possam demolir e construir novos complexos.

Ao investigar mais a fundo sobre esses crimes, Capitão América acaba sendo encontrado pelo mesmo criminoso que causou o incêndio. Só que, desta vez, ele veste uma espécie de uniforme que aumenta sua força, tamanho e é capaz de disparar fogo por seu punho. O vilão chama a si mesmo de Labareda.

A batalha dos dois segue até um armazém no cais, onde o Capitão América tem chance de chegar próximo ao vilão e destruir a unidade refrigeradora de seu uniforme, levando-o a se desesperar e desmaiar. Destruindo o uniforme do vilão, Capitão América leva o criminoso para fora das próprias chamas que causou, onde os bombeiros e a polícia estão esperando. Labareda se irrita com a destruição de seu uniforme, mas ainda tem um revólver, o qual aponta para o herói. No último instante, Mike direciona a mangueira com água em alta pressão, desarmando e desequilibrando o criminoso, que é preso em seguida.

O investigador que acompanha a polícia diz que esse criminoso servirá para entregar quem está contratando os incêndios. O lado ruim é que sua pena será mais branda. Porém, no dia seguinte, Steve Rogers cochila tranquilamente em sua prancheta, sobre um jornal onde é noticiado a prisão de Labareda e seu mandante.
A+:

* Mais uma tentativa de firmar uma equipe criativa para a revista mensal do herói. Dos envolvidos, o desenhista Mike Zeck se destacou (e permaneceu no título) por trazer o mesmo dinamismo da arte de John Byrne, na fase passada. Mas também temos mais uma tentativa de colocar Chris Claremont como escritor da série, o que não aconteceu devido a seu sucesso com os X-Men, que ainda duraria muito tempo. Já David Michelinie, co-autor dessa história, estava fazendo sucesso com a revista do Homem de Ferro. Porém, na revista do vingador dourado, desenvolvia uma história onde é mostrado um financiador de roupas especiais para supervilões, algo que o Labareda cita discretamente ao vangloriar-se da roupa especial que adquiriu.

* Apesar de Claremont e Michelinie serem creditados como escritores dessa história, cada um deles escreveu metade. Claremont cuidou da parte mais dramática, onde é mostrado que um incêndio criminoso vitimou um bombeiro. Michelinie terminou a segunda metade da história, colocando mais ação e até criando um supervilão para o Capitão enfrentar.

* A idéia inicial era que o desenhista Bill Sienkiewicz fizesse a arte dessa história. Não aconteceu, mas ele faria uma parceria com Claremont na revista Novos Mutantes, em uma fase cultuada pelos fãs.

* O nome original do vilão é Blockbuster, algo como Arrasa Quarteirões. Esse nome, inclusive, teve que ser alterado devido a um outro personagem, da Editora DC Comics, já se chamar dessa forma.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 242

 - What If... nº 26 (Abril de 1981)
> Publicada no Brasil no Almanaque do Capitão América nº 78, pela Editora Abril ("O Que Aconteceria Se o Capitão América Fosse Eleito Presidente?")


História:

* "What If Captain America Were Elected President?" - Escrita por Mike W. Barr, desenhada por Herb Trimpe, artefinalizada por Mike Esposito

Na história onde o Capitão América é indicado para concorrer a presidência dos Estados Unidos, o herói decidiu não aceitar tal indicação. No entanto, o que aconteceria se ele tivesse aceito? Através do alienígena conhecido como O Vigia, nos é mostrada uma realidade alternativa, onde essa história tem um rumo diferente.

Nessa realidade, os dois principais concorrentes, Jimmy Carter e Ronald Reagan, parecem levar a dianteira. Mas o Capitão América acaba ganhando a eleição com o voto popular.

No dia da posse do Presidente América, o herói decide cumprir sua primeira promessa: tirar sua máscara e revelar sua identidade de Steve Rogers (para o choque de Bernie, que não imaginava que seu vizinho era o herói... e, agora, presidente). Ainda no dia da posse, um atirador tenta acertar o novo presidente, mas ele mesmo dá conta de capturá-lo (para o terror dos seguranças do serviço secreto).

Entre os vários feitos do novo presidente, está a construção de uma estação espacial, responsável pela captação de energia solar, reduzindo a dependência dos Estados Unidos quanto ao petróleo estrangeiro. Ele também apóia rebeldes no pequeno país sul-americano de San Pedro, auxiliando assim a eleger o seu presidente, Jacinto Morez, democraticamente.

O presidente Rogers visita Morez em seu próprio país. Porém, no Palácio Presidencial, o sul-americano revela ser, na verdade, o Caveira Vermelha! O vilão tranca o presidente em um calabouço. O Caveira ainda consegue controlar o coletor de energia solar para transformá-lo em uma arma. Ironicamente, para isso ele usa a tecnologia fornecida pelos Estados Unidos, quando estes apoiaram os rebelde de San Pedro.

Capitão consegue escapar de sua cela e sabota o coletor, que estava prestes a destruir Washington. Ao invés disso, a arma é direcionada para a própria capital de San Pedro, mais especificamente no Palácio Presidencial, matando o herói juntamente com o Caveira Vermelha.

Nos escombros é encontrado apenas o escudo do Capitão América, que é entregue para seu ex-parceiro, o Falcão, em seu simbólico funeral.


A+:

* Essa era a idéia inicial de Roger McKenzie e Don Perlin quando criaram a história do Capitão América presidente. No entanto, ela não teria final trágico. O personagem continuaria atuando como herói em sua revista mensal, mesmo com seus afazeres presidenciais. A idéia era ter um presidente super-herói.

* Roger Stern e John Byrne também ajudaram nessa história. Stern, inclusive, foi quem mais incentivou que ela fosse publicada, uma vez que seu próprio roteiro, onde é mostrado o Capitão recusando a candidatura, se baseava na idéia de McKenzie. Foi uma espécie de justiça em cima de uma história que, afinal, não era dele.

* Apesar do roteiro simplório, e até mesmo atropelando alguns acontecimentos, a história é recheada de crítica a política da época. Desde a dependência dos Estados Unidos diante do petróleo estrangeiro até o fornecimento de armas que culminaria no escândalo Irã-Contras.

* Na capa da edição americana, quem é retratado conduzindo a posse do Capitão América é Jack Kirby, desenhista e co-criador do personagem.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 241

 - Captain America nº 256 (Abril de 1981)
> Publicada no Brasil no Almanaque do Capitão América nº 35, pela Editora Abril ("Fantasmas do Passado")


História:

* "The Ghosts of Greymoor Castle" - Escrita por Bill Mantlo, desenhada por Gene Colan, artefinalizada por Frank Giacoia, Al Milgrom e Dave Simons

Ainda na Inglaterra, Capitão América aproveita o tempo livre para visitar locais onde batalhou na Segunda Guerra Mundial. Chega até o Castelo Greymoor, palco de uma emboscada onde ele e Bucky foram capturados e reduzidos de tamanho pelo cientista Cedric Rawlings.

Entre várias recordações, Capitão América passeia por dentro do castelo sem notar que uma das armaduras abandonadas parece ter criado vida e o está seguindo. Quando percebe, já é tarde demais, pois o golpe da mesma (que se mostra estar ocupada), destrói uma porta, por onde ele desaba até o local onde ficava o poço dos mortais Raios Z que, na época na época em que foi capturado, serviria para sacrificá-lo. Sem a proteção de chumbo do poço, a queda do herói se torna fatal.

O Capitão América tem a chance apenas de agarrar-se a uma das cordas do local, mas o mau jeito da emergência faz com que seu pouso o desacorde, apesar de escapar do poço. A criatura de armadura o segue e, estranhamente, o leva para um local, onde cuida para que ele esteja bem. É então que um homem se revela por dentro dela, trata-se do próprio Cedric Rawlings, envelhecido, com o rosto deformado devido as turbinas do fogues V2 que testavam décadas atrás, totalmente arrependido do que fez, principalmente por perder sua irmã, que foi atingida pelo tiro de um oficial nazista.

Cedric, além de decadente, se mostra totalmente transtornado com o que ele diz ser a presença de fantasmas no Castelo Greymoor. Fantasmas de sua própria irmã e do oficial nazista que lhe dava ordens. Assim que relata a história assustadora, um barulho é ouvido no castelo, confirmando que o local está assombrado. O Capitão Améria, porém, seguindo o som, se depara com alguém que atira discos de ácido e continua fugindo (o que evidencia que não se trata de um mero fantasma). Ao alcançar o fugitivo descobre que se trata do supervilão Druída, que tenta afugentar Cedric do local para apoderar-se do livro sagrado dos antigos druídas, que acredita estar escondido no castelo.

Druída, com seus discos de ácido, destrói o piso abaixo dos dois, fazendo com que o Capitão, novamente, esteja prestes a cair no poço de raios Z. O herói agarra-se a borda do piso restante, com Druída logo acima, prestes a derrubá-lo. Cedric aparece e pula no vilão, jogando-se com ele no poço. O herói tem tempo apenas de salvar Cedric. Druída mergulha no poço e morre.

Durante a batalha com Druída, um dos golpes atingiu uma das paredes, fazendo um som como se fosse oco, lembrando-se disso, o Capitão América abre o local e encontra o livro dos druídas. Apesar de entregar para Cedric, o cientista prefere que o herói o leve. Este, então, decide entregar o livro para sua colega mística nos Vingadores, a Feiticeira Escarlate.
A+:

* A história referente a captura de Capitão América e Bucky por Cedric foi apresentada em Tales of Suspense 71, como mostrado aqui no Diário. Para saber mais sobre essa aventura: http://quadrinhosdarkmarcos.blogspot.com.br/2012/06/o-diario-de-steve-rogers-parte-54.html

* Apesar do Capitão América demonstrar conhecer o Druída apenas pela sua má fama, os dois já se enfrentaram no passado, ocasião em que o herói também lutou com uma de sua invenções, o Alquemóide, como visto aqui no Diário. Para saber mais sobre essa aventura: http://quadrinhosdarkmarcos.blogspot.com.br/2012/11/o-diario-de-steve-rogers-parte-190.html

* Após a saída da equipe criativa formada por Roger Stern, John Byrne e Josef Rubinstein, o título do Capitão América procurava seu rumo. Essa é a primeira edição onde equipes diferentes se revezam para dar continuidade ao título.

domingo, 23 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 240

 - Captain America nº 255 (Março de 1981)
> Publicada no Brasil no especial Os Maiores Clássicos do Capitão América nº 1, pela Editora Panini ("A Lenda Viva")


História:

* "The Living Legend" - Escrita por Roger Stern e John Byrne, desenhada por John Byrne, artefinalizada por Josef Rubinstein

Na comemoração do 40º aniversário da criação do personagem (quando esta história foi publicada), sua origem é recontada de forma a colocar em ordem toda a mitologia do personagem.

Através de relatos feitos diretamente ao presidente Franklin Roosevelt, ficamos sabendo um pouco mais sobre Steve Rogers. Rapaz criado em um bairro e família pobres, perdeu o pai ainda na adolescência, quando sua mãe foi obrigada a esforçar-se para mantê-los, trabalhando como lavadeira. Porém, o esforço a fez descuidar-se da própria saúde, vindo a vitimá-la com pneumonia.

Sozinho, Steve Rogers se virava com pequenos serviços de entregador. Nessa época, teve contato com documentários onde as notícias do avanço nazista na Europa eram apresentada. Chocado com o que viu, Steve ficou obcecado em ajudar o mundo de alguma forma. Muito fraco e debilitado, não tinha o perfil exato para ingressar no exército. Ainda assim, insistia em servir como voluntário.

Essa determinação chamou a atenção de um militar, que o convidou a participar do experimento conhecido como Operação Renascimento. Levado a um local secreto, foi-lhe administrado um soro especial, criado pelo renomado bioquímico Abraham Erskine. O projeto era tão secreto que Erskine foi dado como morto, em uma farsa para resguardar sua participação. Steve também bebeu a versão oral do mesmo soro e os efeitos do mesmo ainda foram acelerados com os raios vita. O resultado dessa experiência foi que o franzino garoto ganhou mais massa muscular, força e agilidade sobrehumana. No dia da experiência, no entanto, Erskine foi morto por um espião nazista, fazendo com que Rogers fosse o único beneficiado pelo soro do supersoldado, uma vez que o cientista não fez anotações sobre a fórmula. O espião foi morto ao levar um golpe do agora fortificado Steve, lançando-o contra a máquina de raios vita. Ao tentar se levantar, o espião é eletrocutado.

Treinado com os melhores mestres em luta corporal e estratégia militar, o jovem Steve Rogers também ganhou um uniforme especial e um escudo a prova de balas, vindo a se tornar um agente especial dos americanos contra o avanço nazista. Um herói que ficaria sendo conhecido como... Capitão América.

Algumas mudanças ainda iriam ser feitas no próprio Capitão. Em uma de suas primeiras missões, percebeu que a sua máscara, que não fazia exatamente parte com o restante do uniforme, poderia ser retirada facilmente pelos inimigos, o que revelaria sua identidade. Para resolver esse problema, um novo uniforme foi desenhado, onde a máscara fazia parte conjunta e o tecido foi reforçado com uma espécie de malha de aço, protegendo partes vitais de seu corpo.

Outra mudança aconteceu quanto ao formato do famoso escudo, que passou a ser circular, devido a observarem que o herói o utilizava também como arma de ataque, atirando-o contra os inimigos. A liga metálica utilizada no escudo era um mistério da metalurgia, uma vez que surgiu em uma espécie de acidente experimental (futuramente, seria explicado que era uma liga de adamantium e vibranium). Esse novo escudo foi entregue pelo próprio presidente Roosevelt.

Para proteger a identidade secreta do herói, Steve Rogers foi colocado em um regimento do exército, onde fingia ser um simples e desastrado recruta. Lá, ele conheceu o jovem Bucky Barnes, que descobriria sua identidade e se tornaria uma espécie de parceiro mirim em suas aventuras.

Segue-se um rápido resumo dos acontecimentos seguintes, onde vemos a morte de Bucky ao tentar deter uma bomba em um avião teleguiado. O mesmo acidente lançou o Capitão América nas águas geladas do Ártico, onde estranhamente permaneceu congelado até ser encontrado pelos Vingadores, décadas depois, renascendo como a lenda viva americana.
A+:

* Apenas a última página dessa história foi finalizada por Josef Rubinstein. Todo o restante foi feita pelo próprio desenhista, John Byrne.

* A primeira página da história é uma homenagem de Byrne a capa da revista Captain America Comics nº 1, de 1941, onde o herói surgiu.

* A revista original onde foi publicada esta história é chamada de Captain America Comics apenas no logotipo, uma vez que a revista mensal chamava-se apenas Captain America. A adição da palavra "comics" também é uma homenagem a revista do herói publicada na década de 40, que trazia esse título.

* Esta história tem a intenção de fazer o leitor esquecer de uma vez por todas das falsas memórias do Capitão América em aventuras passadas.

* Uma das versões sobre a equipe criativa formada por Stern / Byrne ter se despedido nessa edição, é que Jim Shooter, então editor-chefe da Marvel (e uma das figuras mais polêmicas da indústria), decidiu que não seriam mais feitas histórias em continuação. Porém, a equipe já havia previsto uma próxima história em três partes. Como protesto da decisão de Shooter, Stern saiu do título, seguido por Byrne. Boato ou não, as histórias em continuação ainda seriam uma tradição por muito tempo na Marvel.

* Outra versão da saída da equipe, dessa vez do lado de Stern, estava no fato da mão pesada de Shooter cobrar insistentemente que os prazos fossem cumpridos. Stern adoeceu durante o processo e parece ter desagradado o editor, que prezava pelo roteiro entregue, custe o que custar. Pressionado, Stern achou de bom tom sair do título, utilizando como marco a história comemorativa dos 40 anos do personagem. A forma como a história termina, com o Capitão América voltando de uma noite combatendo o crime e ter a dura tarefa de ter que ainda terminar suas páginas de storyboard (Steve Rogers trabalhava como desenhista), sem dormir, sem descanso, é meio que um reflexo do clima que os autores sofriam na época.

sábado, 22 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 239

 - Captain America nº 254 (Fevereiro de 1981)
> Publicada no Brasil no especial Os Maiores Clássicos do Capitão América nº 1, pela Editora Panini ("Legado de Sangue")


História:

* "Blood On The Moors" - Escrita por Roger Stern e John Byrne, desenhada por John Byrne, artefinalizada por Josef Rubinstein

Dentro do Solar Falsworth, Capitão América foi hipnotizado e está a mercê do vilão vampiro conhecido como Barão Sangue. Porém, quando a criatura morde o pescoço do herói, tem uma desagradável supresa. O uniforme do Capitão é formado por uma fina malha de aço, que também recobre seu pescoço. Com isso, o vampiro quase quebra os dentes da tentativa de mordê-lo. Pego de surpresa, o vilão deixa de controlar a mente do herói. E, além de estar acuado, começam a surgir os primeiros raios do sol da manhã. Antes que se enfraqueça de vez, Barão Sangue foge na forma de um morcego. O vilão chega em seu esconderijo e veste a máscara humana que esconde sua verdadeira natureza... a máscara na qual assume a identidade de... Doutor Cromwell. Essa fachada permite que o vilão se alimente de sangue de suas jovens pacientes.

Logo após a fuga do vilão, Capitão América se depara com Joey Chapman, amigo do filho de Jacqueline, que estava hospedado no Solar Falsworth e acabara de acordar. Há uma suspeita do próprio Capitão de que Joey possa estar envolvido com o Barão Sangue. Os dois se desentendem, principalmente por Joey ser explosivo e não gostar da acusação. Kenneth, o filho de Jacqueline consegue esfriar os ânimos, pois conhece Joey a tempo suficiente para garantir sua inocência.

Joey conta a Kenneth que o Barão Sangue, na verdade, é seu tio-avô. No passado, ele ficara apenas com uma pequena parcela da herança da família, ressentindo-se por isso. Ambicioso, viajou pelo mundo até encontrar a tumba do Conde Drácula, na Romênia, com a intenção de controlar o rei dos vampiros. No entanto, foi hipnotizado, mordido e transformado da criatura que hoje é conhecida como Barão Sangue. Durante a Segunda Guerra, o vilão usou seus novos poderes para se aliar a causa nazista... ocasião em que enfrentou o Capitão América e Os Invasores.

Durante o dia, Capitão América lidera a busca pelo vampiro em vários cemitérios, sótãos e cavernas da pequena vila inglesa. Porém, nem ele e nem a polícia local conseguem encontrar vestígios do Barão Sangue.

Frustrado em não poder ajudar, o debilitado Lorde Falsworth decide, mesmo em sua cadeira de rodas, vestir o uniforme do super-herói que foi no passado: Union Jack! Com isso, pretende servir de alvo para o vilão que esmagou suas pernas durante a Segunda Guerra. Essa decisão enfurece sua filha e os dois discutem. No calor da discussão, porém, Falsworth sofre um ataque cardíaco.

Atendendo a emergência no Solar Falsworth, o Doutor Cromwell vê o Lorde Falsworth na cama, ainda vestido como Union Jack, pois ele pediu que não retirassem a máscara. Crowell pede que se retirem para examiná-lo. Assim que saem, revela sua verdadeira identidade e ameaça matá-lo. Só que... Union Jack reage! Logo em seguida, Capitão América entra no quarto e tenta derrotar o vampiro. Era uma armadilha. Na verdade, se tratava de Joey com o uniforme. A desconfiança do disfarce veio quando a namorada de Kenneth, muito anêmica, apareceu com marcas de dentes no pescoço. E ela vinha se tratando com Cromwell.

Barão Sangue tenta fugir, mas o Capitão América consegue detê-lo com o escudo. Ele ainda está enfraquecido devido a luz do sol. Mas, na verdade, é o pôr-do-sol e sua força aumenta a cada minuto. É então que o Capitão América toma uma difícil decisão. Imobilizando o vilão, usa seu escudo para detê-lo da única forma possível... decapitando-o.

Naquela noite, todos os envolvidos, inclusive Lorde Falsworth presenciam a cremação do corpo do Barão Sangue, encerrando assim a ameaça do vampiro. É quando notam que o Lorde não está mais respirando. É como se ele estivesse esperando que seu grande inimigo fosse eliminado para, enfim, descansar. A sua maneira, o primeiro Union Jack lutou até o fim.
A+:

* Esta história é dedicada a Frank Robbins, desenhista responsável pela co-criação, juntamente com o escritor Roy Thomas, de Union Jack, em 1976.

* A revista dos Invasores foi cancelada um ano antes dessa história, fazendo com que ela seja uma espécie de continuação daquela publicação
.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 238

 - Captain America nº 253 (Janeiro de 1981)
> Publicada no Brasil no especial Os Maiores Clássicos do Capitão América nº 1, pela Editora Panini ("Se Um Velho Conhecido For Esquecido")


História:

* "Should Old Acquaintance Be Forgot" - Escrita por Roger Stern e John Byrne, desenhada por John Byrne, artefinalizada por Josef Rubinstein

Em uma pequena vila inglesa, vítimas de um assassino aparecem com a garganta rasgada e desprovidas do próprio sangue intrigando a polícia e a população local. Os policiais apressam em informar Lady Crichton de que o corpo de uma mulher foi encontrado nas mesmas condições das outras vítimas. Dentro da mansão, o pai de Lady Crichton ouve o relato e decide pedir ajuda a um velho amigo.

Em Nova Iorque, Steve Rogers e Bernie parecem estar se acertando aos poucos. Apesar do gosto cultural estranhamente antiquado de Steve, a moderninha Bernie começa a entender um pouco de seu mundo, compartilhando seus conhecimentos musicais e de cinema da década de 40 (época das obras que Steve tanto gosta). A conversa dos dois é interromida, quando Steve recebe uma ligação de Jarvis, o mordomo dos Vingadores, informando que ele (o Capitão América) recebeu uma estranha mensagem codificada da Inglaterra. Steve reconhece a mensagem e pede desculpas e Bernie, pois precisa viajar urgentemente para o velho continente. Ela simpaticamente dá uma desculpa de que está tudo bem e que um ex-namorado estará na cidade durante aquele final de semana (uma mentirinha do qual ela, depois, se sente um tanto infantil de ter inventado).

Steve parte para a Inglaterra e chega a Solar Falsworth, onde encontra uma velha amiga. Jacqueline Falsworth já foi a super-heroína Spitfire, no passado, e lutou ao lado do Capitão América, durante a Segunda Guerra, no grupo conhecido como Os Invasores. Hoje, deixando os dias de heroísmo para trás, Jaqueline se sente até um tanto envergonhada ao ver Steve ainda jovial, enquanto ela envelheceu décadas. Ela conta que seus poderes sumiram com o tempo e que se casou com Lorde Crichton, tornando-se Lady Crichton e constituindo família. Hoje, viúva, se orgulha de seu jovem filho.

Dentro do solar, Steve ainda encontra Lorde Falsworth, pai de Jacqueline, que foi o autor da mensagem que chamou o herói para a Inglaterra. Apesar de desacreditado pelos demais, Lorde Falsworth afirma que o autor dos recentes assassinatos é um antigo inimigo dos Invasores: o vampiro conhecido como Barão Sangue. Poucos acreditam nessa história, uma vez que o corpo do vampiro está preso em seus caixão, com uma estaca no peito, rodeado de crucifixo e alho, dentro de um local fortemente guardado. Também leva-se em conta o ressentimento de Lorde Falsworth por ter perdido a mobilidade das pernas devido a um ataque do vampiro que, aliás, era seu irmão.

Investigando o caso, Capitão América chega até um médico que estudou os corpos das vítimas, Doutor Cromwell, e lhe pergunta se podem ser ataques de um vampiro. Surpreendentemente, Cromwell reage de forma agressiva expulsando o herói de sua casa. O policial que o acompanha explica que, no passado, houve a suspeita de um vampiro nas imediações e a população entrou em pânico. Acabaram, por engano, queimando a casa de Cromwell, desconfiando que a criatura ali estava. Não era verdade. No entanto, o incidente matou a filha do médico e o deixou deformado (ele esconde suas cicatrizes com sua barba).

O outro ponto de investigação é a tumba do Barão Sangue. Ao abrirem o caixão, há realmente um corpo com uma estaca no peito. Porém, para desespero do policial, Capitão América retira a estaca. O herói explica que aquele não é o corpo do Barão. Trata-se do corpo de uma mulher, morta a doze anos e colocada em seu lugar. O Capitão percebeu esse detalhe devido a sua experiência em campo de batalha, onde viu vários corpos de vítimas.

No Solar Falsworth, ao cair da noite, o Barão Sangue se esgueira para dentro do quarto onde o herói repousa, pois ficou sabendo que seu velho inimigo ali estava. No entanto, o herói estava preparado e reage ao ataque do vampiro. Os dois tem uma feroz luta dentro do solar. Apesar da aparência mirrada de Sangue, sua força sobrenatural chega a ser maior que a do Capitão América. Utilizando outra face de seus poderes, o vampiro ainda cerca o local com vários ratos e animais da noite. Por um instante, o Capitão América se distrai e é pego pelo olhar hipnótico de Sangue... que está prestes a morder seu pescoço.

Continua...
A+:

* Um mistério é resolvido. O Capitão América, como é lembrado aqui, já lutou ao lado do Príncipe Namor. Mas, quando ele foi encontrado pelos Vingadores (sendo descongelado), uma de suas primeiras missões foi lutar contra... Namor. Mesmo assim, ele o tratou como se nunca tivesse visto. Na época em que esta história do encontro dos dois foi publicada, esse era o tipo de detalhe que não era levado tanto em consideração. Porém, decadas depois, os autores tentavam amarrar as pontas soltas. Nessa edição, a questão do não reconhecimento de Namor é explicado pelo choque de ser congelado e mesmo a manipulação de suas memórias terem apagado o antigo aliado de suas lembranças.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 237

 - Captain America nº 252 (Dezembro de 1980)
> Publicada no Brasil no especial Os Maiores Clássicos do Capitão América nº 1, pela Editora Panini ("Fogo Frio")

História:

* "Cold Fire" - Escrita por Roger Stern e John Byrne, desenhada por John Byrne, artefinalizada por Josef Rubinstein

Amarrado na proa de um navio prestes a se chocar e explodir contra o porto de Nova Iorque, Capitão América se surpreende ao sentir a corrente que o prende afrouxar-se. E o mais surpreendente é que isso foi uma ajuda de Batroc. Acontece que o vilão percebeu que seu sócio, o também vilão Mister Hyde, pretende explodir o porto de qualquer forma. Batroc, apesar de assumidamente ser um mercenário, discorda de assassinar pessoas inocentes.

A opinião contrária de Batroc leva-o a lutar contra Mister Hyde, obviamente levando a pior. Quem o livra da morte é o próprio Capitão América, que consegue escapar das conrrentes aproveitando o afrouxamento das mesma e fazendo-as ceder ao esfregá-las contra o casco do navio.

Hyde, furioso, agarra o primeiro objeto que encontra para atirar no Capitão. O problema é que agarra um tubo de gás natural liquefeito e congelado que, ao ser rompido, dispara um jato em seu corpo, cobrindo-o de gelo e fazendo com que cambaleie até cair do navio. Capitão América mergulha nas águas atrás do corpo de Hyde, mas nada encontra.

Batroc aproveitou a confusão para terminar a breve parceria com o Capitão e fugir. Porém, o herói utiliza o próprio minisubmarino do vilão para alcançá-lo a tempo deste ser cercado pela polícia e não ter outra saída, a não ser se entregar.
A+:

* Ops! Na capa original americana, o nome do vilão está escrito errado: Batrok, quando na verdade a grafia certa é Batroc.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 236

 - Captain America nº 251 (Novembro de 1980)
> Publicada no Brasil no especial Os Maiores Clássicos do Capitão América nº 1, pela Editora Panini ("O Mercenário e o Louco")


História:

* "The Mercenary And The Madman" - Escrita por Roger Stern e John Byrne, desenhada por John Byrne, artefinalizada por Josef Rubinstein


O vilão Batroc orquestra a fuga da prisão de outro poderoso vilão, Mister Hyde, pois este lhe prometeu uma fortuna pelo serviço. No entanto, Hyde confessa que mentiu para Batroc. Este, apesar de reagir com seus golpes de la savate (espécie de luta corporal com os pés), percebe que não é páreo para força descomunal de Mister Hyde (que é uma versão monstruosa, tal qual seu homônimo do clássico da literatura).

Steve Rogers passa a noite em claro para terminar um trabalho de arte que conseguiu junto a uma agência. Ao amanhecer, é visitado por Bernie, que lhe faz a  gentileza de preparar um café da manhã. A garota se espanta com o gosto musical de Steve, que tem vários discos de Sinatra, Glenn Miller e as big bands (pois ela não desconfia que o "jovem" pertencia a época desses músicos). Outro detalhe que percebe é o retrato de uma loira, provavelmente namorada de Steve. Ele explica que realmente tinha uma relação com a moça do retrato, tencionando até mesmo casar, mas que ela morreu recentemente. Bernie muda de assunto e fala sobre a fuga da Ilha Riker (no qual Batroc e Hyde estão envolvidos).

Steve leva o trabalho para a agência e não pode deixar de ouvir as notícias sobre a fuga. Repara em um detalhe em particular, dois dos envolvidos tinham sotaque francês (Batroc e sua assistente). Junto ao cansaço, a preocupação de ter Batroc a solta deixa Steve um tanto aéreo. Seu agente gosta do trabalho mas recomenda que ele descanse. Ao invés disso, ele decide procurar um promotor público, como Capitão América, para saber mais sobre a fuga.

No escritório do promotor, coincidentemente, o Capitão América fica sabendo que Batroc sequestrou um barco da empresa Roxxon, carregando toneladas de Gás Natural Líquido, e que pede um resgate, ameaçando lançar o navio contra o porto e o explodindo, fazendo várias vítimas. Mais coincidentemente ainda é o fato de Batroc pedir um refém em particular... o próprio Capitão América.

Amarrado ao cais, o herói cumpre as exigência do vilão. No entanto, está preparado para a situação ao acionar uma das tábuas que libera uma espécie de gás, permitindo que ele escape e derrote Batroc. Mas ele não contava com a presença do poderoso Mister Hyde e o desacorda com facilidade (ainda porque está exausto pela noite em claro, trabalhando). Ao voltar a si, Capitão América está amarrado na frente do navio... que se dirige veloz e perigosamente em direção ao porto de Nova Iorque... pronto para explodir.

Continua...
A+:

* O sucesso de fase faz com que as histórias do Capitão América passem a ter mais páginas a partir dessa edição, permitindo que a equipe criativa  tenha mais liberdade em trabalhar com as história.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 235

 - Captain America nº 250 (Outubro de 1980)
> Publicada no Brasil no especial Os Maiores Clássicos do Capitão América nº 1, pela Editora Panini ("Capitão Para Presidente")


História:

* "Cap For President" - Escrita por Roger Stern e John Byrne, desenhada por John Byrne, artefinalizada por Josef Rubinstein
Capitão América consegue impedir terroristas em uma convenção de partido político. Agradecido, o líder do partido apresenta o herói a sua bancada. É aí que surge uma idéia aparentemente absurda: candidatar o Capitão América para presidente. O herói, obviamente, não leva muito a sério, mas essa simples idéia vai tomar proporções inimagináveis.

Chegando em casa, Steve Rogers se depara com os vizinhos em uma acalorada conversa sobre política... e a possível candidatura do Capitão América. A idéia, pelo visto, vazou para o grande público. Mas o herói começa a ficar preocupado de verdade quando lê a manchete do Globo Diário... confirmando sua candidatura.

Ao chegar na Mansão dos Vingadores, agora cercada pela imprensa, Capitão América tem que lidar com seus próprios colegas de equipe discutindo sua candidatura. Fera e Vespa apoiam a idéia, enquanto o Homem de Ferro e o Visão são contra.

Saindo para espairar, o Capitão América se depara com o prédio no qual ficava a escola onde estudava nos anos 30. Atingido por um saudosismo inesperado, o Capitão decide entrar e, mesmo com o local abandonado, encontra algumas carteiras de sua época. Lembra-se da professora falar sobre a responsabilidade civil e de pedir pra não a decepcionarem no futuro.

O herói comparece a convenção do partido (agora em proporções muito maiores). Seu discurso, porém, lembra os eleitores que um presidente tem que assumir responsabilidades e que ele não é apto ao cargo devido a seu constante combate como super-herói.

O sonho de sua candidatura termina antes mesmo de iniciar.
A+:

* Ao divagar sobre se o jornal Clarim Diário apóia ou não a candidatura do Capitão, o editor J.J.Jameson lembra que o Capitão é um bom homem, um herói lendário... mas que também o país já sofreu com a péssima administração de astros que se tornaram políticos. Pela época da publicação dessa história, essa era uma clara referência ao candidato Ronald Reagan, que era um ator antes de ingressar na política. Curiosamente, Reagan seria eleito presidente no ano seguinte.

* Homem de Ferro é o herói que mais insiste para que o Capitão desista da candidatura. Esse posicionamento tem origem na fase em que o personagem passava nessa época, quando o governo tomou conta das Indústrias Stark, causando certo desconforto a seu proprietário.

* Roger McKenzie e Don Perlin já haviam tido a idéia de uma história onde o Capitão se candidatava a presidente. É possível, porém, que a idéia não tenha sido levada adiante pelo fato da versão dele dar a vitória ao herói. Segundo Roger Stern, escritor dessa versão e editor anteriormente (e que recusou a versão de Mckenzie/Perlin), seria estranho ter um super-herói como presidente, quando a realidade mostrava diferente. O fato é que o povo americano pode até não se lembrar de seus senadores, por exemplo, mas a figura do presidente é algo que se torna popular e reconhecível em qualquer parte do país, assim que é eleito. Dessa forma, seria inviável sobressair a figura do presidente dos Estados Unidos com uma figura fictícia (por mais que a imaginação assim o permitisse). Stern foi digno em explicar esse acontecimento na própria edição, fazendo justiça em creditar a primeira idéia aos escritores originais.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 234

 - Captain America nº 249 (Setembro de 1980)
> Publicada no Brasil no especial Os Maiores Clássicos do Capitão América nº 1, pela Editora Panini ("Morte, Onde Está Teu Ferrão?")


História:

* "Death, Where Is Thy Sting?" - Escrita por Roger Stern e John Byrne, desenhada por John Byrne, artefinalizada por Josef Rubinstein

Preso pelas poderosas mãos do Homem-Dragão, Capitão América começa a sentir suas costelas cederem a descomunal força da criatura. Em uma atitude desesperada, e longe de seu escudo, o herói tira uma de suas luvas e a atira no único ponto vulnerável do monstro, seu olho. O Homem Dragão solta momentaneamente o herói, que recupera seu escudo e consegue destruir a sonda que enfurece a criatura.

Mais calmo, o Homem Dragão levanta vôo, deixando sua vítima para trás. Capitão América consegue laçá-lo, com um varal (estavam lutando no teto de um pequeno edifício), e segui-lo até seu local de origem.

Em uma área rural, o Homem Dragão pousa, destrói a porta de um celeiro e afunda em seu subterrâneo, que contém uma estranha escada que distoa do ambiente. Capitão América o segue e encontra o vilão Mecanus, que havia construído a sonda e foi capaz de desacordar o Homem Dragão assim que chegou. O herói agarra Mecanus, que revela ser mais um robô. Logo atrás, outro Mecanus (o verdadeiro?) zomba do Capitão, que é atacado por vários robôs incompletos, simulacros de vários heróis e vilões conhecidos.

Derrotando a todos, Capitão América continua sua perseguição a Mecanus. Cada vez que alcança o vilão, este revela ser mais uma cópia mecânica de si mesmo. Nesse percurso, Mecanus conta que já foi um inimigo do super-herói Demolidor. Em uma das batalhas, ocorridas em uma plataforma sobre a cidade, o vilão caiu para a morte. De fato, a queda foi fatal. Mas, enquanto agonizava, seus robôs capturaram o seu corpo e executaram a programação estabelecida: manter a existência de seu mestre a qualquer custo. Chegando a conclusão que o corpo do vilão não tinha mais salvação, os robôs transferiram sua mente para um programa que era transportado para vários simulacros mecânicos. Assim nasceu o vilão Mecanus.

Capitão América chega a uma área do esconderijo onde um exército de Mecanus o ataca. Porém, percebe um padrão quando eles protegem um canto do local. Trata-se do computador central. Capitão América chega até o painel e o destrói, acreditando que o único e verdadeiro Mecanus aparecerá em seguida. Porém, o próprio computador revela conter a mente original de Mecanus. Tudo, na verdade, não passou de uma espécie de trapaça para que o Capitão destruísse Mecanus. O vilão, não suportando mais sua existência virtual, decidiu cometer suicídio, mas não era capaz de encerrar sua vida, pois agora fazia parte do próprio programa, que preservava sua vida. Dessa forma, atraiu o Capitão América para destruí-lo.

No final, Mecanus agradece o Capitão América por realizar seu intento e lhe pede desculpas, pois sabe como o herói respeita a vida. Qualquer vida.

 
BOLETIM EXTRAORDINÁRIO: 

Âmago.
O que é?
De onde veio?
Para onde vai?
A resposta para essa e outras respostas estão na super matéria sobre esse humilde blog publicada no site Impulso HQ. Visite e mate sua curiosidade:  http://impulsohq.com/noticias/blog-amago-publica-diariamente-o-diario-de-steve-rogers/

Agradecimentos especiais a Renato Lebeau pela oportunidade e gentileza!

domingo, 16 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 233

 - Captain America nº 248 (Agosto de 1980)
> Publicada no Brasil no especial Os Maiores Clássicos do Capitão América nº 1, pela Editora Panini ("Homem Dragão")


História:

* "Dragon Man" - Escrita por Roger Stern e John Byrne, desenhada por John Byrne, artefinalizada por Josef Rubinstein

Levando o andróide que se passava por Barão Strucker para os laboratórios da SHIELD, Capitão América e Nick Fury descobrem que ele é tão avançado que chega a simular órgãos e funnções vitais de um ser vivo. Nem mesmo os cientistas da organização conseguem criar algo tão detalhado.

O que os heróis não sabem é que, enquanto o robô está sendo estudado, uma câmera interna envia dados e imagens para seu verdadeiro criador, o vilão Mecanus. O Capitão América nota um leve movimento no robô e percebe que podem estar sendo gravados. Pior que isso: ele pode ter algum dispositivo de autodestruição. De fato, quando Mecanus nota a desconfiança do herói, aperta um botão que destrói sua criação. Capitão América só tem tempo de proteger os presentes na sala. Saem ilesos, mas uma espécie de sonda-gravador surge de dentro do robô destruído e voa em alta velocidade para Mecanus.

Quando Mecanus recebe a sonda, utiliza-a para servir de radar ao Homem-Dragão. Este, por sua vez, não é uma criação sua. Mas um ser sintético criado pelo vilão Pensador Louco. Desativado, o Homem-Dragão foi parar nas mãos de Mecanus, que agora o reativa e faz com que a sonda, que traz o padrão de aura, o odor e o deslocamento de massa do Capitão América, possam guiá-lo através de ondas ultrassônicas até o herói.

Em Brooklin Heights, Steve Rogers chega em casa após um duro dia de procura por emprego (como desenhista)... sem muito sucesso. É recebido por seus simpáticos vizinhos e conhece a nova moradora, Bernadette Rosenthal (apelidada de Bernie). Parece haver uma "química" imediata entre os dois. Bernie é muito faladora e antenada com a cultura da época (comparando Bruce Springsteen com Elvis Costelo) e percebe pequenos detalhes, como o fato de Steve Rogers ter um furinho no queixo.

Rogers é obrigado a deixar a reunião as pressas após ouvir em uma rádio sobre um estranho objeto sobrevoando a região. O que acha estranho é que esse objeto parece estar percorrendo o mesmo caminho que ele. Ao investigar esse objeto, descobre que é o enorme Homem-Dragão. O herói nunca o encontrou pessoalmente, mas sabe que a criatura, apesar de ser um humanóide disforme, tem uma mente infantilizada, quase um bebê. O problema é que é um "bebê" gigantesco, com força descomunal, capaz de voar e cuspir fogo. Quando o herói chega próximo ao monstro, a sonda de Mecanus dispara uma rajada sônica que o enfurece. No meio da batalha, o Homem-Robô consegue capturar o escudo do Capitão América. Porém, não conseguindo destruir, atira-o a uma altura impossível de ser alcançada pelo herói.

O Capitão América percebe que a sonda está enfurecendo o Homem-Dragão, mas se preocupa em levar a batalha para longe da vizinhança. Nesse momento, seu escudo cai próximo de onde estão lutando, distraindo-o... o suficiente para que a enorme criatura o pegue e comece a esmagá-lo com suas poderosas mãos.

Continua...
A+:

* Bernie Rosenthal, introduzida nessa edição, seria o novo interesse romântico do herói a partir desse período.

* Interessante o detalhamento da procura por emprego de Steve Rogers. Como desenhista, participa de várias reuniões em agências, parecendo até mesmo serem promissoras... porém são apenas promessas, não tendo fechado nenhum trabalho. Autobiografia do desenhista John Byrne?

sábado, 15 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 232

 - Captain America nº 247 (Julho de 1980)
> Publicada no Brasil no especial Os Maiores Clássicos do Capitão América nº 1, pela Editora Panini ("À Primeira Luz da Aurora")


História:

* "By The Dawn's Early Light" - Escrita por Roger Stern e John Byrne, desenhada por John Byrne, artefinalizada por Josef Rubinstein


Algo incomoda o Capitão América em relação as memórias de seu passado. Para tentar aliviar essa angústia, o herói procura seu amigo Nick Fury. Porém, ao chegar na SHIELD, descobre que ele está em missão. Quem o atende é Dum Dum Dugan, o melhor operativo de Fury. Já orientado por seu superior quanto o possível auxílio ao Capitão, Dum Dum o leva até os arquivos secretos onde o herói encontra seu clássico primeiro escudo (utilizado pelo personagem na década de 40) e, o mais importante, um diário com suas memórias.

No diário, o Capitão América descobre que suas atuais memórias foram implantadas para confundir o inimigo caso fosse capturado (isso na Segunda Guerra Mundial). Dessa forma, agora sabe que seu nome do meio não é Grant (na verdade ele não tem nome do meio) e que não tinha um irmão chamado Mike, que possivelmente teria morrido em Pearl Harbor. Curiosamente, Grant e Mike eram filhos do cientista Walter Rogers (que, apesar do sobrenome, não tem nenhum parentesco com Steve), reponsável por implantar as falsas memórias. De fato, Grant e Mike morreram em Pearl Harbor.

Capitão e Dum Dum ouvem a Ferrari voadora de Nick Fury chegar mas, dirigindo-a está o vilão nazista conhecido como Barão Strucker. Ele estava detido desde a última batalha com o Capitão América e estava sendo visitado por Fury que, inimigo do vilão, teve o prazer de levar a notícia de que seria extraditado para Israel, onde provavelmente seria julgado e morto. No entanto, conseguiu dominar Fury e fugir do local. Como Dum Dum estava comunicando a Fury que o Capitão estava na base, Strucker decidiu ir até o local para se vingar do herói.

Capitão América enfrenta Strucker mas, na confusão, é separado de seu escudo, restando-lhe apenas o clássico escudo que usou na década de 40. Apesar deste não oferecer a resistência de sua atual arma, serve de distração para derrubar o Barão. Capturado, porém, Strucker aciona uma espécie de bomba em seu corpo... e explode. O choque dessa atitude não é maior do que o fato de o Strucker revelar ser... um robô! O trio, então, tenta descobrir quem enviou um robô tão perfeitamente real como aquele.

De um outro local, observando a cena, está o vilão Mecanus, especialista em robôs realistas, que está por trás desse ataque.

Continua...
A+:

* A entrada do escritor Roger Stern e do desenhista John Byrne mexeu bastante com a revista e com o próprio personagem. Stern, até então, era mais conhecido por ser um dos editores das revistas da Marvel (inclusive do Capitão), apesar de já ter roteirizado algumas histórias. Byrne era a estrela da Marvel entre o final dos anos 70 e início dos 80, sendo requisitado em vários títulos da editora e iniciando uma tendência a homenagear o desenhista Jack Kirby, se envolvendo em títulos onde havia personagens trabalhados por ele no passado.

* Com essa história, desmentem-se fatos do passado do personagem (criados pelo escritor Steve Gerber), deixando caminho livre para que os autores criem uma nova mitologia para ele. E, verdade seja dita, as memórias do passado do herói foram feitas em uma época que sua revista estava relegada a título secundário da Marvel, sofrendo com constantes trocas de equipes criativas ou mesmo "enxertos" de escritores e desenhistas que estavam ali apenas para cumprir o cronograma de lançamento mensal. Uma das memórias verdadeiras (ou novas) do herói, é o fato de que ele tinha talento como desenhista. Porém, tendo uma vida de pobreza, não teve condições financeiras para ingressar em uma escola que o direcionasse para as artes. O talento, no entanto, permaneceu e está sendo usado nessa fase de suas histórias, onde mantém a ocupação de desenhista nas horas em que não está agindo como herói.

* A própria existência do Barão Von Strucker, inimigo de Fury desde a Segunda Guerra, é meio que desfeita, uma vez que é que revelado ser aquele apenas um robô do vilão. Seu ressurgimento, até este momento, portanto, não aconteceu realmente. Algo parecido foi feito com o vilão Garra Amarela, tempos atrás. Porém, nesse caso, o vilão já foi oficializado como "vivo" dentro do Universo Marvel.

* Há um maior detalhamento do local onde o Capitão América (ou Steve Rogers) mora. Sua residência se situa em Brooklyn Heights, o que faz com que use a famosa Ponte do Brooklyn como principal fonte de acesso.

* O primeiro escudo do Capitão América apareceu em sua primeira história e foi trocado devido a um outro super-herói, de outra editora, já utilizar um escudo no mesmo formato. Na época, a editora optou por trocá-lo pelo modelo circular (capaz de ser lançado e recuperado) sem muitas explicações do porque disso.

* Ao chegar na nova base de SHIELD, escondida em um beco sem saída no meio de Nova Iorque, Capitão América passa por uma pichação onde se vê escrito "Sal B. esteve aqui". É uma pequena homenagem do desenhista John Byrne a Sal Buscema, que foi um dos desenhistas fixos da revista do herói.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 231

 - Captain America nº 246 (Junho de 1980)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América nº 54, pela Editora Abril ("O Gosto Amargo da Vingança")


História:

* "The Sins of the Fathers" - Escrita por Peter B. Gillis, desenhada por Jerry Bingham, artefinalizada por Al Gordon

Um estranho acidente aumentou a força física de Joe Smith de forma sobre-humana e ele utilizou isso para se tornar um astro da TV (após um breve encontro pouco amistoso com o Homem Aranha). Participando de um seriado onde interpretava um super-herói chamado Morcego Escarlate, logo viu sua carreira decair devido a baixa audiência. No entanto, no decorrer das gravações apaixonou-se por uma das argumentistas e eles se casaram.

Abandonando de vez a carreira para dedicar-se a família, Joe enfrentou o drama de seu filho nascer com um defeito congênito. A mãe, não aceitando criar um filho excepcional, abandonou os dois e Joe teve que criá-lo só.

O filho de Joe teve uma violenta convulsão na escola e, mesmo sendo levado as pressas para um hospital, veio a falecer. O professor que socorreu o garoto era colega de trabalho de Josh, o novo vizinho de Steve Rogers.

Paralelamente, o Capitão América investiga os ataques de um suposto vilão que demonstra ter superforça. Sabendo da história contada pelo colega de Josh, o herói chega a conclusão que pode ser Joe Smith, que voltou a manisfestar seu poder e está se vingando de pessoas ligadas a instituições que, de uma forma ou outra, vetaram melhorias quanto aos cuidados com crianças excepcionais.

A última vítima da lista de Joe é justamente o professor que socorreu seu filho. Atacando-o quando este estava dentro de um trem, é detido pelo Capitão América que seguia o professor. O herói, sabendo que Joe não era exatamente o vilão que parecia ser, mas apenas um pai transtornado com a realidade, ainda o deixou em choque com uma verdade: ele poderia não só culpar as instituições, mas a si mesmo por ser parte do problema. Afinal, o fato dele ganhar superforça de forma incomum, pode ter influenciado no problema congênito.

Joe reconhece que precisa de ajuda e o Capitão América garante que ele seja levado por profissionais que cuidarão de seu caso.

"O que aconteceu com Joe foi tão trágico quanto o que houve com seu filho. E a luta continuará por muito tempo. Uma luta que a maioria das pessoas conhece pelo nome de... vida."
A+:

* O personagem Joe Smith (literalmente um Zé da Silva) foi visto nos quadrinhos apenas em 1966, em um história do Homem Aranha, quando este ainda era desenhado por Steve Ditko. Mas, com um nome destes e um poder tão comum, era natural que esse "vilão" não tivesse lá muito destaque no universo Marvel.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 230

 - Captain America nº 245 (Maio de 1980)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América nº 53, pela Editora Abril ("Operação Calipso")

História:

* "The Calypso Connection" - Escrita por Roger McKenzie, desenhada por Carmine Infantino, artefinalizada por Joe Rubinstein

Uma das novas vizinhas de Steve Rogers, a Sra Anna Kapplebaum, é uma sobrevivente dos campos de concentração nazista, da Segunda Guerra Mundial. Um dia, em seu bairro, ele toma um susto quando reconhece um dos seus torturadores. No mesmo dia, Anna fica conhecendo um famoso caçador de nazistas e sua filha. Ele, porém, já está muito adoecido e gostaria de prender o torturador de Anna como último desejo.

Simpatizantes do nazismo capturam Anna e o levam até seu torturador. Para a supresa da senhora, no entanto, ele é tão vítima quanto ela, uma vez que os simpatizantes pretendem levá-lo para América do Sul, com o intento dele auxiliar em um novo levante nazista.

Capitão América chega ao local e consegue livrar Anna. Ela, por sua vez, fica cara a cara com o torturador e tem a chance de matá-lo. Exitante, vê o tiro ser disparado pela filha do caçador de nazistas, que chegou ao local, mas, muito fraco, morre do coração antes de cumprir sua missão.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 229

 - Captain America nº 240 (Dezembro de 1979)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América nº 54, pela Editora Abril ("Guerra de Quadrilhas")


História:

* "Gang Wars" - Escrita por Alan Kupperberg e Paul Kupperberg, desenhada por Alan Kupperberg, artefinalizada por Don Perlin

Num simples passeio pelos parques de Long Island, Steve Rogers encontra motivo para vestir seu uniforme. Uma gangue está ameaçando um senhor idoso a abandonar seu apartamento para que possam usar o prédio como ponto de tráfico. O local já foi abandonado pelos demais moradores e até mesmo pelo proprietário, devido a péssima vizinhança. Apenas o indefeso último morador resiste, devido a não ter condições de encontrar um lugar melhor.

Capitão América é levado até o líder da gangue, conhecido como Trovão, que o desafia a uma luta justa, sem o escudo, apostando a permanência do idoso no prédio. Mas o herói percebe que a luta será apenas uma distração para matarem o morador, deixando o prédio desguarnecido. Trovão ainda quer humilhar o herói diante de mafiosos, afim de ganhar respeito para sua gangue.

Enfrentando Trovão, que demostra ter uma força quase sobre-humana, Capitão América consegue levar a luta para onde o morador está cativo e derrotar o líder da gangue na frente de todos, assustando-os e expulsando-os do local. Mesmo assim, o herói leva o idoso com ele para ajudá-lo a encontrar um local mais decente e seguro.
A+:

* Alan Kupperberg teve que refazer a maior parte das páginas dessa história, devido a avaliação severa do editor Jim Shooter, que lhe devolveu os originais praticamente rabiscados com observações do tipo "você está sendo um pseudo-Jack Kirby", "essa sequência inteira não funciona", "isso está péssimo". No entanto, Roger Stern passou a ser o editor da revista e... aprovou boa parte das páginas que haviam sido reprovadas antes. Tarde demais. Pois Kupperberg já as havia refeito.

domingo, 9 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 228

 - Captain America nº 239 (Novembro de 1979)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América nº 41, pela Editora Abril ("A Carícia da Morte")


História:

* "Mind-Stains on The Virgin Snow" - Escrita por Peter B. Gillis, desenhada por Fred Kida, artefinalizada por Don Perlin

Preso pelo guarda do castelo conhecido como Carrasco, Capitão América é observado pelo líder do mesmo através de um painel. Porém, o herói acaba recebendo uma ajuda inusitada. Desde o início dessa aventura, ele tem sido ajudado por uma mulher com poderes mentais, capaz de produzir ilusões e que se chama Nevaska (por quem o Capitão sente uma repentina paixão). Aparentemente é ela quem causa a ilusão que faz com que o líder misterioso veja pelo monitor o seu capanga cumprimentando o Capitão América. Irritado, o líder ordena que Carrasco pare com aquilo. Do lado de fora, sem entender nada, Carrasco "pára com aquilo", que seria deter o Capitão América. O momento de confusão dá tempo suficiente para que o herói se recupere e nocauteie Carrasco.

Entrando no castelo, Capitão América é atacado por uma série de ilusões mentais. A cada porta que se abre, um ambiente impossível se manifesta. Assim ele se vê novamente na sala de Nick Fury (onde iniciou essa aventura), do lado de fora do castelo, em meio a uma nevasca e até mesmo congelado novamente (como na década de 40). O herói só percebe que são ilusões graças a alguns detalhes do "mundo real". Um desses detalhes é bem peculiar. Uma das asinhas de sua máscara foi arrancada por um tiro que pegou de raspão. Percebendo que ainda está sem asa, nota que não foi sua imaginação. Outros detalhes como estar com seu escudo (que ficou em poder dos soldados de Dovecote) e mesmo explosivos plásticos dados por Nick Fury, servem de âncora com a realidade.

Depois de escapar de inúmeras ilusões, chega até o "líder" de Dovecote, que é um vilão com poderes mentais que foi derrotado por Namor, o príncipe submarino. Enfraquecido, o vilão explica que Nevaska está contida em um sarcófago que limita seus igualmente poderosos dons mentais.

Como o herói chega a seu objetivo, é iniciada uma contagem regressiva para que o local vá pelos ares. O vilão, enfraquecido, deixa o Capitão partir e diz que irá permanecer no castelo, pois não há mais pelo que lutar. Capitão América vê o sarcófago onde Nevaska está presa. Ao abrir o sarcófago, uma surpresa: apesar da tampa do mesmo trazer a efígie de uma mulher adulta, dentro dele há apenas uma garotinha... trata-se de Nevaska, uma garota com poderes mentais e que os usou para atrair a atenção do herói. Ingenuamente, a garota criou uma imagem adulta de si mesma e até mesmo manipulou os sentimentos do heróio.

Perdoada pela pequena mentira, Nevaska é levada para fora do castelo, antes que esse exploda. Lá fora, ela revela que também tem poderes de prever o futuro e que pode se tornar uma ameaça em mãos de pessoas inescrupulosas. Contra a vontade do Capitão, a garotinha desaparece em meio a uma tempestade de neve (provavelmente uma ilusão). Quando a tempestade cessa, há apenas um abismo onde ela se encontrava. No céu, porém, o Capitão América pode ver uma nova estrela no céu.

"A única coisa que ele pode fazer é tentar compreender... Tudo que deve acontecer... acontecerá. No céu, brilha mais uma estrela... na terra, lágrimas escorrem pelo rosto de um herói..."
A+:

* Chega a ser divertido ver o Capitão América sem uma das famigeradas asinhas de sua máscara. É interessante notar como, em nenhum momento, o desenhista esquece desse "detalhe". Porém, tudo é explicado quando se mostra que a falta dessa asinha tem importância dentro do roteiro.

sábado, 8 de dezembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 227

 - Captain America nº 238 (Outubro de 1979)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América nº 41, pela Editora Abril ("Em Busca de Um Sonho")

História:

* "Snowfall Fury" - Escrita por Peter B. Gillis, desenhada por Fred Kida, artefinalizada por Don Perlin


A divisão psíquica da SHIELD (formada por pesssoas com capacidades telepáticas) tem sido alvo de uma espécie de atentado que faz com que entrem em coma profundo. Nick Fury pede ao Capitão América que ajude a desvendar esse mistério. No escritório do coronel, Capitão América parece receber uma mensagem telepática de uma mulher chamada Nevaska, que está sendo mantida presa em uma fortaleza chamada Dovecode. Encantado com a jovem, o herói decide salvá-la.

Quando chega nas montanhas onde se encontra a fortaleza, Capitão América é atacado por guardas montados em gaviões gigantes, além de uma equipe de elite montada em diátrimas (espécie extinta de ave, parecida com uma galinha, porém com quase dois metros de altura... e um predador carnívoro implacável).

Mesmo diante dos perigos que encontra pelo caminho, o herói consegue chegar até a fortaleza. Porém, seus portões são guardados por um enorme homem que se denomina Carrasco e que consegue dominar o herói.

Continua...