segunda-feira, 30 de abril de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 11

  Captain America Comics 38 (Maio de 1944)
> Publicada no Brasil na revista O Guri nº 37 ("O Castelo Sinistro")


História:

* "Captain America in Castle of Doom" - Desenhada por Syd Shores, artefinalizada por Vince Alascia

O FBI e o exército investigam a fuga de prisioneiros de guerra japoneses que, provavelmente, também são responsáveis pelo roubo de munições e peças de aviões, levando-os a desconfiar que estão construindo uma armada em algum ponto do Vale da Morte.

Steve Rogers e Bucky Barnes escoltam o agente do FBI até um oleoduto no Vale da Morte, onde há indícios de ação dos prisioneiros. Mas o agente é morto e a dupla investiga estranhas marcas no chão que os levam a... um castelo no meio do deserto! Agora em sua identidade de Capitão América e Bucky, os heróis são capturados e levados para o castelo (que descobrem estar na propriedade de um explorador que também foi capturado pelos japoneses). Os vilões explicam que o plano é montar os aviões com marcas americanas, podendo assim se aproximar de bases militares nos Estados Unidos e atacá-las.

O explorador revela que o castelo está em cima de sua mina de ouro e está disposto a lutar por ela. Chamando a atenção dos guardas, o trio consegue escapar e atacar seus inimigos. Com ajuda de seu amigo explorador, os heróis conseguem explodir o castelo e os aviões inimigos, prometendo manter o segredo da mina de ouro.

A+ :

* O Vale da Morte, nos Estados Unidos, situa-se no estado da Califórnia e é um dos locais que atingiram a maior temperatura climática do planeta, alcançando 56 graus.

 * Não basta ser desenhista do Capitão América. Tem que participar... da guerra! Syd Shores iniciou sua carreira como desenhista sendo uma espécie de apadrinhado de duas lendas dos quadrinhos: Jack Kirby e Joe Simon (entre outros feitos, os criadores do Capitão). Foi tão compentente que, quando a dupla deixou a revista do herói, os substituiu e se tornou um dos principais desenhistas a trabalhar com o heróis.

Shores viu seus colegas partirem para servir a pátria no front, em plena Segunda Guerra mundial. Mas sua vez também chegou e ele foi convocado. Serviu no mesmo regimento do quase mitológico general George S. Patton. Foi ferido durante a Guerra, chegando a receber o Coração Púrpura (condecoração especial a soldados gravemente feridos em guerra).

Sobrevivendo aos campos de batalha, Syd Shores voltou a desenhar para a mesma editora que publicava o Capitão América, mesmo quando essa passou a ser conhecida por seus novos personagens, no que viria a se chamar Universo Marvel, na década de 60. Continuou desenhando e finalizando até seus últimos dias, vindo a falecer por problemas cardíacos em 1973.

domingo, 29 de abril de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 10

 - Captain America Comics 36 (Março de 1944)
> Publicada no Brasil na revista O Guri nº 123 ("O Estranho Mistério da Mulher Pantera")


História:

* "The Strange Mystery of the Leopard Woman" - Desenhada por Syd Shores

Steve Rogers e Bucky Barnes (as identidades secretas de Capitão América e Bucky) são designados para servirem de segurança na festa que um comissário está oferecendo a um diplomata polonês. No entanto, o evento é abordado por uma mulher fantasiada de felina e que traz dois enormes leopardos. Os heróis entram em ação e descobrem que, além da vilã e seus animais, há espiões nazistas na festa.

Seguindo os rastros dos leopardos, a dupla chega até a casa da misteriosa Condessa Kyra. Ela mantém uma paixão por grandes felinos e até o seu andar se parece com uma enorme pantera. Logo, Capitão e Bucky descobrem vários leopardos na mansão da condessa, mostrando que ela é realmente a Mulher Leopardo que atacou a festa.

A vilã consegue escapar e tenta, com ajuda de agentes nazistas, envenenar o reservatório de água da cidade. Impedida pelo Capitão, a Mulher Leopardo salta de uma altura mortal para qualquer humano. Mas o herói não vê nenhum corpo, o que o leva a crer que ela talvez tenha capacidades felinas e que irão se ver novamente.

A+:

* Ao contrário de suas primeiras histórias, onde era muito mais agressivo, Bucky se tornou mais frágil com o passar das aventuras. Sua rotina se mantém em correr atrás dos mesmos vilões que o Capitão, ser emboscado e pedir ajuda a seu parceiro.

* Apesar do gancho para a volta da Mulher Leopardo (ou Mulher Pantera, como foi chamada no Brasil), a vilã nunca mais apareceu nos quadrinhos.

sábado, 28 de abril de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 9

- Captain America (Fevereiro de 1944)

* Dirigido por Elmer Clifton e John English; com Dick Purcell, Lorna Gray, Lionel Atwill


Essa primeira incursão do personagem em um seriado onde aparece sendo interpretado em "carne e osso", é considerado uma adaptação livre, sem qualquer semelhança com os quadrinhos. Pode-se dizer que a única semelhança do personagem aqui apresentado é seu uniforme e, ainda assim, com várias modificações. Apesar das cores apresentadas nos cartazes corresponderem aos quadrinhos, na tela o Capitão América parecia usar um uniforme negro. Mesmo levando-se em conta que se tratava de uma produção que não era a cores, a verdade é que, nas filmagens, o uniforme era negro e cinza.

A faixa listrada por exemplo, cobre apenas sua barriga. E aqui digo "barriga" porque o ator Dick Purcell estava claramente gordinho para o papel. Além disso, o famoso escudo do personagem não foi usado, sendo apenas levemente lembrado na fivela em seu cinto. Como arma, o herói simplesmente usava uma pistola, a qual não vacilava em usar contra seus inimigos. As asinhas na parte coberta em sua cabeça e as botas também foram ignoradas.

As outras diferenças gritantes estavam no fato da identidade secreta do personagem não ser o soldado Steve Rogers. Em seu lugar, preferiu-se utilizar o promotor (!) Grant Gardner (!!) que combatia o crime vestido de Capitão América. O soro do supersoldado, aplicado no herói e do qual se originava sua superforça, foi suprimido dessa versão. O herói contava ainda com uma espécie de secretária, que o auxiliava em suas investigações.

Feito para o formato de seriados cinematográficos, onde a história era serializada para cativar o público, Capitão América foi um dos mais caros empreendimentos da produtora Republic nesse segmento. As mudanças no conceito do personagem  tinham como desculpa que tais detalhes (o personagem ser um soldado, sua identidade secreta e até o escudo) não estavam tão claros no escopo de suas aventuras (pois é...). Nem mesmo o tom de ter os nazistas como inimigo foi utilizado. No lugar de espiões alemães, o Capitão enfrentava um rico explorador conhecido como O Escaravelho, que tencionava se apoderar de armas avançadas, além de assassinar seus antigos colegas de expedição. Para tanto, o vilão contava com uma espécie de gás hipnótico que induzia a vítima ao suicídio. Sua marca registrada era um escaravelho de metal no local do crime.

Ainda com todas as mudanças, o seriado fez sucesso na época. O ator que interpretava o personagem, Dick Purcell, faleceu precocemente (com apenas 35 anos de idade) logo após a finalização das filmagens, vítima de um ataque cardíaco. Segundo boatos, sua condição cardíaca se agravou devido ao estresse causado justamente nas gravações da série.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 8

 - All-Winners Comics 9 (1943)
> Publicada no Brasil na revista O Guri nº 92 ("Sabotagem no Canal do Panamá")


História:

* "Case of the Sinister Hum" - Desenhada por Jimmy Thompson

Em visita ao Canal do Panamá, Capitão América e Bucky se deparam com nazistas que ameaçam o local com pequenos aviões carregados de gás tóxico.

A+:

* Os nazistas que figuram como vilões dessa história, liderados pelo Barão von Widemouth, são fugitivos do Brasil! Na fuga, um deles é recapturado e revela os planos de sabotagem ao Canal. Isso leva o eficiente Departamento de Guerra de São Paulo (!) a avisar as autoridades do Panamá e, consequentemente, alertar os heróis quanto a nova ameaça.

* Bucky quase morre tentando "cavalgar" um dos aviões bomba dos nazistas, sendo salvo pelo Capitão que o faz saltar. Curiosa situação, uma vez que seria algo idêntico que conderia o fim da dupla, no futuro.

* A Era de Ouro dos quadrinhos era recheada de mortes bizarras dos vilões, causadas, sem nenhuma piedade, por seus novos heróis. Nesta história, em particular, o Capitão América acaba com a vida do barão nazista ao jogá-lo em uma cova infestada de bombas.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 7

- All-Select Comics 1 (1943)
> Inédita no Brasil


História:

* "The Case of the Mystery of the Human Bats" - Desenhada por Don Rico, artefinalizada por Al Bellman

"O Abutre e seus homens-morcego capturam várias autoridades, levando o Capitão América e Bucky a segui-lo até seu covil. Descobre que o vilão injetou um soro especial em suas vítimas, o que lhes dá poder de voar, criando asas parecidas com as dos morcegos. O problema é que, uma vez transformado, é necessário tomar outra dose do soro em 24 horas. Caso contrário, o "homem-morcego" morre, o que o faz tornar-se dependente.

Os heróis derrotam o Abutre e destroem todos os meios de se criar mais do soro, o que faz com que o vilão e seus asseclas estejam condenados".

(Fonte: Great Comics Database : www.comics.org )

A+:

* No lançamento da nova revista All Select Comics, Capitão encontra um novo espaço para suas aventuras serem apresentadas, permanecendo no título até a oitava edição. A proposta da revista, que publicava uma seleção dos antigos heróis da Timely Comics (futura Marvel), era centralizar as história no mais famoso trio de personagens da época: o próprio Capitão América, o Tocha Humana original (que nada tinha a ver com o futuro Tocha Humana do Quarteto Fantástico) e Namor, o Príncipe Submarino.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 6

- The Masked Marvel (Novembro de 1943)

* Dirigido por Spencer Gordon Bennet; com William Forrest (Laura), Louise Currie (Cidadão Kane), Johnny Arthur (Do Mundo Nada Se Leva)
Para aqueles que ainda tem preconceito quanto a histórias "com continuação", comum nos quadrinhos de super-heróis, saiba que essa tendência já vem de longa data e até mesmo em outra mídia.

Os seriados eram filmes subdivididos em capítulos (vários aliás) que eram apresentados ao espectador de forma a deixar sempre um "gancho" no final de cada episódio, para atiçar a curiosidade e fazê-lo voltar para ver a continuação. De certa forma, é algo mais próximo das telenovelas de hoje (que, estranhamente, ninguém tem preconceito de também ser "em continuação"). Esses seriados eram uma prática desde a década de 20 e fez muito sucesso nos cinemas americanos e até mesmo no Brasil, nas chamadas matinês.

Uma grande história era criada, divida em capítulos, com começo, meio e fim. Assim que uma série de histórias se completava, um novo seriado entrava no ar. Capitão América iria ter seu próprio seriado. Mas, antes, seu predecessor também fez certo sucesso. Tratava-se de The Masked Marvel (O Maravilhoso Mascarado, ou, simplesmente, O Mascarado).

Com doze capítulos, The Masked Marvel contava a história de um herói mascarado que auxilia um grupo de investigadores a desvendar os crimes de um sabotador japonês. Era a época da Segunda Grande Guerra e o vilão não poderia ser menos estereotipado.

Mas a sacada desse seriado não estava apenas em atiçar a curiosidade do espectador quanto a forma como o herói escapava das armadilhas. O grande mistério era... quem é o Mascarado, afinal? Ele não usava um uniforme, por assim dizer. Além da discreta máscara, usava um terno alinhado da mesma tonalidade e modelo utilizados pelos outros investigadores que, por sua vez, tinham feições muito parecidas... quando encobertas por uma máscara. O chapéu do herói também ajudava a encobrir seu penteado e mesmo sua voz mudava muito quando atuava como vigilante.

O seriado contava com cenas de ação e efeitos especiais impressionantes para a época. Uma curiosidade é que, apesar da identidade secreta do herói na história ser um dos investigadores, o Mascarado não era interpretado por nenhum dos atores do elenco, mas sim por seu dublê. Como o público percebeu a diferença, isso acabou causando certa decepção. Era claro que o roteiro primava por revelar um deles como sendo a identidade secreta do herói. Mas era notável que o homem por trás da máscara não era o mesmo que lutava quando disfarçado. Além do mais, nem mesmo a voz "alterada" para esconder sua identidade era um recurso "sincero", por assim dizer. O Mascarado era dublado, pois seu intérprete não tinha uma voz que mostrasse a firmeza necessária para um combatente do crime.


terça-feira, 24 de abril de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 5

 - Captain America Comics 22 (Janeiro de 1943)
> Inédita no Brasil


História:

* "Captain America Battles the Reaper, the Man the Law Couldn't Touch" - Escrita Stan Lee, desenhada por Al Avison, artefinalizada por Al Gabriele

Enviado por Hitler para enfraquercer os Estados Unidos, The Reaper (O Ceifador), um suposto profeta, prega a anarquia contra as leis americanas. O vilão acaba convencendo um grande número de seguidores que realmente se revoltam. Tecnicamente, The Reaper não é exatamente um criminoso, pois se vale da liberdade de expressão, o que o deixa imune até mesmo contra o Capitão América e Bucky. Os heróis até mesmo tem um mandado de prisão expedido contra eles, porque invadiram o escritório do vilão!

Bucky consegue provas de que o Ceifador é um agitador estrangeiro e isso convence a multidão de que ele está tentando dominá-los. Capitão persegue o vilão, que escapa para o metrô. O Ceifador, em pânico, acaba sendo eletrocutado pela eletricidade que corre pelos trilhos.

(Fonte: http://marvel.wikia.com)

A+:

* Interessante notar aqui como as histórias do personagem usam algo tão valioso para os americanos... contra eles mesmos. Não é exatamente uma história crítica, mas mostra como a interpretação da própria liberdade pode ser manipulada.

A liberdade de expressão é um dos itens garantidos pela Constituição dos Estados Unidos, no que é chamado de Primeira Emenda, que rege:

"O congresso não deve fazer leis a respeito de se estabelecer uma religião, ou proibir o seu livre exercício; ou diminuir a liberdade de expressão, ou da imprensa; ou sobre o direito das pessoas de se reunirem pacificamente, e de fazerem pedidos ao governo para que sejam feitas reparações por ofensas."

Ao que tudo indica, O Ceifador usou muito bem o texto para os seus propósitos.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 4

 - Captain America Comics 10 (Janeiro de 1942)
> Inédita no Brasil


Histórias:

"Captain America, A Personal Account of His Smashing a Spy Ambush" - Escrita e desenhada por Joe Simon e Jack Kirby
"Hotel of Horror" - Escrita Jack Kirby e Joe Simon, desenhaa por Al Avison, Jack Kirby e Sydney Shores, artefinalizada por Reed Crandall e George Klein
"The Phantom Hound of Cardiff Moore" - Escrita por Jack Kirby e Joe Simon, desenhada por Al Avison, Jack Kirby e Joe Simon, artefinalizada por Reed Crandall e George Klein


Na primeira história, a Capitão América e Bucky enfrentam as artimanhas de uma espiã nazista. Após derrotar seu grupo, os heróis a deportam para a Alemanha, com um recado para o próprio Hitler: que os americanos irão lutar pela liberdade, não importa o preço.

Na segunda história, a dupla é convidada para uma homenagem em uma cidade, mas são hospedados na suíte presidencial no 13º andar do Hotel Zargon que, na verdade, é uma armadilha dos nazistas para matá-los.

Na terceira história, Capitão e Bucky investigam o mistério do cão fantastma de Cardiff Moor que, segundo a lenda, assombra aquela região assassinando todos que se aproximam. Na verdade trata-se do plano de um ambicioso morador, que recobre um cão com tinta luminosa e ele mesmo se fantasia como um grande cão, para impressionar os desavisados sobre "o cão que anda como um homem".

A+:

* Na história que abre essa edição é a primeira vez que o herói enfrenta uma vilã.

* Na segunda história, a cidade onde Capitão será supostamente homenageado chama-se (curiosamente) Gotham City. Não há, obviamente, nenhuma ligação com a famosa cidade de Batman, uma vez que o personagem pertence a outra editora.

* No hotel-armadilha da segunda história pode-se ler nas reservas dois nomes notórios: Mike Sekowsky e Syd Shores. Bem, não eram exatamente notórios na época da publicação desta aventura, mas se tornariam importantes nomes da indústria dos quadrinhos.

* A terceira história, onde uma região é assombrada por um cão fantasma, é claramente inspirada no livro O Cão dos Baskerville, do escritor Sir Arthur Conan Doyle, no qual o protagonista é ninguém menos que Sherlock Holmes. Pela época, inclusive, pode até mesmo haver uma inspiração por parte da adaptação cinematográfica de 1939, onde o ator Basil Rathbone faz o papel de Holmes (algo curioso, uma vez que o ator ficou notório por interpretar vilões de filmes capa-e-espada).

* Esta é a última história da equipe que criou o Capitão América, Jack Kirby e Joe Simon. A dupla partiria para a editora DC Comics onde produziriam as aventuras do personagem Sandman (não confundir com o homônimo, criado por Neil Gaiman).

domingo, 22 de abril de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 3

 - Captain America Comics 3 (Maio de 1941)
> Inédita no Brasil

Histórias:

"The Return of the Red Skull" - Escrita e desenhada por Joe Simon e Jack Kirby
"The Hunchback of Hollywood and the Movie Murder" - Escrita e desenhada por Joe Simon e Jack Kirby
"The Queer Case of the Murdering Butterfly and the Ancient Mummies" - Escrita e desenhada por Joe Simon e Jack Kirby


O Caveira Vermelha parece ter feito sucesso o suficiente para voltar da própria morte e infernizar a vida do Capitão América. Os desenhos de Jack Kirby (apesar de unidos aos de Joe Simon) eram bem diferentes daquele pelo qual ele ficou conhecido nas décadas de 60 e 70. No entanto, certo estilo é reconhecível em sua obra. Apesar das forma geométricas mais quadradas não serem parte da composição de seus desenhos, é também através de linhas curvas que o desenhista apresentava idéias inovadoras e maquinários fantásticos. Um bom exemplo disso é a escavadeira/furadeira gigante usada pelo vilão, impressionando em uma cena apocalíptica, onde ele destrói uma cidade inteira.

Um momento forte e nada ingênuo da história é o enforcamento de Capitão América e Bucky. A situação acontece de forma mais polêmica ainda. Dois picaretas que se apresentam em circos decidem se vestir com os uniformes dos heróis para ganhar dinheiro. Justo no dia que começam a fazer suas apresentações, o Caveira Vermelha retorna e pensa se tratar da verdadeira dupla. O rancoroso vilão, mesmo sob protestos dos dois farsantes, não pensa duas vezes em enforcá-los e admirar os corpos pendurados. Uma cena macabra, que só é quebrada pela entrada heróica dos verdadeiros heróis, deixando o vilão confuso.

Na segunda história, o regimento ao qual Steve Rogers pertence participa de uma espécie de visita a um estúdio de cinema. Na história, são feitas citações cinéfilas como o nome do principal suspeito dos crimes que ali ocorrem: Goris Barloff, uma clara homenagem ao ator Boris Karloff, que imortalizou o clássico Monstro de Frankenstein no cinema. A homenagem ainda permite explorar o clichê de que o ator que faz vilões no cinema, sempre pode ser confundido pelo público como uma pessoa sombria e vilanesca como os personagem que interpreta. Mito que é desfeito quando os heróis descobrem que os crimes nos estúdios estão sendo praticados por outros atores.

Na terceira história, um interessante vilão, chamado Borboleta, usa a figura do super ladrão que sempre burla os mais fantásticos sistemas de segurança. Nessa história, os assaltos acontecem em um museu. Da mesma forma que a história anterior, o mote está em descobrir quem está por trás da máscara do criminoso, sendo que os suspeitos são apresentados ao leitor ao longo da narrativa.

Apesar da presença (retorno) do Caveira Vermelha, é uma edição que foge um pouco da perseguição nazista e mostra que o Capitão América também pode ser um personagem interessante em aventuras de ação e suspense.

A+:

* Nessa edição, na terceira história, é a primeira vez que o Capitão América utiliza seu famoso escudo como arma de ataque, e não apenas para se defender (afinal, era um escudo). Com um formato circular, o "adereço" é arremessado contra o vilão Borboleta, que alçava vôo e é derrubado... ferindo-se gravemente na queda, aliás.

* Apesar de não estarem creditados, Al Avison e Al Gabrielle fizeram a artefinal dos desenhos de Jack Kirby. Creditar a equipe não era uma prática comum na época. Porém, geralmente os autores principais assinavam em algum quadro de destaque na própria história.

sábado, 21 de abril de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 2

 - Captain America Comics 2 (Abril de 1941)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América - As Primeira Histórias, pela editora Abril


Histórias:

"The Ageless Orientals That Wouldn't Die" - Escrita por Joe Simon e desenhada por Jack Kirby
"Trapped In the Nazi Stronghold" - Escrita por Joe Simon e desenhada por Jack Kirby
"The Wax Statue That Struck Death" - Escrita por Joe Simon e desenhada por Jack Kirby


Na primeira história, Capitão América e Bucky lutam com gigantes magricelos, cabeçudos e amarelos vindos diretamente da mais remota montanha do Tibete. As criaturas foram trazidas pelos nazistas e estão espalhando terror pela cidade, como um macabro exército. Mas, assim como os nazis descobriram a forma de controlá-los, através de barulho, os heróis também usam esse detalhe para resolver o problema.

Na segunda história, faz-se uma verdadeira tour pela Europa dominada pelos nazistas e acabam se encontrando não só com as tropas de Hitler, como com o fuher em pessoa.

Na terceira história, os heróis enfrentam o Homem de Cera, um fanático que mata suas vítimas deixando uma espécie de máscara mortuária feita de cera, além de usar algumas cabeças reais de suas vítimas para usar como molde para sua "arte".

A+:

* Fica claro que o inimigo aqui não está focado apenas nos nazistas (apesar de ainda serem a principal ameaça). Os orientais estão representados pelos gigantes amarelos do Tibete, mostrando que os americanos já se armavam para se defender em outro front.

* A impressionante viagem pela Europa traz o avanço do nazismo por aquele continente, como é mostrado em cada passagem da dupla, que atravessa desde Paris até Lisboa. Apesar de chegarem perto de Hitler, não socam o líder como insistentemente mostra a segunda capa da revista, que traz uma situação parecida com a da primeira edição. Porém, nada se compara ao momento mais pitoresco da aventura: para se infiltrar nas linhas inimigas, os dois não poupam criatividade e se vestem, respectivamente, de uma senhora idosa (Capitão América com vestido, peruca e direito até a espartilho) e seu inocente netinho (Bucky que se mostra mais incomodado como o disfarce infantil do que seu parceiro travestido).

* O Homem de Cera mostra ser um vilão tão marcante quanto um Caveira Vermelha, com o diferencial de demonstrar certa liderança, apesar dessa só existir graças ao terror que ele espalha, sendo um psicopata digno dos mais cruéis assassinos seriais da história.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 1

 - Captain America Comics 1 (Março de 1941)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América - As Primeira Histórias, pela editora Abril


Histórias:

"Meet Captain America" - Escrita por Joe Simon e desenhada por Jack Kirby
"Case nº 2" - Escrita por Joe Simon e desenhada por Jack Kirby
"The Chess Board of Death" - Escrita por Joe Simon e desenhada por Jack Kirby
"The Riddle of the Red Skull" - Escrita por Joe Simon e desenhada por Jack Kirby


Na primeira história vemos a origem do herói. O franzino Steve Rogers é candidato a um experimento governamental, onde o soro do supersoldado é injetado em suas veias e, juntamente a um maquinário especial, acaba por tornar seu corpo musculoso. A intenção do governo é formar um exército com esses soldados de força física sobre-humana. Porém, o que era pra ser uma operação secreta, acaba sendo infiltrada por espiões nazistas, que assassinam o cientista responsável pelos efeitos do soro, tornando Steve o único beneficiado pela fórmula. Recebendo um uniforme com as cores da bandeira americana, a identidade do herói acaba sendo descoberta pelo garoto Bucky Barnes, que acaba se tornando seu parceiro mirim na guerra contra os nazistas.

Na segunda história, uma dupla de artistas mostram seus poderes secretos. Um é capaz de hipnotizar o outro a ponto de preverem o futuro. E o futuro que eles mostram são uma série de catástrofes que acontecerão nos Estados Unidos. Na verdade, enquanto a América se maravilha com o show, os heróis descobrem que tudo não passa de manipulação de espiões nazistas, que estão sabotando os americanos, fingindo ser catástrofes.

Na terceira história, os nazistas aparecem na forma de um fanático por xadrez, que utiliza seus conhecimentos no jogo para manipular e assassinar militares americanos. Capitão e Bucky acabam sendo sequestrados pelo vilão, mas conseguem escapar e derrotar todo o bando.

Na quarta história, é apresentado o arquivilão do Capitão América: Caveira Vermelha. Um pouco diferente do vilão que se conhece hoje em dia, aqui ele simula uma espécie de olhar da morte para matar suas vítimas. Aterrorizando a América com sua máscara vermelha de caveira e a suástica estampada no peito (pois também está a serviço dos nazistas), o vilão é descoberto pelos heróis como sendo o traidor George Maxon, industrial da aviação que pratica sabotagens em nome do nazismo.

A+:

* O Capitão América surgiu com toda a pompa e circunstância do patriotismo americano: em uma revista de 50 páginas só com o personagem (algo digno de destaque) com quatro histórias completas e até com direito a socar o próprio Hitler logo na capa (apesar disso não acontecer nas páginas internas... apenas simbolicamente).

* O destaque dessas histórias fica por conta de Bucky. Apesar da simplicidade com que um simples garoto é recrutado pelo herói para lutar a seu lado contra os mais perigosos vilões (e em situações mortais), o parceiro mirim é bem avesso ao garoto obediente que serviria de modelo aos leitores da revista. Muito pelo contrário. É cabeça quente, desobediente (algo que fica mais evidentemente ainda por se tratar de histórias militares) e não pensa duas vezes em partir pro quebra pau, por mais que seu "capitão" ordene para se conter. Bem diferente de outro famoso parceiro mirim, Robin, ao qual Bucky, inclusive, se parece visualmente.

* Outra personagem coadjuvante das histórias do Capitão aparece logo de cara. Seu nome é Betty Ross (não confundir com a coadjuvante das histórias do Hulk). Ela serve como personagem feminina que teria o mesmo peso "bisbilhoteiro" que uma Lois Lane teria em histórias do Super Homem.

* A história do Caveira Vermelha tem aquele clima de desenho do Scooby-Doo, onde o vilão é mostrado como sendo um personagem que aparece no decorrer da história, incitando o leitor a descobrir de quem se trata.

* Joe Simon nasceu em 11 de outubro de 1913. Tinha 28 anos de idade quando criou o personagem.

 * No final da década de 30, o empresário Martin Goodman viu o crescente sucesso dos quadrinhos e decidiu investir cada vez mais. Para isso, chamou Joe Simon para se tornar o primeiro editor da recém-formada Timely, empresa que, futuramente, seria conhecida como Marvel. Joe Simon, por sua vez, chamou também conhecidos para sua equipe como Jack Kirby e Syd Shores (que se tornariam nomes conhecidos do mundo dos quadrinhos depois).

quinta-feira, 19 de abril de 2012

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 675

- Supergirl Annual 2 (Dezembro de 2010)
> Publicada no Brasil na revista Universo DC nº 20, pela editora Panini


Histórias:

* "Supergirl and the Legion of Super-Heroes" - Escrita por Sterling Gates, desenhada por Matt Camp e Marco Rudy

Já foi contado como o Superboy visitou o futuro com seus amigos legionários. Mas... e a Supergirl?

Após retornar de uma missão no planeta Bizarro, a nave que a trazia explode e Kara vai parar... no futuro. Os legionários já a conhecem das "lendas" e ela também os conhece de tanto que seu primo, Superman, já falou sobre eles. Portanto, a interação entre Supergirl e a Legião é imediata.

A aventura mostra mais uma dos experimentos de Brainiac 5 dando errado e ocasionando a invasão de uma entidade dimensional conhecida como Satânica, que está dominando o planeta e até mesmo tornando seus colegas em criaturas malignas.

Supergirl e Brainiac 5, apesar das inúmeras diferenças e discussões, tem que enfrentar, sozinhos, toda uma realidade transformada e desfazer a invasão dimensional. O maquinário de Brainiac 5 faz efeito (no momento em que ele é atingido mortalmente pela vilã) e a realidade volta ao normal.

Voltando a seus próprio tempo, Supergirl esquece tudo o que viu no futuro graças aos poderes mentais de Satúrnia (truque que a legionária faz com o Superboy, para que ele também esqueça o futuro). Nem mesmo sua trágica morte, que ela pôde constatar no Museu ao Superman, é lembrada. Mas Brainiac 5 sabe, e decide que tentará avisar Kara de alguma forma... para que ela escape de seu destino.

Interessante história de integraçao entre Supergirl e Brainiac 5, um casal que não se bica inicialmente mas, assim como no passado, inicia aqui um romance que se tornará cada vez mais intenso como o passar do tempo.

E AQUI TERMINAMOS NOSSA VIAGEM PELO FUTURO, COM O ÚLTIMO ARTIGO SOBRE A LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS. AS AVENTURAS INÉDITAS DOS LEGIONÁRIOS CONTINUAM NAS REVISTAS PUBLICADAS PELA EDITORA PANINI.

AGRADEÇO A TODOS PELA AUDIÊNCIA, DÚVIDAS, BRONCAS, IDÉIAS, INFORMAÇÕES, SUGESTÕES... E, DESDE JÁ, AGUARDO VOCÊS PARA MAIS UMA EMPREITADA ACOMPANHANDO A HISTÓRIA CRONOLÓGICA DE UM FAMOSO SUPER-HERÓI.

E, MAIS DO QUE NUNCA...

VIDA LONGA À LEGIÃO!!!!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 674

 - Adventure Comics 520 (Janeiro de 2011)
> Publicada no Brasil na revista Universo DC nº 18, pela editora Panini


Histórias:

* "Tragedy" - Escrita por Paul Levitz, desenhada por Kevin Sharpe, artefinalizado por Marlo Alquiza

A saga da perseguição ao criminoso Zaryan termina de uma forma trágica, mas já conhecida dos antigos leitores. Muitas pontas soltas e mistérios tambéms são solucionados nessa edição.

Por não ser novidade, a edição não faz muito mistério quanto ao herói que irá morrer: Relâmpago.

A voz fantasmagórica que vem assombrando a sede da Legião trata-se de Mon-El, que está preso na Zona Fantasma e só pode comunicar através de sussurros, sem poder ser visto ou tocado. Em sua forma intangível, o herói pode ver o momento exato em que Satúrnia recebe uma mensagem de Naltor, onde os habitantes tem o poder de prever o futuro (e de onde virá a futura legionária Sonhadora). Tentando impedir que o colega morra, Satúrnia usa seus poderes mentais para burlar a eleição de novo líder, elegendo a ela mesma para tomar lugar de quem está predestinado.

O destino é irônico e, mesmo com as manipulações de Satúrnia, a previsão naltoriana se cumpre. Relâmpago, ao tentar salvar Satúrnia (quando esta simplesmente tentava salvá-lo), toma o seu lugar... e morre, atingido pelo raio de Zaryan. Com o colega morrendo em seus braços, Satúrnia assume, pela primeira vez, que o ama.

A legionária tenciona deixar o grupo depois da tragédia, mas é convencida por Cósmico que anuncia que uma nova eleição foi feita... dando a Satúrnia a liderança do grupo. Ela decide, então, ficar e fazer o possível para encontrar uma forma de reverter o efeito do raio que matou Relâmpago, uma vez que seu corpo está conservado pela eletricidade e ela ter esperança de que isso é possível.

Um conto do passado da Legião que, para aqueles que conhecem, a ressurreição de Relâmpago foi possível graças as varinhas de metal criadas por Brainiac mais adiante.

terça-feira, 17 de abril de 2012

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 673

- Adventure Comics 519 (Dezembro de 2010)
> Publicada no Brasil na revista Universo DC nº 18, pela editora Panini


Histórias:

* "Playing Hooky II" - Escrita por Paul Levitz, desenhada por Eduardo Pansica, artefinalizado por Eber Ferreira

Os legionários continuam perseguindo o criminoso Zaryan. Dessa vez quem toma a iniciativa são Camaleão, Rapaz Invisível e Violeta. Com seus poderes furtivos (respectivamente: mudar de forma, ficar invisível, encolher o próprio tamanho), informalmente está formado o primeiro Esquadrão de Espionagem da Legião.

E os três legionários fundadores (Cósmico, Relâmpago e Satúrnia), juntamente com Brainiac 5 (que teve a idéia), fazem um caminho inverso de quando conheceram o Superboy. Ao invés de levá-lo para conhecer o futuro, são eles quem ficam em Smallville para se virar como podem com as situações do presente. Dessa forma, passam por situações muito incomuns (para eles) como tomar chuva, enfrentar um ciclone, levantar um celeiro de madeira, comer torta de maçã e olhar as estrelas ao luar.

Apesar da idéia vir de Brainiac 5, existe bem menos simplicidade nessa idéia do que se supõe. Uma sonda mecânica, com o formato de um dos robôs de Brainiac (chamado aqui de Brainiac Zero) chega até a Terra para capturar o maquinário mais moderno do planeta: a nave que trouxe Kal-El, o Superboy, de Krypton. Como os legionários estão no local, conseguem impedir que o robô leve a nave... na verdade, Brainiac 5 é quem o detém.

Essa premeditação da viagem temporal faz com que Brainiac 5 revele outro segredo muito importante. Tentar deter as sondas de seus antepassado vilão, foi o motivo para, em sua primeira viagem temporal, levar os legionários ao tempo do Superboy, e não do Superman como planejava inicialmente R. J. Brande. Até então, todos achavam que foi um erro de cálculo de Brainiac 5. Mas aqui, ele prova que todas as suas ações, até seus aparentes erros... são sempre parte de um plano (ou cálculo) maior.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 672

 - Adventure Comics 518 (Novembro de 2010)
> Publicada no Brasil na revista Universo DC nº 17, pela editora Panini


Histórias:

* "Whispers of Doom" - Escrita por Paul Levitz, desenhada por Kevin Sharpe, artefinalizado por Marlo Alquiza

Os legionários (agora com mais integrantes) tentam capturar o criminoso Zaryan (responsável indireto pela primeira missão de Satúrnia, no qual ela viu uma policial ser baleada. Acabam conseguindo uma pequena vitória contra suas tropas no planeta Naltor (onde, futuramente, surgirá a legionária Sonhadora que, ainda jovem, prevê a morte de um legionário!).

Na sede da Legião, uma estranha conversa contada pelos corredores. Alguns legionários sentem uma estranha e invisível presença, como se a sede estivesse mal assombrada. Isso acaba virando uma espécie de lenda urbana entre o grupo, já que nada foi provado a respeito. Mas Superboy, ao visitar o salão dedicado a suas aventuras como Superman, ouve claramente alguém sussurrar para que ele volte para sua época. Mesmo com sua super-visão, o herói não consegue encontrar quem possa ter dito isso, o que reforça ainda mais a lenda da sede assombrada. Em tempo: não se trata do Rapaz Invisível, uma vez que esse também está assustado com o sobrenatural acontecimento.

Continua...

domingo, 15 de abril de 2012

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 671

 - Adventure Comics 517 (Outubro de 2010)
> Publicada no Brasil na revista Universo DC nº 16, pela editora Panini


Histórias:

* "Saturn Rising" - Escrita por Paul Levitz, desenhada por Kevin Sharpe, artefinalizado por Marlo Alquiza

Quando a Legião se limitava a um trio de integrantes, existia uma grande diferença no que diz respeito a poderes dos mesmos. Cósmico era capaz de usar poderes magnéticos; Relâmpago disparava rajadas elétricas. Ambos, desde que treinados, poderiam servir perfeitamente no ataque a um inimigo. Mas... e Satúrnia? Seu poder era leitura e controle mental, mas era o poder mais, digamos, passivo de todos. Em uma batalha contra robôs, por exemplo (como é mostrado nessa história), de que ela seria útil. Esse conto mostra justamente a adaptação da heroína a um novo grupo e como ela poderia ser útil, afinal.

Além da diferença de poderes, há também a questão de que se tratam de três jovens. Pode-se dizer... um triângulo. Satúrnia é formosa, mas um tanto introvertida, principalmente por pertencer a um grupo com dois rapazes. Em uma das primeiras missões, justamente ela distrai uma policial, que acaba sendo baleada. Desnorteada, Satúrnia é confortada por Cósmico... e amanhece na cama... ao lado dele. Contra seus princípios, a jovem usa seus poderes para apagar a noite (seja lá o que tivesse acontecido) da mente do colega. E se fecha mais ainda para relacionamentos. É quando Brainiac 5 anuncia que acaba de criar a Bolha Temporal, que poderá levar a Legião até a época do Superboy... mítico herói e paixão platônica de Satúrnia.

Continua...

sábado, 14 de abril de 2012

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 670

 - DC Universe: Legacies 6 (Dezembro de 2010)
> Publicada no Brasil na revista Universo DC nº 15, pela editora Panini


Histórias:

* "Snapshot: Revision" - Escrita por Len Wein, desenhada por Keith Giffen, artefinalizado por Al Milgrom

Um hilário conto onde o leitor, de certa forma, é vingado pelas últimas confusões editoriais pelo qual a Legião passa. Temos uma legião bem mais jovem, em início de carreira, que voltou no tempo e se encontrou com um Clark Kent que acaba de adotar a identidade de Superboy. E temos outra Legião, mais madura, que também volta no tempo e se encontra com o mesmo Clark Kent. Afinal, qual Legião... ou melhor... a Legião de QUAL PERÍODO está em contato com o Superboy?

A história se inicia com o contato clássico, com a Legião ainda jovem, formada apenas por Cósmico, Relâmpago e Satúrnia, se encontrando com Clark. Em meio ao convite para que ele ingresse no grupo, uma segunda bolha temporal traz uma Legião, de alguns anos mais no futuro, pedindo que o jovem não vá com o primeiro grupo. E assim, sucessivamente, outras bolhas de outros períodos diferentes começam a chegar, trazendo novos legionários (ou os mesmos legionários de outros períodos) e acabam discutindo em pleno quintal dos Kents.

Clark, no meio daquela confusão, pede um minuto da atenção. Devolve o anel e, sabiamente, pede para entrarem em um consenso e só voltarem quando todos estiverem de acordo com o que significa ser um legionário.

A+:

* O primeiro contato da Legião com o jovem Clark Kent aconteceu quando este tinha apenas 14 anos.

* A minissérie Legacies tentava por um pouco de ordem na bagunça que se tornou a cronologia da DC Comics, apresentando fatos inéditos em eventos importantes no universo dos personagens dessa editora.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 669

 - Adventure Comics 516 (Setembro de 2010)
> Publicada no Brasil na revista Universo DC nº 15, pela editora Panini


Histórias:

* "Brande Speaks" - Escrita por Paul Levitz, desenhada por Kevin Sharpe, artefinalizado por Marlo Alquiza

A leitura do testamento de R.J. Brande, na forma de um holagrama onde o próprio reconta a origem e as motivações dele financiar o grupo.

Alguns detalhes inéditos são mostrados, como a origem do próprio empresário, alienígena transmorfo nascido em Durla que encontra uma espécie de biblioteca em seu devastado planeta. Tem então contato com algo que lhe abriu a mente: revistas em quadrinhos, onde pôde se encantar com um mítico ser do passado chamado... Superman. A partir de então, o alienígena tem como objetivo reviver a glória daquele passado de alguma forma. Sai de seu planeta natal e se torna um empresário que recupera estrelas moribundas para planetas que necessitem delas para viver.

Milionário e bem sucedido em seu negócio, Brande sofre um atentado em uma viagem de negócios, mas o mesmo é impedido por três jovens alienígenas que servem de base para realização do seu sonho. Os três jovens tornam-se Cósmico, Relâmpago e Satúrnia, os três primeiros heróis e fundadores da futura Legião dos Super-Heróis.

Como finalização do testamento, o dinheiro é investido no grupo, parte ficando com seu filho legítimo, o também durlaniano Camaleão, e parte para que Brainiac 5 possa desenvolver mais seus experimentos. Esse último, surpreso, fica sabendo que a recompensa se deve a realização máxima do sonho de Brande. Afinal, foi ele quem criou a primeira bolha temporal, possibilitando a viagem ao passado para encontrar Superman. Enfim, a viagem na verdade os levou a encontrar Clark Kent mais jovem, começando a agir como Superboy, mas era um sonho que se tornava realidade para o bondoso empresário.

A+:

* Apesar da história mostrar os legionários mais maduros, quem participa dessa viagem ao futuro não é o Superman, mas sim ele mesmo ainda mais jovem, como Superboy. O jovem herói parece mais a vontade do que do último encontro com essa versão mais velha de seus amigos. De certa forma, essa decisão dos autores da história mantém o Superboy como integrante da equipe e não o herói como adulto (algo que nunca aconteceu).

* Ainda fissurado em estudar a resistência das baratas, Brainiac 5, ao chegar ao passado para dar carona para Superboy, faz questão de adquirir alguns espécimes de "parcoblatta pennsylvanica", uma espécie de barata que vive em madeira apodrecida ou dentro de árvores, comum nos Estados Unidos.

* O durlaniano que se tornaria R.J. Brande, nasceu em um planeta Durla que passava por um estado caótico, devido a consequência da Guerra dos Seis Minutos. Sendo um povo anteriormente belicoso e violento, os durlanianos destruíram sua civilização nessa guerra, deixando um planeta tomado por radiações decorrentes de suas bombas. Essa radiação causou tamanha mutação nos sobreviventes e em seus descendentes, que chegaram ao ponto de serem capazes de mudar a forma do próprio corpo, capacidade utilizada por todos os durlanianos futuramente (inclusive pelo herói Camaleão, que também é durlaniano).

* Nessa nova versão, Brande fica bilionário graças a criação de sua tecnologia para recuperar estrelas mortas. Era uma forma de usar, de forma benéfica, os armamentos nucleares que destruíram seu povo. Em versões anteriores, o personagem enriqueceu graças a criação de portais estelares, que possibilitavam saltos no espaço e desenvolveram o comércio entre planetas distantes.

* A revista Adventure Comics, apesar de dominada predominantemente pelas histórias da Legião, agora tem um novo "inquilino" como história secundária. O herói capaz de reduzir de tamanho, Eléktron (Atom). O título também passa a adotar sua numeração original, continuando, daqui, do número 516.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 668

 - Superman/Batman 75 (Outubro de 2010)
> Publicada no Brasil na revista Universo DC nº 15, pela editora Panini


Histórias:

* "Ressurrection" - Escrita por Paul Levitz, desenhada por Jerry Ordway

A Legião persegue um fanático por Lex Luthor que acredita que sua missão é matar o Superman e rouba uma Bolha do Tempo do laboratório de Brainiac 5 para voltar ao tempo e cumprir seu intento. O vilão tem a própria pele emanando radiação de kriptonita e atinge tanto o Superman quanto o Superboy (voltando mais um pouco no tempo, enquanto Batman cuida do debilitado herói adulto).

Aqui, trata-se da Legião adulta, motivo pelo qual o Superboy estranha o visual de seus amigos (que, naquela época, eram conhecidos, porém, bem mais jovens).

Esta é uma das histórias comemorativas do número 75 da revista Superman/Batman. Apesar disso, a dupla fica em segundo plano para que a Legião possa agir.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 667


 - Adventure Comics 12 (Agosto de 2010)
> Publicada no Brasil na revista Universo DC nº 14, pela editora Panini


Histórias:

* "Playing Hooky" - Escrita por Paul Levitz, desenhada por Kevin Sharpe e Marlo Alquiza, artefinalizada por Marc Deering

A revista Adventure Comics aproveita o gancho da minissérie Superman: Origem Secreta e mostra os primeiros dias do jovem Clark Kent (ainda como o inexperiente Superboy) ao lado de seus amigos do futuro: a Legião dos Super-Heróis.

Levado por Brainiac 5, Superboy se encontra com uma versão da Legião muito mais jovem do que os leitores estão acostumados. O garoto de aço aproveita sua estadia no futuro para fazer tudo aquilo que sua identidade secreta não permite em sua época. Ou seja, participar de um jogo de beisebol, de uma festa ou até mesmo beijar uma garota sem sem se preocupar que sua visão de calor destrua tudo torna-se algo corriqueiro quando feito com amigos com superpoderes... e sem ter que se esconder por trás de uma identidade secreta ou mesmo conter sua força.

Uma singela e leve história atualizada, mas com clima das ingênuas e descompromissadas histórias da década de 60, onde os heróis não se preocupavam tanto em enfrentar supervilões psicopatas.

A+:

* Por mais inteligente que seja, a grande frustração de Brainiac 5 é não conseguir inventar algo contra inimigos milenares e sempre presentes: baratas! Ele revela odiar baratas, não apenas por ter nojo, mas por elas sempre resistirem a qualquer arma que ele possa criar.

* Clark Kent, confiando nas informações de seus amigos do futuro, faz algo pela primeira vez que, até então, não acreditava ser capaz: voa até o espaço. Para se ter uma idéia, com a idade em que é mostrado, sua mãe o alertava para nem mesmo sair dos limites de Smallville. Ele sequer conhecia, então, a famosa Metropolis, cidade no qual ficaria famoso quando se tornasse Superman.

* Paul Levitz, lendário escritor que teve importante participação nas histórias da Legião nas décadas de 70 e 80, volta a escrever histórias para o grupo. Levitz, que ocupou a importante vaga de publisher da editora DC Comics, voltou a escrever após deixar o cargo.

* A capa alternativa utilizada para essa edição, desenhada por Lee Bermejo, homenageia a Saga das Trevas Eternas, uma das mais emblemáticas histórias da Legião (e dos quadrinhos de super-heróis), no qual Paul Levitz também foi responsável, juntamente ao desenhista Keith Giffen.

terça-feira, 10 de abril de 2012

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 666

 - Adventure Comics 11 (Julho de 2010)
> Publicada no Brasil na revista Superman nº 106 pela editora Panini


Histórias:

* "Man of Valor - Finale" - Escrita por James Robinson, desenhada por Bernard Chang

Mon-El auxilia em levar as cidades engarrafadas por Brainiac para planetas onde podem recomeçar sua civilização. Interessante notar aqui a gênese de várias raças como a dos titanianos. Na verdade trata-se de uma raça de telepatas conhecida como lathonianos. O mundo deles foi destruído por Brainiac e Mon-El encontrou em uma das luas de Saturno, Titã, o único local ideal para reiniciarem sua vida. O problema é que o local é regido por Jemm, o Filho de Saturno. Os próprios lathonianos, no entanto, prometem seguir Jemm como seu monarca e até mesmo mudariam o nome de sua raça para titanianos (em relação a lua que habitariam). Jemm aceita a idéia e assim surgiu a raça dos telepatas titanianos que, mil anos no futuro, daria a Legião uma de suas integrantes fundadoras: Satúrnia.

Mas, no decorrer da missão, Mon-El mostra estar cada vez mais debilitado. Sua imunidade contra o chumbo está terminando e nem mesmo o soro criado por Brainiac 5 é capaz de conter o envenenamento. Sua única saída é voltar para a Zona Fantasma, algo que, para ele, seria tão terrível a ponto dele preferir a morte.

Superboy e Camaleão o convencem de que ele deve enfrentar essa nova provação com o mesmo heroísmo que levou sua vida. E que, um dia, ele seria liberto desse exílio fantasmagórico. Mon-El aceita e se despede de seus amigos, entrando na Zona Fantasma.

Mil anos depois, em uma época em que a Legião acabara de ser formada e seus integrantes ainda eram muito jovens, um jovial Superboy extende as mãos dentro da Zona Fantasma e retira Mon-El para conhecer seus colegas legionários... novamente, pela primeira vez.
A+:

* Mon-El (que também já foi chamado de Valor) surgiu no presente mas, devido a seu envenenamento por chumbo, ficou mil anos preso na Zona Fantasma (uma dimensão neutra onde o tempo e o espaço não existem). Devido a seu exílio, tem forte ligação com a Legião.

Mas o herói de mil anos passados também tornou-se uma lenda no futuro, para não dizer uma religião. Uma reformulação do herói, mostra que ele foi responsável pela colonização de vários planetas, que se tornaram, futuramente, as principais potências da Federação dos Planetas Unidos. Toda a cultura e civilização futura, portanto, se deve a suas ações passadas. Com isso, várias dessas culturas o consideram uma espécie de deus, responsável por sua existência.

Nessa nova visão da história de Mon-El, de certa forma, ele também é responsável por salvar civilizações inteiras e as deixar no futuro, onde formarão importantes potências interplanetárias.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 665

- Adventure Comics 11 (Julho de 2010)
> Publicada no Brasil na revista Superman nº 106 pela editora Panini


Histórias:

* "The Epilogue Is The Future" - Escrita por Sterling Gates, desenhada por Travis Moore, artefinalizada por Júlio Ferreira

A primeira (e mais curta) história dessa edição mostra o início da missão no qual os legionários (o Esquadrão de Espionagem) irão semear as cidades engarrafadas em novos planetas. A primeira dela é Nova Durla, cidade povoada pelos durlanianos, ancestrais do legionário Camaleão, líder do Esquadrão. Um início simbólico, uma vez que toda a missão foi ditada em testamento por R.J. Brande, financiador da Legião e, secretamente, pai do Camaleão.

É mostrado também o destino final do vilão Brainiac, levado por seu descendente legionário Brainiac 5. Dentro da nave, o vilão consegue escapar e tenta matar o legionário, não antes de roubar todo conhecimento futuro que ele traz. É quando o herói recebe uma ajuda surpreendente (porém, planejada): Vril Dox, considerado o Brainiac 2, filho do vilão e também pertencente a linhagem do legionário. Dox, apesar de herói, é conhecido por sua frieza e falta de escrúpulos para alcançar seus objetivos... apesar de serem bem menos vilanescos que os do seu pai. Um fim ideal para o vilão, ser detido por Dox e seu grupo conhecido como Rebeldes.

Brainiac retorna ao futuro e é recepcionado com alegria por seus amigos da Legião.

Faltam chegar os integrantes do Esquadrão de Espionagem, que ainda irão terminar a missão no "passado".

domingo, 8 de abril de 2012

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 664

 - Superman: Last Stand of New Krypton 3 (Junho de 2010)
> Publicada no Brasil na revista Superman nº 105 pela editora Panini


Histórias:

* "This Is the Way the World Ends" - Escrita por James Robinson e Sterling Gates, desenhada por Pete Woods

A nave da Brainiac começa a despencar, devido as cidades engarrafadas que transporta estarem voltando ao normal (graças as artimanhas de Lex Luthor). Devido a isso, Mon-El reluta em partir com os legionários (que irão semear as cidades em novos planetas). Mas o próprio Superman deixa-o tranquilo, afinal, ele mesmo, Superboy e Supergirl cuidarão da nova ameaça. Sendo assim, Mon-El parte salvando as cidades engarrafadas... e o futuro.

Em Nova Kandor, Brainiac 5 consegue deter o aumento das cidades, salvando todos. Ainda consegue estancar o grave ferimento feito em Superman, devido a queda da nave do vilão.

Superman impede de o General Zod mate Brainiac, que é levado por Brainiac 5 para o futuro. O legionário alerta do perigo que se abaterá sobre Supergirl... e pede que ela tome cuidado com sua mãe.

Todos os legionários terminam a primeira etapa missão neste ponto e partem para semear as cidades que serão importantes civilazação em um futuro... que agora está fora de perigo.

sábado, 7 de abril de 2012

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 663

 - Superman 699 (Junho de 2010)
> Publicada no Brasil na revista Superman nº 105 pela editora Panini


Histórias:

* "Irony In Ire" - Escrita por James Robinson, desenhada por Bernard Chang

Mon-El consegue escapar da prisão de Brainiac e se juntar aos outros legionários. Juntos, eles conseguem recuperar as cidades engarrafadas pelo vilão, que serão importantes na formação dos mundos do futuro. A primeira etapa da missão está completa. É hora de partir e semear as cidades engarrafadas, algumas em novos planetas (uma vez que Brainiac destruía os mundos dos quais reduzia suas capitais). Mon-El é convocado para seguir com os legionários nessa tarefa. Meio a contragosto, pois sente como se estivesse abandonando Superman, o daxamita aceita.

Supergirl e Brainiac 5, graças a Superman, conseguem recuperar a cidade de Nova Kandor, devolver a seu lugar, e fazer com que ela volte ao tamanho normal.

Dentro da nave de Brainiac, Lex Luthor também faz com que uma cidade inteira comece a voltar ao tamanho normal, condenando a todos que estão a bordo.