segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O DIÁRIO DE STEVE ROGERS - Parte 194

 - Captain America and the Falcon 192 (Dezembro de 1975)
> Publicada no Brasil na revista Capitão América nº 14, pela Editora Bloch ("O Vôo do Perigo")


História:

* "Mad-Flight" - Escrita por Marv Wolfman, desenhada por Frank Robbins, artefinalizada por D. Bruce Berry

Voltando de Los Angeles, onde houve o julgamento do Falcão, o Capitão América tem urgência em chegar em New York. Sua pressa chega a fazê-lo usar a sua credencial prioritária da SHIELD para embarcar em um vôo fretado. Para seu espanto, o avião em que embarca está ocupado por vários criminosos. Até mesmo a "aeromoça" está a caráter, vestida apenas com munições, solicitando que os passageiros deixem suas armas com ela. Apesar disso, o herói consegue passar com seu escudo, embaixo de suas roupas.

Como se as coisas já não estivessem ruins (e a situação beirava o cômico, com Steve Rogers tentando se ambientar entre os criminosos), o anfitrião desse vôo é um velho conhecido do herói: o vilão Doutor Faustus. Tudo não passa de uma espécie de reunião onde o vilão organiza um ataque a Manhattan, para onde se encaminham, utilizando armas obsoletas e roubadas da Stark International (mas que, ainda assim, são mais modernas que as da polícia local). Uma dessas armas é uma espécie de raio que paralisa a pessoa escolhida como alvo, por vezes com resultados irreversíveis. Diante da revelação desse plano, Rogers vai até o banheiro e se troca, surgindo como o Capitão América.

Ao lutar com os criminosos (até então levando a melhor), o Capitão América é atingido pelo raio paralisante, dando a Faustus tempo suficiente para mandar um recado para os novaiorquinos. Para sua surpresa, o herói logo se recupera e retoma a luta. No meio da confusão, um tiro é disparado, causando a descompressão da nave. Faustus é sugado para fora do avião e os demais só não tem o mesmo destino porque o Capitão América lança seu escudo no rombo do avião, impedindo que mais criminosos sejam lançados.

Diante de um avião com um rombo, o herói faz o que pode para mantê-lo estabilizado e conseguir pousá-lo no aeroporto. O problema é que ele já está concentrado no pouso, não tendo tempo de se defender dos criminosos que agora o ameaçam. É quando tem a idéia de se comunicar com a torre e dizer que aquele é o vôo 9-1-1. Esse é o código para se chamar a polícia, que logo lota o aeroporto e, assim que pousam, livram o herói, prendendo todos os criminosos presentes.

A+:

* A "aeromoça" vestida apenas com munições seria mais do que uma sexy ajudante de vilão. A coadjuvante era Karla Soften, que seria, futuramente, a vilã conhecida como Rocha Lunar. Apesar de ser apresentada como uma espécie de "faustete", vale lembrar que Karla também era psicóloga, assim com o vilão Doutor Faustus.

* Primeira história da revista Capitão América "E" Falcão onde o segundo não aparece.

* Última edição desenhada por Frank Robbins.

* O último quadro da história apresenta uma imagem do Capitão América desenhado por Jack Kirby. Não era apenas propaganda da editora. De fato, o lendário desenhista voltaria a trabalhar com o Capitão na próxima história.

* História com um certo ritmo de James Bond em sua ação. Inclusive com um toque de criminosos um tanto quanto bizarros, como é o caso de Salto Alto, que utiliza tamancos de plataforma como sua marca registrada.

4 comentários:

Anônimo disse...

"Última edição desenhada por Frank Robbins" Nossa ainda bem q ele durou pouco! A arte dele era horrível!!!! [Eu gostava do John Romita Sr -e não tenho nada contra o Sal Bucema] mas esse Frank não sei como manteve o emprego!

"O último quadro da história apresenta uma imagem do Capitão América desenhado por Jack Kirby. De fato, o lendário desenhista voltaria a trabalhar com o Capitão na próxima história." Depois do estrago q foi o Frank, só mesmo o próprio Jack Kirby para arrumar isso.

Marcos, se vc gostava do cara me desculpa mesmo. Mas note q até ele não ir embora eu nunca disse nada contra ele. :)

Por falar em James Bond, vc já viu Skyfall???

Beijos
Jovie

Dark Marcos disse...

Sobre o Robbins, entendo seu ponto de vista e, acredite, até ele entenderia.

Frank Robbins é muito talentoso, mas sua arte, definitivamente, não casava bem com a narrativa do gênero super-heróis. Pelo menos não no formato de revista mensal. A arte de Robbins era mais eficiente em tiras de jornal.

Enfim, o REI está de volta!

E, não, ainda não vi Skyfall. Mas estou curioso em ver o novo Bond.

Anônimo disse...

Ele fazia tiras em jornal? COMO ele conseguiu pegar o Capitão América?
Mas se mesmo ele sabe que a arte é horrível isso quer dizer alguma coisa, não?

Beijos
J.

Dark Marcos disse...

Não é que ele soubesse que fosse horrível. A verdade é que ele era um profissional competente. Apenas não se encaixava no ritmo de uma revista mensal. Mas editores nem sempre são figuras sábias na indústria dos quadrinhos...