domingo, 28 de fevereiro de 2010

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 57


- Adventure Comics 354 (Março de 1967)

Histórias:

* "The Adult Legion" - Escrita por Jim Shooter e Mort Weisinger, desenhada por Jim Shooter e Curt Swan

A Legião dos Super-Heróis Adulta (ou o futuro do futuro).

Curioso como os desenhos de Curt Swan tem um ar sério, tornando seus personagens mais adultos. Talvez, por isso, sua arte predomina nesta aventura, apesar dos créditos da arte a Jim Shooter. E mais curioso ainda é ver as versões adultas dos heróis juvenis, não poupando os sinais da idade como rugas, calvície e... um pouco de obesidade.

Superman vai até o futuro para visitar seus amigos legionários (apesar de as aventuras com o grupo terem sido na época em que era Superboy) e acaba vislumbrando uma versão (ainda mais) futura da Metropolis do século XXX. Nela, a pequena sede da Legião agora é um enorme complexo de uma cidade ainda mais futurista. Seus colegas de grupo, agora adultos, estão casados entre eles e até apresentando algumas novidades, como o casado e praticamente aposentado Lobo Cinzento, que pouco apareceu nas aventuras corriqueiras.

Além dos inusitados (e outros nem tanto) casamentos entre os membros, é mostrado também os filhos desses casais, que adquiriram poderes semelhantes a seus pais. Outra novidade são os importantes cargos que alguns legionários assumiram, como o Digestor, que agora é o presidente de seu mundo.

Mas nem tudo são flores e alguém anda sabotando as atividades e maquinários da Legião, em alguns casos até mesmo com ataques terroristas no intento de se livrar dos heróis. E tudo indica que pode ser um de seus próprios integrantes. A brincadeira aqui é descobrir quem é o misterioso encapuzado, que demonstra ter poderes e até certa invulnerabilidade contra os amadurecidos heróis.

No final é descoberto que o vilão é ninguém menos que... Ferro???? Mas ele não havia morrido??? Sim, havia. Na verdade, continua morto. O atual "Ferro" é o irmão gêmeo do antigo herói, que procura vingança contra os legionários pela morte de seu ente querido. Mas há mais do que isso por trás dos ataques. Apesar de seus motivos em atacar a Legião, parece que alguém o está manipulando para derrotar os heróis. De fato, como é mostrado, ele está sob a influência mental da Rainha de Saturno (integrante a Legião dos Super-Vilões). Mas esta influência é desfeita e o segundo Ferro se desculpa com os legionários, sabendo que seu irmão se sacrificou como um verdadeiro herói.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 56

- Adventure Comics 352 e 353 (Janeiro e Fevereiro de 1967)

Histórias:

* "The Fatal Five" - Escrita por Jim Shooter e Mort Weisinger, desenhada por Jim Shooter e Curt Swan
* "The Doomed Legionnaire" - Escrita por Jim Shooter e Mort Weisinger, desenhada por Jim Shooter e Curt Swan


Os Cinco Fatais.

Ao longo das publicações de suas histórias, a Legião dos Super-Heróis começou a acumular uma série de novos personagens, sejam eles heróis, vilões ou mesmo coadjuvantes. Mesmo assim, ainda faltava algum arqui inimigo que fizesse frente não só a um dos integrantes (como vinha se fazendo nos roteiros) mas a todos os legionários. Os Cinco Fatais surgiram com força suficiente para fazer frente aos jovens heróis. O mais interessante é que surgiram de uma forma pouco comum em se tratando de inimigos. Ao invés de simplesmente estrearem como ameaça... foram convocados para... ajudar os heróis! Ou, como diria uma das narrações da história: "você pode imaginar o FBI se unindo a Mafia?"

Dessa vez a ameaça é grande até mesmo para a Legião. Ela não só oferece perigo para o planeta... como para todo o Sistema Solar. Surge o Devorador de Sóis, uma criatura gigantesca que se alimenta de astros celestes e está em rota de "alimentação" com o Sol. Para tentar impedir o monstro, a Legião tenta localizar todo e qualquer herói espalhado pelo Universo. Mas, a busca não rende muito. Alguns estão distantes demais, outros ocupados demais com os problemas de seus próprios mundos e ainda há outros que estão pouco se importando (devorador de sóis no sistema solar dos outros é refresco).

Como não há heróis suficientes para ajudar... a Legião é obrigada a apelar para os vilões. Seleciona, então, cinco dos principais criminosos do Universo: Imperatriz Esmeralda, vilã que carrega o objeto místico conhecido como Olho de Ekron, que obedece a seus comandos e é capaz de disparar rajadas poderosíssimas; Mano, mutante alienígena que nasceu com um toque de antimatéria em sua mão direita, capaz de desintegrar até mesmo um planeta inteiro (como fez com o seu mundo natal - só pra ter uma idéia da maldade do indivíduo); Persuasor, espécie de guerreiro e mercenário dotado de um enorme machado capaz de cortar absolutamente tudo, em nível atômico de acordo com seus comandos; Tharok, criminoso que perdeu metade de seu corpo, que foi substituída por peças robóticas - é dotado de inteligência superior e faz o papel de líder do grupo de vilões; Validus, enorme criatura, pouco inteligente (e até infantil), que se enfurece com facilidade e dispara rajadas de energia de seu cérebro exposto. Curiosamente, esses vilões agiam isoladamente e foram reunidos pela primeira vez graças a convocação da Legião.

Tharok, arrogantemente, lidera tanto o seu pequeno grupo de aliados quanto os Legionários remanescentes. O vilão conduz o ataque do Devorador tanto em inovações tecnológicas quanto estratégicas. Sua primeira investida surte pouco efeito e a criatura se aproxima perigosamente do Sol. Como última esperança, Tharok cria um bomba especial que deve ser detonada no núcleo do monstro. Superboy, o mais poderoso dos presentes, se oferece para levar a bomba até o local correto. Mas o legionário Ferro, não aceitando que Superboy se arrisque, decide ele mesmo se lançar na missão suicida, rouba a bomba... e morre ao ser vaporizado pela explosão.

Resolvida a situação de forma tão dramática, os vilões decidem se unir para derrubar a Legião dos Super-Heróis. Estava criado o grupo que seria conhecido como Cinco Fatais. Mas, diferente de um sentimento de amizade que poderia uni-los, o quinteto de vilões se desentende já no primeiro ataque. Validus, criatura que até então era controlada pelo manipulador Tharok, mostra-se instável e se vira contra todos (legionários e fatais). Essa instabilidade é notada pela legionária Projectra, que vale-se do argumento de que Validus, ingenuamente, a tentava proteger do Devorador (algo como uma relação "a bela e a fera" versão Legião). As rajadas do cérebro de Validus contra o machado atômico do Persuasor faz com que os Cinco Fatais sumam da base da Legião, deixando o mistério do que aconteceu a eles.

Resta a Legião lamentar a morte do valoroso Ferro, que se sacrificou para salvar a todos... sejam eles heróis ou vilões.






quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 55



- Adventure Comics 350 e 351 (Novembro e Dezembro de 1966)

Histórias:

* "The Outcast Super-Heroes" - Escrita por E. Nelson Bridwell e Mort Weisinger, desenhada por Curt Swan * "The Forgotten Legion" - Escrita por E. Nelson Bridwell e Mort Weisinger, desenhada por Curt Swan

R.J. Brande e Feiticeira Branca.

Uma aventura com inúmeras ameaças e decisões... mas também marcadas pelo dobro de reviravoltas. Marca, talvez, do escritor E. Nelson Bridwell, acostumado a escrever quadrinhos pouco convencionais, sendo mais conhecido como um dos colaboradores da revista humorística MAD.

No entanto, a aventura marca duas importantes estréias. R. J. Brande, homem mais rico do século XXX que, entre outras coisas, financiaria as operações do heróis, e o aparecimento da Feiticeira Branca, irmã da personagem Sonhadora, que se tornaria uma legionária mais adiante.

Uma enorme nuvem de kryptonita cobre todo o planeta Terra. Isso significava que Superboy e Supergirl não poderiam permanecer no futuro, uma vez que a substância era mortal para os dois. E as tentivas de dissipar a nuvem, mostram que podem causar uma reação em cadeia e destruir o planeta. Para o bem dos dois, Superboy e Supergirl tem que deixar o grupo.

Para que os dois não se lembrem de suas aventuras no futuro, passam por uma espécie de cirurgia no qual cápsulas de kryptonita seriam colocadas em seus cérebros, numa quantidade mínima que só apagaria suas memórias. Como seus corpos eram invulneráveis a cápsula é levada pela heroína Violeta, que reduz seu tamanho até uma forma microscópica. Superboy e Supergirl voltam a sua época sem ter qualquer lembrança sobre a Legião. Antes de partirem, porém, a dupla insiste que dois andróides tomem seu lugar. São Sir Prize e Miss Terious (trocadilho com as palavras "surpresa" e "mistério" em inglês). Os andróides demonstram poderes muito parecidos com os de Superboy e Supergirl, o que traz certa desconfiança sobre se não seriam eles disfarçados.

No futuro, a Legião recebe um pedido de socorro do bilionário R. J. Brande, que os leva até a ameaça do vilão Príncipe Evillo, capaz de tornar até um herói malvado. Junto a outros vilões, Evillo captura Relâmpago, Digestor e Saltador para levar seus experimentos adiante.

Uma das asseclas de Evillo exige da Legião artefatos que só podem ser conseguidos por Superboy e Supergirl. É então que o grupo parte ao passado para tentar fazer seus companheiros recuperarem a memória. Mas só por um momento, para conseguirem os artefatos. Com os objetos na mão (um tufo de cabelo do vilão Mxyzptlk e a marca dos cascos de Cometa, o supercavalo da Supergirl), a coloboradora de Evillo invoca um feitiço que a tira do transe... fazendo-a voltar a ser a Feiticeira Branca... que também revela ser a irmã da personagem Sonhadora.

E por falar em revelações, descobrimos que os dois andróides são... na verdade... Sonhadora e Astron! Este último, expulso da Legião anteriormente, foi viver com sua amada Sonhadora após a última aventura. O pedido de Superboy e Supergirl, portanto, era para aceitá-lo novamente na Legião.

E por falar no casal de aço, eles conseguem voltar ao futuro sem se preocupar com a nuvem de kryptonita.... graças a um herói da Legião dos Substitutos que é capaz de mudar as cores de qualquer objeto. O poder, aparentemente inútil, fez com que a nuvem verde se tornasse kryptonita azul, que não afetava os heróis. E também fez o mesmo com a cápsula em seus cérebros, recuperando suas memórias.

Como se todas essas reviravoltas já não fosse suficientes, ainda vemos um dos cientistas de Evillo o trair, reimplantando um braço em Relâmpago, trazendo de volta o poder do Saltador e fazendo com que Digestor tivesse, novamente, uma forma mais esbelta. É muito pro vilão, que acaba sendo derrotado. E é muito para qualquer leitor, que acaba zonzo com uma história tão maluca.




segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 54

- Adventure Comics 349 (Outubro de 1966)

Histórias:

* "The Rogue Legionnaire" - Escrita por Jim Shooter e Mort Weisinger, desenhada por Jim Shooter e Curt Swan

Universo.

A expansão proposta pelo jovem Jim Shooter ao mundo da Legião dos Super-Heróis continua com a criação de mais um vilão que se tornaria clássico... Universo! Com uma visual inegavelmente vilanesco, estilo Imperador Ming (de Flash Gordon), Universo pouco aparece atacando o grupo diretamente, mostrando mais as consequências de sua armadilha temporal.

A sede da Legião dos Super-Heróis é invadida pelo vilanesco Universo, mas os heróis já estavam lá esperando-o. Utilizando uma espécie de amuleto, o vilão hipnotiza todos os integrantes, falhando apenas com Brainiac 5, já que este pôde se conter graças a sua mente computadorizada. Mesmo assim, Brainiac 5 não é capaz de enfrentar todos os seus colegas hipnotizados e o vilão consegue seu intento, roubando um Bolha Temporal.

De posse da máquina do tempo da Legião, Universo foge para locais e períodos diferentes na história e os heróis se dividem para tentar capturá-lo. Na verdade, em cada uma das épocas havia uma espécie de emboscada onde os legionários seriam mortos. Dessa forma vemos Camaleão enfrentando incas no Peru de 1300; Violeta utilizando seus poderes encolhedores contra egípcios em Gizé, no Egito de 1243 antes de Cristo; Colossal enfrentando cavaleiros medievais na Inglaterra do ano 693; Satúrnia enfrentando apoiadores da causa de Napoleão na França de 1812 e Brainiac 5 enfrentando guerreiros na antiga Shang-Tu, na China.

Como a Bolha do Tempo reserva foi destruída por Universo, os legionários contam com uma outra máquina do tempo, o Cubo Temporal, criado por um jovem (que ainda vai dar o que falar nas futuras histórias da Legião) em uma feira de ciência do mundo futurista do grupo. A limitação desse Cubo é que cada integrante pode ficar no passado apenas por 24 horas, caso contrário corre o risco de ficar preso aquela época. Cada um dos legionários cai nas armadilhas montadas por Universo, que hipnotiza pessoas em suas respectivas épocas para auxiliá-lo, mas são salvos pelo jovem cienstista que aperfeiçoa o Cubo Temporal e consegue tirá-los do passado nos últimos instantes.

De volta para o futuro, os legionários interceptam Universo que havia voltado antes para destruir o Conselho dos Planetas Unidos. No final da história, o jovem cientista, digno de ser um legionários (se tivesse superpoderes), mostra-se trista pelo fim do vilão, pois revela que, na verdade, ele é seu pai.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 53

- Adventure Comics 348 (Setembro de 1966)

Histórias:

* "Target... 21 Legionnaires" - Escrita por Jim Shooter e Mort Weisinger, desenhada por George Papp e Jim Shooter

Doutor Regulus.

Nem todo integrante da Legião dos Super-Heróis teve uma origem bem definida. Apesar de grande parte deles não serem do planeta Terra, o que explicaria seus poderes "sobre-humanos", muitos outros ganharam suas habilidades quase que de forma acidental. Solar é um dos heróis que, até então, havia sido pouco desenvolvido. Aqui, além de sabermos um pouco mais sobre esse integrante, ele também acaba ganhando um arquiinimigo que se tornaria um dos grandes vilões da Legião.

A fama da Legião dos Super-Heróis já chegou ao ponto de seus integrantes serem considerados celebridades. Isso irrita mais um misterioso novo vilão, conhecido como Doutor Regulus, que, entre outras coisas, sequestra todo o prédio onde funciona a base do supergrupo. Dotado de uma armadura e uma nave toda feita em ouro, o vilão parece conhecer mais sobre cada integrante e, em especial, ter alguma ligação com Solar.

Os legionários invadem a nave de Regulus e são derrotados um a um, percebendo que o vilão já estava preparado para o ataque. Mas um desmemoriado Solar consegue se recuperar no último instante e salvar seus companheiros, deixando o vilão fugir.

Solar, que havia perdido a memória após um ataque de Regulus, não só a recupera como também as lembranças a respeito do inimigo. O pai de Solar era um dos fundadores de um complexo nuclear, onde Regulus dirigia um experimento de reprodução de luz e calor solar através dos isótopos do ouro. Um dia, o jovem herói, na época conhecido como Dirk Mogna, e o assistente de Regulus interromperam a atenção do cientista, que viu seus equipamentos explodirem. O assistente morreu na explosão, mas Dirk e Regulus sobreviveram. O pai de Dirk demitiu o enlouquecido cientista, que culpou o jovem pelo ocorrido.

Procurando vingança contra Dirk, Regulus invadiu o complexo e jogou o rapaz dentro de um reator para que ele fosse morto. No entanto, devido a explosão de seu experimento anterior, estranhamente Dirk passou a controlar e emitir calor solar em níveis inimagináveis, tornando-se o herói Solar. Desde então, o fato de Regulus ter se tornado um inimigo do grupo tem um motivo mais do que pessoal.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 52

- Adventure Comics 346 e 347 (Julho e Agosto de 1966)

Histórias:

* "One Of Us Is A Traitor" - Escrita por Jim Shooter e Mort Weisinger, desenhada por Jim Shooter

Novos Legionários (Projectra, Ferro, Karatê Kid e Nemesis) e um novo... literalmente MUITO novo... escritor/desenhista: Jim Shooter.

Ele seria conhecido, no futuro, como um dos grandes editores da Marvel Comics. Em sua gestão, foi responsável, por exemplo, pela grande explosão de popularidade dos personagens daquela editora nos anos 80. Os mutantes X-Men se tornaram um grande sucesso de hoje em dia graças a essa época. Era também conhecido com um chefão linha dura, daqueles tirânicos e que não admitiam erros e muito menos atrasos. Baixa qualidade, então...

Mas o editor Jim Shooter não começou na Marvel, e sim na sua concorrente direta, a DC Comics. E isso nos anos 60, escrevendo e desenhando as histórias da Legião dos Super-Heróis. Esse histórico de sucesso seria menos impressionante se não fosse um detalhe. Quando começou a escrever e desenhar as história da Legião... Shooter tinha apenas... 13 anos!!!! Sim... você leu direito... 13 (treze) anos.

Reza a lenda que o jovenzinho trocava correspondência com o editor da revista, Mort Weisinger, e sua inteligência e conhecimento espantavam o veterano escritor. Chegou ao ponto de Weisinger aceitar um roteiro e até algumas páginas desenhadas por Shooter. De fato, a história em duas partes (apresentadas nessas edições) tinham um roteiro diferente do que vinha sendo feito na época e uma arte com enquadramento cinematográfico (principalmente na batalha final). Acontece que o boquiaberto Weisinger não imaginava que Shooter era tão jovem e, quando descobriu, já estava pra lá de impressionado!

A história mostra mais uma seleção de novos integrantes para a Legião. Dessa vez, os heróis parecem menos sisudos e aceitam praticamente todos os quatro candidatos que se apresentam. Temos a Princesa Projectra, capaz de emitir ilusões realistas; Nemesis, capaz de transformar a matéria e o próprio corpo em qualquer material; Ferro, capaz de tornar seu corpo em ferro maciço; e Karatê Kid (conhecido no Brasil também como Marcial), capaz de usar suas habilidades como lutador de karatê e utilizando sua força em batalha, capaz até de rasgar aço.

A trama mostra uma invasão iminente contra a Terra e um dos quatro candidatos sendo apontado como traidor do grupo, entregando as armas da Terra para os alienígenas. O roteiro leva a crer que o traidor é Karatê Kid. Mas o verdadeiro vilão revela-se de forma um tanto patética. Quando Superboy, crente de que o Karatê é o traidor, grita por parte de seu nome, "Kid!", é Nemesis (Nemesis Kid) quem se entrega pensando que estava falando com ele.

O ataque alienígena acontece e os três novos integrantes mostram seu valor, cada qual usando seus poderes da melhor forma, provando seu valor como legionários. A ação da batalha ocorre de maneira perfeita e empolgante, explorando os outros integrantes mais veteranos da Legião. Um início inacreditável para um prodígio de 13 anos.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 51

- Adventure Comics 344 e 345 (Julho e Agosto de 1965)

Histórias:

* "The Super-Stalag of Space" - Escrita por Edmond Hamilton e Mort Weisinger e desenhada por Curt Swan
* "The Execution of Matter-Eater Lad" - Escrita por Edmond Hamilton e Mort Weisinger e desenhada por Curt Swan

Última história de Edmond Hamilton.

Edmond Hamilton divide a autoria dessa história em duas partes com um dos grandes nomes responsáveis pelos heróis da editora DC Comics: Mort Weisinger. Na verdade, essa parceria é uma troca na equipe criativa, sendo que Weisinger ficará por um bom tempo escrevendo as aventuras da Legião e tendo como desenhista Curt Swan, um dos principais desenhistas do Superman. Swan teria uma participação menos contínua que o escritor, mesmo assim desenharia a maioria das histórias que ele escreveu.

E... anteriormente... já falamos sobre criatividade? Pois bem...

Imagine que você é um escritor e, de repente, quer elaborar uma história ao estilo dos filmes de prisão. Essa história tem todos os elementos necessários: injustiça contra os detentos, diretores sádicos, torturas, execuções sumárias... Só tem um problema. Você escreve histórias de super-heróis futuristas, mais viradas para ficção científica.

Sem problema! Você é criativo, não é? Pois então... adapte sua idéia!

Os Legionários, ao tentar resgatar Brainic 5 de uma prisão espacial, acabam sendo presos também. Percebem que o local, além deles, têm como detentos vários supostos heróis ou pessoas com superpoderes, dignos da famosa seleção de novos legionários. Essa prisão é dirigida pelo vilão alienígena Nardo, que a criou justamente para deter heróis... perpetuamente.

A detenção é adaptada para conter todo e qualquer superpoder que possa surgir dentro de suas grades. Nem mesmo Superboy poderia escapar ileso, uma vez que existe uma espécie de raio concentrado de kriptonita para detê-lo. O local também se mostra um inferno, sendo que qualquer tentativa de fuga, revolta ou desobediência acaba na morte de algum herói.

O clima toma um rumo que faz com que o leitor até se esqueça que se trata de uma história da Legião. Há traições dentro do grupo de detentos, várias tentativas de fuga, resgate das mulheres do grupo, uma vez que existe uma detenção masculina e outra feminina... entre outros elementos desse gênero.
*
Mas, com tantos poderes reunidos, uma hora a combinação de forças (e um pouco de criatividade no uso delas) é suficiente para deter o vilão e seus guardas andróides. Na revolta final, onde a Legião usa seus pesos pesados (Supeboy, Ultra Rapaz e Mon-El), todos conseguem ser libertos, faltando apenas a música emocionante e os créditos subirem para ficar mais parecido com um filme de prisão. Como lembrança da aventura, Digestor, que é salvo da execução pelo Superboy, tem seu corpo parcialmente atingido por um estranho raio que o faz ficar... gordo. Tão gordo quanto o Saltador.

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 50

- Adventure Comics 343 (Abril de 1966)

Histórias:

* "The Evil Hand Of The Luck Lords" - Escrita por Edmond Hamilton e Mort Weisinger, desenhada por Curt Swan

A Legião Azarada.

Repararam como só tem acontecido coisa errada na Legião? Astron foi expulso. Garota Tríplice perdeu um de seus corpos. Até o Saltador perdeu seus poderes. E Relâmpago... o campeão de azar... perdeu o braço direito! Essa aventura fala justamente sobre isso. Azar!

Ao voltar de uma missão, Brainiac 5 e Solar atravessam uma nebulosa em forma de gorila, bem onde seria a forma das mandíbulas da criatura. Fazer isso, segundo a tradição, traz incrível azar (algo como passar embaixo de uma escada). Os dois heróis ignoram essa superstição. Mas a verdade é que, ao pousarem, Solar esbarra o braço em um comando errado no painel de controles e a nave faz um pouso desastrado. Nada acontece de mais fatal, além de Brainiac 5 desmaiar com o impacto e Solar quebrar o pulso. O civil que estava junto a eles (e que havia alertado para não passarem nas "mandíbulas" da nebulosa) nada sofreu devido a estar carregando um amuleto, uma pedra colorida em forma de estrela.

Depois disso, abre-se uma discussão onde cada um relata os costumes e superstições de cada planeta. Em um deles, por exemplo, ter uma casa com janelas traz azar pelo fato de que essa podem atrair maus espíritos para dentro (nesse planeta, ao invés de janelas, as casas têm periscópios, iguais aos de submarinos). Camaleão relata que, em seu planeta, existe uma espécie de rocha que não pode ser tocada pois traz muito azar. Proty, seu protoplasma de estimação, no intuito de demonstrar do que se trata, se transforma na tal rocha. Quando partem em missão, é justamente o Camaleão que, distraído, esbarra em uma ponte ao alçar vôo, quebrando o próprio ombro. Com isso estava iniciada a onda de paranóia do azar dentro da Legião.

Os legionários começam a lembrar dos últimos acontecimentos em suas aventuras e percebem que cada um deles fez algo que atrai azar, conforme o costume de seu respectivo planeta. Relâmpago, por exemplo, antes de perder o braço, lembra que desceu da nave com o pé esquerdo. Já a Dama Dupla (antes Moça Tríplice), antes de ver seu terceiro corpo morrer nas garras de Computo, lembra que se dividiu em três pela terceira vez no dia, algo considerado um sinal de má sorte em seu planeta.

A "Legião Azarada", acreditando estar sob alguma maldição, partem para o planeta onde existem mais das pedras em forma de estrela e descobrem que a população é aterrorizada pelos Senhores da Sorte. De fato, ao tentar derrotá-los os legionários sempre acabam cometendo algum movimento patético, que julgam ser mais de sua onda de azar.

Porém, um detalhe que os Senhores da Ordem não previam, é que animais não eram afetados pelos seus supostos poderes. Dessa forma, a Legião dos Super-Animais conseguem derrotá-lo e desmacará-lo, mostrando que não passam de alienígenas invasores que utilizam uma espécie de raio hipnótico que faz com que a vítima só veja o lado ruim dos acontecimentos, fazendo-a crer que está tendo uma fase de má sorte.

E, para o azar dos Senhores da Sorte, a Legião dos Super-Heróis descobre que a onda de azar não passa de mera superstição...

... Mas, por via das dúvidas, bata três vezes na madeira depois de ler esse artigo...

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 49

- Adventure Comics 342 (Março de 1966)

Histórias:

* "The Legionnaire Who Killed" - Escrita por Edmond Hamilton e Mort Weisinger, desenhada por Curt Swan

Starboy (futuro Ástron) é expulso.

O código de ética da Legião dos Super-heróis era um tanto quanto rígido até mesmo para os padrões da época. Tudo bem que nos anos 60 os heróis eram mais ingênuos (ou se faziam de ingênuos) mas, ao mostrar uma regra que não devia ser quebrada, a violência mostrada poderia ser tão ou mais impactante do que se fosse explícita. Essa lógica trazia a questão das excessões que poderíam existir dentro do código. PODERÍAM... mas não existiam.

Ástron anda entristecido com saudades da bela Sonhadora, por quem se apaixonou em uma aventura passada. Ao tentar encontrá-la, encontra o que parece ser um rival pelo coração da moça. O poder de aumentar o peso de seu alvo não tem muito efeito contra seu inimigo, que traz um escudo que reflete sua rajada e faz com que ele mesmo fique imobilizado com seu próprio peso aumentado. Diante da morte certa, Ástron consegue chegar até a arma de uma outra vítima do atacante... e dispara contra seu inimigo, que morre na hora.

Apesar do ataque do herói ter sido em legítima defesa, a atitude não é vista com bons olhos pela Legião (principalmente por Brainiac 5) que o lembra que o código do grupo é nunca, em hipótese alguma, tirar uma vida. Superboy tenta defendê-lo lembrando que o código foi escrito sem pensar na auto-defesa, mas os legionários mostram situações onde também estavam em extremo perigo e usaram seus poderes das formas mais criativas possíveis, sem tirar a vida de quem os ameaçava. No caso do próprio Ástron, Brainiac lembra que ele podia usar seu poder de aumentar o peso das coisas e fazer com que as folhas de uma árvore caíssem sobre seu alvo, imobilizando-o mas poupando sua vida.

Após as tentativas desesperadas e frustradas do Superboy, o legionário finalmente é julgado... e expulso do grupo. Restou a ele apenas o consolo de sua (enfim) amada Sonhadora, que veio ao seu encontro em tempo de levá-lo até a Legião dos Heróis Substitutos, que o convidam a integrar o grupo, já que se tornou, de certa forma, mais um rejeitado entre a Legião dos Super-Heróis.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 48

- Adventure Comics 340 e 341 (Janeiro e Fevereiro de 1966)

Histórias:

* "Computo The Conqueror" - Escrita por Jerry Siegel e Mort Weisinger, desenhada por Curt Swan
* "Colossal Boy's One Man War" - Escrita por Edmond Hamilton e desenhada por Curt Swan


Curt Swan e Computo.

O desenhista Curt Swan substitui John Forte nas páginas das histórias da Legião dos Super-Heróis. Swan é considerado um dos mais importantes desenhistas do Superman, fazendo grande sucesso na fase clássica do herói e influenciando artistas até hoje.

Nessa aventura, vemos Brainic 5, o gênio da Legião, causar uma confusão atrás da outra com seus conhecimentos científicos. A história beira o tom humorístico, já que aquele que é considerado o mais inteligente do grupo, acaba causando situações vergonhosas com as consequências de suas invenções.

No intuito de se criar um computador perfeito (isso para os padrões de mil anos no futuro, onde as aventuras da Legião acontecem), Brainiac 5 acaba ativando um supercomputador que, de tão perfeito, adquire vontade própria e uma sede de conhecimeno muito maior do que ele poderia controlar.

A máquina torna-se ambiciosa e decide conquistar o mundo.. talvez o universo... para adquirir mais e mais conhecimento. Para tanto, captura seu criador e o coloca dentro da redoma que lhe serve de "cabeça", utilizando suas ondas cerebrais. Esse mesmo processo é usado pelo exército de computadores-robôs que cria, utilizando a população como seu "alimento cerebral". Interessa-se por cientistas, que também são capturados e colocados nessa redoma sugadora.

A Legião dos Super-Heróis fica indefesa diante da situação, uma vez que as máquinas se autodestroem por vontade própria, matando o hospedeiro humano que capturam. E, numa cena particularmente violenta - pra época - de fato uma das máquinas faz um dos cientistas em pedacinhos... pra mostrar que não estavam brincando. Criando um novo "corpo" robótico, o computador original passa a se chamar Computo e a comandar um exército de robôs para dominar o planeta.

Uma das tragédias acontecidas nesse episódio é que a Garota Tríplice, capaz de multiplicar-se em três corpos idênticos, é literalmente vaporizada pelo vilão. Todos ficam pesarosos e Brainiac 5 até recupera suas partículas, colocando-as em uma espécie de urna em forma de foguete e enviando-as para um cemitério espacial de herói.

Para surpresa de todos, a duas réplicas da Garota Tríplice aparecem. Acontece que Computo matou um dos três corpos dela, deixando dois ainda vivos. É até estranho a forma como se comemora a sobrevivência dela. Tudo bem que escaparam dois corpos, mas um morreu e, rapidamente, esquecem o pesar por isso. Nem mesmo a própria heroína parece muito preocupada. A partir de então, a heroína passa a se chamar Dama Dupla.

A Legião foge para Gotham City (do futuro), onde encontram onde seria a antiga batcaverna (esconderijo de Batman) e lá Brainiac 5 encontra várias invenções que podem derrotar Computo. A primeira invenção é um raio que cria réplicas 'Bizarras" de suas vítimas. Estamos aqui falando da versão distorcida do Superman, Bizarro. Portanto, Brainiac cria uma espécie de Bizarro-Computo totalmente avesso ao original. Ao invés de superinteligente, é um computador superburro que mais causa destruição do que ajuda.

A segunda saída é uma máquina que cria uma nuvem de antimatéria, que destrói tudo a sua volta. Aliás... TUDO, mesmo. Resolve, afinal, o problema com Computo, destruindo-o. Mas também sai fora do controle e dá certo trabalho a Legião para expulsá-lo. Após conseguirem que o monstro se vá... Brainiac 5 fica aliviado e (esperamos) aprende um pouco sua a conter sua criatividade.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 47

- Adventure Comics 339 (Dezembro de 1965)

Histórias:

* "Hunters Of The Super-Beasts" - Escrita por Edmond hamilton e Mort Weisinger e desenhada por John Forte

Última histórias desenhada por John Forte.

Nessa despedida do desenhista John Forte das páginas das aventuras da Legião dos Super-Heróis, temos mais uma tocante... e bizarra... história do grupo.

Os animais do futuro, principalmente os que moram nos planetas estranhos que a Legião visitava, eram uma atração a parte. Essa estranha categoria criou tantos fãs durante os anos seguintes, que deixaram de ser apenas meros monstros para se aparecer uma única vez, tornando-se até mesmo recorrentes em histórias futuras. Para se ter idéia do festival de bichos esquisitos, nessa única edição temos uma fera simiesca e olhuda capaz de cegar com a luz que sai de seus olhos, uma espécie de elefante de duas cabeças e com um chifre de unicórnio em cada uma das cabeças, um gorila de seis braços, uma espécie de rinoceronte (ou búfalo... sei lá) vermelho que vive e exala vapor quentíssimo de vulcões e... o mais interessante... The Maw - uma espécie de cachorro magrinho com uma cabeça bem maior que seu corpo e uma boca enorme, capaz de devorar tudo a sua volta (tanto que é alimentado por carne sintética para conter sua infinita fome).

Está ocorrendo uma espécie de revolta dos bichos em vários planetas. A Legião investiga o caso e lembra-se de alguém que pode ser muito útil na situação. O Rapaz-Zoológico, um dos integrantes dos Heróis de Lallor, que ajudaram anteriormente.

Para a surpresa dos legionários, o Rapaz Zoológico é justamente a causa do problema. Tudo ocorreu quando ele começou a se sentir isolado e solitário em seu planeta. Era um herói do seu povo... mas estava longe de ser aclamado (ou adorado). Crianças e mulheres estranhavam alguém que era capaz de se transformar em qualquer monstro. Em pouco tempo, o herói foi adquirindo uma aversão aos seres humanos e se isolando cada vez mais, até se afeiçoar as feras e, por fim, organizar uma revolta contra a raça que o marginalizou.

Fugindo da Legião, o Rapaz Zoológico se transforma em um cão comum e vai parar, faminto e cansado, em uma fazenda. Uma garotinha o vê e ele sente certo ódio (afinal, era uma crinça humana). Mas se comove com a atitude da menina, quando esta o acolhe com carinho e lhe dá comida. O problema é que, uma das criaturas que ele libertou, The Maw, corre para devorar a garota. Ainda em forma de cão, Rapaz Zoológico ataca a criatura, salva a garota... mas morre durante a luta.

Apesar de sua trágica história, a Legião encontra o corpo do rapaz e o reconhece não como um ser revoltado... mas como um verdadeiro herói.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 46


- Superboy 125 (Dezembro de 1965)

Histórias:

* "The Sacrifice of Kid Psycho" - Escrita por Otto Binder e desenhada por George Papp

Psíquico.

Vou precisar de muita terapia depois de ter lido esta história...

Chamar Psíquico de herói soa até meio estranho, mesmo que isso se justifique. Confesso que o pouco que conhecia do personagem era sua breve (e bota breve nisso) participação na saga Crise Nas Infinitas Terras. Até aí, mais me parecia um personagem que usava turbante que foi criado meramente para... sei lá... cumprir a cota de indianos (desculpem o estereótipo preconceituoso) dentro do mundo dos super heróis. Mal sabia eu que aquele "turbante" escondia segredos que desafiavam minha ignorância.

O herói de turbante conhecido como Psíquico surge em Smallville e mostra ser muito útil ao ajudar o Superboy. Seus poderes faziam com que fosse capaz de produzir uma espécie de campo de força poderosíssimo que ele usava das mais diversas e criativas formas. Até aí, começo a rir do estereótipo do indiano de turbante e o poder "psíquico" que remete a um misticismo transcedental.

Intrigado, Superboy conhece um pouco mais desse heróico ajudante. Ele usava turbante para esconder a deformidade em seu crânio (e é aqui que páro de rir), já que nasceu com um cérebro enorme, o que provavelmente seja a fonte de seus poderes. A origem dessa deformidade deve-se aos seus pais, astronautas, terem ficado expostos a radiação durante uma missão.

Vindo do futuro, Psíquico teve a chance de demonstrar seu eficiente poder a Legião dos Super-Heróis. No entanto, mesmo se mostrando utilíssimo (seu campo de força conseguia deter vários legionários ao mesmo tempo)... misteriosamente ele é... rejeitado! Indignado com o resultado da seleção, o jovem herói volta ao passado e procura Superboy, a inspiração do surgimento da Legião, para que esse possa, pelo menos, conseguir uma satisfação do porque de sua rejeição. Superboy, que também está surpreso com a decisão de seus colegas, decide viajar ao futuro e conseguir a resposta.

Diante dos legionários, Superboy questiona o porque de não terem aceito alguém com um poder que é tão útil. É então (e aí vem o tiro de misericórdia em mim, que já me sentia culpado por ter rido no começo) que aparece o boletim médico de Psíquico. Nele, os exames mostram que a cada vez que ele usasse seu poder... perderia um ano de vida! O jovem, mesmo sabendo de seu destino, diz que deseja servir a Legião... nem que isto custe sua vida. Tocados pela coragem do herói, os legionários decidem torná-lo um membro reserva, utilizando seus poderes apenas se uma grave crise ocorresse.

E eu, que tanto me divertia com as situações e personagens absurdos dessa época das histórias em quadrinhos, me recolho sentindo-me um ser humano muito, muito pior...