quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 14

- Adventure Comics 301 (Outubro de 1962)

Histórias:

* "The Origin Of Bouncing Boy" - Escrita por Jerry Siegel e desenhada por John Forte

Saltador.
Uma das tradições da Legião dos Super-Heróis nos quadrinhos era o dia de seleção de novos heróis para o grupo. Era um evento concorrido, meio que um "Ídolos" de super-heróis. E, assim como em concursos desse tipo, aparecia todo tipo de gente para se tornar uma celebridade (ou herói) imediata. Todo tipo, mesmo! Daqueles com os poderes mais absurdos (e inúteis) até os picaretas de plantão.

Por falar em poderes absurdos, a própria Legião tinha em suas fileiras um dos personagens com o poder mais incomum entre todos. O Saltador, como ficou sendo conhecido, simplesmente inflava o próprio corpo e quicava feito uma bola de borracha em cima dos inimigos. Por outro lado, o personagem foi criado dessa forma mesmo para servir de ponto de humor dentro da série. Talvez, por esse jeito descompromissado, tenha se tornado um dos mais interessantes heróis da Legião.

No dia da grande seleção de heróis, onde aparecem os mais diversas pessoas para concorrer a uma vaga (desde o riquinho que quer "comprar" uma vaga de herói até aquele que simula poder de controle do clima através de um aparelho) é contada, para os candidatos, a origem de um dos legionários e como ele entrou para o clube. Dessa vez, a origem apresentada é a do Saltador.

O jovem e atrapalhado Chuck Taine foi incumbido de levar uma fórmula super elástica mas resolveu dar uma paradinha em um jogo de batalha de robôs. Essas batalhas eram o esporte preferido de seu planeta e o estádio estava lotado. O clima também era quente e Chuck, assistindo a uma partida, pede um refrigerante. Empolgado com a luta entre os robôs, o jovem troca as garrafas e acaba bebendo a fórmula que levava. Como consequência, seu corpo infla até ele se tornar uma enorme bolota elástica que sai pulando e atrapalhando a partida.

Com esse novo poder, Chuck tenta uma vaga na Legião dos Super-Heróis que, obviamente, não o levam muito a sério. Entristecido, acaba esbarrando em um assalto onde o criminoso usa luvas elétricas que impedem que cheguem perto dele. Até mesmo os legionários Satúrnia e Cósmico acabam levando suas descargas elétricas e sendo afastados. Chuck infla seu corpo e salta sobre o criminoso, que não consegue desferir descargas elétricas nele, uma vez que, pulando como uma bola de borracha, ele não está aterrado ao solo. Graças a esse ato, o agora conhecido Saltador consegue uma vaga na Legião e torna-se um dos mais improváveis heróis do clube.

E os candidatos, por mais absurdos que possam parecer, elegem o Saltador como um ídolo. Afinal, se alguém como ele conseguiu...
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 13

- Adventure Comics 300 (Setembro de 1962)
Histórias:

* "The Face Behind The Lead Mask!" - Escrita por Jerry Siegel e desenhada por John Forte e Al Plastino

Legião dos Super-Heróis, a série.

Na mesma revista onde surgiu, Adventure Comics, a Legião ganha mais espaço tendo suas aventuras publicadas mensalmente daqui por diante.

Na estréia dessa nova fase, os principais integrantes do grupo enfrentam seus próprios poderes, que parecem ter saído do controle. Para ajudá-los, o grupo chama o Superboy e este descobre que o vilão conhecido como Urthlo construiu um aparelho que controla o poder dos legionários. Para piorar, ele também tem uma espécie de visão de kriptonita que impossibilita Superboy de atacá-lo. Como toque final, o vilão usa uma máscara de chumbo, que impede o garoto de aço de descobrir sua identidade secreta, já que a visão de raio x não funciona com esse metal.

Satúrnia, integrante da Legião, pede a Superboy que liberte Mon-El da Zona Fantasma. O que todos estranham é que o jovem havia sido mandado para aquela dimensão justamente por sua fisiologia sofrer envenenamento diante do chumbo. Assim que Mon-El aparece, ele começa a agonizar devido a máscara do vilão. Satúrnia o salva lhe dando uma espécie de soro que o deixa imune por algum tempo. Mas esse tempo é suficiente para que ele use seus poderes (similares aos de Superboy) para derrotar Urthlo.

Descobre-se que Urthlo é um sofisticado robô construído no passado pelo jovem Luthor (daí o nome: Urthlo é um jogo de letras com o nome Luthor). Mon-El, por sua ajuda, é aceito como sendo o novo legionário, mas tem que voltar para a Zona Fantasma até que se descubra uma cura mais permanente para seu problema com chumbo.
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 12

- Superboy 98 (Julho de 1962)

Histórias:

* "The Boy With Ultra-Powers" - Escrita por Jerry Siegel e desenhada por Curt Swan

Ultra Rapaz.

E, para não dizer que é mais um personagem nos moldes "Super", nada como um personagem "ultra". O diferencial do Ultra Rapaz, apesar de possuir poderes muito parecidos com os do Superboy, é que ele os utiliza moderadamente, focando mais na visão de calor e raios x.

Ultra Rapaz e seu mentor, Marla, chegam a Smallville com a estranha missão de descobrir a identidade secreta do Superboy. Incialmente, o jovem acredita que Pete Ross, amigo de Clark Kent, possa ser o super-herói. Mas a fragilidade de Pete logo mostra que ele não tem superpoder algum. Mas Ultra Rapaz chega muito perto da verdade quando começa a desconfiar do próprio Clark.

Quando Pete Ross acidentalmente fica preso dentro do cofre de um banco, correndo o risco de morrer sufocado, Superboy é chamado para salvá-lo, mas teme arrancar a porta e disparar o dispostivo explosivo embutido. Para piorar, sua visão de raios x não consegue penetrar chumbo e ele não pode desarmar a bomba. Sobra para o Ultra Rapaz utilizar o mesmo poder, que não tem tal fraqueza, para dar as coordenadas ao Superboy e salvar Pete.

Com os possíveis mal-entendidos evitados, Ultra Rapaz conta que ele veio do futuro, onde adquiriu poderes após sua nave ser engolida por um gigantesco monstro de energia. A descoberta da identidade do Superboy fazia parte de um teste para que o jovem entrasse para a Legião dos Super-Heróis. No final, o ato de colaboração pesou mais a favor de sua aprovação do que a tarefa em si.

Uma curiosidade: o nome verdadeiro do Ultra Rapaz é Jo-Nah, parecido com o Jonas bíblico, que também foi engolido por uma grande fera (no caso, uma baleia).
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 11

- Adventure Comics 293 (Fevereiro de 1962)

Histórias:

* The Legion of Supre-Traitors" - Escrita por Jerry Siegel e desenhada por Curt Swan

> Publicada no Brasil na revista Superboy-Bi nº 37, em Abril/Maio de 1973, pela Editora Ebal

A Legião dos Super-Animais.

No começo, Superboy tinha um supercão. Algo natural para se identificar com o leitor médio, uma vez que o tema "uma garoto e seu cão" era um exemplo a ser seguido. Mas a proliferação animal não parou por aí. Afinal, se havia um supercão, por que não haveria um supergato? E como se a coisa já perdesse o rumo, surgiram também um supercavalo e... um supermacaco! Esse super reino animal é reunido de uma só vez nessa aventura, formando uma espécie de Legião dos Super-Animais.

Por algum motivo, tanto Superboy quanto os integrantes iniciais da Legião dos Super-Heróis começam a agir de forma malvada. Mas tudo não passa de um plano de conquista dos Cérebros-Globo de Rambat, uma raça alienígena superdesenvolvida com poderes de controle mental. Esse controle, no entanto, não funcionava em animais... e é aí que a Legião tem a idéia de reunir os super-animais para derrotá-los.

O seleto time dos super animais conta com: Kripto, o famoso supercão do Superboy; Raiado, gato da Supermoça que ganhou superpoderes após o contato com um estranho tipo de kriptonita; Cometa, o supercavalo da Supermoça e Beppo, o supermacaco que serviu de cobaia para que o pai de Kal-El (Superboy) testasse o foguete que levaria seu filho a Terra.

A Legião dos Super-Animais derrota os alienígenas e permitem que Superboy devolva o planeta a sua órbita.
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domingo, 27 de dezembro de 2009

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 10

- Adventure Comics 290 (Novembro de 1961)

Histórias:

* "The Secret Of The Seventh Super-Hero" - Escrita por Robert Bernstein e desenhada por George Papp

O aperto de mão secreto.

Esta aventura do Superboy com Solar (um dos mais novos integrantes da Legião) tem duas tramas que se interligam.

Na primeira, ficamos conhecendo Tom Tanner, um jovem delinquente em fuga que é sósia perfeito de Clark Kent. Tão perfeito que engana até mesmo a mãe adotiva do jovem. Aproveitando-se disso, Tanner se mistura a pequena população de Smallville e aproveita as boas vindas que tem recebido. O irônico é que o jovem delinquente começa a repensar sua vida e até mesmo gostar do modo de vida "certinho" que Clark recebera, em parte por ser tão bem recebido entre os conhecidos de seu sósia.

Na segunda trama, enquanto o falso Clark age, vemos o verdadeiro como Superboy e auxiliando o herói Solar a recuperar partes de uma poderosa arma vinda do futuro. Por algum motivo, o leitor fica sabendo que Solar tem objetivos pouco nobres, agindo de forma vilanesca e enganando o Superboy. A superarma, na verdade, é um robô capaz de disparar raios que simulam até mesmo os efeitos da kriptonita.

As tramas se interligam quando o robô do futuro persegue Clark Kent para aplicar-lhe o raio. Como dá pra se prever, a arma acaba disparando contra o falso Clark, dando tempo para que o Superboy destrua o robô e capture Solar. Como consequência, Tanner perde a memória, inclusive sobre a identidade secreta de Clark Kent (algo que descobriu enquanto infiltrado na casa dos Kent) e, como sua única lembrança é a boa receptividade que teve andando na linha, decide voltar para o reformatório e se regenerar.

Já Solar, acaba sendo levado para o futuro e, diante da Legião dos Super-Heróis, é desmascarado como sendo um criminoso utilizando uma roupa que simula os poderes de Solar. Superboy descobriu que se tratava de um impostor devido a esse cumprimentar-lhe formalmente. E os legionários de verdade tem um aperto de mão característico, um sinal secreto que só aqueles que pertencem a esse seleto grupo conhecem.
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sábado, 26 de dezembro de 2009

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 9

- Superman 147 (Agosto de 1961)

Histórias:

* "The Legion Of Super-Villains" - Escrita por Jerry Siegel e desenhada por Curt Swan

A Legião dos Super-Vilões.

Em uma aventura passada do Superboy, o jovem Lex Luthor foi derrotado graças a intervenção de um integrante da Legião dos Super-Heróis. Quando Luthor soube que havia um grupo de heróis do futuro, ficou imaginando se também não haveria um espécie de Legião dos Super-Vilões.

Adulto, na época em que o Superboy já havia se tornado Super-Homem, Luthor cria seus inventos de dentro da penitenciária. Lembrando da aventura passada, cria um transmissor que envia mensagens para o futuro, em busca da sua Legião. Incrivelmente, a resposta vem em forma de aparelhos futuristas que se materializam dentro da cela e permitem que ele escape da prisão. Na fuga, acaba encontrando a tal Legião dos Super-Vilões, responsável por lhe fornecer os aparelhos.

A Legião dos Super-Vilões basicamente era formada por versões adultas e maldosas do trio original da Legião dos Super-Heróis: Rei Cósmico (versão do Cósmico, capaz de transmutar matéria sólida), Senhor do Relâmpago (versão do Relâmpago, com os mesmos poderes de manipulação de eletricidade) e Rainha de Saturno (versão de Satúrnia, com vastos poderes de hipnose). Juntos, e orientados por Luthor, o trio inferniza a vida do Super-Homem.

Mas, para auxiliar o herói, os três integrantes da Legião dos Super-Heróis surgem. Curiosamente, trata-se da versão adulta, seguindo a lógica que originalmente eram jovens e surgiram nas aventuras do Superboy e, agora, são adultos nas aventuras do Super-Homem. A situação se resolve quando Super-Homem pede para fazer uma última homenagem a Satúrnia, já que essa se oferece para terminar a batalha. Super-Homem vai até Saturno e recolhe os fragmentos que formam os anéis daquele planeta e cria uma camada igual em volta da Terra. Essa camada, explicado que é um dos elementos responsáveis por Saturno não registrar crimes, anula a "maldade" da Rainha de Saturno, que acaba traindo seus colegas.

E Luthor volta para sua cela... sem poder ser ajudado dessa vez... já que seus colegas do futuro também acabam sendo presos.
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 8

- Superboy 89 (Junho de 1961)

Histórias:
* "Superboy's Big Brother (Parte One)" - Escrita por Robert Bernstein e desenhada por George Papp

* "The Secret of Mon-El (Superboy's Big Brother, Part Two) - Escrita por Robert Bernstein e desenhada por George Papp

Mon-El.

Outro arquétipo de personagem similar ao Superboy, que também integraria a Legião dos Super-Heróis no futuro, ficou conhecido como Mon-El. Aqui é apresentado como sendo o irmão mais velho do Superboy, tendo os mesmo poderes que este e o uniforme na cor inversa. Ou seja, enquanto o Superboy tinha (e "terá" como Super-Homem) um uniforme predominantemente azul com a capa vermelha, Mon-El tinha o uniforme vermelho com a capa azul.

O nome do personagem, como podem perceber, também tem forte ligação com o garoto de aço. Mon-El entra na vida dos Kent em uma segunda-feira (monday, em inglês). Utilizando a primeira sílaba desse dia com a terminação "-El" (do nome kriptoniado de Superboy, Kal-El) temos Mon-El.

Superboy intercepta uma nave que cai na Terra e descobre um estranho passageiro dentro dela. Mais que isso encontra uma espécie de carta de seu pai biológico, Jor-El, junto ao tripulante, explicando que este é seu filho... também! Ou seja, trata-se de um irmão de Kal-El. O irmão mais velho ao que tudo indica. Desmemorizado, o jovem é levado para a casa dos Kent (pais adotivos do Superboy), adotado e recebe o nome de Mon-El. E, assim como seu irmão caçula, adota uma identidade secreta (Bob Cobb) para guardar seu segredo.

Mas Superboy começa a desconfiar de seu "irmão" quando Kripto, o supercão, o estranha e é imune a kriptonita. Ao tentar evitar um assalto a banco, feito por criminosos que lançaram enormes bolas de chumbo contra o prédio, Mon-El deixa-os escapar alegando que está enfraquecido. Essa atitude levanta mais suspeitas do Superboy, que agora imagina que trata-se de um vilão disfarçado.

Como última cartada para desmascarar o impostor, Superboy pinta as bolas de chumbo restantes de verde, simulando meteoritos de kriptonita. Causando uma chuva desses meteoritos, o herói alerta Mon-El para o perigo que o metal representa para a saúde dos kriptonianos. Mon-El parece cair no truque e diz estar mortalmente enfraquecido. Superboy revela que não se trata de kriptonita, mas sim de bolas de chumbo pintadas, provando que Mon-El está fingindo... ou será que não?

Quase desfalecido, o colapso de Mon-El parece ter-lhe trazido a memória e ele conta a verdade para o Superboy. Ele não é de Krypton, mas de um planeta chamado Daxam, onde os habitantes também desenvolvem superpoderes na Terra. A única fraqueza desses poderes... é o chumbo! A carta de Jor-El falava sobre um filho, mas este filho era o próprio Superboy, e Mon-El a recebeu quando pousou por acaso em Krypton.
Mesmo desfeito o mal-entendido, Mon-El parece estar a beira da morte e o Superboy é obrigado a lançá-lo para a Zona Fantasma, uma dimensão neutra para onde os criminosos kriptonianos eram lançados, afim de que ele se recupere do envenenamento por chumbo. O herói promete libertá-lo no futuro... e bem sabemos que esse futuro pode ser o da Legião.
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 7

- Action Comics 287 e 288 (Junho e Julho de 1961)

Histórias:

* "War Of The Superboys!" - Escrita por Jerry Siegel e desenhada por George Papp
* "The Knave From Krypton" - Escrita por Jerry Siegel e desenhada por George Papp
Dev-Em.

É bem verdade que a Legião dos Super-Heróis surgiu em torno do Superboy. Apesar do grupo, em parte, ter surgido inspirado nos atos heróicos do defensor de Smallville, ainda assim ele era apenas um integrante honorário do grupo (não é sempre que se podia estar no futuro...).

Mais adiante, a Legião necessitaria de um personagem que representasse alguém com poderes similares ao de Superboy. Nesse estilo, muitos seriam os heróis e personagens que surgiriam em suas histórias. Mas um deles era tão parecido que mais parecia um plágio consentido. Seu nome era Dev-Em. Apesar de Dev-Em ter uma trajetória complicada, seria reconhecido como um legionário no futuro. Mas sua estréia nos quadrinhos estava longe de mostrá-lo como o herói que se tornaria.

Dev-Em não só nasceu no mesmo planeta Krypton de onde veio o Superboy, como também morava na vizinhança do herói, quando este ainda era uma criança. A vizinhança, inclusive, bem conhecia a fama de Dev-Em, um jovem inconsequente e irresponsável, capaz de causar as mais variadas arruaças. Um delinquente, enfim. Escondia-se sob a falsa imagem de jovem brilhante e inteligente, quando na verdade roubava invenções tecnológicas de seus vizinhos, assumindo a autoria das mesmas.

Quando Jor-El, pai de Kal-El (Superboy), previu a explosão do planeta, Dev-Em tratou de usar o conhecimento roubado para criar uma nave que tiraria tanto ele quanto seus pais no fatídico dia. Após a explosão de Krypton, o jovem e seus pais, todos em animação suspensa, vagaram anos e anos pelo espaço, até o dia em que chegaram ao planeta Terra. Nessa época, a criança Kal-El, que havia chegado antes e foi criada por pais adotivos terrestres, já havia se tornado Superboy. Dev-Em, também um kriptoniano, sob o sol amarelo da Terra, também desenvolveu poderes similares ao garoto de aço e já arquitetava um ataque contra o herói.

Conseguindo capturar o Superboy, fez uso de uma máquina kriptoniana utilizada para enviar criminosos para a Zona Fantasma, fazendo com que ele se tornasse uma espécie de fantasma intangível e incapaz de interagir com o mundo, apesar de poder ver o que o vilão iria fazer. Dev-Em, com os mesmos poderes, disfarçou-se como Superboy e começou a vandalizar o planeta Terra, desacreditando o nome do herói. Após causar destruição suficiente, simplesmente devolve Superboy ao seu estado normal para que esse enfrente a ira do povo da Terra, que pensa que seu atual herói enlouqueceu. Com seu sadismo juvenil satisfeito, o delinquente usa seus poderes e leva a nave com seus pais para o futuro, onde encontraria com a Legião.

Superboy, que acaba tendo que encarar o desprezo do povo iludido, só consegue se livrar do problema graças a uma jogada do chefe de polícia local, que acreditou na fantástica história do kriptoniano delinquente que se passou por ele.
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 6

- Action Comics 276 (Maio de 1961)

Histórias:

* "Supergirl's Three Super Girl-Friends" - Escrita por Jerry Siegel e desenhada por Jim Mooney

Brainiac 5, Moça-Tríplice, Violeta Encolhedora, Solar, Saltador, Moça Fantasma... e a Supergirl se torna uma legionária!

Um fato interessante no mundo do futuro na Legião dos Super-Heróis... é que parecia não haver ameaça alguma para combater. No início o grupo muito viajava ao passado para tentar ajudar seus amigos de outros tempos. Um recurso usado nas aparições do grupo (já que não havia o que se fazer...) era criar novos personagens que integrassem a Legião. E eles começavam a surgir em tamanha quantidade... que dava para se entender porque não havia nenhuma ameaça.

A Supergirl encontra um dilema em sua fase adolescente. As outras garotas do orfanato já estavam em idade de conversar sobre garotos, paixões e namorados. Mas... e ela? É bom lembrar que se escondia por trás de uma identidade secreta para continuar atuando na Terra. Dessa forma, ficava difícil ter amigas para conversar sobre os assuntos comuns da puberdade... isso sem contar a impossibilidade de um namoro.

Mas a tristeza da heroína dura pouco. Afinal, para super garotas... o certo é conversar com super amigas! Surgem, do futuro, Satúrnia, legionária já conhecida, e duas novas aquisições, a Moça Fantasma (capaz de se tornar intangível e atravessar elementos sólidos e que seria conhecida futuramente como Etérea) e a Moça Tríplice (capaz de se dividir em três corpos distintos, porém idênticos).

As novas amigas levam Supergirl para o futuro, onde ela novamente mostra seu valor e finalmente consegue ser aceita na Legião. Também conhece outros novos legionários: Saltador (capaz de inflar seu próprio corpo até se tornar uma enorme bola saltitante), Solar (capaz de emitir rajadas de calor), Violeta Encolhedora (capaz de reduzir seu tamanho)... e Brainiac 5. Este último causa certo espanto na heroína pois trata-se de uma descendente direto de Brainiac, um dos mais perigosos vilões do passado do Super-Homem. No entanto, este Brainiac, um gênio mesmo no futuro, tem uma índole heróica e só pretende ajudar como pode. E prova isso criando um cinturão que protege Supergirl dos efeitos da kriptonita.

Voltando ao passado, e agora invulnerável inclusive contra kriptonita (o que lhe dá vantagem até mesmo sobre o Super Homem), Supergirl percebe que tem muito assunto para discutir com suas novas superamigas... principalmente devido ao seu interesse no bondoso e bom partido Brainiac 5.
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 5

- Adventure Comics 282 (Março de 1961)

Histórias:

* "Lana Lang and the Legion of Super-Heroes" - Escrita por Otto Binder e desenhada por George Papp

Astron.

Se alguém ainda acha que o seriado Smallville mais parece uma mistura de Super-Homem com Malhação, é porque nunca teve contato com uma história como essa! A estréia do novo legionário Starboy é apenas pano de fundo para apresentar uma história de ciúme adolescente em ritmo de comédia romântica. O lado positivo é mostrar que, definitivamente, as histórias de super-heróis não eram produzidas apenas para o público masculino.

Starboy (que seria conhecido como Astron, no Brasil) é um novo super-herói vindo do futuro e que tem poderes muito parecidos com os do Superboy. Esses poderes foram surgiram quando sua nave teve contato com um estranho cometa no espaço. Adquirindo invunerabilidade, poder de voô e uma espécie de raio de calor, o jovem foi incentivado pelos próprios pais a assumir uma identidade heróica, o que lhe rendeu uma vaga na Legião.

Ao visitar o passado e pedir ajuda ao Superboy para capturar um criminoso, Starboy deu a oportunidade perfeita para a ruiva (nos quadrinhos) Lana Lang colocar em prática seu plano para causar ciúmes ao garoto de aço. Descobrindo a identidade secreta do herói do futuro e ameaçando revelar ao criminoso recém-capturado, Lana combina interesse por ele, inclusive indo ao seu mundo do futuro sob o olhar do esperto Superboy. Esperto porque, de cara, descobre as intenções da garota.

Como a ameaça principal (a captura do criminoso) já estava praticamente resolvida, Superboy decide fazer o jogo de Lana e também fingir sentir ciúmes. No futuro, Starboy é obrigado a dar várias provas de interesse na moça. A certa altura, Superboy também arruma uma "paquera" para causar ciúmes em Lana... o que, de fato, teve maior efeito. No final, com Lana confessando suas intenções, Starboy e a garota do futuro revelam ser, na verdade, namorados... e que tudo não passou de atuação.

Lana e Superboy voltam para o passado... e a amiga do herói tem que engolir a épica saia justa temporal.
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 4

- Superboy 86 (Janeiro de 1961)

> No Brasil, publicada na revista Superman 70 Anos nº 3, pela editora Panini, em dezembro de 2008.

Histórias:

* "The Army Of Living Kryptonite Men!" - Escrita por Jerry Siegel e desenhada por George Papp

A Lenda dos "LL".

Lana Lang. Lex Luthor. E, futuramente, Lois Lane. Já perceberam como os mais importantes personagens das histórias do Super-Homem tem seus nomes com as iniciais "LL"? Essa "coincidência" tornou-se uma lenda na mitologia do herói. Mas aqui ela é escancarada de tal forma que parece até mesmo uma sátira da regra. O jovem Clark Kent repara nas iniciais que o perseguem e inclusive lembra de outro "LL": trata-se de Lightning Lad, o Rapaz Relâmpago da Legião dos Super-Heróis. E o que era pra ser uma mera brincadeira com jogo de letras acaba se tornando uma espécie de paranóia...

Enfim... A Legião dos Super-Heróis volta a atuar do lado do Superboy, dessa vez na própria revista do jovem herói. Aliás, "atuar" é uma forma exagerada de falar sobre essa participação, já que mais servem de coadjuvantes especiais, que só não são menos importantes por salvar a pátria no final. Melhor dizendo, é o citado Rapaz Relâmpago quem salva a pátria.

Aqui vemos o jovem Lex Luthor, já um grande vilão desde a adolescência em Smallville, criando uma de suas engenhocas. Dessa vez, uma máquina que é capaz de fazer com que movimente da forma que bem desejar objetos inanimados. É então que o jovem Lex consegue manipular meteoritos de kriptonita (sim, a máquina tinha um looooooooongo alcance...) e os fazem formar bonecos do radioativo metal. Como o Superboy é vulnerável a substância, é facilmente derrotado. Nem mesmo Kripto, o supercão, consegue escapar do ataque.

A sorte é que a Legião dos Super-Heróis, aparentemente sem nenhum problema para resolver no futuro, ainda monitora os acontecimentos do passado e consegue ver o amigo em apuros. O Rapaz Relâmpago volta ao passado, afasta os meteoritos, salva o Superboy... e Lex é derrotado como de costume. Porém, o jovem Luthor tem idéias interessantes: se, no futuro, há uma Legião dos Super-Heróis... também deve haver uma Legião dos Super-Vilões...
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domingo, 20 de dezembro de 2009

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 3

- Action Comics 267 (Agosto de 1960)

Histórias:

* "The Three Super-Heroes" - Escrita por Jerry Siegel e desenhada por Jim Mooney

Novos legionários.

A terceira aparição dos heróis da Legião dos Super-Heróis não se deu na revista do Superboy e muito menos em uma aventura do garoto de aço... pelo menos não como garoto. Deu-se na revista Action Comics, onde eram publicadas (e onde surgiu) as aventuras do Super-Homem. De fato, a aparição dos três tradicionáis legionários (Cósmico, Satúrnia e Rapaz Relâmpago) dessa vez foi na época em que o personagem de Krypton já tinha se tornado um adulto. Porém, o motivo da visita não era o Super-Homem, mas sua prima adolescente: a Super-Moça.

Estranhamente, os três legionários se apresentam como sendo filhos dos originais que visitaram o Superboy no passado. A explicação estava no fato de que a Legião apenas aceitava integrantes com menos de 18 anos. Daí o motivo de procurarem a Super-Moça que, na identidade secreta de Linda Lee, era uma órfã de 16 anos.

Levada para o futuro da Legião, a jovem super-heroína conhece mais três legionários. Camaleão, capaz de alterar a própria forma física; Colossal, capaz de se tornar um gigante; e Rapaz Invisível, cujo nome já entrega qual é seu poder.

Diferente das provações pelas quais o Superboy teve que se submeter nas aventuras passadas, a Super-Moça provou seu valor agindo apenas com um auxílio mais comum. No futuro, o trânsito era tão intenso que já ocupava os céus. Para resolver esse problema, a Super-Moça utiliza seus poderes e cava um super túnel que atravessa o planeta, dando assim mais uma forma de acesso ao transporte. Mas algo dá errado... No meio das escavações, a heroína esbarra em um fragmento de kriptonita vermelha e seu corpo se torna... adulto! Como a Legião aceita integrantes com menos de 18, a Super-Mulher (como é chamada) não consegue sua vaga no grupo. Ao voltar ao passado, ela volta a ser a jovem Super-Moça, mostrando que o efeito da transformação foi temporário. Pena que seu rejuvenescimento aconteceu tarde demais e a Legião já havia voltado ao futuro.
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sábado, 19 de dezembro de 2009

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 2

- Adventure Comics 267 (Dezembro de 1959)

Histórias:

* "Prisoner of the Super-Heroes" - Escrita por Jerry Siegel e desenhada por George Papp

A volta da Legião dos Super-Heróis.

Apesar de terem sido criados apenas como personagens coadjuvantes de uma única aventura, tempos depois o trio da Legião dos Super-Heróis reaparece, dessa vez em uma aventura escrita por Jerry Siegel (criador do Superman) e desenhada por George Papp (co-criador do personagem Arqueiro Verde). A aventura tem um clima de suspense, mesmo com sua ingenuidade típica das histórias da época.

Por algum motivo desconhecido, Superboy começa a ser desprezado pela população de Smallville (até mesmo pelos seus pais) e vê a inderença até em seus amigos da Legião. Nem mesmo Kripto, seu supercão, parece dar muita atenção para ele.

Vendo que não há mais lugar para ele na Terra, o herói decide deixar o planeta e se exilar no espaço. Para sua surpresa, encontra uma espécie de planeta criado em sua homenagem, com uma cidade repleta de estátuas suas. No entanto, o que parecia ser uma surpresa dos amigos (daí talvez "fingir" a indiferença), acaba sendo o local de seu julgamento e prisão, dentro de uma cela feita de kriptonita.

Em seu cativeiro, a explicação: os integrantes da Legião dos Super-Heróis, que vieram do futuro, usam uma máquina chamada Futuroscópio, capaz de captar imagens futuras de personagens do passado. Com ela, observam Superboy atacando um navio, destruindo um aeroporto e demolindo um edifício. Julgam que ele irá se tornar um vilão no futuro e decidem prendê-lo no planeta que seria realmente uma homenagem a seus feitos.

Os heróis (e todos aqueles que temiam o que Superboy se tornariam) acabam percebendo que tudo não passou de um terrível engano, pois o próprio presidente dos Estados Unidos interfere no julgamento (além do Superboy salvá-los de uma explosão no próprio planeta). Acontece que o herói, a mando do presidente, descobre uma fábrica de gás venenoso que seria usado para a guerra (o edifício que demoliu era a fábrica) e seria transportado por aviões (do aeroporto que destruiu) e por navios (o navio que atacou).
Após a mancada descoberta, Cósmico, Relâmpago e Satúrnia libertam o Superboy e rendem a devida homenagem com o planeta contruído para ele.
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domingo, 13 de dezembro de 2009

LEGIÃO DOS SUPER-HERÓIS - Parte 1

- Adventure Comics 247 (Abril de 1958)

Histórias:

* "The Legion of Super-Heroes" - Escrita por Otto Binder e desenhada por Al Plastino

Na década de 50, o Super Homem.. ou melhor... aquele que seria conhecido no futuro como Super Homem já vivia suas aventuras na cidade interiorana de Smallville (hoje assim conhecida, mas que também já foi chamada, no Brasil, de Pequenópolis), desde a adolescência. Atuando como herói local, usava também o famoso uniforme com "S" no peito pelo qual seria conhecido. Ainda um garoto, o herói era chamado de Superboy.

Nessa época, assim como as aventuras dos demais personagens da editora DC Comics, Superboy tinha histórias dominadas pelo gênero de ficção científica. E foi nesse clima que o jovem herói vê chegar em sua cidade três garotos que trazem seu pior pesadelo a tona: descobrem sua identidade secreta! Mas logo tudo é explicado. Acontece que eles sabem toda a história do Superboy... pois são heróis do futuro, mais especificamente do século XXX. A história do futuro obviamente conta as aventuras do Superboy e os heróis do futuro (Cósmico, Sartúrnia e Rapaz Relâmpago), decidem levá-lo para sua época, afim de que ele seja testado e aprovado como membro de um novo clube: A Legião dos Super-Heróis.

No futuro, Superboy não se sai tão bem nos testes. Cósmico (poderes magnéticos), Satúrnia (capaz de ler e transmitir ordens mentalmente) e Rapaz Relâmpago (capaz de controlar eletricidade) vencem as provas facilmente. Na verdade, Superboy só se dá mal devido ao seu instinto de herói. No momento de cada uma das provas, surgem ameaças maiores que pedem a sua atenção, dando assim vantagem para o trio futurista. Isso não é levado em conta e o Superboy é expulso da Legião como sendo um herói fracassado.

Mas tudo não passa de uma espécie de pegadinha do grupo, justamente para testar o instinto heróico do Superboy. E, nesse quesito, o herói venceu as provas com louvor. Sendo assim, Superboy, de Pequenópolis, ou melhor, de Smallville, torna-se o novo membro da Legião dos Super-Heróis... provando que seu valor do passado, também estaria presente no futuro.
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

THOR - Parte 155

- What If? Thor (Fevereiro de 2006)

Histórias:

* What If Thor Was the Herald of Galactus? - Escrita por Robert Kirkman e desenhada por Michael Avon Oeming

Thor, o arauto de Galactus.

No segundo filme do Quarteto Fantástico, vimos o surgimento do Surfista Prateado, personagem alienígena que buscava mundos para alimentar uma entidade conhecida como Galctus. Mas... o que aconteceria se Thor fosse o arauto de Galactus?

A série O Que Aconteceria Se fez muito sucesso no passado ao mostrar personagens em realidades bem diferentes do que os leitores estavam acostumados, chegando até mesmo a se tornar uma revista mensal (por mais de uma vez). De tempos em tempos, a Marvel solta uma fornada de histórias desse tipo e a safra de 2006 continha uma história onde é mostrado Thor tendo um destino diferente do que já conhecemos.

O curioso dessa história é ver Michal Avon Oeming, conhecido como escritor das últimas histórias do personagem, comparecendo como desenhista da série. Seu traço, inclusive, é mais caricato, aproximando-se mais de um desenho animado com visual mais geométrico (algo entre os novos desenhos do Batman e a série Samurai Jack ou mesmo As Meninas Superpoderosas). Ele já havia mostrado esse seu talento em séries mais independentes como a badalada Powers, que mistura mundo de super-heróis com tramas policiais.

Galactus viaja pelo universo em busca de mundos para serem destruídos e lhe servirem de alimento. E dessa vez é Asgard que está sendo atacada pela criatura. Para salvar seu povo, Thor aceita ser o novo arauto de Galactus e buscar outros mundos para serem consumidos. Com sua alma nobre, o deus do trovão visa encontrar mundos selvagens e repleto das piores criaturas do universo para tanto alimentar seu novo mestre quanto punir tais vilões do universo. Mas esta estratégia começa a dar errado uma vez que esses mundos não trazem... podemos chamar de nutrientes... suficientes para saciar a fome de Galactus.

No meio de uma dessas buscas, Thor é contactado por um dos corvos de seu pai, que avisa sobre uma Asgard destruída e dominada por Loki. A verdade é que seu vilanesco irmão planejou até mesmo a invasão de Galactus, seguida do sacrifício de Thor, para poder ter o caminho livre e conquistar o reino dourado. Mas Thor vira a mesa levando Galactus novamente até Asgard e fazendo com que ele consuma o local. É claro que antes trata de evacuar sua terra natal, levando o povo para Midgard (como é conhecida a Terra). O destaque fica para o assassinato de Loki pelas mãos de Thor, que utiliza os poderes cósmicos a ele concedidos por conta de seu cargo de arauto.

Uma história que não tem o brilhantismo de contos de O Que Aconteceria Se como no passado, mas que também não compromete tanto uma vez que o destaque, como disse antes, fica pela curiosidade em se ver Oeming desenhando.

E aqui terminamos essa fascinante viagem pelo mundo do deus do trovão, Thor! Vale lembrar que o personagem voltou a ter suas histórias publicadas em uma revista própria, escritas pelo aclamado J. Michael Straczynski. Histórias estas que podem ser lidas na revista Os Novos Vingadores, publicada pela editora Panini, que é encontrada em todas as bancas.

Agradeço a todos que acompanharam nessa viagem asgardiana, já informando que a diversão não termina por aqui... voltaremos ainda essa semana, dando início a mais uma série abordando personagens do mundo dos super-heróis? Quem será (ou serão) que iremos seguir agora? Fiquem atentos!

domingo, 6 de dezembro de 2009

THOR - Parte 154

- Thor: Blood Oath 6 (Fevereiro de 2006)
Histórias:

* Blood Oath Part 6 - Escrita por Michael Avon Oeming e desenhada por Scott Kolins

Ulik.

Anticlimática ou cheia de reviravoltas? Juramento de Sangue foi uma história com um humor tão incomum nas histórias de Thor, que fica difícil saber se as reviravoltas foram planejadas pelo escritor ou estiveram ali por mera falta de planejamento.

Na edição passada, os guerreiros asgardianos se deparam com guerreiros mortos-vivos com cara de poucos amigos, tentando defender a Espada Aparadora. Portanto, tudo que ele tinham de fazer para conseguir a espada era... pedir! Quem esperava mais um confronto dos heróis contra a nova ameaça, pode ter ficado decepcionado. Ninguém havia conseguido passar pelos mortos vivos porque tinham medo deles. Mas tudo o que eles queriam era que surgisse alguém que pedisse a espada que, afinal, tirou a vida de todos ali.

Após cumprir com óbvia facilidade a tarefa, os guerreiros partem para o Egito, última parada da missão, mas encontram o guerreiro troll Ulik, enviado pelo rei dos trolls responsável pela aventura do grupo. Praticamente com as missões cumpridas, Thor finalmente pode usar seu martelo e derrota Ulik, levando-o novamente perante o rei.

E, em um acontecimento novamente inesperado, a fúria do rei troll é contida por... sua esposa! Tudo o que ela quer é que o corpo de seu filho seja resgatado do fundo do mar e que tenha um funeral digno (algo que os asgardianos fazem com prazer). Um fim pacífico, com uma lição de moral "bonitinha" (se somos todos iguais... pra que guerrear?) em uma história divertida, como a muito tempo não se fazia em Asgard.
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Nota ao leitores: Estamos na reta final! Amanhã teremos a última parte da matéria sobre Thor. Não percam!!!

THOR - Parte 153

- Thor: Blood Oath 5 (Fevereiro de 2006)

Histórias:

* Blood Oath Part 5 - Escrita por Michael Avon Oeming e desenhada por Scott Kolins

A Espada Aparadora.

Na sangrenta batalha entre os asgardianos e o jovem deus celta Chulain, vemos Volstagg sendo decapitado e Thor sendo trespassado pela lança amaldiçoada. Mas o guerreiro Hogun, o mais selvagem do grupo, ataca com sua fúria e consegue afugentar o inimigo. Apesar das sangrentas baixas, a esperança do grupo reside nas maçãs mágicas colhidas na primeira missão, que têm o poder da cura. Poder tamanho capaz de reviver a cabeça decepada de Volstagg e devolvê-la ao seu corpo.

O humor da série não se abala nem mesmo em cenas sangrentas, onde a tom de tragédia é substituído por observações cômicas sobre a situação... por mais desesperadora que ela pareça.

Seguindo viagem, os guerreiros vão até Japão, onde buscam pela Espada Aparadora, protegida pelos guerreiros que já a empunharam no passado e/ou foram mortos por ela. E é aí que está o problema... pois justo no salão onde ela se encontra... residem os guerreiros mortos-vivos, com cara de poucos amigos e dispostos a tudo para defender a arma.

Continua...
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

THOR - Parte 152

- Thor: Blood Oath 4 (Janeiro de 2006)

Histórias:

* Blood Oath Part 4 - Escrita por Michael Avon Oeming e desenhada por Scott Kolins

A Lança de Chulain.

Thor finalmente escapa dos braços de Hércules... invocando um raio. Afinal, ele é o deus dos trovões, raios e tempestades. Após a surra, Hércules finalmente recobra a sobriedade e decide parar com as agressividades. Zeus fica agradecido a Thor por ter posto um pouco de juízo em seu irresponsável filho. E Dionísio, que finalmente recupera seu porco encantado, também fica grato ao grupo de asgardianos.

Após a aventura no Olimpo, o grupo segue para... Irlanda! Lá, eles tem contato com resquícios das divindades celtas. Na verdade, elfos, fadas e outros seres mitológicos daquela terra. O objetivo é conseguirem a Lança de Chulain, uma arma tão sanguinária que tem que ficar mergulhada em sangue fervente, caso contrário ela mesma procura por violência.

Os asgardianos conseguem pegar a lança e ainda levam um bebê que, supostamente, foi raptado pelos elfos e duendes. O problema é que o bebê é apenas o disfarce da divindade conhecida como Chulain, dono da lança maldita. E, assim que Chulain recupera sua lança, a usa para decaptar Volstagg!!!

Continua...
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

THOR - Parte 151

- Thor: Blood Oath 3 (Dezembro de 2005)

Histórias:

* Blood Oath Part 3 - Escrita por Michael Avon Oeming e desenhada por Scott Kolins

Thor vérsus Hércules.

Afim de recuperar o porco mágico de Dionisio, que é capaz de transformar água em vinho, Thor tenta convencer um embriagado Hércules a se retirar... tarefa que, obviamente, não será nada fácil. Se sóbrio, o semideus já era petulante e encrenqueiro... com galões e mais galões de vinho na cabeça então...

A batalha que se segue, entre Thor e Hércules, tem proporções épicas. O tom de humor dessa história fica por conta das apostas dos dois lados. Apoiando (ou não) Hércules estão os deuses do Olimpo, que vêem tudo como uma grande disputa. E do lado de Thor (ou não) estão os próprios Três Guerreiros, que não pensam duas vezes em provocar seu príncipe, dizendo que este seria um desafio fácil e/ou dar idéia de que ele talvez não dê conta do recado. De fundo, Fandral e Hogun tentam capturar o tal porco.

A briga entre o deus e o semideus, quando parece que vai terminar pela exaustão dos dois, termina com uma pequena vantagem para Hércules... que parece disposto a findar a vida do deus do trovão!

Continua...
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

THOR - Parte 150

- Thor: Blood Oath 2 (Dezembro de 2005)

Histórias:

* Blood Oath Part 2 - Escrita por Michael Avon Oeming e desenhada por Scott Kolins

As Maçãs de Lerad.

A primeira missão do Três Guerreiros e de Thor é capturar as maçãs do alto da árvore onde reina a águia gigante Lerad. A ave age como uma espécie de esfinge as avessas e gosta de desafios, tal qual uma gincana. E os amigos escolhem quem para desafiá-la? O volumoso Volstagg!!!

O atrapalhado guerreiro quase põe tudo a perder ao citar os Três Guerreiros e depois corrige-se dizendo que ele é tão volumoso que parece três guerreiros em um só (apenas para ter noção do nível em que acontece o desafio). A primeira prova da águia é que Volstagg tem que beber tonéis gigantes de vinho. Mesmo para o balofo herói, que já devorou banquetes inteiros e ainda ficou com fome, fica difícil acreditar que vencerá ao beber tonéis que mais parecem caixas d'água. No entanto, a muito custo, Volstagg prova para Lerad que pode ser um bom parceiro de bebida.

A segunda prova faz com que Lerad bata suas gigantescas asas afim de que a força da ventania que causa possa mover Volstagg de seu lugar. Ele, pesado do jeito que é, resiste até o limite, mas é arrastado a seguir. No entanto, Lerad está tão embriagada devido ao vinho do desafio anterior, que mal consegue devorar o guerreiro. Embriagada o suficiente para que os outros heróis finalmente roubem as maçãs debaixo de suas asas. A captura das maçãs, no entanto, não passa despercebida, e eles são perseguidos por um exército de águias que são fiéis a sua rainha.

Thor não pode usar o martelo na batalha, mas isso não impede que ele use para teletransportá-los para o próximo desafio... no Olimpo dos gregos. Lá, a missão é capturar o porco do deus Dionísio, animal que, quando dentro de um rio, é capaz de fazer a água virar vinho. Eles são recepcionados por um gentil idoso que revela ser o próprio e derrotado Dionísio. Derrotado desde que convidou um amigo para beber... e este nunca mais saiu de seus domínios, vivendo a meses na farra de vinho e mulheres de seu reino.

Até então, os guerreiros acham a missão fácil. Se era para capturar o porco, isso estava praticamente ganho, uma vez que seu dono ficaria agradecido quando eles expulsassem o fanfarrão. E a missão realmente seria fácil... se o tal fanfarrão não fosse... Hércules!!!

Continua...
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