sexta-feira, 31 de julho de 2009

THOR - Parte 45

- Thor 368 e 369 (Junho e Julho de 1986)

Histórias:

* "The Eye of the Beholder" - Escrita por Walter Simonson e desenhada por Sal Buscema

* "For Whom the Belles Troll..." - Escrita por Walter Simonson e desenhada por Sal Buscema

Sal Buscema.

Irmão de John Buscema, outro desenhista que fez história nas páginas da revista do Thor, Sal Buscema tinha um estilo que remetia ao que podemos chamar de "antiga escola" da Marvel. Apesar de ter um traço que poderia ser considerado datado, veio lentamente aprimorando-se aos novos tempos e se adaptando década a década, sem que sua forma de apresentar as cenas perdessem o impacto.

Ao substituir o desenhista Walter Simonson (que, mesmo assim, ainda era responsável por escrever as histórias de Thor), Sal Buscema conseguiu um certo equilíbrio, chegando bem próximo da arte estilizada de seu antecessor. E o mais interessante é que fez isso sem ter em mente continuar o que já vinha sendo feito. Ou seja, não se tornou uma cópia de Simonson, manteve as características de seu próprio desenho e fez isso de forma a, visualmente, dar a impressão de que o clima "Simonson" ainda estava em cada quadro. E isso só se faz de uma forma. Com talento!

Na história, Thor busca por Balder para que esse assuma o trono de Asgard (ao qual ele indicou). Encontra o amigo hipnotizado por bruxas trolls em um castelo nas nuvens. Ao libertá-lo e destruir as bruxas, a dupla ainda tem que enfrentar uma mãe-troll, espécie de "abelha rainha" dos trolls, que foi escalada por Loki (sem que os dois soubessem) para preparar a emboscada.
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quinta-feira, 30 de julho de 2009

THOR - Parte 44

- Thor 367 (Maio de 1986)

Histórias:

* "The Harvest of the Seasons" - Escrita e desenhada por Walter Simonson
Última história desenhada por Walter Simonson.

Walter Simonson fez um trabalho brilhante em sua passagem pela revista do Thor. Visualmente, ousou em experimentar uma arte muito mais estilizada do que se via até então. Mas acertou em cheio no bom gosto, caindo na preferência dos leitores e se tornando um dos grandes nomes a desenhar Thor.

Apesar de, nessa edição, Simonson deixar a arte da revista, sua colaboração para as histórias do deus do trovão não terminariam totalmente. Ele ainda continua como principal escritor da série por um bom tempo. E mesmo sua arte poderia ser vista tanto em uma ou outra edição, quanto nas capas dessa fase em que participou.

A ocasião da despedida de sua arte não podia ser menos especial. Era o dia da coroação de Balder como regente supremo de Asgard. Odin sumiu na batalha contra o demônio Surtur, e Thor, ao invés de assumir o trono que lhe era de direito, preferiu indicar o seu mais valoroso amigo e guerreiro para comandar o reino dourado.

Como última colaboração visual de Simonson, vemos um Thor agora barbado, para esconder as cicatrizes que Hela, a deusa da morte, causou em seu rosto quando este foi resgatar almas inocentes de seu reino. Visual este que se aproxima da visão de Thor dentro da verdadeira mitologia nórdica e, verdade seja dita, um tanto parecido com o próprio barbado Walter Simonson...
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quarta-feira, 29 de julho de 2009

THOR - Parte 43

- Thor 364 a 366 (Fevereiro a Abril de 1986)

Histórias:

* "Thor Croaks" - Escrita e desenhada por Walter Simonson

* "Guess Who's Coming To Dinner, or, It's Not Easy Being Green" - Escrita e desenhada por Walter Simonson

* "Sir" - Escrita e desenhada por Walter Simonson

O Sapo do Trovão.

Desta vez é sério! Não, não se trata de uma realidade alternativa. Não, não se trata de uma revista infantil parodiando o personagem. A coisa foi séria. Muito séria! Thor, o então renomado super-herói, deus do trovão, filho de Odin... foi transformado em um sapo! Resultado das maquinações de Loki, é claro.

Vindo de Loki, a transformação de Thor em sapo poderia ser até um detalhe comum. Mas o que chamou a atenção não foi o resultado da magia, mas como o escritor e desenhista Walter Simonson conduziu a história. O que poderia parecer uma idéia absurda, acabou se tornando uma história tão empolgante quanto qualquer outra história de super-herói. E o Thor em forma de sapo acabou se tornando um clássico.

Após ser transformado em sapo, acompanhamos as aventuras do anfíbio através do Central Park. Através da licença poética utilizada pelo escritor, o leitor consegue saber o que o sapo pensa e fala, além do mesmo entendimento quando este interage com outros animais. Graças a esse recurso, a alma de herói de Thor, mesmo na forma em que se encontra, acaba ajudando um grupo de sapos a enfrentar um grupo de ratos do local. A guerra culmina com o plano dos ratos em envenenar o reservatório de água, afim de eliminar o grupo rival. Acontece que Thor, com sua mente humana, sabe que a atitude dos ratos é ingênua do ponto de vista tático. Afinal, a intenção é se livrar dos sapos, mas Thor tem consciência que o veneno, obviamente, também vai afetar a população (humana) local.

Thor/sapo consegue a ajuda (involuntária) de crocodilos que vivem nos esgotos, através de uma espécie de flautista que os controla (apesar de parecer conto de fadas, o flautista é um mutante que se esconde nos esgotos, pertencente ao grupo conhecido como morlocks). Com esta ajuda, consegue derrotar o grupo de ratos e ajudar os seus novos amigos sapos.

Mas Thor ainda é um sapo e precisa resolver sua situação. Consegue encontrar sua carruagem, puxadas por dois carneiros. Em sua forma de sapo, ainda consegue se comunicar com os animais. Os carneiros de sua carruagem o reconhecem e explicam que ele deve empunhar o martelo encantado. Na forma de sapo, Thor ergue o martelo e se transforma... em um sapo maior ainda, mas com o uniforme de deus do trovão!

Após a transformação, segue para Asgard e captura Loki, antes que o vilão assuma o posto de monarca do reino dourado (Odin havia desaparecido após um confronto com o demônio Surtur). Graças a intervenção acidental do volumoso guerreiro Volstagg, Loki acaba perdendo a fonte de energia de seu encantamento (canalizada através da espada abandonada de Surtur) e Thor volta a sua forma normal.

Uma história muito incomum, talvez a mais incomum do personagem desde sua criação... mas que se tornou uma saga inesquecível. Detalhe: Walter Simonson dedicou esta história a Carl Barks, desenhista e escritor que ficou famoso por criar as mais importantes histórias de um outro universo animal: o das histórias do Tio Patinhas, Donald e o mundo criado por Disney.
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terça-feira, 28 de julho de 2009

THOR - Parte 42

- Peter Porker, The Spectacular Spider-Ham 5 (Janeiro de 1986)

Histórias:

* "Tails of Arfgard" - Escrita e desenhada por Steve Mellor

Thrr.

A revista de Peter Porker era uma espécie de sátira com os personagens da Marvel, que eram apresentados aqui através de bichinhos em traço de desenho animado infantil. Mas era um universo muito peculiar, com uma abordagem além de simplesmente apresentar historias infantis, apesar de ser publicado pelo selo Star Comics, voltado a leitores de faixa etária menor que as do Universo Marvel tradicional. A idéia era apresentar histórias de humor leve onde o grande mote era fazer trocadilhos (em inglês) com os nomes dos super-heróis.O Spider-Ham (Presunto-Aranha) era uma espécie de porco que parodiava o Homem-Aranha e era o principal personagem desse mundo antropomórfico. Como histórias secundárias de sua revista, outros personagens da Marvel apareciam na mesma linha.

Assim, na edição número 5, ficamos conhecendo Thrr, uma sátira de Thor em forma de cachorro. No pequeno conto onde o cão do trovão aparece, ficamos conhecendo outros asgardianos, igualmente representados por uma série de seres caninos. Uma das idéias aqui utilizadas, foi mostrar o martelo encantado de Thrr, meio que agindo por vontade própria, apesar de fiel a seu dono (assim como o de Thor). Porém, atendendo as necessidades caninas de seu mestre, o martelo vivia correndo atrás de carros... e arrastando o sorridente Thrr junto a ele.
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segunda-feira, 27 de julho de 2009

THOR - Parte 41

- Marvel Super-Heroes Secret Wars 3 (Julho de 1984)

Histórias:

* "Tempest Without, Crisis Within" - Escrita por Jim Shooter e desenhada por Mike Zeck

Titania.

Guerras Secretas foi um grande evento da Marvel na década de 80, reunindo seus mais populares personagens, sendo tanto heróis quanto vilões. Era uma espécie de disputa em campo neutro, onde as intenções de bem e de mal nem sempre eram tão claras. Mais do que colocar dois grupos para batalhar, a minissérie desenvolvia o relacionamento entre os integrantes dos grupos, alguns poucas vezes vistos agindo juntos nas revistas mensais.

Não se tratava de zerar tudo que já havia sido feito anteriormente (como a DC fez no ano seguinte com Crise nas Infinitas Terras, em parte como resposta ao sucesso do evento da Marvel), mas algumas novidades foram lançadas durante a história, como, por exemplo, o uniforme negro do Homem-Aranha.

Aproveitando esses detalhes, o escritor (e editor chefe) Jim Shooter, aproveitou para lançar novos personagens, como as vilãs Titânia e Vulcana, ambas criadas pelo Doutor Destino, que utilizou a tecnologia alienígena encontrada no planeta para onde os personagens foram levados com o intento de se enfrentarem.

Titânia, uma franzina garota que adquiriu força descomunal após o experimento de Destino, tornaria-se parceira inseparável do vilão Homem-Absorvente após o fim da saga. Como o vilão era originalmente inimigo de Thor, sempre que ele aparecia para enfrentar o deus do trovão, a fiel Titânia lá estava para usar sua força para fins maléficos.
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domingo, 26 de julho de 2009

THOR - Parte 40

- Thor 344 (Junho de 1984)

Histórias:

* "Whatever Happened to Balder the Brave" - Escrita e desenhada por Walter Simonson

Malekith.

O rei sombrio dos elfos, conhecido como Malekith, surgiu dando umas férias para o vilão Loki, que passa a ser uma espécie de ameaça coadjuvante. De fato, a primeira vista Malekith mais parece ser um Loki com nova roupagem. Mas Walter Simonson tinha outros planos para esse novo personagem.

O primeiro contato com Malekith é feito por Balder, quando este vai levar uma mensagem de Odin para Loki. Por acaso, a mensagem é justamente para avisar sobre uma ameaça da qual o rei dos elfos é uma espécie de arauto. Apesar da ameaça generalizada a todos os asgardianos, Loki, sempre "do contra", já negociou com Malekith e rejeita a convocação de Odin, o qual chama de padrasto nesta história, renegando seu direito como príncipe e lembrando de sua descendência dos gigantes de além do reino.

Malekith desaparece antes que Balder possa destruí-lo, dando a entender que as negociações com Loki tiveram sucesso. E, de fato, este seria um vilão que daria muito trabalho para todo o universo.
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THOR - Parte 39

- Thor 340 (Fevereiro de 1984)

Histórias:

* "Though Hel Should Bar The Way" - Escrita e desenhada por Walter Simonson

O Fim de Donald Blake.

Thor era um super-herói com uma identidade secreta peculiar. Apesar das identidades secretas servirem para dar certa humanidade aos personagens e, de certa forma, aproximá-los da vida real do leitor, a de Thor tinha pouca valia. Afinal, não se tratava de uma pessoa normal que ganhou poderes, mas de um deus superpoderoso que se tornou normal.

E no Universo Marvel, o recurso da identidade secreta era até mais desenvolvido do que a vida aventuresca do personagem. Os desafios do dia a dia chegavam a ser mais ameaçadores do que as batalhas com supervilões. O outro charme desse recurso era que o personagem tinha que se desdobrar para esconder sua vida dupla, não só dos vilões (que nem estavam tão interessados nisso, afinal), mas dos seus entes queridos e mais próximos. Donald Blake, a identidade secreta de Thor, uma falsa identidade criada por Odin, não tinha nenhum coadjuvante tão próximo. No máximo, a enfermeira Jane Foster, que nem mais fazia parte das histórias do herói e, em suas últimas aparições, a identidade secreta de seu então namorado não era novidade. Próximo mesmo eram Odin, o pai de Thor, e os seus outros conterrâeos asgardianos. Porém, próximos de Thor e não de Donald Blake (que muitos desconheciam).

Com isso, a identidade de Donald Blake foi caindo no esquecimento, sendo que os escritores e desenhistas da revista do Thor pouco o usavam. Em algumas ocasiões, quando lembravam, soava como que por obrigação. Blake foi, de certa forma, sendo banalizado e tendo um papel cada vez mais raso. E esse "peso morto" foi algo que o escritor e desenhista Walter Simonson tentou resolver de uma vez por todas.

Thor e Bill Raio Beta parte para o mundo do alienígena, que está sendo devastado por demônios espaciais e vencem a batalha. Quando retornam para Asgard, Odin fica conhecendo a dramática origem de Bill, um nativo daquele planeta que foi transformado geneticamente em uma máquina de combate, meio homem meio fera, mas que sentia saudades de sua forma original, já que a transformação o condenou a viver daquela forma pra sempre.

Bill havia ganhado, também, um martelo encantado próprio e foi graças a ele que Odin teve uma ideía. Abençoando os dois martelos, o de Bill e o de Thor, Odin permitiu que o alienígena voltasse a sua forma original simplesmente batendo o cabo do martelo no chão. Assim, Bill Raio Beta voltava a forma humanóide original de seu planeta e o martelo se transformava em uma bengala, bastando batê-lo no chão para se trasformar novamente... exatamente como acontecia com Thor e Donald Blake.

Mas... falando em Donald Blake... o que aconteceu com o martelo encantado do deus do trovão? O que Odin fez, na verdade, foi transferir o encantamento entre os martelos. Ou seja, Thor agora não mais voltaria a ser Donald Blake, consequentemente não tendo mais o problema de ficar sessenta segundos longe do martelo.

Dessa forma, nos despedimos de médico Donald Blake que, apesar de ter proporcionado bons momentos aos leitores, no fim de sua carreira estava mesmo é sobrando.
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

THOR - Parte 38

- Thor 337 a 339 (Novembro de 1983 a Janeiro de 1984)
Histórias:

* "Doom" - Escrita e desenhada por Walter Simonson

* "A Fool and His Hammer" - Escrita e desenhada por Walter Simonson

* "Something New, Something Old" - Escrita e desenhada por Walter Simonson

Walter Simonson.

Durante muitos meses, a revista do Thor patinou por diversos escritores e desenhistas, muitos deles apresentando trabalhos tão medianos quanto as muitas situações em que colocaram o herói. A era de Jack Kirby e John Buscema já era considerada coisa do passado. Mas ainda restava um ás na manga da editora Marvel... e esse ás se chamava... Walter Simonson.

Ele já era conhecido dos leitores de Thor, uma vez que desenhou vários números da revista na fase em que o personagem singrava o espaço a procura de seu pai desaparecido. No entanto, passado tanto tempo depois daquela época, Simonson retorna com um traço arrojado, estiloso, bem diferente dos caminhos que seguia dos desenhistas de outrora (principalmente de John Buscema). O aprimoramento de seu desenho, apesar de ousado, era agradável aos olhos do leitor e sua investida no título caiu tanto nas graças do editor chefe, que ele não só desenharia, mas também escreveria as histórias do personagem.

Com primeira aventura, Simonson nos apresenta ao personagem Bill Raio Beta. O estranho nome vinha de um personagem mais estranho ainda. Alienígena humanóide com uma cabeça que lembra o crânio de um cavalo, Bill mostrou-se arredio e selvagem em um primeiro encontro, mas, a partir do momento em que consegue levantar o martelo encantado, mostra-se digno de andar ao lado dos deuses nórdicos.

Após "tomar" o martelo, Bill se transforma numa variante de Thor e é confundido como herói, sendo levado por Odin para Asgard. Lá, ficamos sabendo que sua história é tão cheia de bravura quanto de tragédia. Sua raça foi aniquilada por demônios espacias, aos quais Bill passou sua existência a combater.
Bill consegue vencer Thor em um teste e ganha nada mais nada menos que o próprio martelo encantado. Porém, Odin é um deus piedoso e decide criar um novo martelo para dar poderes a ele, ao mesmo tempo que o antigo martelo volta para as mãos de seu filho Thor. Junto, Thor e Bill Raio Beta, dotados cada qual com seu poderoso martelo, partem para o espaço para enfrentar os demônios.

Outra personagem coadjuvante que Simonson introduz é Lorelei, espécie de irmã caçula de Encantor e tão mal intencionada quanto. Talvez o desenhista pudesse usar a própria Encantor, uma vez que Lorelei também tinha forte apelo sensual em sua aparição. A diferença, no entanto, era notável na nova personagem. Enquanto Encantor mais parecia uma perigosa feiticeira, Lorelei dava a impressão de ser uma espécie de picareta asgardiana, voltada para ambições menores, para não dizer fúteis... instrumento perfeito para Loki utilizar contra seu irmão.
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domingo, 19 de julho de 2009

THOR - Parte 37

- Thor 281 a 282 (Março e Abril de 1979)
Histórias:

* "This Hammer Lost" - Escrita por Mark Gruenwald e Ralph Macchio, desenhada por Keith Pollard

* "Rites of Passage" - Escrita por Mark Gruenwald e Ralph Macchio, desenhada por Keith Pollard

Keith Pollard.

Com a saída da equipe criativa fixa, a revista do Thor passou meses sendo jogada nas mãos de outros escritores sem que nenhum se firmasse com regularidade na série. Com os desenhos aconteceu algo parecido, exceto pelo surgimento de Keith Pollard, que não fez exatamente um trabalho ininterrupto nos meses seguintes, mas sempre voltava para salvar a revista da extinção. Seu estilo era o que mais lembrava a fase anterior, desenhada por Buscema, e, por isso, talvez a sua permanência nas páginas do herói.
Keith Pollard estreou como desenhista de Thor em uma pequena história que marcaria a 200ª história do personagem desde o seu surgimento em Journey Into Mystery. Nela, Thor viaja até o limbo, onde encontra o vilão alienígena Fantasma do Espaço. Mas a história não é focada simplesmente na batalha entre os dois. Na verdade, o Fantasma precisa da ajuda do deus do trovão para retirar seu planeta daquela dimensão.

Para complicar, o martelo encantado desaparece na ida ao limbo. Apesar da regra de voltar a ser Donald Blake após sessenta segundos longe do martelo ainda valer, no limbo a transformação é suspensa. A aventura leva a dupla até os domínios do vilão temporal Immortus, que também não está interessado em lutar com o herói, ajudando-o, inclusive, a teleportar o mundo do Fantasma do Espaço.
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sábado, 18 de julho de 2009

THOR - Parte 36

- Thor 273 a 278 (Julho a Dezembro de 1978)

Histórias:

* "Somewhere... Over the Rainbow Bridge" - Escrita por Roy Thomas, desenhada por John Buscema

* "The Eye... and the Arrow" - Escrita por Roy Thomas, desenhada por John Buscema

* "A Balance is Struck" - Escrita por Roy Thomas, desenhada por John Buscema

* "Mine... This Hammer" - Escrita por Roy Thomas, desenhada por John Buscema

* "Time of the Trolls" - Escrita por Roy Thomas, desenhada por John Buscema

* "At Long Last... Ragnarok" - Escrita por Roy Thomas, desenhada por John Buscema

Red Norvell e a última história de John Buscema.

Roy Thomas trouxe muito do Thor mitológico para as histórias do Thor dos quadrinhos. Conhecemos, por exemplo, as esposas de Odin e de Loki, mais detalhes sobre o Ragnarok (espécie de apocalipse dos deuses nórdicos) e deuses asgardianos coadjuvantes nunca usados antes. A seriedade de pesquisa com que Thomas inseriu estes detalhes é tanta, que chegou até mesmo a tentar dividir o personagem dos quadrinhos do deus mitológico. Dessa forma, vemos o surgimento de... Thor, o verdadeiro deus do trovão!!! Conhecido como Red Norvell (nos quadrinhos) o personagem traz um pouco da personalidade e mesmo o visual do Thor das lendas, mostrando um deus do trovão menos heróico e mais cabeça quente, típica imagem de um guerreiro viking.

Mas o escritor consegue dar mais fidelidade as histórias dos deuses nórdicos sem se tornar maçante com os detalhes. Para sair um pouco do excesso de fidelidade, mostra também que conhece a mitologia do próprio universo de super-heróis Marvel, trazendo de volta um antigo coadjuvante das histórias de Thor: o ousado repórter Harris Hobbs, que auxiliou o herói no passado ao perseguir o vilão Homem Absorvente.

Sendo agora um âncora de um telejornal, Hobbs tenciona, e com ajuda de Loki consegue, colocar uma equipe de TV para fazer um documentário... em Asgard!!! Porém, a equipe chega num péssimo momento no reino dourado... pra não dizer o pior momento. Uma série de eventos anuncia a chegada do Ragnarok, fim dos tempos para os deuses asgardianos cantada em antigas profecias. Na verdade, assim como a vinda da equipe, parte desse terrível destino é arquitetado e conduzido por Loki, o deus do mal.

Na equipe de Hobbs, conhecemos Red Norvell, um cameraman que mostra-se ambicioso e que logo inveja não só os poderes de Thor, mas o amor da própria deusa Sif. Sua grande oportunidade surge quando Thor deixa em suas mãos o seu cinturão de força e, novamente com a "ajuda" de Loki, o mortal encontra as luvas do deus do trovão. Dotado destes objetos, Norvell encarna a essência de Thor e se torna, também, um deus do trovão... com intenções mais mesquinhas do que a de qualquer deus asgardiano. Chega até mesmo a tomar o martelo encantado do Thor que conhecemos e sequestrar Lady Sif.

Enquanto isso, os planos de Loki e a chegada do Ragnarok se mostram presentes. Sif convence Norvell a defender Asgard e ele enfrenta a Serpente de Midgard, criatura mitológica que seria a causa da morte de Thor no Ragnarok. Com a morte do "novo" Thor, todas as batalhas cessam e o fim dos deuses parece que não acontecerá dessa vez. No entanto, o saldo negativo fica por conta dos dois assistentes de Hobbs que perderam a vida na aventura (sendo um deles o próprio Norvell).

Esta foi a última saga desenhada por John Buscema para o personagem. Ele ainda viria a desenhar histórias esporádicas, mesmo dentro da revista, mas foram anos e anos ininterruptos no qual sua arte marcou as aventuras do deus do trovão e, por sua vez, o personagem também fez parte importante de sua carreira. Uma curiosidade, apesar do artefinalista Tom Palmer ter se tornado o parceiro oficial de Buscema, a última história dessa saga é finalizada por Chic Stone, um dos principais parceiros do desenhista (e criador de Thor) Jack Kirby.
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THOR - Parte 35

- Thor 272 (Junho de 1978)

História:

* "The Day the Thunder Failed" - Escrita por Roy Thomas, desenhada por John Buscema

Roy Thomas.

O escritor Len Wein, em sua passagem pelas histórias de Thor, trouxe de volta a deusa Sif, mandando para o limbo (novamente) a enfermeira Jane Foster e alterando o status de par romântico do herói. Também levou ao leitor a uma longa saga pelo espaço, onde Thor e outros asgardianos partiram em busca de Odin. Apesar de alguns elementos comuns na história do personagem, isso distanciou-o do ambiente que se passava entre Asgard e suas batalhas na Terra. Outra curiosidade dessa fase é a colaboração com o desenhista Walter Simonson, que caíria no gosto do público e retornaria ao título em edições futuras, assumindo maior responsabilidade pela criação das histórias e adotando um estilo de desenho mais estilizado e característico do que seu trabalho com Len Wein.

Logo após a saída de Len Wein, o escritor Roy Thomas assumiria o cargo de principal roteirista da série, trazendo de volta o desenhista John Buscema (que também era seu parceiro nas histórias de Conan) que contava, desta vez, com a importante adição do artefinalista Tom Palmer, o qual trouxe maior realismo aos desenhos de Buscema, dando uma espécie de tridimensionalidade a eles.

Roy Thomas já escolheu um rumo que beberia diretamente na fonte da mitologia nórdica, não só utilizando elementos, mas lendas inteiras daquele universo. Logo em sua estréia, vemos um conto sobre como Thor e Loki foram derrotados pelas ilusões do esperto rei gigante Utgard. Apesar das características dos personagens dos quadrinhos terem sido mantidas, chega a ser estranho ver os dois irmãos, que sempre apareceram como ferrenhos inimigos, andando lado a lado para resolver, cada uma ao modo de sua própria personalidade, uma ameça em comum.
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sexta-feira, 17 de julho de 2009

THOR - Parte 34

- The Avengers Annual (1977)

História:

* "The Final Threat" - Escrita e desenhada por Jim Starlin

Thanos.

O chamado deus louco Thanos sempre teve uma existência confusa dentro do universo Marvel... desde sua origem na verdade. Apesar de sinais de sua primeira aparição terem ocorrido nas aventuras do Homem de Ferro, o personagem foi criado para o estilo de aventuras cósmicas, onde aconteciam batalhas no espaço e fenômenos entre os planetas e as estrelas criavam heróis e vilões que vagavam pelo Universo em busca de aventura.

O vilão chegou a conquistar níveis de poder inimagináveis. Considerando-se um amante da morte, decidiu homenagear sua amada destruindo todas as estrelas do Universo. Ambicioso? Pois sua busca por poder não tinha limites para realizar esse "sonho". Através das poderosas gemas do infinito, Thanos criou um armamento e reuniu um exército de fanáticos que, pouco a pouco, planeta a planeta, sistema a sistema, iam sendo destruídos em nome da Morte.

Essa verdadeira ópera espacial, planejada e executada entre várias revistas de diversos heróis Marvel, tinha como arquiteto o escritor e desenhista Jim Starlin. Com um estilo que traziam, em suas histórias, aventuras cósmicas, Starlin desenvolveu o personagem desde seu surgimento até os dias de hoje. Para se ter um idéia da dedicação a sua criação, mesmo quando escrevia histórias de outros personagens que nãos os da Marvel, dava um jeito de mostrar um outro que em muito lembrava Thanos, quando não visualmente, pelo menos em conceito.

Thor viria a enfrentar Thanos na época em que era integrante do grupo Vingadores. Como membro honorário, o grupo contava com outro herói cósmico, o Capitão Marvel (não confundir com aquele que dizia "Shazam") e o auxílio do superser viajante das estrelas Adam Warlock. Diante de uma invasão iminente liderada por Thanos, o grupo invade a nave do vilão para destruir a gema do infinito sintética que criou. Thor e Homem de Ferro conseguem chegar até o artefato e destruí-lo, ganhando ainda mais o ódio do deus louco.

No futuro, esse rancor de Thanos viria a alimentar ainda mais seu desejo em perpetrar não só a morte do Universo, mas de todos aqueles que se meteram em seu caminho. E Thor teria muita dor de cabeça com esse que, enlouquecidamente, se considerava um deus.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009

THOR - Parte 33

- Thor 242 a 245 (Dezembro de 1975 a Março de 1976)

Histórias:

* "When the Servitor Commands" - Escrita por Len Wein, desenhada por John Buscema
* "Turmoil in the Time-Stream" - Escrita por Len Wein, desenhada por John Buscema

* "This is the Way the World Ends" - Escrita por Len Wein, desenhada por John Buscema

* "The Temple at the End of Time" - Escrita por Len Wein, desenhada por John Buscema

Len Wein.

Gerry Conway ficou por um bom tempo escrevendo as histórias de Thor e o maior legado desse período foi... a volta de Jane Foster! Mas esqueçam a enfermeira delicada, típica dama em perigo dos anos 60. Jane foi adaptada para novos e turbulentos tempos, onde sua alma se fundiu com a deusa guerreira Sif e, além de um visual mais "mulher moderna", ela tinha muita, mas muita atitude... Logo, ela e Thor reataram o romance do passado, novamente sob a desaprovação de Odin.

Apesar da boa fase, com a saída de Conway, a revista mensal de Thor parecia estar perdida, sem rumo ou mesmo sem um substituto para o escritor. Nos meses de transição, mais de uma mente estava por trás da histórias do personagem. E, como não havia nenhum contratado que assumisse o compromisso... coube ao chefe tomar as rédeas. Len Wein, então editor da revista, também acumulou a função de principal escritor da série.

De início, Wein trouxe uma interessante aventura pelo tempo, acompanhada pelo vilão temporal Zarrko que, apesar de inimigo clássico de Thor, andava esquecido e, verdade seja dita, nunca havia sido aproveitado da forma como o escritor o tratou.

Agora, Zarrko pedia ajuda a Thor para derrotar criaturas que destruíam o Universo através de cruzamentos dentro da linha temporal. O vilão, claro, não tinha lá tão boas intenções assim. Além de utilizar uma enorme criatura conhecida como Serviçal para capturar seus aliados (e, apesar do nome, há um momento meigo em que Zarrko o chama de amigo), o viajante do tempo mostra que o futuro é dominado por ele com mão de ferro, privando a população dos confortos da tecnologia, fazendo com que se tornem seus escravos.

Tendo seu reino ameaçado, Zarrko conta com a intervenção de Thor, dos três guerreiros asgardianos (Hogum, Fandral e Volstagg) e até mesmo da aparentemente delicada Jane Foster, que tem papel importante da resolução do problema, chegando até mesmo a empunhar uma espada contra as ameaças que surgem. Zarrko, no entanto, se vê condenado a uma nova realidade, surgida em um desses paradoxos temporais comuns em histórias de mudança do tempo.

Apesar de alongada mais que o costumeiro, a aventura temporal escrita por Len Wein traz bons momentos e é o tipo de história para se ler com muita atenção, afim de se entender as complexas teorias de tempo e espaço que ali se apresentam. E a arte de Buscema, como sempre, ajuda em muito nessa viagem.
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terça-feira, 14 de julho de 2009

THOR - Parte 32

- Thor 193 e 194 (Novembro e Dezembro de 1971)

Histórias:

* "What Power Unleashed?" - Escrita por Gerry Conway, desenhada por John Buscema

* "This Fatal Fury" - Escrita por Gerry Conway, desenhada por John Buscema

Gerry Conway.

O escritor Gerry Conway ficou famoso por seus roteiros para as histórias do Homem-Aranha, mais especificamente como autor da clássica (e dramática) história em que mostra a morte de Gwen Stacy, então namorada do herói. Outro personagem criado por ele que alcançou fama foi o anti-herói Justiceiro, apesar deste também ter surgido nas páginas de Homem-Aranha.

Conway começou a escrever as histórias de Thor após a saída de Stan Lee, dando continuidade a saga que se iniciou anteriormente, mostrando a conquista de Asgard pelo vilão Loki. Coube a ele também mostrar o auxílio que o Surfista Prateado deu a Thor para derrotar Durok. No entanto, o escritor optou por mostrar o herói cósmico dispensando o deus do trovão para cuidar da ameaça sozinho. Dessa forma, Thor retorna a Asgard com intenção de derrotar Loki e o Surfista fica na Terra para derrotar Durok. De fato, a impressão que se tem é que se está lendo duas histórias distintas, tanto que o roteiro, obviamente mais alongado, gerou uma história com 34 páginas, quase o dobro do que era publicado até então.Outro destaque fica por conta da arte de John Buscema, mostrando painéis de página inteira (ou de meia página, igualmente belos), onde demonstra o virtuosísmo de seu traço.

Para que a humilhação se torne completa, além de conquistar Asgard, Loki pretente se casar com a deusa Sif. Thor tem que enfrentar o guardião Heimdall (que não pode desobedecer as ordens de seu "novo" monarca) e os gigantes da tempestade para entrar no castelo de Odin. Nem mesmo o próprio Odin é capaz de deter seu filho louco, pois, já que ele possui o anel real, a autoridade a ele concedida não deve ser desafiada.

No entanto (e é nos "no entanto" que o Loki sempre se ferra), o anel dá poder ao seu usuário... mas lhe cobra energia para tanto. Com Odin, um ser supremo, isso não é problema. Mas Loki começa a se sentir minado de sua força vital, é obrigado a se livrar do artefato e... novamente... perde a batalha de forma patética.
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segunda-feira, 13 de julho de 2009

THOR - Parte 31

- Thor 192 (Setembro de 1971)

História:

* "Conflagration" - Escrita por Stan Lee, desenhada por John Buscema
Última história de Stan Lee.

Stan Lee foi a mente criativa (ou administrativa) por trás da criação de todo o universo de heróis Marvel, juntamente com o desenhista Jack Kirby. Thor, outro personagem adaptado por ele da mitologia nórdica, pode ser considerado um dos pilares desse universo. Graças a seu talento e o correto andamento no que diz respeito em chamar a atenção do público leitor, o personagem se firmou como personagem fixo de uma revista de coletâneas de ficção, a ponto dessa revista se tornar seu próprio título mensal.

Mas não só a criatura evoluiu durantes esses anos, o criador também recebeu seu reconhecimento, tornando-se o principal editor da Marvel. Com isso, continuou acompanhando o andamento das revistas e personagens que ajudou a criar e viu nascer uma equipe de novos escritores que deram continuidade a sua obra, tornando-se tão famosos e importantes quanto ele mesmo.

Nesta edição, vemos o último roteiro exclusivo de Stan Lee para Thor. Parece até que o escritor sai em um momento estranho, já que cria a premissa de um encontro entre o deus do trovão e seu personagem mais instrospectivo, o Surfista Prateado. Porém, vale lembrar que, para receber o novo escritor, Lee deixou a recepção para o desenhista John Buscema, que também faria fama nas páginas de Thor e, afinal, era outro responsável pelo sucesso do Surfista (curiosamente também substituindo Jack Kirby, que desenhou as primeiras histórias do personagem cósmico).

A história encontra-se em um momento em que Loki volta a tomar o trono de Asgard (pela enésima vez) e, dotado do poderoso anel de Odin e o auxílio de Karnilla, a deusa bruxa das nornes, cria o gigante Durok, capaz até mesmo de derrotar Thor.

Transportando Durok para a Terra, Loki faz com que Thor seja derrotado em países da America do Sul, até que a criatura seja mandada para as Nações Unidas, onde poderá deflagrar uma guerra mundial. Thor se vê obrigado a defender a Terra em um momento em que Loki continua dominando Asgard e tenciona desposar a deusa Sif, então interesse amoroso do deus do trovão.
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domingo, 12 de julho de 2009

THOR - Parte 30

- Thor 182 e 183 (Novembro e Dezembro de 1970)

Histórias:

* "The Prisoner... The Power... And... Dr. Doom" - Escrita por Stan Lee, desenhada por John Buscema

* "Trapped in Doomsland" - Escrita por Stan Lee, desenhada por John Buscema

John Buscema.

Depois do brilhante trabalho feito por Jack Kirby nas primeiras histórias de Thor, coube ao desenhista John Buscema substituí-lo nas histórias do deus do trovão. Buscema ficaria conhecido pelas clássicas aventuras de Conan, mas o deus asgardiano é parte importante de sua obra... Além do que, bárbaro por bárbaro, um deus do trovão adorado pelos vikings e que vivia parte de suas aventuras em um ambiente baseado na mitologia nórdica não estava tão distante do tema assim.

Thor encara um antigo vilão do universo Marvel, o Doutor Destino (costumeiro inimigo do Quarteto Fantástico). O ditador latveriano sequestra o cirurgião Donald Blake para que este restaure seu rosto, desfigurado anos antes devido a um acidente em um dos seus experimentos. É como unir o útil ao "desagradável", já que Thor tencionava auxiliar uma francesa a resgatar seu pai do reino da Latveria, onde ele fora aprisionado pelo Doutor Destino para criar mísseis poderosos.

Apesar de conseguir escapar do cativeiro, destruir os mísseis e derrotar Destino, Thor se surpreeende ao descobrir que a ambição consumiu o cientista, que reluta em voltar para sua filha (tendo até certo ódio dela), tudo por causa da promessa de Destino em torná-lo rico. Uma das balas que dispara contra Thor ricocheteia e o mata. O herói, no entanto, conta meias verdades para a filha desconsolada... dando idéia de que seu pai agiu com coragem e honra.

Raro notar a preocupação de Destino com sua aparência, uma vez que a maldade do vilão, nas aventuras futuras, era tamanha a ponto dele nem mesmo se importar com isso. Pelo contrário, é como se sentisse a vontade com seu rosto deformado, usando-o como símbolo e justificativa para sua vingança sem escrúpulos. Mesmo assim, aqui é mostrado um vilão dramático, que está mais preocupado em restaurar sua aparência do que propriamente conquistar o mundo.

Outro ponto interessante é a metáfora de apoio ao desarmamento, uma vez que Thor aniquila todo o arsenal de mísseis de Destino. Para quem achava que a intervenção de super-heróis em questões da política internacional (mais especificamente a questão armamentista) era coisa recente, de histórias com heróis mais existencialistas, aqui há um bom exemplo de que a idéia já vinha de longa data.

sábado, 11 de julho de 2009

THOR - Parte 29

- Thor 180 e 181 (Setembro e Outubro de 1970)

Histórias:

* "When Gods Go Mad!" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Neal Adams

* One God Must Fail - Escrita por Stan Lee, desenhada por Neal Adams

Mefisto.

Pode-se dizer que Mefisto é a versão da Marvel para o demônio bíblico Satã. De fato, o personagem já chegou até mesmo a usar esse nome para denominar-se. De todos os personagens demoníacos da Marvel, ele é quem chega mais próximo da encarnação do Demônio. Com o passar dos tempos, Mefisto mostrou ser uma poderosa força mística do mal, mas os quadrinhos distanciaram sua figura de algo relacionado a Bíblia.

Da mesma forma, Odin, pai de Thor, que é mostrado como o onipotente todo-poderoso deus de Asgard, não pode ser representado como Deus, que criou o Universo. Isso parece tirar o impacto desse primeiro encontro de Thor com Mefisto, já que representaria o encontro de um deus (do trovão) com o próprio demônio. Esse conceito fica mesmo na idéia geral, uma vez que, até então, o vilão tinha como principal inimigo um herói que nada tinha de místico, o Surfista Prateado, tendo inclusive surgido nas histórias deste. Mas não deixa de ser interessante a forma como a aventura é conduzida, indo além do simples fato de Thor (no corpo de Loki) ter sido enviado para o... Inferno.

Thor e Loki trocaram de corpo e é nessa enrascada que o herói se encontra. Odin, numa tentativa de castigar Loki, envia-o para o Inferno, domínio de Mefisto, aparentemente sem saber que, na verdade, era Thor quem estava sendo punido. No Inferno, Mefisto se surpreende com a aura de bondade de emana de Loki e percebe que a alma naquele corpo não pertence ao deus da trapaça.

Fandral, Volstagg, Hogum e a bela deusa Sif partem para o Inferno afim de resgatar o deus do trovão, enquanto Balder permanece na Terra para impedir que Loki utilize o corpo e os poderes de Thor para causar destruição.

Utilzando a magia de Loki, Thor expande sua alma pelo Inferno e sua bondade incomoda Mefisto a tal ponto que ele o expulsa daquela dimensão (junto com seus amigos que foram lhe resgatar).

Na Terra, Thor enfrenta Loki em seu corpo e apanha um bocado. Mas sua estratégia é fazer com que seu meio-irmão atire o martelo encantado e fique distante dele por mais de sessenta segundos. Quanto isso acontece, o herói volta a ser Donald Blake, a essência de Thor volta para seu corpo e a de Loki volta para o vilão, alterando a troca de corpos. Loki foge após a derrota.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

THOR - Parte 28

- Thor 179 (Agosto de 1970)

História:

"No More the Thunder God" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

Fim da dupla Stan Lee e Jack Kirby.

Desde o surgimento do personagem Thor, na editora Marvel, o escritor Stan Lee e o desenhista Jack Kirby trouxeram sagas memoráveis, criaram personagens marcantes e desenvolveram o herói, tornando-o um sucesso no mundo dos quadrinhos. Nesses anos de publicação uma diferença marcante surgiu entre o início e a fase publicada até então. Essa diferença está ligada a uma questão: Seria Thor o deus do trovão que se tornou Donald Blake ou seria Donald Blake que encontrou o martelo de Thor? A resposta... é que Thor é a verdadeira personalidade e Donald Blake uma identidade criada por Odin para que seu filho aprendesse uma lição de humildade.

Mas apesar das fantásticas surpresas, inúmeras reviravoltas e visuais incríveis criados pela dupla, Lee e Kirby terminavam, na edição 179, sua parceria nas aventuras sobre o deus do trovão.

Nessa derradeira contribuição da dupla, Loki apronta mais uma das suas. Exilado na Terra após mais uma de suas malfadadas tentativas de conquistar Asgard, o deus da mentira cria uma máscara mística capaz de fazer com que o usuário troque de rosto com ele. Utilizando tal objeto, Loki troca de rosto com Thor, absorvendo também os poderes do deus do trovão.

Balder e Sif, que voltam a Terra afim de auxiliar Thor, acabam atacando o herói, que agora tem o rosto e as vestimentas do inimigo Loki. A batalha só termina quando Thor, utilizando os poderes de seu meio-irmão, acaba descarregando muita energia contra Balder e fica se lamentando pelo ocorrido, algo que o verdadeiro Loki jamais faria. Com isso fica provado que quem está diante de Balder é, na verdade, Thor. Resta ainda recuperar o rosto do herói...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

THOR - Parte 27

- Thor 154 a 157 (Juho a Outubro de 1968)

Histórias:

* "...To Wake the Mangog" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

* "Now Ends the Universe" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

* "The Hammer and the Holocaust" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

* "Behind Him... Ragnarok" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

Mangog.

Apesar de Mangog parecer um monstro da mitologia nórdica, foi mesmo criado para os quadrinhos. Nem mesmo asgardiano era, sendo uma espécie de último sobrevivente de uma raça alienígena que já ameaçou Asgard no passado, mas foi aprisionado por Odin em um local remoto do reino dourado. De certa forma, era a prisão viva de toda esta raça alienígena, ou seja, carregava a força de bilhões de sua espécie em um único ser. Desta forma, dá pra se ter uma idéia do tamanho da ameaça.

Após a última luta com Thor, o troll Ulik foi jogado em um poço onde, justamente, se encontrava a prisão criada por Odin para deter o monstro Mangog. Entendendo que a criatura odiava Asgard tanto quanto ele, Ulik a liberta com intenções de unir forças para derrotar os asgardianos. Tarde demais, percebe que o que libertou está muito além de qualquer controle ou união.

Mangog segue seu caminho de vingança em direção a Asgard, sem que nenhuma criatura ou guerreiro fosse capaz de deter seus passos. Sua intenção era desembainhar a espada de Odin, fazendo com que todo o Universo morra e, assim, vingar sua raça. Nem mesmo Thor é capaz de impedir suas intenções.

Porém, quando já estava com as mãos na espada, uma tempestade criada pelo deus do trovão acorda Odin de seu Sono Sagrado e ele desfaz a criatura, devolvendo os bilhões de alienígenas para seu planeta natal, de uma forma que não possam mais causar mal a ninguém.

THOR - Parte 26

- Thor 148 a 150 (Janeiro a Março de 1968)

Histórias:

* "Let There Be... Chaos" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

* "When Falls a Hero" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

* "Even in Death" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

Destruidor.

Não confundir o vilão Destruidor com a armadura (que por vezes também é vilão) também conhecida como Destruidor. Acontece que os dois tem nomes originalmente distintos mas, ao serem adaptados para os quadrinhos do Brasil, acabaram ganhando o mesmo nome. E o que é mais incômodo nessa situação toda é que ambos aparecem na primeira saga do Destruidor (o vilão, não a armadura).

O vilão Destruidor seria mais conhecido no futuro por ser o líder do maléfico grupo conhecido como Gangue de Demolição. No entanto, não só tem uma "carreira solo" bem distinta, como também surgiu sem depender da existência de seus parceiros.

Sua origem se deu em um momento estranho das histórias de Thor, chegando até mesmo a ser uma espécie de comédia de erros. Dotado de uma máscara que lhe cobria o rosto e um pé de cabra, o Destruidor já era uma lenda cometendo crimes que sempre eram seguidos por vandalismo. Ele roubava e, com seu pé de cabra, quebrava tudo o que encontrasse pela frente no local do crime.

Até o dia em que o criminoso decide atacar um apartamento onde se encontra ninguém menos do que Loki, o maléfico irmão de Thor. E o que Loki estaria fazendo por ali? Simples... Loki, Thor, Balder e Sif tiveram seus poderes reduzidos num acesso de fúria de Odin e ficaram momentâneamente exilados na Terra. Loki, enfraquecido, tentou convocar a rainha norne para recuparar parte de seu poder e voltar a Asgard. É quando o Destruidor invade o apartamento e, como o asgardiano estava enfraquecido, o golpeia com seu pé de cabra.

O Destruidor começa a xeretar as coisas de Loki e acaba colocando o capacete dele na cabeça. Nesse momento, a rainha norne aparece e, vendo o Destruidor de costas com o capacete, o confunde com Loki e lhe dá o poder solicitado. Agora, além de já ser um vândalo habilidoso, o Destruidor também tem poder asgardiano correndo em seus braços.Com esse novo poder, o Destruidor vira uma ameaça para toda a cidade e consegue até mesmo a derrotar Thor (lembrando que o deus do trovão também estava com o poder reduzido.

Apesar dos acontecimentos levarem a resultados quase cômicos, as reviravoltas não param de acontecer. Sif retorna a Asgard, mais especificamente ao reinado norne. A rainha norne lhe oferece a chance de sua alma entrar dentro da armadura Destruidor. Apenas dessa forma, ela conseguiria salvar Thor do vilão na Terra. De fato, dotada com a armadura, Sif consegue derrotar o Destruidor.... Mas a vida da bela deusa está em risco porque Thor acredita que a armadura ainda é comandada por um inimigo.

Com o Destruidor finalmente derrotado, Odin volta atrás e devolve o poder total a Thor, que ainda enfrenta o troll Ulik em seu retorno ao reino dourado.

terça-feira, 7 de julho de 2009

THOR - Parte 25

- Thor 143 a 145 (Agosto a Outubro de 1967)

Histórias:

* "... And, Soon Shall Come: The Enchanters" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

* "This Battleground Earth" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

* "Abandoned on Earth" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

Encantadores.

Thor é um dos personagens mais poderosos da Marvel. Afinal de contas, ele era o DEUS do trovão! Em suas primeiras aventuras, sua fraqueza era a suposta mortalidade quando se tornava o médico manco Donald Blake. Seria muito fácil escolher entre ser um mero mortal ou um deus asgardiano... Mas... Eis que surge a bela enfermeira Jane Foster e arrebata o coração de Blake / Thor. Pronto, estava criado um ponto fraco em um personagem tão poderoso... ponto fraco esse que desafiava até mesmo a onipotência de seu pai, Odin.
Porém, uma reviravolta em suas histórias fez com que Jane Foster fosse afastada de Thor. O herói ainda tinha a teimosia em permanecer na Terra, vagando entre os mortais. Mas isto era algo que só servia para irritar seu pai. Com a saída de Jane e, consequentemente, o elemento "fraqueza" fora de suas aventuras, as histórias de Thor careciam de um novo elemento que demonstrassem certo desafio ao seu poder.

Com isso, começaram a surgir inimigos tão ou mais poderosos não só quanto a Thor, mas capazes de ameaçar todo o panteão mitológico dos deuses asgardianos. Uma dessas ameaças estava nos irmãos-deuses-magos conhecidos como Encantadores.

Os Encantadores, seres ancestrais e tão assustadores que eram personagens recorrentes nas histórias para assustar crianças asgardianas, além de seu imenso poder físico e místico, eram possuídores do Talismã Vivo que, por si, já os tornava uma ameaça digna de se enfrentar o próprio Odin.

Quando Sif e Balder descobrem a nova ameaça, fogem para a Terra e encontram Thor na forma de Donald Blake. O problema é que os Encantadores seguem a dupla e quase aniquilam o deus do trovão. Apesar da ameaça parecer tão perigosa, o herói acaba derrotando as místicas criaturas, assim como Odin também aniquila o Talismã Vivo e exila os Encantadores para o Limbo.

Mas, mesmo surgindo inimigos tão poderosos, notem que eles ainda eram facilmente derrotados em combate. Isso não significava que os problemas de Thor tinham acabado. Muito pelo contrário. Esse intervalo, apesar da pancadaria, era apenas o início de uma fase digna das dificuldades que um herói Marvel passa... seja ele deus ou mortal.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

THOR - Parte 24

- Thor 140 (Maio de 1967)

História:

"The Growing Man" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

Homem Crescente.

Controlado pelo vilão temporal Kang, o Homem Crescente é uma espécie de andróide que aumenta de tamanho quando absorve qualquer energia ou ataque que receba. Através de um raio especial, seu tamanho é reduzido até o tamanho de um brinquedo, podendo ser ativado novamente em qualquer lugar.

Quando Thor volta a Terra para retomar sua vida como o doutor Donald Blake (agora sem Jane Foster), a ameaça do Homem Crescente é solta nas ruas pelo vilão Kang. O golpe do martelo encantado só faz com que a criatura dobre de tamanho e se torne mais ameaçadora. Por sorte, seu ataque é cessado pelo próprio Kang, que reduz o tamanho do andróide e decide voltar para o futuro, onde irá conquistar o mundo com essa nova arma.

Aparentemente, Thor consegue impedir que o vilão alcance seu objetivo, utilizando a força do martelo encantado. Aparentemente... porque com Kang nunca se sabe quando a ameaça foi contida...

domingo, 5 de julho de 2009

THOR - Parte 23

- Thor 137 a 139 (Fevereiro a Abril de 1967)

Histórias:

* "The Thunder God and the Troll" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

* "The Flames of Battle" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

* "To Die Like a God" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

Ulik.

Os trolls são criaturas da mitologia nórdica que também foram adaptadas para a versão em quadrinhos da Marvel. Ao contrário do que se possa imaginar, os trolls oferecem um real perigo até mesmo aos deuses nórdicos. O fato de serem uma raça aparentemente inferior e de aparência embrutecida, vivendo como selvagens nos subterrâneos, não esconde sua inteligência, ferocidade e mesmo suas habilidades em estratégia militar. E o mais perigoso entre todos os trolls chama-se Ulik.

Apesar de sua superioridade em batalha, Ulik não era exatamente o líder de seu povo. Suas ambições estavam mais voltadas para a guerra, deixando a monarquia para o rei Geirrodur, sendo que até mesmo esse temia a força do troll guerreiro.

Thor leva a enfermeira Jane Foster para Asgard, já que recebeu aprovação de Odin para se casar com ela. No entanto, a jovem fica estarrecida com a visão da cidade dourada e mesmo dos deuses que lá habitam. Com isso, é provado que a garota não é digna de se casar com o deus do trovão ou mesmo se tornar imortal. Como Odin não pode usar seu poder para mudar o sentimento no coração de seu filho, envia Jane Foster de volta a Terra, sem as lembranças de Asgard, onde ela começa a trabalhar no consultório do doutor Kincaid, muito parecido com Donald Blake e por quem se simpatiza logo de cara. Assim é dada uma segunda chance para Jane.

Já Thor, ainda amargurado, é enviado para um campo onde conhece uma jovem de cabelos negros que tem incrível habilidade com a espada. O deus do trovão a reconhece do passado. Trata-se de Sif, a jovem irmã do guardião Heimdall, que se tornou uma linda mulher e exímia guerreira. Logo, Thor fica encantado pela beleza, nobreza... e ousadia de Sif. Fecha-se assim uma fase na vida do personagem, onde seu coração momentâneamente esquece do sofrimento por amar uma mortal.

Mas nem tudo são milagres. Asgard e o casal logo são atacados por hordas de trolls, sendo o mais terrível deles o guerreiro Ulik.

Ulik é um inimigo tão fantástico que consegue até mesmo balançar a força de Thor. Vendo que o filho de Odin está enfraquecido, o rei dos trolls, Geirrodur, envia Ulik para a Terra, onde ele está ameaçando a vida de Sif (que foi pega em meio a luta). Quando retorna a Terra, Thor volta a se tornar o doutor Donald Blake... mas é capturado pelos trolls, que querem o seu martelo encantado. Mesmo conseguindo voltar a forma de Thor, o herói vê seu martelo ser levado pelos inimigos.

Apesar do encantamento do martelo forçar Thor a se transformar em Donald Blake após 60 segundos afastado dele, a asgardiana Sif consegue deter a transformação e levá-los ao reino subterrâneo dos trolls, onde o herói recupera sua arma. No entanto, Ulik conseguiu criar um martelo tão poderoso quanto o Mjolnir e se torna ainda mais ameaçador.

A única fraqueza de Ulik é o ódio que sente pela criatura conhecida como Orikal, um alienígena capturado pelos trolls e principal responsável pela criação de armas tão fantásticas capazes de derrubarem até mesmo os deuses asgardianos. Escravizado, Orikal recebe a ajuda de Thor, que o liberta. O deus do trovão então derrota Ulik e o obriga o rei Geirrodur a cessar o ataque a Asgard.

THOR - Parte 22

- Thor 134 a 136 (Novembro de 1966 a Janeiro de 1967)

Histórias:

* "The People-Breeders" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

* "When Speaks the Dragon" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

* "The Maddening Menace of the Super-Beast" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

* "The Fiery Breath of Fafnir" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

* "There Shall Come a Miracle" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

Alto Evolucionário e Fafnir.

Pode-se dizer que o personagem Alto Evolucionário é uma espécie de Doutor Moreau (do clássico da literatura A Ilha do Doutor Moreau) versão Marvel. Vilão ou aliado? Assim como o personagem da citada obra literária, o personagem está mais para a regra de que os fins justificam os meios.

Ao voltar de sua aventura na Galáxia Negra, onde enfretou o Planeta Vivo para os rigelianos, Thor volta a Terra e procura por Jane Foster, que partiu mundo afora graças ao poder mental da rigeliana Tana Nile. Descobre que sua amada foi parar nas montanhas européias de Wundagore e foi capturada pelos misteriosos cavaleiros que protegem o local.

Os cavaleiros de Wundagore, apesar de seguirem um código de honra comum aos heróis da Idade Média, montam futuristas naves que fazem a vez de seus cavalos. Quando Thor invade a base dos cavaleiros (que também tem uma aparência futurista), tem uma surpresa estarrecedora: ao tirarem seus capacetes, os sequestradores mostram que são animais em corpos humanóides, mais especificamente animais selvagens geneticamente evoluídos até que tomassem a forma humana e desenvolvessem inteligência compatível. O autor dessa evolução artificial é o misterioso Alto Evolucionário, que desenvolveu um raio capaz de dar essa forma aos animais.

Inclusive, naquele momento, o Alto Evolucionário está concluindo mais uma de suas experiências, evoluindo um lobo para a forma humanóide. Porém, algo sai errado e a natureza do lobo lhe dá uma maldade acima de qualquer lealdade e poderes mentais que não eram previstos. A criatura tenta destruir a todos em seu caminho e incitar uma pequena rebelião de novas criaturas que têm a selvageria ainda em suas mentes. Thor só consegue dominar a nova criatura pois, como ele mesmo cita, apesar de poderosa ela ainda é uma criatura mortal... enquanto ele é o imortal deus do trovão.

Após auxiliar o Alto Evolucionáirio, Thor conhece mais um pouco da origem de seu aliado: ele era um cientista que foi ridicularizado ao apresentar suas teorias evolucionárias e se isolou para concluir suas experiência, dominando as novas criaturas através de um código de ética medieval.

Jane Foster, sequestrada para lecionar para as novas criaturas (aqui chamadas de novos homens) é levada por Thor e o casal vê que a montanha de Wundagore nada mais era do que uma nave disfarçada, que alça voô para que o Alto Evolucionário continue suas experiências sem causar ameaça ao mundo.

Paralelamente, nas série Contos de Asgard, ficamos conhecendo Fafnir. Trata-se de uma adaptação da mitologia nórdica para os quadrinhos.

A terra de Nastrond era governada pelo inescrupuloso rei Fafnir. Devido a seus abusos, Odin condenou tanto o monarca quanto sua terra e esta se tornou árida, morta, sem o sinal de uma planta ou sequer um inseto em sua região. No entanto, durante essa espécie de exílio, Fafnir descobre uma estranha fonte luminosa que lhe dá o poder de se tornar um gigantesco dragão.

Thor é enviado com os três guerreiros para tanto provar sua bravura, quanto as consequência desse ato trazerem alívio a Nastrond. Ao enfrentar o dragão Fafnir, o deus do trovão convoca a tempestade como golpe final. Ao partir, sem que notasse (além de Odin), a chuva que convocou consquentemente traz vida a árida e deserta terra castigada por seu temível rei-dragão.

sábado, 4 de julho de 2009

THOR - Parte 21

- Thor 133 (Outubro de 1966)

História:

"Behold... The Living Planet" - Escrita por Stan Lee, desenhada por Jack Kirby

Ego, o Planeta Vivo.

Dizer que Ego é um dos maiores vilões da Marvel soa até como piada... afinal, trata-se de um vilão do tamanho de um planeta. Ou melhor... ele É o planeta! Exageros a parte, Ego remete aos monstros de ficção científica da literatura pulp e filmes da década de 50. Também na década de 50 e parte da de 60, eram comuns os quadrinhos que publicavam histórias de suspense, terror e ficção com este tipo de monstro. Muitos escritores e desenhistas dessas histórias contribuíram mais tarde com o gênero de super-heróis e, consequentemente, levaram algumas de suas criaturas para esse universo.

Thor atravessa um bom momento em sua história. Mas, no Universo Marvel, a bonança sempre antecede a tempestade de problemas. Quem sabe disso mais do que ninguém é Odin, pai de Thor, que acaba (finalmente) concordando com a união de seu filho com a mortal Jane Foster. Isso sem que o herói tivesse que realizar o sacrifício que pretendia: deixar de ser o deus de trovão e tornar-se o mortal Donald Blake... definitivamente.

Porém, ao voltar para a Terra (chamada de Midgard pelos asgardianos), Thor descobre que Jane foi hipnotizada e obrigada a partir para algum lugar distante pela sua estranha companheira de quarto, Tania. Essa mulher, mostra sua verdeira face ao revelar-se como alienígena da raça rigeliana Tana Nile. Os Rigelianos, conquistadores por natureza, decidem invadir e ameaçar o planeta com uma espécie de raio trator gigantesco que o tiraria de sua órbita.

Dotados de um poder mental espetacular, os rigelianos aparentemente consegue abduzir Thor e levá-lo para seu planeta. O deus do trovão, porém, apenas ganha tempo para ver onde é a base dos alienígenas e, por fim, mostrar que é ameaça maior do que esperavam.

Os rigelianos desistem de lutar contra Thor e preferem pedir auxílio a ele. Acontece que os alienígenas temem a chamada Galáxia Negra, uma parte do universo banhada pelas trevas e da qual mistérios nunca foram explorados pois nenhum rigeliano conseguiu voltar de lá. Eles dão um andróide Registrador para que o deus do trovão traga informações da Galáxia.

Na Galáxia Negra, Thor e o Registrador descobrem uma estranha matéria orgânica que os ameça e está por praticamente toda a parte do local. Não só isso. Esse ataque parece ter consciência de seus atos. Logo, o autor desses ataques aparecem na impressionante forma de... Ego, o Planeta Vivo!

Ego age de forma mais inteligente do que esperava, tentando até mesmo persuadir o herói (com intenções mortais, é claro). Como nota a resistência de Thor, defende-se com os recursos naturais dele (que é o planeta) e cria uma espécie de sistema imunológico humanóide que tenta destruir o herói.
Thor consegue escapar do planeta vivo, agora com a verdade sobre a ameaça que habita a Galáxia Negra.